Avenida Atlântica ensaia reação ao desrespeito que sofre, lançando sua Associação à meia-noite de hoje!

A Avenida Atlântica está um pote até aqui de mágoas. Depois do desastroso sábado de Natal, em que ninguém pôde fazer almoço de família devido à proibição de ir e vir dos moradores de Copacabana motivada pelo show de Roberto Carlos, a gota d’água foi esta madrugada, em que nenhum morador da Atlântica pregou no sono, todos obrigados a escutar até sete horas da manhã a “passagem de som” do tal Show da Virada

Aquelas mega-hiper-maxi caixas de som poderosas, amplificadas em torres ao longo da orla inteira, mantiveram-se a plenos pulmões, volume total, pela madrugada adentro, com um som bate-estaca de CD, repetindo a mesma frase musical, como um disco arranhado, sem parar, sem parar, sem parar…

Os pobres moradores foram ao desespero. Foram centenas de telefonemas para o 190, e a resposta era sempre a mesma: “Vamos estar enviando uma viatura em breve”. Teve gente respondendo: “Vamos estar mudando nosso voto na próxima eleição”. Já passava de 7h da manhã quando, enfim, uma alma bondosa qualquer tirou a tomada e fez-se o silêncio…

Revoltado, um grupo de síndicos de prédios da Praia de Copacabana funda hoje, simbolicamente à meia-noite, a Associação de Amigos da Avenida Atlântica. Enfim, uma entidade que defenda os interesses da Princesinha do Mar e de seus moradores, há décadas expostos ao descaso das autoridades, à cafetinagem desenfreada nas calçadas, nas boates, nos bares, restaurantes e até nos hotéis! Expostos aos falsos hippies vendedores de drogas, à falta de critérios e de obediências às posturas municipais pelos quiosques, restaurantes e todo o comércio da orla; expostos à população de rua agressiva, aos camelôs & camelódromos “oficializados” pela demagogia eleitoreira dos vereadores. Expostos também aos feiosos postos de gasolina plantados, ainda na época da ditadura, na Avenida mais linda do Rio de Janeiro, por um capricho de antigo ditador. Expostos ao comércio ambulante de churrasquinho ‘miau’ e outros venenos de procedência não sabida; aos assaltos, aos flanelinhas, à vulgaridade, à sujeira. E viva a Associação dos Amigos da Avenida Atlântica que, mesmo tarde, enfim se apresenta!…

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