E prossegue a festa dos Mais Admirados da Carta Capital / Parte 2

Na esteira do evento de ontem das Empresas Mais Admiradas, era celebrado também o 17º aniversário da Carta Capital, e Mino Carta lembrou o comentário de um amigo de que, no ano passado, naquela mesma festa, ele estivera bem bravo. “Não estava. Eu estava indignado com o pensamento único da mídia, com o que ela dizia da candidata Dilma. Eram coisas que se distanciavam da verdade factual, daquela verdade que não se contesta. Ela já esteve duas vezes neste evento como ministra. E sua presença hoje, como presidenta, nos honra demais. Escrevi, em 2005, que ela reúne todas as qualidades para ser a sucessora perfeita de Lula, que foi, na minha opinião, um presidente divisor de águas na História do Brasil. Em 10 meses de governo, ela provou que correspondeu a nossos vaticínios e esperanças, o que é motivo de enorme orgulho para a Carta Capital“…

À exceção da presidenta Dilma, de suas ministras Idely, Iriny, Chagas, da presidente em exercício da Petrobras, Maria de Graça Foster, de algumas agraciadas, como Luiza Trajano, foi uma noite essencialmente masculina. Os homens deixaram suas mulheres em casa. Não considerando Eike Batista, que levou a sempre Flávia Sampaio, bela em paetês pretos e três cadeiras depois da minha; Abílio Diniz, com sua também linda e também morena Geyze; e o governador Geraldo Alckmin, com a encantadora Lu. Havia, é claro, a emblemática Beatriz Pimenta de Camargo, la grande dame colecionadora de artes paulistana. E havia a própria “publisher” da Carta Capital (como o governador Alckmin a chamou em seu discurso), a diretora comercial da revista, Manuela Carta...

Antes da solenidade da premiação, enquanto esperávamos a chegada da presidenta Dilma Rousseff que, mal desembarcou em São Paulo, foi direto visitar Lula no Sirio Libanês, os Líderes Mais Admirados confratenizavam com as Empresas Mais Admiradas e as autoridades, num coquetel com o mais alto teor de Poder e de PIB. Lá estava o Delfim Netto, muito bem, cabelos impecavelmente grisalhos, como se o tempo houvesse parado só para ele. Mas a razão da boa forma de Delfim eu conheço: ele acaba de se casar! Isso mesmo, o ex-ministro da Fazenda ficou viúvo e pôde oficializar a relação matrimonial com sua sempre Gervásia, o que não deixa de ser uma ótima notícia…

Josué Gomes da Silva, com os olhos azuis-azuis de sua mãe, aguardava no coquetel o momento de receber o troféu da empresa de Tecelagem Mais Admirada, para a sua Coteminas, enquanto conversava com um dos Líderes Mais Admirados, o banqueiro André Esteves. E eis que eu pergunto ao Eike Batista, o Líder Mais Admirado Nº 1, ali encostadinho pertinho da gente: “Eike, conhece o Josué?”. E ele: “Conheço sim, Hilde, somos até sócios numa empresa”. Ah, mundo, mundo, vasto mundo dos altos negócios, em que os interesses tornam os caminhos tão curtos e todos tão próximos…

Com um olho, pesco o Fernando Pimentel. Com um ouvido, a conversa do Mercadante. Com o outro, a entrevista que o Suplicy dá ali adiante. E o ventinho que bate nas minhas costas é o Paulo Skaff, passando rapidinho. Enquanto os Alckmin chegam irradiando simpatia, com a Lu num redingote de lã que, se meu olho não fosse muito bem treinado, não perceberia que é uma réplica de um usado por Jackie, no auge de sua Era Kennedy, mas em outra cor. O de Lu é branco-areia; o de Jacqueline era rosa seco. Epa, será que aquela é a Marina Mantega?…

O cerimonial nos chama ao auditório no andar superior e quem sobe a escada lado a lado comigo? O Nizan Guanaes! Parece até um replay de há oito anos, num prêmio da Isto É, quando subimos a escadaria juntos, na mesma São Paulo. Bons tempos… Nizan me diz: “A África ganhou o Agência Mais Admirada pela terceira vez!”, e estava todo contente. E agora me digam: quando o Nizan não está contente? Lanço um último olhar para o salão e vejo, lá em baixo, sozinha, a ministra Ideli Salvati. Será que ela está esperando a presidenta?…

O frisson é grande. Os Mais Admirados todos de pé, trocando figurinhas, confraternizando. A locutora pede: “A Excelentíssima Senhora Presidenta da República já está descendo, por favor, tomem seus lugares”. Mas parece que ninguém ouviu. Daqui a alguns minutos, a locutora novamente: “Senhoras e senhores, por favor, tomem seus lugares. A excelentíssima senhora Dilma Rousseff já se encontra no recinto, tomem os seus lugares, por favor”. Já está no recinto?! Aí mesmo é que ninguém senta, todos querem falar com ela, cercá-la à sua entrada no salão…

Mas finalmente todos sossegam, todos tomam seus lugares, é claro que depois de mais um aflito pedido da locutora, e tem início uma das mais prestigiosas solenidades do mundo empresarial brasileiro. A presidenta Dilma está na primeira fila da plateia, acompanhada de Mino Carta e de Luiz Gonzaga Beluzo. Os ministros são Garibaldi Alves, Aloizio Mercadante, Gilberto Carvalho, Helena Chagas, Ideli Salvati, Iriny Lopes, que depois, à exceção de Gilberto, se revezariam no palco entregando os trofeus…

Mas isso só vai aconter depois dos discursos. Chega o Olacyr de Moraes. Sem mulher. O prefeito Gilberto Kassab faz seu discurso. Breve, formal e correto. O governador Geraldo Alckmin abre sua fala com uma mensagem a Lula: “Quero deixar uma palavra de apoio ao presidente Lula e à sua família. E dizer a ele que com as nossas orações ele vai superar as dificuldades”. E prosseguiu, com seu jeito simpático, enaltecendo a parceria de São Paulo com a presidenta Dilma para combater a miséria extrema “que impede o pleno desenvolvimento do Brasil”, e falou do respeito com que tem olhado o modo como Dilma se relaciona com governadores de campos opostos e do sinal importante que ela deu com sua intenção de entregar os aeroportos às empresas privadas. Alckmin não esqueceu nada nem ninguém. Abraçou os homenageados todos na pessoa de Eike Batista. Cumprimentou “a publisher Manuela Carta“. Abraçou Mino Carta no 17ª aniversário da Carta Capital e, por extensão, toda a imprensa, cuja missão é ingrata, pois, “quando elogia o governo, é oficialista, quando critica, é comprometida”…

Em seguida, as várias autoridades presentes fizeram um rodízio no palco para entregarem os trofeus aos presidentes das 50 empresas eleitas As Mais Admiradas, divididas por macrossetores. Ao descerem à plateia, iam cumprimentar a presidenta, que, atenciosa, se levantou para cada um dos 50…

E esta era apenas a primeira parte da premiação; Aínda viriam os 10 Líderes Mais Admirados e as 10 Empresas Mais Admiradas no geral…

 

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