Sobre Hildegard Angel

[email protected] Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Vazou depoimento da Kardashian à polícia francesa: estava nua por baixo do robe no assalto – ah, essas Kardashian!

Vazou para a imprensa o depoimento de Kim Kardashian à Polícia, na delegacia em Paris, sobre o assalto sofrido por ela. O conteúdo foi publicado ontem, no Le Journal du Dimanche, da França, vertido para o inglês, pelo WWD, e neste minuto para o português, por esta que vos escreve.

Foi nas primeiras horas da manhã de 3 de outubro passado, quando ela ouviu passos fora de seu apartamento e gritou. Como ninguém respondeu, ela ligou para seu guarda-costas, eram 2h46m da madrugada. Imediatamente após isso, dois homens mascarados, usando coletes da polícia, entraram em seu quarto e a amarraram. Um deles, usando óculos de esqui, pediu seu anel. Ela agiu como se não soubesse do que ele estava falando, mas quando ele mostrou uma arma, ela apontou para seu anel de noivado, da joalheria Lorraine Schwartz, de US$ 4 milhões, numa mesa próxima (o anel é famoso, a mídia falou muito sobre ele).

“Ele apontou a arma para mim, pegou o anel. Estava usando luvas e me perguntou onde estavam as jóias e o dinheiro”, disse Kim. “Eles me pegaram e me levaram para o saguão de entrada, eu estava usando um roupão de banho, nua por baixo. Então, voltamos para a sala e eles me empurraram para a cama, onde me amarraram com cabos de plástico e fita adesiva nas mãos. Então, eles passaram a fita na minha boca e nas pernas e me levaram para o meu banheiro. Para ser precisa, para minha banheira”, ela prosseguiu.

Kim acrescentou que, entre os itens roubados, estavam duas pulseiras de diamante; um colar de ouro e diamantes e uma cruz cravejada de diamantes; um conjunto de colar de diamantes com um par de brincos de diamantes, da Lorraine Schwartz; um relógio de ouro amarelo Rolex, e um colar com o nome de seu filhinho, Saint, soletrado em diamantes.

Na época do relatório à Polícia, ela avaliava os bens roubados em cerca de US$ 5 milhões (metade dos US$ 10 milhões relatados anteriormente).

Desde então a polícia francesa deteve 17 suspeitos, que ela acredita serem os responsáveis pelo assalto.

Kim Kardashian e o baby Saint, que ficou sem seus diamantes

O anel de noivado, diamante de 15 quilates com lapidação de esmeralda

Nem religiosa de hábito nem santa de oratório, Gisella vai marcando o tempo da sua vida com atos de amor ao próximo

A Arquidiocese do Rio de Janeiro acaba de contemplar Gisella Amaral com o Prêmio Especial São Sebastião 2016, sua mais alta honraria.

Ainda não foi anunciada a data, bem como não foi revelado o local da entrega da homenagem.

Gisella Amaral, a grande dama da bondade

Nem religiosa de hábito nem santa de oratório, Gisella, a grande dama da bondade, vai marcando o tempo da sua vida com atos cotidianos de amor ao próximo – alguns grandiosos, outros pequeninos. O que pode significar alegrar a vida dos velhinhos de um asilo (durante vários natais seguidos levou o rei Roberto Carlos para festejar o Natal da Casa São Luiz), a campanha de prevenção do câncer de mama (saiu em périplo pelo país, fazendo palestras, dando o depoimento pessoal, na campanha Outubro Rosa), a ajuda ao Banco da Providência (criou o Arraial da Providência, para compensar o prejuízo com a queda do movimento da Feira da Providência) e as múltiplas ações construtivas de sua obra social SorRio.

Dona de grande criatividade na promoção de eventos, capaz de agregar pessoas de forte expressão, celebridades, benfeitores, lideranças empresariais, Gisella é um motor propulsor do bem, uma força para a caridade, locomotiva para as ações da Igreja Católica, e aberta a ajudar seja qual for a religião das carências, porque, afinal, bondade não vê fé, não vê time de futebol, raça ou sexo.

Daqui, meus aplausos entusiasmados pelo acerto do Conselho Cultural da Arquidiocese do Rio de Janeiro, na concessão deste Prêmio Especial.

Viva a Gisella Amaral!

 

A pegadinha de Michelle Obama em sua despedida do povo americano

Com as finanças do país estabilizadas, a relação harmoniosa com Cuba, a redução dos soldados americanos no Afeganistão e no Iraque, Barack Obama conclui seu mandato com a popularidade alta, apesar de não ter emplacado seu sucessor, e isso muito devido à decepção daqueles que acreditaram nas promessas iniciais do ‘Prêmio Nobel da Paz’ Obama, que, ao longo de seus 8 anos de mandato, foi o presidente americano recordista em conflitos internacionais, despejando 48.819 bombas sobre 7 países, ao cálculo de 66,5 ao dia, 2,7 por hora*!

Enquanto Obama explodia populações civis, sua mulher, Michelle, bombava em nome da boa vida saudável diante de uma América intoxicada com litros e litros diários de Coca-Cola e toneladas de Big Macs.

Com suas ideias próprias, sempre estimulante e estilosa, Michelle tornou-se absolutamente venerada pelo povo americano. Ela revolucionou o cardápio de seu dia a dia, desde a escola, invertendo a pirâmide alimentar tradicional, priorizando legumes, carnes magras, fibras, oleoginosas ‘do bem’, tornando as crianças mais saudáveis, ensinando o povo a comer salada, a sacudir o esqueleto, para ter vida mais longa e com saúde.

O exemplo do sucesso da Primeira Dama foi a pegadinha de ontem no programa top dos EUA,  de Jimmy Fallon, em que os admiradores de Michelle se declararam a ela diante de seu retrato, e de repente ela apareceu, em carne e osso diante deles! Aí vimos o que é popularidade, quando alguém de poder se dispõe a fazer algo positivo pelo seu povo. Assistam ao vídeo:

*por hora:

https://actualidad.rt.com/actualidad/228115-legado-barack-obama-mandato

A nova casa de Maria Pia ou o Ibope de Montenegro está cada vez mais alto!

A fabulosa casa da saudosa Nelly Maluf Jafet, na parte mais exclusiva do Jardim Pernambuco, acaba de ser vendida a um querido casal, por um valor que só diz respeito a quem paga e a quem vende. A escritura foi lavrada metade para ele, metade para ela, e dessa forma só poderia ser para um casal em perfeita harmonia, com a absoluta convicção de um matrimônio perpétuo. Estou falando de Carlos Augusto Montenegro e Maria Pia Marcondes Ferraz Montenegro, que desde o casamento pisam a dois centímetros do solo, planando no mais completo amor.

Os documentos foram assinados na própria casa e, na ocasião, Maria Pia organizou uma solenidade religiosa, com todos em roda de mãos dadas com o casal, rezando pedindo bênçãos para a nova residência, até os barões Gérard e Silvia Amélia de Waldner, mãe de Pia.

Foi Daniel Homem de Carvalho, o habilidoso novo advogado do espólio, quem conseguiu arrumar o inventário, complicado pela parentela (que inclui o irmão de Nelly, Paulo Maluf), e obteve a autorização do juiz para efetivar o negócio, cujo corretor foi Arnaldo Basto, especializado em intermediação de imóveis dos chics que não querem ser famosos.

O escritório de Daniel prospera na cidade, tendo como sócios fundadores Fernando Lins, Luciano Saldanha Coelho e Natasha Pizzolante.

Como sucessores da casa de Nelly Jafet, Pia e Carlos Augusto terão a responsabilidade de assumir um dos mais requintados endereços. Anfitriã à moda antiga, Nelly mantinha a casa permanentemente florida pelo flower designer Raimundo Basílio, contratado para, semanalmente, renovar todos os jarros da casa com os mais lindos arranjos. Os jantares de Nelly reuniam as chamadas “cabeças coroadas” do Rio mais tradicional, sempre em torno de sua mesa com lugares marcados. Sua grande amiga, a decoradora Maria Celina Lage, falecida antes dela, costumava assinar o décor, sempre clássico, sempre lindo. Nos últimos anos de vida, mesmo de cadeira de rodas e com os sintomas do Alzheimer, Nelly manteve a mesma rotina das idas duas vezes por semana ao cabeleireiro Jambert, acompanhada da enfermeira. Adorava reunir os amigos, e seus jantares formais foram interrompidos apenas quando a consciência não mais lhe permitiu organizá-los. Mas este mundo passou. Pia é totalmente contemporânea, e há de trazer um sopro fresh para a nova residência.

Os Montenegro serão agora vizinhos bem próximos do construtor Sergio Andrade, morador da casa que foi de Mariano e Elizabeth Raggio, e da viúva do proprietário dos antigos supermercados Disco e Casas do Charque.

Enfim, e ça vas sans dire, para Maria Pia, o Ibope de Montenegro está cada vez mais alto!

Maria Pia e Carlos Augusto Montenegro, um casamento em que tudo é compartilhado, e isso se chama confiança, lealdade e felicidade a dois. Feliz Ano Novo!   

Apesar dos esforços de Kyriakos para não revelar Françoise, ela tratou de fazer isso em seu melhor e grande estilo

É em ocasiões como a de agora, quando acontecem fatos rumorosos envolvendo personagens da elite social como Kyriakos Amiridis, que a grande imprensa mais necessita de profissionais especializados que detenham conhecimento nessa área. Mas, na absoluta ausência deles, o que vemos acontecer? Premidos pelas exigências da chefia, repórteres desinformados sobre as chamadas “altas rodas” – e não os condenamos por isso – dão conta do recado mesmo de maneira torta. Hoje leio que Kyriakos Amiridis e a mulher “frequentavam festas de luxo no Rio”, quando ele serviu aqui como diplomata. Jamais! A única festa em que ele a levou no Rio foi o baile de carnaval do Copa, este ano, ele já como embaixador. E depois em mais nenhuma.

Quando cônsul-geral no Rio de Janeiro, Kyriakos jamais frequentou com Françoise. Não a apresentou a ninguém. Todos desconheciam que ele fosse casado ou tivesse qualquer relacionamento, namoro, noivado, companhia. Julgavam o cônsul grego um homem solteiro e desimpedido, pois assim ele se apresentava. Tem sido uma baita surpresa para a sociedade carioca, não só o casamento, como também a paternidade. E mais: a propriedade de uma casa na Barra da Tijuca!

Verdade que, às vésperas de seu retorno à Grécia, quando era cônsul-geral no Rio, alguns leram num site que um homem fora flagrado pelas câmeras de um condomínio da Barra, e preso, “saindo da casa do cônsul-geral da Grécia pulando o muro”. A consulesa (só então soubemos que havia uma consulesa) depôs que fora despertada pelo invasor dentro do seu quarto, munido de faca, e o expulsou. Ele obedeceu…

Tratava-se do mesmo criminoso assassino do casal Todd, de americanos vizinhos, vítimas um mês antes de um crime torpe e dos mais cruéis. Ambos os episódios mal explicados. O crime dos americanos e a invasão dos gregos.

Passam-se os anos, o estimado Amiridis retorna como embaixador e, enfim, apresenta a mulher brasileira, Françoise, depois de estar vivendo com ela há 15 anos – desde o seu posto no Rio de Janeiro – e já terem uma filha de 10, mantendo a propriedade daquela casa onde viviam na Barra da Tijuca.

Quantas vezes conversamos, ele e eu, sobre como seria bom ele adquirir um imóvel no Rio de Janeiro! Naquela primeira quadra dos anos 2000, o mercado imobiliário carioca estava em baixa, os preços muito atraentes, e vários diplomatas que serviam aqui e gostavam da cidade, com seus salários em dólar, puderam fazer aquisições. Kyriakos concordava, parecia interessado, mas não adquiria seu pied-à-terre carioca. Quando voltou embaixador, disse-me lamentar não ter feito a compra de um imóvel, e agora os preços estavam altos. Contudo, já tinha sua casa na Barra e não contava…

Quanto mistério fez nosso amigo Kyriakos, para não nos revelar a existência de Françoise!

Mas ela deu conta disso em seu próprio e grande estilo.

O saudoso embaixador da Grécia, Kyriakos Amiridis, cercado pelas divas Maria Callas e Christiane Torloni, homenageada do camarote, no Olympia Ball do Copa 2016, pois vivia Maria Callas no teatro, e esta colunista, caracterizada de grega da mitologia.

Foto Marcelo Borgongino

A curiosa coincidência que envolve a embaixatriz da Grécia Françoise Amiridis em tragédias com assassinatos de estrangeiros

Antes de lerem a crônica abaixo, peço a atenção aos leitores para algo atípico: o fato de Françoise, mulher do embaixador Kyriakos Amiridis, estar curiosamente ligada a dois crimes terrivelmente violentos, ocorridos no espaço de 12 anos, no Rio de Janeiro, envolvendo estrangeiros.

Em 2004, o caseiro que confessou ter assassinado o casal de americanos Staheli, ele o executivo da Shell, Todd Staheli, foi preso saindo da casa de Amiridis, flagrado pela câmera da segurança pulando o muro. Na ocasião, a consulesa, cujo nome não foi então revelado à imprensa*, disse que o caseiro invadiu seu quarto munido de uma faca, depois de ter roubado 20 reais na cozinha, e a acordou quando deixou cair uma moeda no chão. Ela teria pedido educadamente que ele se retirasse, e ele a teria obedecido. Preso, o caseiro acabou confessando o assassinato, um mês antes, do casal vizinho, para o qual havia trabalhado, passando a trabalhar para outro morador, Paulo Malta. Ele justificou o crime por motivo de “racismo”, não convencendo a ninguém, pois outros empregados negros serviam ao casal Staheli sem sofrerem preconceito. Um crime mal explicado.

Até então, ninguém sabia que o cônsul Amiridis era casado. Ele era tido como solteiro por toda a sociedade carioca e, ao longo dos quatro anos em que serviu na cidade, de 2001 a 2004, foi o bachelor oficial dos jantares elegantes,  compondo as mesas de lugares marcados, escoltando senhoras e jovens senhoras desacompanhadas. Muitas tentaram namorá-lo, porém sem sucesso. Não podiam supor que ele já estivesse casado, como agora sabemos estar há 15 anos, praticamente desde que chegou ao Brasil. Elegantemente, Kyriakos não dava esperanças a elas. Era um homem fiel a Françoise.

*http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI43547-9531,00-ACUSADO+DE+MATAR+O+CASAL+STAHELI+MOSTRA+COMO+EXECUTOU+O+CRIME.html

O diplomata grego Amiridis era um amigo de muitos anos. Meu e de amplo círculo social carioca. Agradável, sociável e extremamente simpático, seu smoking frequentou os bons salões do Rio – do Cosme Velho, de Lily Marinho, ao edifício Golden Gate, de Idinha Seabra Veiga, dos elegantes jantares de lugares marcados de Angélique Chartouny, aos de Beth e Carlos Alberto Serpa. Ele praticamente testemunhou, como um dos protagonistas, o “canto do cisne” da alta vida social da cidade, quando esta colunista ainda noticiava anfitriões de jantares black-tie à francesa, que marcavam lugares à mesa. Hoje, raridade.

Foi praticamente às vésperas de sua remoção do Rio de Janeiro para outro cargo que sua casa na Barra da Tijuca foi invadida por um assaltante, funcionário de casa do condomínio, que ao ser preso confessou o assassinato do casal Staheli, caso horripilante e rumoroso. A mídia noticiou, porém nem todos leram e souberam que Kyriakos era casado.

O estimadíssimo Kyriakos era moldado para a carrière, um multiplicador e “estreitador” de laços. Nos anos em que esteve ausente do Brasil, manteve contato com os amigos que fez no Rio de Janeiro. Até que, em 8 de janeiro passado, recebi de Atenas esta mensagem formal abaixo do diplomata: 

“Prezada Senhora Hilde,

Em primeiro lugar, espero que este meu e-mail  vos encontre  bem, com saude e que tudo esteja indo conforme desejais em vossa vida.
Venho por meio desta me comunicar com V.Sa para levar ao vosso conhecimento que em meados de Janeiro de 2016, estarei assumindo o cargo de Embaixador da Grecia no Brasil.
Creio que vos compreendeis a satisfacao e a alegria que me proporciona o fato de retornar, em novo cargo, num pais, com o qual me unem lindas memorias como tambem fortes amizades com pessoas especiais como V.Sa.
Espero que terei a oportunidade de vos encontrar logo novamente.

Atenciosamente,

Kyriakos Amiridis”

Em seguida, enviei a resposta:

“Caro Kyriakos
 
Seus amigos do Rio de Janeiro, entre os quais Francis e eu nos incluímos, estamos muito contentes com seu retorno ao Brasil como embaixador.
Hoje, a Andrea Natal, diretora geral do Copacabana Palace, pediu-me seu email, pois quer convidá-lo para o Baile do Copa, em que a Grécia será a grande homenageada, por ocasião deste nosso Ano Olímpico.
 
Envio-lhe o link do post que veiculei em meu blog.
 
“Ex-cônsul grego Kiriakos Amiridis de volta, agora como embaixador em Brasília” http://ln.is/com.br/rTYGh
 
Abraços e com os votos de uma boa viagem
 
Hildegard”
A troca de correspondências via email prosseguiu. Vejam abaixo:

“Estimada Hilde,

Agradeço  muitíssimo pela sua calorosa mensagem de boas-vindas!
Cheguei em Brasília e já assumi minhas funções na sexta-feira, 15 de janeiro, quando encontrei o Secretário-Geral das  Relações Exteriores no Itamaraty, Embaixador Sérgio Danese, a quem apresentei as cópias das minhas credenciais como Embaixador da Grécia no Brasil!

Estou animado  com a possibilidade de encontrar voce e Francis quando estiver no Rio de Janeiro e os avisarei antecipadamente, antes da minha chegada na nossa cidade maravilhosa!

Meu número de celular é (61) XXXX XXXX

Com os melhores cumprimentos,

Kyriakos Amiridis 

P.S.
Agradeço imensamente  pela referência que fez sobre mim em sua coluna social.”
Minha resposta:

“Caro e prezado amigo Kyriakos

Francis e eu estamos muito contentes com sua presença em nosso Brasil.
Não vemos a hora de revê-lo.
Pergunto: o Copacabana Palace (Andrea Natal) conseguiu lhe falar? Caso tenha havido algum desencontro, eu gostaria de convidá-lo para meu camarote no Baile do dia 6, que homenageia a Grécia. O “Olympia Ball”, abrindo os festejos olímpicos. O embaixador da Grécia é presença fundamental.
Abraços
Hildegard”
Réplica dele:
“Cara Hilde,
 
Mais uma vez agradeço pela sua gentileza em ter-nos indicado para receber tão honroso convite da Sra. Andrea Natal e, ainda, de convidar-nos para o seu Camarote. Já tivemos sim o contato com os organizadores do Baile e os convites para mim e a Françoise já estão à nossa disposição no Copacabana Palace.
 
Ainda não sei qual o local que ficaremos no evento, mas caso tenhamos a possibilidade de estarmos juntos no mesmo Camarote, será um grande prazer para nós.
 
Abraços,
 
Kyriakos”
Meu retorno:
 
“Prezado Kyriakos
 
Certamente teremos a oportunidade de nos ver no baile. Nossos camarotes são lado a lado. Será um grande prazer estar com você e Françoise. Fico contente em saber que o contato foi feito, e o local mais adequado para o Embaixador do país homenageado certamente é o do anfitrião da festa: a direção do hotel, a querida Andréa Natal.
 
Abraços e nos vemos na grande celebração à Grécia,
Hildegard”

 

Na ocasião, no animado e lindo baile grego do Copa, conheci Françoise, a mulher de Kyriakos. Percebi que não tinha o traquejo e a postura usuais em mulheres de diplomatas ou habituadas ao convívio social. Mas foi simpática. Quando ele fez a apresentação, houve um diálogo mais ou menos assim:
“Hildegard, esta é minha mulher, Françoise. Você sabia que eu havia me casado?”.
“Sim, eu soube pela mídia, quando houve aquele assalto à sua casa, na Barra da Tijuca, e a presença da consulesa foi mencionada”.
Neste instante, Kyriakos lançou um olhar cheio de significados para a mulher. Fiquei imaginando o que ele estaria querendo dizer através daquele olhar. Não sou de registrar olhares ocorridos, sobretudo em grandes bailes de carnaval, e sequer de me lembrar deles. O olhar de Kyriakos, não esqueci. Havia algo sério por trás daquele.

 

olympia-amiridis

Exibindo as máscaras de Maria Callas, homenageada em nosso camarote no Olympia Magic Ball, do Copacabana Palace, esta colunista e a embaixatriz da Grécia, Françoise Amiridis, indiciada como suspeita no assassinato do marido, o tão estimado da sociedade carioca, e agora também do mundo social e diplomático de Brasília, embaixador Kyriakos Amiridis. Foi a última vez em que Francis e eu o vimos, esperávamos revê-lo neste verão carioca. 

Fotos Marcelo Borgongino

*http://revistaquem.globo.com/Revista/Quem/0,,EMI43547-9531,00-ACUSADO+DE+MATAR+O+CASAL+STAHELI+MOSTRA+COMO+EXECUTOU+O+CRIME.html

A roupa que a imagem de Nossa Senhora da Glória volta a vestir hoje, e apenas hoje, para a missa de Guilherme Guimarães

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Nossa Senhora da Glória do Outeiro vestiu-se hoje de alta costura de Guilherme Guimarães, roupa assinada por ele em 2011, para a missa de sétimo dia do costureiro, às 16h30m, organizada carinhosamente pelos provedores Carlos Alberto e Beth Serpa

Mais do que a doença, o sofrimento imposto pelas dores, a deformação física própria do câncer do fígado, com os inchaços da barriga, exigindo punções cada vez mais frequentes para ter algum alívio, os meses que antecederam a morte de Guilherme Guimarães foram, até o último minuto, um penoso aprendizado da realidade.

Aprendeu a suportar o duro silêncio de quem ele mais esperava palavras de conforto; a distância de quem ele mais julgava receberia presença e afago; e se surpreendeu com a frieza de quem mais contava obter generosidade.

Nada disso dobrou o temperamento daquele que sempre valorizou o próprio orgulho. Antes de morrer, legou parte de seus bens – um apartamento e antiguidades – para reembolsar quem lhe garantiu recursos para o tratamento. O outro imóvel, no segundo andar do mesmo prédio do Russel, deixou em testamento, contemplando João, o porteiro de seu prédio, através de seu filho João Vitor, um menino adorável com corte de cabelo “Príncipe Valente”, juntamente com sua fiel costureira de São Paulo, Evanise, e a contramestra do Rio, Mimosa, que o acompanhou durante toda a enfermidade, e até o fim.

O orgulho de Guilherme desempenhou papel importante nesse enredo final de sua vida. Neste último ano, seu aspecto já debilitado, ele mudou seu único número de telefone, dificultando o contato com as pessoas. Seria para evitar perguntas incômodas sobre a doença? Não sei. Fato é que restringiu seu relacionamento a um grupo menor. Não abordava com ninguém o tema saúde. E se, por acaso, alguém lhe perguntasse, respondia com evasivas. Dos problemas financeiros, também se esquivava.

Mesmo para alguns daqueles que se dispunham a ajudar, era difícil entender o motivo de o costureiro não poder custear seu tratamento. Guilherme sempre cobrou alto por seu trabalho. Um vestido podia custar até 30 mil, uma noiva até 80. Certo que esses preços envolviam os valores muito elevados dos bordados, tecidos importados, mão de obra especializadíssima, acabamento único, a criação e a assinatura dele, que não têm preço. E ele, quando apresentava o orçamento da roupa, discriminava os gastos, um por um. No entanto, um profissional da moda vive do dinheiro que entra no dia a dia. E Guilherme praticamente não produzia, já há um ano, no ateliê do Rio, enquanto o de São Paulo ele já havia encerrado. Se o dinheiro para de entrar e as despesas continuam, óbvio que se vai à bancarrota. Sobretudo sem seguro de saúde, enfrentando um câncer.

Por outro lado, Guilherme colheu, apesar de poucos, alguns gestos extraordinários. Sem nunca ter tido cozinha em casa, almoçava em restaurantes todos os dias ou pedia delivery. Com a doença, passou a necessitar de uma dieta caseira especial, preparada com carinho. O que sua amiga Carmen Mayrink Veiga jamais lhe deixou faltar. Mesmo quando Carmen foi hospitalizada, o tupperware do almoço continuou a ser enviado da Rui Barbosa para a casa de Guilherme, religiosamente, de segunda a sábado. E assim foi até a sexta-feira, 16/12, de sua internação no Hospital da Lagoa…

Carmen jamais mencionou o assunto com quem quer que seja. E se algum dia me perguntarem se há exemplos de legítima nobreza e alta aristocracia na sociedade brasileira, eu certamente lembrarei deste, de Carmen Mayrink Veiga.

Houve alguns gestos nobres que não passaram das intenções, e outros que se efetivaram em ações concretas, como os de Idinha Seabra Veiga e Sandra Haegler, que, sabedoras das dificuldades, enviaram cartões amorosos junto com suas contribuições. Antonia Frering, ao ser avisada de que Gui-Gui precisava ser hospitalizado e desejava o Hospital da Lagoa ou o de Ipanema, ambos da rede pública, imediatamente acionou Bebel Niemeyer, casada com o grande neurocirurgião Paulo Niemeyer, mas a intervenção do casal Niemeyer não foi necessária, pois por outras vias já havia sido aberta vaga para o costureiro no Hospital da Lagoa.

Joy Garrido, Gisella Amaral, Maria Célia Moraes, Glorinha Paranaguá, Therezinha Pittigliani e Yara Andrade foram visitá-lo no hospital, com todo o carinho, algumas mais de uma vez. Elas o encontraram, miúdo, com sua cabecinha branca se destacando de uma colcha felpuda, imitando pele de onça.

Nas últimas horas de lucidez, Guilherme, em seu leito, enroscado na manta de oncinha, queixou-se comigo de fortes dores. Perguntei onde eram, e ele disse, com voz muito baixinha, apenas um sopro: “no corpo todo”. Queixou-se de frio na cabeça. Propus um chapéu, ele disse: “horror”.  Perguntei se poderia ser um xale, ele repetiu: “horror”. Preferia sentir frio a macular o senso estético.

Nos dois últimos dias de vida, esteve inconsciente.

Foi Yara Andrade quem apoiou Mimosa nas providências finais, correu para o hospital na madrugada da morte, na véspera de Natal, 24 de dezembro, cuidou da cremação, arcou com ela, conciliou assuntos que precisavam ser conciliados.

As cinzas de Guilherme Guimarães serão jogadas diante do Copacabana Palace. Pedido feito por ele ao porteiro João.

Se vocês virem um homem forte, moreno e modesto, levando pela mão um lindo menino com os cabelos do Príncipe Valente, jogando cinzas no mar de Copacabana, diante do Copacabana Palace, saibam que é a mais preciosa oferenda que a vaidosa Iemanjá poderia receber neste fim de ano.

Cinzas de alguém que cobrirá a Rainha do Mar com vestes únicas de alta costura, no máximo de elegância e esplendor: o costureiro Guilherme Guimarães!

Morreu Guilherme Guimarães, o maior ícone da moda brasileira da atualidade

O APARTAMENTO DE GUILHERME É A NOSSA “RUE CAMBON” DE MADEMOISELLE CHANEL, DEVERIA SER TOMBADO COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO TAL E QUAL ELE ESTÁ

Morreu esta madrugada, 2h30m, em leito do Hospital Federal da Lagoa, o costureiro Guilherme Guimarães. Ele padecia de câncer no fígado. Maior ícone ainda vivo da alta costura brasileira, a alta costura que fez História, com quase seis décadas de atividade, aos 76 anos. Guilherme vestiu as grandes divas da sociedade, quando o high society de fato pontificava e servia de referência na moda. Carmen Mayrink Veiga foi sua maior admiração na elegância. Mas teve outras, como Thereza de Souza Campos, atual dona Thereza de Orléans e Bragança, Elisinha Moreira Salles, Lucia Flecha de Lima, Christiana Neves da Rocha.

Entre as clientes muito amadas, que se tornaram grandes amigas, destacou-se Yara Andrade, que o acompanhou até o último momento das providências para sua cremação. Carmen Mayrink Veiga e sua fiel escudeira Eliane, entre as amigas que buscaram dar conforto a Guilherme em sua doença. Ilde Lacerda Soares, mesmo longe, em São Paulo, jamais o abandonou, com seus quase diários telefonemas.

Guilherme tinha suas musas. Uma delas era Danuza Leão, que ele vestiu no filme de Glauber Rocha, “Terra em transe”. Outra, era Tônia Carrero, cujos guarda roupas de teatro assinou várias vezes. O mais importante foi o da peça “Constantina”, que lhe rendeu inclusive prêmios. Outras estrelas foram vestidas em cena por ele, como Simone, Gal Costa, Marília Pêra, Rosita Thomáz Lopes, Célia Biar, Vera Fisher, e também astros, como Paulo Autran.

Ele brilhou nos salões, no teatro, no cinema, e também no exterior. Seu primeiro desfile em Nova York foi em 1962, aos 22 anos. Depois vieram outros nos Estados Unidos. Com elogios dos exigentes editorialistas de  moda. Chegou a ter uma loja em Nova York, mas por breve tempo. O desapontamento foi logo substituído por uma vitória: o convite para ser o homem da Christian Dior no Brasil, selecionado para isso pelo próprio Marc Bohan . Fixou-se em São Paulo onde criou para todos os segmentos da marca Dior.

Ousou no prêt-à-porter, para a Vila Romana, nos anos 1970, e foi bem sucedido. Lançou seu jeans com metais GG no bolso posterior, antes de Humberto Saade lançar o dele, com Luiza Brunet. E a modelo de Guilherme foi Antonia Mayrink Veiga. Um jeans “justérrimo”, ele dizia, mas composto, sem vulgarizar a mulher.

Passou a vida cultivando a beleza, a elegância, o refinamento, Jamais se envolveu em intrigas, escândalos. Jamais teve seu nome vinculado a qualquer ato que pudesse ser considerado condenável por quem o conhecia ou o desconhecia. Era sensível, cultivava a leitura, viajar era sua alegria, selecionava muito os amigos, sobretudo pela inteligência e a confiança que pudesse depositar neles. Era divertido, bem humorado e espirituoso na intimidade, entre verdadeiros amigos. Un homme du monde. Perfeito para os salões. Impecável em seu próprio salão de moda.

Cada atelier seu era um cenário espetacular, que refletia seu momento de vida, sua personalidade. Ele pessoalmente decorava, viajava, garimpava antiquários pelo mundo afora, e montava seus universos particulares. Decorar era seu passatempo preferido. Chegou a decorar três endereços ao mesmo tempo: um apartamento no Rio, um em São Paulo, um em Nova York. Foi seu período de êxtase. Grande fase de sua vida.

O apartamento-atelier da Praia do Russel do costureiro (que era comparado por alguns colegas à Mademoiselle Chanel, pois, como ela, interrompeu 15 anos a atividade e retornou com glórias ao ofício) é a nossa “Rue Cambon”. Lindo, sofisticado, um deslumbramento, um luxo só em beleza e em representatividade histórica de um ícone insubstituível. Deveria ser tombado pelas autoridades da cultura, como Patrimônio Cultural, tal e qual ele está.

Guilherme sempre soube cobrar muito bem por seu trabalho. Sua agenda manteve-se sempre cheia, e ele, mesmo nos momentos finais, ainda era procurado por noivas querendo fazer encomenda, porém, neste último ano, já enfraquecido, pouco trabalhou. Como não tinha plano de saúde, os recursos foram se esvaindo.

Nos momentos finais, Guilherme, que tinha um particular apego pelos pobres, e isso está em seu livro “Memórias de um costureiro”, que estou concluindo junto com Ruth Joffily, e pretendíamos lançar com ele ainda vivo, precisou recorrer à rede pública de saúde. A querida Cecília Dornelles foi providencial. Assim, pude conhecer muito de perto o Hospital da Lagoa, obra de Oscar Niemeyer. Uma ironia caprichosa do Deus das Artes, que deve saber que a imprensa americana comparou os vestidos de Gui-Gui aos traços de Oscar Niemeyer.

O Hospital da Lagoa é bem superior a vários hospitais da rede privada, onde se internam famosos e coroados. Seus quartos, corredores, todos os espaços são limpíssimos. A enfermagem é carinhosa e competente. Nada falta. Os equipamentos para exames vão até os leitos dos pacientes. E o serviço médico é o do mais alto nível.

Deixo aqui o agradecimento a todos do Hospital da Lagoa e, como não sei seus nomes, vou destacar o dr. Marcio Ribeiro, que recebeu Guilherme na internação com todo o interesse. Agradecimentos extensivos às dedicadas enfermeiras particulares, Márcia e Kátia, que desde junho se revezaram acompanhando o tratamento do costureiro.

Sabem, eu estou muito triste, tristíssima. A moda brasileira perdeu um dos maiores talentos que já teve. O Brasil perdeu um grande artista. O Rio de Janeiro, um de seus mais ilustres personagens. A Academia Brasileira da Moda perdeu um membro importante. Eu perdi um amigo.

academia-brasileira-da-moda-_mg_0352Guilherme Guimarães recebendo seu diploma de membro da Academia Brasileira da Moda, desta jornalista, presidente da ABM

Sob o Sol de Ipanema, foi dada a partida no Festival Bye-Bye Sanjeev, o diplomata que aditivou nossas relações com o Canadá!

A vida nos ensina a cada momento, às vezes duramente, que nada daquilo que mais prezamos é definitivo. Amores, familiares, relações, endereços, admirações, posição, fortuna, saúde, formosura, poder, tudo, tudo passa, tudo muda. É a inflexível ‘lei da evolução’. Que em algumas situações pode significar ‘da involução’. Como agora acontece, com a mudança do cônsul-geral do Canadá, Sanjeev Chowdhury, concluindo sua missão – longa – em nosso estado, e cedendo seu posto para uma sucessora, no próximo janeiro.

O choque será duro para quem se acostumou ao convívio com sua inteligência rara, o senso de humor refinado, os seus hilários speeches de improviso, cujas espirituosidade e franqueza desconcertam àqueles que esperam de um diplomata a formalidade de um ovo na boca.

Extraordinariamente capaz, o diplomata Chowdhury, em cinco anos, estreitou os laços entre o Canadá e o Brasil, que passam pelo Rio de Janeiro. Multiplicou os intercâmbios em todas as áreas. Turismo, ensino, cultura, negócios e esporte (e como! – com a Copa e as Olimpíadas!). Sua residência, no Jardim Pernambuco, transformou-se num ponto permanente de encontro de grandes empresários de seu país e de brasileiros, sempre recebidos por Sanjeev e seu companheiro Kie To, de modo fraterno e elegante, sem exageros ou ostentações, à melhor maneira sóbria do Canadá. Um chef canadense assinando os menus, e Kie To, que é excelente chef vietnamita, algumas vezes nos brindando com delícias de seu país nos aperitivos.

Vamos, sim, morrer de saudades daquelas confraternizações no Jardim Pernambuco, onde podíamos encontrar alguns dos mais importantes empresários brasileiros, autoridades canadenses, educadores, gente da mídia, o corpo diplomático acreditado no Rio, personalidades da sociedade carioca, enfim, um mix que só um diplomata traquejado sabe proporcionar.

Mais do que tudo, vamos sentir a ausência do bom amigo, que do Rio segue para um ano sabático. Seis meses de estudos em Paris, seis meses em seu Canadá. E ao fim de um ano assumirá suas novas funções no Ministério das Relações Exteriores canadense. Como sempre, de modo brilhante.

E o carinhoso “bota fora” já começou. Quem deu a partida foi Antenor Barros Leal, o ex-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, que recebeu com Silvia, lotando o restaurante do Hotel Sol Ipanema, e aquele vistão entrando janela adentro, pra dizer um luminoso good-bye ao Sanjeev!

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Sanjeev Chowdhury, o cônsul-geral do Canadá, e Silvia Barros Leal, a anfitriã do almoço de despedida do diplomata, no Hotel Sol Ipanema

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Antenor Barros Leal deu a partida no Festival Sanjeev de Despedidas, lotando o Sol Ipanema com empresários, sobretudo, e falou, não do cônsul, mas do amigo que vai deixar o Rio

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Antecedendo aos discursos, foi realizada uma leitura do longo currículo do homenageado, pelo jovem reitor da Unisuam, Arapuan Neto, que concedeu ao diplomata Sanjeev Chowdhury o título doutor Honoris Causa

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Entre os amigos e admiradores de Sanjeev presentes estava o presidente da Vale, Murilo Ferreira, na ponta da mesa, a quem coube uma surpresa à sobremesa…

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Em nome do Governador Geral do Canadá, o cônsul-geral Sanjeev entregou a Murilo Ferreira, presidente da Vale, a Medalha Canadense, condecoração altamente honorífica do seu país, que raros brasileiros possuem. Participam da foto, o cônsul-geral em São Paulo, Stéphane Larue, e Antenor Barros Leal.

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Sanjeev discursa e Vera Tostes, do Conselho de Cultura da Associação Comercial, assiste

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O consulado do Canadá muito bem representado por Murilo Veiga e Roman Szelazek, autor destas fotos

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De presente do casal Barros Leal, Sanjeev recebeu uma aquarela pintada por Silvia, onde se vê o telhado de sua casa no Jardim Pernambuco. Ela mora bem em cima, no Alto Leblon. Belo souvenir para levar para o Canadá.

Fotos de Roman Szelazek

As fotos inéditas – jamais vistas – do casamento de Wallis Simpson e Eduardo VIII, os duques de Windsor, que abalaram o mundo

Fotos inéditas e até hoje desconhecidas, da cerimônia e da recepção do casamento dos duques de Windsor serão leiloadas no próximo dia 30.
 As fotos PB, depois dessas oito décadas, dão uma visão fascinante das internas desse casamento que foi um dos mais escandalosos da história britânica e mudou a monarquia para sempre, com o casamento de Eduardo VIII com sua amante divorciada Wallis Simpson, em 3 de junho de 1937, em um distante castelo francês.
Ele havia se tornado rei em 1936 e abdicou do trono 11 meses depois, antes mesmo de ser coroado, devido ao seu relacionamento com a socialite americana.
As 17 fotos desse casamento foram tomadas por uma câmera ‘clandestina’ levada pela convidada Alexandra Metcalfe, que integrava o grupo ínfimo de convidados da discretíssima cerimônia que não somavam mais do que os dedos das mãos.
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Na recepção, o cônsul britânico em Nantes, W. Cunningham Graham, padrinho de casamento do duque, presenteado com as fotos que serão leiloadas.
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Os convidados do casamento incluíam Randolph Churchill (à direita), filho de Winston Churchill, e o barão Eugene Rothschild (à esquerda) na cerimônia assistida por um grupo mínimo de pessoas
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Cecil Beaton, o fotógrafo oficial da cerimônia, subestimada na época, e que agora vem à luz do público em muitos outros ângulos, inclusive a festa.
As fotos jamais vistas do casamento de Edward VIII (visto no centro) e a socialite americana Wallis Simpson são conhecidas agora, apenas 80 depois que eles protagonizaram uma crise constitucional na Inglaterra com repercussão mundial
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 As 17 fotos foram feitas por Alexandra Metcalfe, mulher do major Edward Metcalfe, o ‘Fruity’, padrinho do duque, e foram presenteadas, na época, ao cônsul britânico em Nantes, W. Cunningham Graham
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A coleção estará sendo vendida na semana que vem pelos Leiloeiros Bellmans de  Billingshurst, West Sussex, com lances a partir de 6.000 Libras