Casamento na Mansão das Heras

Fui ontem ao casamento de Mariana, a filha da dra. Rosa Célia do Pró-Criança Cardíaca, com Gustavo Marques. Na Mansão das Heras, no Alto, aquela casa linda da família Quattrone transformada em espaço de festas. A casa espetacular, coberta de heras, ninguém acredita, é apenas um anexo da casa principal (fica no mesmo terreno imenso, praticamente uma chácara), a verdadeira mansão Quattrone.  Foi na casa de heras que viveu Luis Quattrone, quando era casado com Maitê, hoje Queirós Mattoso, e tiveram duas filhas lindas. Ficou famosa e entrou para a crônica dos grandes assaltos sofridos pelo high, a invasão da casa por bandidos, que pularam o muro, as meninas ainda eram adolescentes. Acuados dentro de casa, os Quattroneviram lá de cima os bandidos escalarem as paredes externas, agarrados às heras, aos gritos de que queriam os dólares e as joias. Luís, apavorado, não pensou duas vezes, começou a jogar joias, dólares, tudo pela janela, para os bandidos se darem por satisfeitos e se mandarem. Sorte que o caseiro conseguiu escapar até a outra casa e acionou a polícia, botando a turma pra correr. Foi um final feliz. Mas esta cena, descrita pelo próprio Luís Quattrone, nunca me saiu da cabeça…

Naquela tarde de casamento, porém, a cena era outra. Mariana entrou linda, magra, fina, alva e soberba, levada pelo pai, Paulo Cesar do Rego Monteiro. Parecia uma daquelas vestais de romance. O véu singelo e longo, toda de branco, ao som de música renascentista, ao ar livre, passadeira sobre a grama, décor campestre. Mesas mineiras antigas e longas, onde se podiam ver cestos imensos com legumes e flores silvestres, sob toldinhos listrados, parecendo tendinhas de feira chique. Mesas com águas aromatizadas com limão, lima e outras frutas, em jarros de vidro, as frutas boiando, muito bonito. Bancos largos, daqueles tipo Stilo Asia, enfileirados um na frente do outro, diante do altar, cujo teto era apenas sugerido por um foulard cor de rosa riscando um pedacinho do céu. O décor era todo country, as cortinas de voile estampadas, os pufes brancos e cor de rosa, as mesas e cadeiras de madeira antiga. Muito elegante mesmo. Convidados na maioria de pé sobre o gramado, as meninas furando a terra com seus saltos agulhas. Grande parte delas acertou, vestindo-se de maneira leve, discreta e adequada, como pediam o local e a ocasião. Destaco aqui o curto imprimé azul marinho e branco da Déa Backheuser, usado com bolsinha vermelha. Muito elegante, perfeita. Ela o comprou na loja do Armando Camarão– uma mão na roda para quem, como ela, mora bem em frente ao Cassino Atlântico e bastou atravessar a rua. Cristina Setembrino, também elegante, vestido leve, franzido, estampado e sandálias.  Sem meias, Cristina sofreu com os mosquitos, que estavam em tarde faminta. Uma recepcionista caminhava pra lá e pra cá no gramado socorrendo as pernocas com repelente. Até mesmo as perninhas de um bebê num carrinho sem cortinado!

Havia, é claro, algumas mulheres de longos bordados. Mas estas eram exceções. Como grande parte dos convidados vieram de São Paulo, onde moram os noivos, elas talvez não soubessem que o Alto da Boa Vista é tipo a Serra da Cantareira do Rio, onde o look pedido à tarde é sempre o campestre chique. Celina de Farias, muito bem, num terno marron-caramelo,  à mesa do primo, Helio Vianna, que foi casado com a Branca Moreira Alves

Gripadíssimo, o dr. Francisco Eduardo Guimarães Ferreira, ex-diretor-geral doHospital Pró-Cardíaco, primeiro, grande, principal e fundamental apoio do Pró-Criança Cardíaca, desde seu advento, não foi. Estava representado pela mulher,Carmen, das mais adequadamente vestidas na tarde. Assistiu à cerimônia, cumprimentou os noivos e partiu, para fazer companhia ao maridão. Eis que chegamNestor Rocha, a mulher, Liliana Rodriguez, e a cunhada, Jacira Lucas. Os três numa sinfonia em preto e branco. Terminada a cerimônia, marcada para as 16 horas, os Backheuser tomaram seu avião, o mesmo em que vieram, e retornaram para Búzios, onde estão neste fim de semana comprido com a família toda…

Foi servido um late brunch, pelo chef Demar, regado a champagne Chandon Rosé. Dentro da casa e na varanda, os lugares eram marcados. Num plano mais alto, mesa redonda com lugares marcados do governador Cabral e do secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann.  Quando eu saí, já depois das seis, para outro compromisso, eles ainda não haviam chegado, mas acredito que tenham ido. Afinal, quem não adora adra. Rosa Célia?…

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