Sobre Hildegard Angel

[email protected] Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

O povo trabalhador também é gente. Merece consideração.

Respira por aparelhos na UTI do Hospital de Urgências de Goiânia, o estudante paulista Mateus Ferreira da Silva, da Universidade Federal de Goiás. Desarmado e em atitude pacífica, ele foi surpreendido pelo ato de selvageria de um policial, durante manifestação da greve geral, que, aos golpes sucessivos, espatifou seu cassetete contra sua cabeça.
A grande mídia demorou a noticiar o fato, e agora, quando faz, é de modo distorcido, procurando justificar o injustificável, tentando criminalizar a presença em um ato de protesto, o que é absolutamente saudável e necessário em qualquer regime democrático. Mas, não, nessa greve geral, desde o início, desde antes, a preocupação tem sido a de manipular fatos.
Primeiro, fingiram que a greve geral não existiria. Não a mencionaram nos noticiários da véspera. Bem definiu o jornalista Gerson Nogueira, “como se omitissem uma tempestade do dia seguinte”. E as pessoas, ingênuas e desavisadas, seguiram desatentas, “sem guarda-chuva”, para os pontos de ônibus e estações de metrô, desconhecendo que greve, de fato, haveria. Pura irresponsabilidade dos telejornais, dos quais elas são as cotidianas manipuladas. Dando margem assim ao registro até de um homem de cadeira de rodas não tendo para onde ir ou voltar. Maldade dos departamentos de jornalismo, que deixaram de, na véspera, fazer sua obrigação: informar.
A preocupação foi, e tem sido, a de desfocar fatos, demonizar os protestos dos trabalhadores indignados, buscando calá-los. O que também é uma forma de censura e repressão. Forma odienta, porque disfarçada. Abjeta, porque dela são levados a compulsoriamente participar  profissionais de imprensa, muitas vezes até por necessidade de sobrevivência, cientes (ou não) do mal que fazem ao país. Irmãos contra irmãos.
As vítimas são feitas vilões. Os vilões são apresentados como heróis. Ah, meu Deus, e nós que já assistimos em outras décadas a esse filme, e deu no que deu…
Câmeras, na sexta-feira, 28 de abril de 2017, registraram pneus queimados e encobriram as bombas de gás lacrimogêneo lançadas contra o povo, idosos, mulheres, na Cinelândia, no Rio de Janeiro, enquanto a multidão, ordeiramente, cantava compungida o Hino Nacional Brasileiro, no encerramento de um ato-comício. Alguém viu na TV?…
Assim como câmeras não mostraram a indignação popular ante a presença do comediante Marcelo Madureira, radical de direita assumidíssimo, e pelo visto alienado dos sentimentos do povo, pois resolveu gravar imagens na Alerj, quando trabalhadores reclamavam contra a Reforma da Previdência e o fim da CLT. O astro do humor saiu escorraçado, aos impropérios, e assim foi, pelas ruas do Centro do Rio, ele e sua equipe, em passos acelerados, com o povo bradando “ladrão, roubou nossos direitos!”, “verme!”, “canalha!”, num corredor polonês de xingamentos. E lá foi ele, encurvado de tanta humilhação, vivendo seu Momento Bastilha.
Não, isso as TVs não mostraram. Não mostraram que os direitos duramente conquistados e suados de um povo trabalhador são como que sagrados. Para querer mudá-los de alguma forma, há que se sentar, cordialmente, numa mesa de negociação, e conversar. Até se chegar a um ponto positivo de ajuste. Não é assim como querem fazer, impondo à galega, tipo manu militari, levando as pessoas ao seu limite.
O povo trabalhador também é gente. Merece consideração.
#SomosTodosMateus

O exclusivo aniversário de Carmen Mayrink Veiga na Ruy Barbosa

Fui ao níver de Carmen Mayrink Veiga. Mínimo. Éramos seis amigas, os dois filhos, Antenor e Antônia, mais os caras-metades, Maria e Guilherme, com a mãe, Beatriz, grande amiga de Carmen. Top Show e Sylvie não deram os bigodes – gatos, só os vistos no bolo elegante e saboroso de Regina Rodrigues, com as iniciais CMV em relevo na glace branca no topo. Idade festejada, eu sei, mas não conto. A própria Antônia serviu as amigas de sua mãe, passando os salgadinhos da chef Conceição. O atleta do ciclismo, Antenor, pediu ao cunhado, Guilherme, para abrir o champagne, na hora do brinde dos ‘parabéns’ – “você tem mais experiência”. Carmen preferiu receber os cumprimentos no seu quarto de paredes floridas em azul, onde primeiro foi visitada pelas amigas de duas em duas. Na hora do brinde, todos entraram e as flûtes de Baccarat branco e amarelo fizeram tim-tim. Antenor segurou o bolo com a velinha para a mãe soprar. Foi aquela alegria. Depois, beijos, beijos, beijos.

Carmen se maquia e penteia em casa. Providências tomadas por sua secretária-acompanhante-braço direito, a  magnífica Eliane, que organizou a festa. A Primeira e Única estava linda. Não largou o terço de olho de tigre, com imagem de Santa Terezinha, presenteado por Clara Magalhães, que também levou os brincos em gotas (que gotas!) e o anel pra combinar – porque, afinal, uma vez Carmen, sempre Carmen!

Carmen, já programando voltar a sair e receber homenagem

Foto Hildegard Angel

Giovanna Engelbert, a italiana musa do street style na atualidade

Ela é a grande sensação dos flashes da moda. A italiana Giovanna Engelbert é a rainha do street style – estilo das ruas. Seus ‘passeios’ documentados no Instagram lhe garantem mais de meio milhão de seguidores. Na atualidade, é a personalidade da moda mais inspirada na composição de seus looks, juntando ecletismos, conceitos, texturas, padrões, formas, cores inesperadas.

Linda, ex-modelo Dolce & Gabbana, editora de moda da Vogue Japão e estilista, Giovanna estremece as mídias sociais, quando pisa as calçadas da moda em New York, Paris, Londres, Roma, e há sempre à sua espreita um fotógrafo do staff da Getty Imagens ou um competente Jonathan Daniel Price, que assinam os registros nestes painéis aqui postados, com fotos da Vogue.co.ukv . Veja, aqui, uma seleção dos melhores momentos de Giovanna Engelbert em seu doce balanço a caminho dos flashes.

CREDIT GETTY IMAGES

CREDIT JONATHAN DANIEL PRYCE

Duas reflexões em fim de semana chuvoso e triste na Baía de Guanabara

Não sei o que se ganha potencializando um ódio descontrolado nas redes sociais; às vezes responsabilizando pais por erros dos filhos; outras, apedrejando sem se aprofundar sobre fatos pessoais e humanos; fazendo análises supérfluas; provocando a ira da comunidade sem oferecer caminhos. Como se todos os envolvidos no debate pudessem se arvorar em árbitros e padrões de decência, ética, coerência, honradez etc., sem jamais ter cometido qualquer deslize na vida contra o bem público, tais como uma omissão na declaração do IR, um estacionamento em local indevido não pago e por aí vai…

Há quem cite a Revolução Francesa, que foi um marco fundamental e salutar, mas cometeu excessos e atrocidades: assim como se decapitou Danton, foi-se também o pescoço de Robespierre… E quando não tinham mais quem matar, os do povo saíram se matando uns aos outros…

Revolução Francesa

O momento do país é frágil, preocupante, tenso. Pessoas se mudam para o exterior, pressentindo sabe-se lá o quê. E ainda tem quem insista em pôr mais lenha nessa fogueira…

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Num país em que tudo se partidarizou, os poderes, as religiões, a mídia, a polícia, fica difícil, com essas denúncias todas, formar opinião com plena convicção, quando praticamente todos os políticos de relevo estão delatados. Só hipócritas podem julgar honestidade seletivamente. E nós não somos hipócritas. Enquanto tudo isso não se esclarecer, ofereço o benefício da dúvida. Depois, não me aliarei ao jogo da hipocrisia. Não existe “meio honesto” ou “desonesto do bem” porque é bem nascido. Mas existem injustiçados. Aguardarei o epílogo dessa tragédia brasileira para formar minha opinião definitiva, fugindo das manipulações.

No admirável mundo da moda, a Nasa produz tecidos espaciais em 4-D!

Vejam só este tecido de metal molinho, que lembra as “malhas” dos cruzados medievais. Na verdade ele é produzido pela NASA, impresso em 3D em peça única, pode ser facilmente dobrado e flexionado, e faz o link da moda com a engenharia.

Os pesquisadores esperam que ele possa ser usado ​​como escudos desdobráveis, ​​como isolamento para proteger as naves espaciais de meteoritos e para fazer roupas espaciais. Esse tecido do espaço tem quatro funções essenciais: reflectividade, gestão do calor passivo, dobra e resistência à tração.

Um lado do tecido reflete a luz, enquanto o outro a absorve, atuando como um meio de controle térmico. Ele pode dobrar em muitas maneiras diferentes, se adaptar às formas e ao mesmo tempo ser capaz de suportar fortes puxadas.

Ao contrário das técnicas tradicionais, suas peças minúsculas são soldadas juntas, depositando-se o material em camadas. Isso reduz o custo e aumenta a capacidade de criar materiais exclusivos.

“Nós podemos imprimir a geometria e a função desses materiais, por isso nós de fato chamamos de ‘impressão em 4-D’ e não em 3-D”, disse Polit Casillas, da equipe JPL/NASA. “Se a fabricação do século 20 foi impulsionada pela produção em massa, então esta é a produção em massa de funções…”

A proposta não é só usar esse tecido no espaço, é a NASA ser capaz de fabricá-lo no próprio espaço.

Ana Botafogo introduz o balé ‘Giselle’ na dança da moda com festão no Rio Othon

Foi ontem. Há 10 anos a primeira bailarina do Teatro Municipal, Ana Botafogo, lançava moda com seu nome e esta colunista abria o espaço que ela bem merece, em foto e noticiário. Cortinas de veludo vermelho, aplausos de pé e gritos de “bravo!”, “bravo!”, como a diva está acostumada.

Obstinada, talentosa, organizada, Botafogo viu sua grife se consolidar, firmar-se no mercado com seu conceito diferenciado de moda trazendo, como referência, o universo da dança, e criada pela estilista Alessandra Folganes.

Na próxima terça-feira, dia 25, os 10 anos serão celebrados com big festa no rooftop do Rio Othon Palace, convidados only, quando a bailarina mais famosa do país também vai comemorar seus 40 anos de sapatilhas de ponta nos palcos brasileiros e internacionais.

Na programação, além dos bebes e comes, o lançamento de nova coleção toda inspirada no ballet Giselle, com desfile dos 20 looks  ao som do DJ Capelli. São  bodies, saias, calças e macacões “com recortes especiais, funcionais para aulas de dança e ginástica, mas podem também ser usados para noite e passeio”, ui! Tudo do que a gente precisa e gosta.

E não é por nada não, mas de elegância clássica a Aninha Botafogo entende…

Ana Botafogo posa com criações de sua coleção “Giselle” de moda, que vai lançar com festão celebrando 10 anos da grife e 40 anos de carreira no ballet, na terça-feira, no Rio Othon, guests only, rooftop

Fotos de Cris Gomes

 

 

Duas visitas inusitadas a cumprir neste fim de abril no Rio de Janeiro

Ana Maria Braga, em seu programa matinal, sempre interessante, brindou o público hoje com uma aula sobre objetos vintage. E lá estava ele, o velho mimeógrafo, que ela, com certa dificuldade, ensinou como operar, lembrando-se de seu tempo de protestos e militâncias estudantis em Diretório Acadêmico. Na sua linguagem accessível a todos, revelou que, naquele tempo, usava-se o mimeógrafo para imprimir papeis em que “a gente falava mal de todo mundo, de todos os políticos”…

A prensa do Gutenberg

Mas se Ana Maria precisar voltar ainda mais no tempo, terá agora oportunidade de levar ao seu programa a réplica da prensa de Johann Gutenberg, criada pelo inventor alemão no século 15. O equipamento chega ao Rio no próximo dia 28, para integrar o acervo do Centro Cultural da Bíblia – CCB. A chegada será saudada com cerimônia, das 15h às 18h, e palestra sobre a Bíblia da Reforma, abordando os 500 anos do movimento liderado por Lutero, que disseminou a Bíblia no mundo, e mudou a história da leitura, popularizando-a. Doação da Igreja Nova Vida, a prensa estará acessível para a pesquisa de todo o público visitante do CCB, Rua Buenos Aires, 135, Centro.

OUTRA VISITA…

Outra visita que poderá ser feita a partir deste fim de mês, entre os dias 27 de abril e 7 de maio, será ao Rainbow Warrior, navio usado pelo Greenpeace em defesa de causas várias. Grande oportunidade para conhecer o barco, o Greenpeace e seus ativistas.

 

Greenpeace’s Rainbow Warrior arrives in Cuba for the first time to host a conversation between Mexican scientists and farmers and their Cuban counterparts, responsible for researching and practicing large scale ecological farming on the island for over two decades.
Rainbow Warrior llega al puerto de la Habana junto con miembros de las comunidades mayas de Campeche y Yucatán.

O Rainbow Warrior III, em sua chegada a Cuba pela primeira vez, para sediar uma conversa de cientistas e agricultores mexicanos e seus correspondentes cubanos, responsáveis por pesquisar e praticar em grande escala a agricultura na ilha por mais de duas décadas. O Rainbow Warrior chega ao porto de Havana junto com membros das comunidades maias de Campeche e de Yucatan

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O Rainbow Warrior ficará atracado no Píer Mauá, ao lado do Museu do Amanhã. Você poderá entrar na ponte de comando, conhecer a tripulação no navio e saber mais sobre o trabalho dessa ONG nesses 25 anos no Brasil e sobre a campanha pela defesa dos corais da Amazônia, ameaçados pela exploração de petróleo.

Este é o barco “netinho” do Greenpeace, a terceira geração deles, mas muito mais bacana. Enquanto os dois primeiros eram pesqueiros adaptados, este foi o primeiro com design personalizado, construído do zero seguindo os mais altos padrões ambientais.

Serviço
O quê: Visita ao navio Rainbow Warrior, do Greenpeace
Quando: 29 e 30 de abril e 1, 4, 5 e 6 de maio, das 10h às 16h
Onde:Píer Mauá, próximo ao Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
Quanto: Gratuita

 

 

Rihanna lacrando de Gucci no Coachella

No Sábado de Aleluia, Rihanna lacrou coberta de diamantes, em look da Gucci, desfilado na Milan Fashion Week em fevereiro passado, no festival de música Coachella. Vejam só:

Convívio acadêmico das artes, na casa da Gávea de Eliane Lustosa

Tradição, Heloísa Aleixo Lustosa, presidente da Academia Brasileira de Arte, recebeu os confrades para o jantar anual da instituição, na casa bonita de sua filha não menos, Eliane Lustosa, na Gávea.

Trata-se de uma daquelas ocasiões ardentemente aguardadas por todos, na certeza de que iremos encontrar o mais charmoso dos cenários, a mais inteligente das conversas, o mais delicioso dos jantares, o mais harmonioso dos convívios, as mais amáveis anfitriões, Heloísa e sua filha, Eliane, que na boa tradição da mineiridade recebem de maneira cordial e mansa, fazendo o tempo passar sem a gente se dar conta.

Desta vez, Minas, além dos rituais hospitaleiros, contribuiu com a presença festejada do jesuíta padre Aleixo, em visita à sua irmã, Heloísa.

À sobremesa, como de hábito, houve os discursos. Inicialmente, o do secretário-geral da Academia Brasileira de Arte, Victorino Chermont de Miranda, anunciando a agenda de próximos eventos. Em seguida, falou o acadêmico escritor Sylvio Lago, enaltecendo a gestão de Heloísa Lustosa. Por fim, Heloísa fez o balanço das atividades acadêmicas de 2016 e destes primeiros meses do ano, lamentou a partida de Sábato Magaldi, que nos deixou, saudou os novos empossados – sempre com a classe e a suavidade que são sua marca e fazem da confraternização da ABA um permanente prazer.

O artista plástico Luís Áquila e Evandro Carneiro

Heloisa Lustosa lê seu discurso com um balanço das atividades da Academia Brasileira de Arte, presidida por ela

Mr. Samba, Haroldo Costa, o maestro Tacuchian e a grande dama dos museus do Brasil, Heloisa Lustosa

O escritor Sylvio Lago lê sua saudação à presidente Heloisa Aleixo Lustosa

Eliane Aleixo, anfitriã do jantar, o colecionador e pesquisador Patrick Meyer e a sambista Mary Marinho Costa

O colecionador Paulo Barragat e esta Hildegard Angel, presidente do Instituto Zuzu Angel de Moda

Padre Aleixo e Francis Bogossian

O colecionador Evandro Carneiro, o escritor Alexei Bueno e a editora Flavia Portella

O casal Eliza e o escritor musicólogo Sylvio Lago e padre Aleixo, irmão de Heloísa Aleixo Lustosa

Dalal Achcar, Paulo Barragat e Victorino Chermont de Miranda

A leiloeira Soraia Cals, o museólogo Lauro Cavalcanti, a estilista Toia Lemman, a presidente da ABA, Heloisa Lustosa, o escritor e produtor musical Haroldo Costa e, no primeiro plano, o leiloeiro Evandro Carneiro e Mario Mendonça, o mais importante pintor sacro brasileiro