Sobre Hildegard Angel

[email protected] Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

Há quase 30 anos na missão de fazer da moda memória, dar ao Brasil tal consciência

Tem sido longo e às vezes acidentado o percurso, quase 30 anos, nessa missão de fazer da moda memória, dar ao Brasil tal consciência. Conseguimos! Ultimamente, aqui e ali, pipocam notícias de iniciativas, pelo país, visando a criação de acervos ou museus de moda. Nossa Coleção Zuzu Angel vem sendo constituída há 40 anos. Nosso Acervo Casa Zuzu Angel de Memória da Moda / Museu da Moda soma quase 6 mil peças. Resultado de relações de amizade e confiança. E de sensibilidade de quem acreditou nesse projeto. Amigas e amigos deram força, apoio, estímulo. Este é um trecho da estrada, um passo, um degrau. Temos ainda muitos a vencer. Assim como já realizamos inúmeros outros. Sempre com a companhia, a presença, o apoio e o testemunho de amigos nossos, amigos da moda, amigos da mídia. Desta vez, nesta quadra que resultou no Portal e nas quatro Reservas Técnicas, com o Acervo (parte dele) digitalizado, organizado, catalogado, tivemos o patrocínio master e a parceria do Itaú / Itaú Cultural e o patrocínio da Light. Valeu demais. Foi tudo. Sem isso, não seria. Agora, vamos em frente. Em busca de somar mais aliados a este projeto singular, único mesmo, de valorização da moda como memória, História e patrimônio museológico de nosso Brasil. E vamos todos juntos, nós e vocês. Beijos Hilde

FICHA TÉCNICA –

Projeto Portal Zuzu Angel / Reservas Técnicas / Digitalização e Conservação de parte do Acervo de Indumentária e Documental – período de realização: 2 anos.

  • Direção Geral e Curadoria: Hildegard Angel Bogossian
  • Realização: Instituto Zuzu Angel
  • Coordenação do Projeto: Marina Vieira e Joanna Savaglia
  • Coordenação Administrativa: Joanna Savaglia e Marina Vieira
  • Consultoria: Savá Negócios Culturais e Mil e Uma Imagens Comunicação
  • Assistente Administrativa: Sarah Lima e Iara Pompeu
  • Gestão de Obras: Wilton Chacon
  • Consultoria e Documentação: Patricia Lira
  • Arquitetura: Estúdio Guanabara / Luísa Bogossian e André Daemon
  • Tradução: Marcelo Ferreira
  • Equipe Conservação Indumentária
  • Manon Salles
  • Francini Rodrigues
  • Beatriz Figueirinha
  • Gabriela Lucio de Souza
  • Equipe Conservação de Documentação
  • Rubens Ramos
  • Simone Costa
  • Atila Jose Antonio Lopes
  • Douglas Saturnino dos Santos
  • Fotografia: Mirian Fichtner e Masao Goto Filho
  • Produção  de Fotografia: Christina Boeller
  • Assistente de Fotografia: Manoel Félix
  • Construtora: Studio G
  • Tecnologia: Nuova
  • Manequins: WM Manequins

Agradecimentos evento Casa França-Brasil:

  • Secretário de Estado de Cultura, André Lazaroni
  • Diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak
  • DJ Otavio Taw – Rastropop

Instituto Zuzu Angel – IZA  –  Academia Brasileira da Moda

Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil   

Acervo, Conservação e Restauração de Têxteis

Um estúdio fotográfico foi montado na Casa Zuzu Angel para serem feitos os registros, em fundo infinito, das 160 peças de Indumentária. Vinte vestidos giram em 360º no portal.

As Reservas Técnicas de Indumentária 3 e 4 são conectadas por porta com vitral Art-Nouveau emoldurada por azulejos portugueses, parte dos ornamentos da Casa Zuzu

As caixas foram especialmente executadas de acordo com as especificações de tamanho, material, ventilação e manuseio exigidas.

Cada caixa traz sua etiqueta com QR Code, podendo ter acesso às informações no portal

O cuidado no acondicionamento dos lenços, sem dobraduras. Todo o material utilizado nas embalagens, papel, papelão, é não ácido

Rolinhos nas dobras das roupas, para o tecido não ficar marcado

Os anjinhos estampados de Zuzu dormem em berço esplêndido…

Dataloggers controlam a umidade 24h/dia

A Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil – Acervo, Conservação e Restauração de Têxteis, na Usina, é cercada por jardins floridos.

Instituto Zuzu Angel

Zuzu foi pioneira no Brasil da exposição de sua marca no produto

Instituto Zuzu Angel

Os caftans com a estampa de anjinhos de Zuzu eram um sucesso

Instituto Zuzu Angel

Oriental look

Fotos estúdio: Mirian Fichtner e Masao Goto Filho / Fotos ambientes: Manon Salles

 

Denúncia da deputada Jandira Feghali contra ministro da Saúde poderá levar até à prisão

A Saúde brasileira está doente. E prestes a ter um ataque de nervos. Senão a Saúde, pelo menos seu ministro, Ricardo Barros, que acaba de ser alvo de uma representação ao Ministério Público Federal, feita pela deputada federal médica Jandira Feghali, do PCdoB, pedindo que ele seja responsabilizado pelas mortes decorridas em função de suas decisões, que levaram a não serem repostos os médicos nos hospitais federais do Rio de Janeiro, com o fechamento de setores e emergências das unidades hospitalares.

Neste notório caos em que se encontra o Estado por absoluta falta de dinheiro, o excelentíssimo senhor ministro pagou apenas 28,35% do total autorizado pelo orçamento federal para os hospitais federais, segundo os dados oficiais da execução orçamentária do Governo Federal, ao final do primeiro semestre de 2017.

Diz a deputada, em  sua alegação: “Não se trata, portanto, de falta de recursos, mas da mais completa falta de compromisso com a vida das pessoas que procuram a rede pública de saúde. A baixa execução orçamentária já não poderia ser justificada em situação normal, quanto mais na emergência vivida pelas unidades federais no Rio de Janeiro”.

Enquanto Barros ‘barrava’ o envio dos recursos para o Rio, os óbitos se somavam, por recusa ou falta de atendimento, em hospitais de Bonsucesso, Andaraí, Cardoso Fontes, Clementino Fraga Filho (UFRJ) e Laranjeiras.

Para ocupar um cargo desses, não basta ter sensibilidade administrativa ou política. É preciso ter, sobretudo, sensibilidade social e humana. O que raras vezes nossos homens públicos demonstram.

Segue abaixo, para a leitura de vocês a representação de Feghali, e que, caso aceita,  pela gravidade de seu conteúdo e pelo número de casos até fatais ocorridos, que relaciona, poderá resultar em consequências bem desagradáveis para a autoridade pública. Como indiciamento criminal e prisão.

 

EXCELENTÍSSIMO SENHOR PROCURADOR GERAL DA REPÚBLICA DOUTOR RODRIGO JANOT MONTEIRO DE BARROS

 

JANDIRA FEGHALI, brasileira, divorciada, médica, no exercício do mandato de deputada federal pelo PCdoB/RJ, carteira parlamentar nº 305, vem com fundamento no art. 5º, XXXIX, alínea “a”, da Constituição Federal, mui respeitosamente, à presença de Vossa Excelência oferecer a presente

REPRESENTAÇÃO

contra o Ministro de Estado da Saúde, RICARDO JOSÉ MAGALHÃES BARROS, pelos fatos e fundamentos a seguir.

I – DOS FATOS

É de conhecimento público a situação falimentar em que se encontra o estado do Rio de Janeiro. Obras paradas, salários atrasados, fornecedores sem receber, hospitais estaduais superlotados e em redução de atendimento por falta de remuneração de seus funcionários e de insumos. É de entendimento unânime que a situação não se resolverá sem a atuação do governo federal.

O caos econômico e financeiro, fruto de sucessivas gestões orientadas por interesses outros que não os da população, chegou às políticas sociais na forma de grave contração do atendimento à saúde no Estado. Diante deste quadro, a rede federal, já bastante deficitária no que se refere aos investimentos necessários, padece com uma gestão orientada por planilhas e a urgência em reduzir despesas.

Prova disso, é a decisão do Ministro da Saúde de cortar verbas de custeio de hospitais federais no Rio de Janeiro, não renovando contratos temporários de profissionais de saúde, que, em geral, atuam nas emergências. Um claro desrespeito ao direito fundamental previsto expressamente na Constituição Federal, a ser garantido pelo Estado, o direito à saúde.

“A informação que nós temos do Ministério da Saúde é que não haveria novas contratações de temporários nem concurso público para completar o quadro de médicos do hospital”[1], disse o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), Nelson Nahon. A isso corresponde, de modo direito e inegável, a exposição de perigo à vida ou saúde da população, podendo ocorrer LESÃO OU MORTE DE PESSOAS.

No Hospital do Andaraí – existente desde 1955 e referência no tratamento de queimaduras – foram fechadas a emergência e a enfermaria de Cardiologia, por inadequação das instalações; falta de manutenção; e reduzido número de profissionais de saúde. Destaca-se que 25% desses profissionais estão vinculados ao hospital por contratos temporários em vias de se encerrarem, sem que haja previsão de renovação ou mesmo de novo concurso público[2].

No Hospital de Bonsucesso – maior hospital da rede pública do estado do Rio de Janeiro em volume geral de atendimento – o cenário alarmante é o mesmo. A emergência foi fechada por vários dias falta de médicos e deverá ser novamente fechada pela mesma razão. Segundo a direção da unidade, existem hoje 22 profissionais por semana na emergência, mas o ideal seria 56[3]. Nesse setor, estão praticamente prontos novos 60 leitos, que, todavia, não serão inaugurados por ausência de profissionais de saúde. No hospital como um todo, são 25 médicos contratados temporariamente, contratos que não serão renovados. Nesse cenário, a Oncologia da unidade teve reduzido seu total de médicos à metade, passando de 8 para 4 profissionais.

O Hospital Universitário Clementino Fraga Filho – um dos mais importantes hospitais universitários do Brasil – também sofre do mesmo problema. Não será possível inaugurar os 40 novos leitos da enfermaria nem as 25 novas vagas no Centro de Tratamento e Terapia por falta de médicos e de enfermagem. Apesar de a gestão ter reduzido gastos, os investimentos que recebem ainda são menores que de outros hospitais[4].

No Hospital Cardoso Fontes – reconhecido por sua atuação na área de fisioterapia oncológica, gastroenterologia, ginecologia, nefrologia e tratamentos em crianças com insuficiência renal, pneumologia e urologia -, o quadro se repete. A Clínica Médica vai fechar por falta de profissionais da saúde. A emergência foi reformada, mas está sem médicos e com superlotação. O quadro está com 8 médicos a menos, seja pelo fim dos contratos ou aposentadoria, sem previsão de novos contratos ou concursos.

O Hospital de Laranjeiras (Instituto Nacional de Cardiologia) – responsável pelo maior número de procedimentos do SUS na área cardiovascular em todo o estado do Rio de Janeiro –  tem ordem para redução de 30% dos procedimentos cardiológicos, mesmo sendo referência nacional na área, pois diante do orçamento recebido pelo Ministério não é possível bancar tais procedimentos, já que utilizam materiais de “alto custo”[5].

A justificativa expressa pelo Ministro de Estado da Saúde para esses cortes e desmonte dos hospitais federais no Rio de Janeiro é a Emenda Constitucional nº 95, de 2016, que institui o teto de gastos públicos. Ocorre que, conforme dados da execução orçamentária da União em anexo, já ao final do primeiro semestre de 2017, foram pagos apenas valores correspondentes a 28,35% em relação ao total autorizado para os hospitais federais do Rio. Ou seja, os repasses orçamentários estão muito aquém do estabelecido na Lei Orçamentária, mesmo sob a vigência da Emenda Constitucional nº 95, de 2016. Não se trata, portanto, de falta de recursos, mas da mais completa falta de compromisso com a vida das pessoas que procuram a rede pública de saúde. A baixa execução orçamentária já não poderia ser justificada em situação normal, quanto mais na emergência vivida pelas unidades federais no Rio de Janeiro.

Fica patente que se trata de um problema decorrente de gestão e escolhas temerárias por parte do Ministro, e não de “reserva de possível”, quando ele anuncia a contratação, pelo Ministério da Saúde, do Hospital Sírio-Libanês para consultoria com o objetivo de elaborar um “perfil” da rede e melhorar a “eficiência” dos hospitais federais do Rio.

O Ministro Ricardo Barros, pensando não enquanto agente público, responsável pela garantia de direitos à população e pelo atendimento ao interesse público, mas sim como empresário, que ignora de forma patente a realidade do Estado Brasileiro e do Rio de Janeiro, afirma que a grave crise que atinge hospitais e institutos federais no estado deve-se à ineficiência das unidades[6].

O Ministro afirma que “Há excesso de pessoal alocado em locais indevidos e faltam médicos onde há demanda maior. Hoje discutimos também como substituir cerca de 600 profissionais que deixarão este ano os contratos temporários. Mas antes de iniciar as contratações, os hospitais devem se especializar. Haverá remanejamento de pessoas e assim que tivermos esse novo plano iniciaremos as contratações”[7].

Onde estaria esse excesso de pessoal? Quanto tempo a população terá que esperar, sem qualquer possibilidade de atendimento, padecendo de risco de vida enquanto o Ministro espera por consultorias, alterações estruturais, especializações, “novo plano”? Essa espera, sem qualquer medida para garantir o atendimento no presente, não tem outra consequência que não o agravamento de modo irreversível do quadro de diversos pacientes e até a morte.

Conforme bem alertou o presidente Cremerj, o estado em que se encontram as unidades de saúde geridas pelo Ministério da Saúde é criminoso:

“É necessário organizar a gestão, mas neste momento é urgente fazer concurso público, contratar médicos temporários e garantir medicação digna. Está faltando morfina para paciente com câncer avançado. Estamos vivendo um caos na saúde”, explicou.

“Há medicamentos que estão em falta há quatro meses, isso é criminoso. Pessoas estão morrendo nas nossas filas cirúrgicas, por falta de medicamento e diagnóstico para tratamento de câncer, estamos deixando de operar crianças com problemas cardíacos. O paciente começa o tratamento e acaba o medicamento quimioterápico”, disse.

E acrescentou: “O Inca no ano passado recebeu menos R$ 40 milhões referentes a 2015. Houve efetivamente redução de investimentos e com a nova lei esses investimentos serão cancelados por 20 anos”.

“Os médicos querem trabalhar, mas precisam de condições dignas de trabalho. Esses médicos são heróis da resistência, que se submetem a atender um paciente com câncer e ter que informar que o quimioterápico acabou”, disse Nahom. “Quer colocar ponto eletrônico, então garanta também medicamento, complete as equipes e depois discuta o perfil”, disse.

O médico comentou ainda que o Hospital Federal de Bonsucesso perderá 42 médicos até o final do ano e a emergência já ficou sem 28 profissionais. “O ambulatório de cardiologia do Hospital Cardoso Fontes vai fechar porque os médicos estão se aposentando e os temporários estão saindo. Hoje os temporários representam 43% dessas unidades”.

O Instituto Nacional de Cardiologia, que é o único no estado que faz transplante cardíaco, anunciou redução de 30% das cirurgias a partir deste mês[8].

Já começam a surgir notícias de morte e falta de condições de sequer atestá-la:

Emergência do Hospital de Bonsucesso fica sem médicos aos fins de semana até mesmo para atestar morte

Desde o início do mês, a emergência do Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) funciona sem médico de plantão aos sábados, domingos e segundas. São três dias seguidos só com profissionais de enfermagem repetindo a medicação prescrita pelo médico plantonista da sexta-feira anterior. Após a morte de uma paciente, o setor foi fechado nesta segunda-feira para novos atendimentos. Mas, lá dentro, cerca de 40 pessoas internadas lutam para sobreviver até o plantão de hoje.

Maria Elizete Vanderley da Silva, de 77 anos, internada na manhã do dia 4, domingo, não resistiu. Morreu na madrugada seguinte, sem socorro médico.

— Negaram atendimento no domingo de manhã, alegando não haver médico na emergência. Ela estava desfalecendo e decidiram chamar um médico que estava em outro prédio — relatou o genro, o motorista Sérgio Henrique Dias, de 41 anos.

Com suspeita de hemorragia digestiva, a paciente foi internada e intubada pelo médico do plantão geral, que atende intercorrências nas enfermarias, cerca de 300 leitos.

— Às 19h, ao fim do seu plantão, o profissional foi embora. Não há rendição domingo à noite. À 1h de segunda-feira, dia 5, a paciente sofreu parada cardiorrespiratória. Sem médico na emergência nem no plantão geral, Maria Elizete morreu diante de profissionais de enfermagem que, por lei, não podem ministrar medicação por conta própria — disse um funcionário que não quis ser identificado.

O óbito só foi constatado por volta das 9h do dia 5, pelo médico que havia chegado para o plantão geral. Durante oito horas, apesar de a enfermagem ter verificado a morte, a paciente ficou no leito, ligada a aparelhos.

— Os aparelhos só podem ser desligados após um médico constatar o óbito — explicou um funcionário.

Segundo Júlio Noronha, chefe da emergência do HFB, desde janeiro, quando o Ministério da Saúde deixou de renovar os contratos temporários dos médicos, começaram a faltar plantonistas na emergência e no hospital como um todo.

— Cerca de 55% da mão de obra do Bonsucesso é formada por temporários. Dessa forma, as equipes foram ficando desfalcadas. Desde o começo de abril, estamos sem clínicos no plantão de domingo. Este mês, esse problema se estendeu para outros dias, aos sábados e às segundas-feiras. Nesses casos, temos que contar com o clínico do plantão geral, que atende intercorrências em todas as enfermarias do hospital, mas não há plantonistas todos os dias — relata Noronha.

Segundo ele, o Ministério da Saúde afirma que o HFB tem 139 clínicos gerais na emergência. Noronha garante que esse dado está errado.

— Muitos clínicos foram transferidos para o plantão geral e para as enfermarias. Hoje, temos 26 clínicos para atender de segunda a segunda na emergência. Tirando os que estão de férias, teríamos 22, ou seja, três por dia. Mas, na prática, não conseguimos fazer essa distribuição porque muitos médicos já estão comprometidos em outros plantões aos fins de semana — diz o chefe da emergência.

Por meio de nota, a direção do Hospital Federal de Bonsucesso respondeu apenas que “não houve determinação de fechamento da emergência”[9].

Nesse sentido, Ricardo Barros deve ser responsabilizado criminalmente pelo resultado de sua conduta, e entendemos caber ao Ministério Público Federal tomar as providências cabíveis para evitar a continuidade dessa grave lesão à saúde.

II – DO DIREITO

II.1. DA RESPONSABILIDADE CRIMINAL

Código Penal

Relação de causalidade

Art. 13 – O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

Homicídio simples

Art. 121. Matar alguem:

Pena – reclusão, de seis a vinte anos.

Lesão corporal

Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

Pena – detenção, de três meses a um ano.

Perigo para a vida ou saúde de outrem

Art. 132 – Expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente:

Pena – detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave.

Em seu art. 13, o Código Penal Brasileiro adotou a teoria de causalidade conditio sine qua non (sem a qual não pode ser), que considera que todas as causas envolvidas são equivalentes: tudo o que concorrer para o resultado é considerado causa[10].

Ora, a exposição a perigo para a vida ou saúde, a lesão corporal e a morte da população do Rio de Janeiro por falta de atendimento médico é decorrência lógica, óbvia e previsível da conduta do Ministro, que possui o múnus público, o dever de agir enquanto agente do Estado e de garantir o fornecimento de serviços de saúde nos hospitais federais. Todavia, assim não procedeu o Ministro de Estado.

Para além da óbvia relação de causa e efeito entre os atos de gestão (e também ausência deles) de Ricardo Barros e os riscos e ofensas à saúde e vida dos adoentados, é importante destacar ainda que sua conduta gerou risco proibido. Isso quer dizer: os atos por ele praticados ou mesmo sua omissão em praticá-los, apesar de se encontrarem numa possível esfera de discricionariedade do Administrador Público, acarretaram e continuam acarretando riscos não tolerados nem permitidos ao bem jurídico saúde.

A atuação do Ministro não envolveu o cuidado necessário à garantia do atendimento da população durante o planejamento de uma nova forma de gestão hospitalar. Sabendo da situação calamitosa do estado do Rio e do alarmante cenário dos hospitais federais – por ter recebido relatório das vistorias feitas pelo Cremerj (em anexo) -, Ricardo Barros, conscientemente, assumiu o risco de produzir lesões e mortes ao negar a viabilização da adoção das medidas necessárias e possíveis, considerado o orçamento disponível. Houve, assim, conduta dolosa.

Lembra-se, por oportuno, que recursos financeiros existem e estão autorizados para gastos em cada um dos hospitais mencionados. Apenas houve a escolha de não os empregar de modo imediato em renovações contratuais ou novos contratos.

É relevante ressaltar que, em sentido similar ao ora pretendido, o Ministério Público Federal, em 2016, ofereceu Ação Penal denunciando o secretário de Saúde do Distrito Federal, a presidente da Fundação Hemocentro, e o coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, pelas falhas no fornecimento da medicação profilática e emergencial a coagulopatas e hemofílicos na capital federal[11]. Trata-se do processo de número 0033859-80.2016.4.01.0000[12], resultante de investigação promovida pelo Parquet. Solicitamos, assim, a mesma providência, com a devida investigação e obtenção de documentos comprobatórios dos fatos narrados.

II.2. DO PAPEL A SER EXERCIDO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO

O Ministério Público é, por determinação constitucional, o grande defensor dos direitos difusos, devendo atuar de forma a reprimir os abusos cometidos contra o direito à saúde.

Constituição Federal

Art. 127. O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Como guardião dos direitos sociais dos cidadãos, é sua responsabilidade fiscalizar, averiguar se as medidas referentes à saúde pública estão sendo cumpridas ou respeitadas, assim como ordena a Carta Magna e dispõem os princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde, ao qual todos devemos ter direito de acesso, atendimento em igualdade.

Nesse sentido, solicitamos ao MPF, presteza em sua atuação extrajudicial e judicial para a defesa do direito à saúde no estado do Rio de Janeiro, seja promovendo termo de ajustamento de conduta, inquérito civil, ação civil pública ou mandado de segurança coletivo, demandando do governo federal a atuação necessária para impedir o agravamento do quadro instalado e para garantir que o direito à saúde seja respeitado.

III – DO PEDIDO

Posto isto, a representante espera que V. Exa. apure os fatos supra narrados, e, após, que ofereça denúncia contra o representado, adotando ainda as medidas extrajudiciais e judiciais cabíveis para proteção e concretização do direito à saúde.

Brasília, 22 de junho de 2017.

Jandira Feghali

Deputada Federal – PCdoB/RJ

[1] Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/emergencia-do-hospital-federal-do-andarai-e-fechada-por-falta-de-medicos.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-smart&utm_campaign=share-bar

[2] Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/videos/t/todos-os-videos/v/emergencia-do-hospital-do-andarai-esta-fechada-ha-uma-semana/5938530/

https://www.metrojornal.com.br/foco/2017/05/22/hospital-andarai-no-rio-sofre-com-falta-medicos-e-infraestrutura-precarizada.html

[3] Disponível em: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/emergencia-do-hospital-federal-do-andarai-e-fechada-por-falta-de-medicos.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-smart&utm_campaign=share-bar

[4] Disponível em: http://www.hucff.ufrj.br/noticias/destaque/1269-hucff-gestao-reduz-gastos-mas-investimentos-ainda-sao-menores-que-de-outros-hospitais

[5] Disponível: https://extra.globo.com/noticias/rio/instituto-nacional-de-cardiologia-vai-reduzir-numero-de-cirurgias-por-problemas-de-orcamento-21295593.html

[6] Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/ministro-da-saude-diz-que-hospitais-federais-do-rio-sao-ineficientes

[7] Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/ministro-da-saude-diz-que-hospitais-federais-do-rio-sao-ineficientes

[8] Disponível em: http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-05/ministro-da-saude-diz-que-hospitais-federais-do-rio-sao-ineficientes

[9] Disponível em: https://extra.globo.com/noticias/rio/emergencia-do-hospital-de-bonsucesso-fica-sem-medicos-aos-fins-de-semana-ate-mesmo-para-atestar-morte-21496369.html

[10] CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Penal. Parte Geral. 11. Ed. São Paulo: Saraiva, 2007, vol. 1.

[11] Disponível em: http://blogs.correiobraziliense.com.br/cbpoder/ministerio/

[12] Andamento processual e decisões referentes ao caso disponíveis em: http://processual.trf1.jus.br/consultaProcessual/processo.php?proc=338598020164010000&secao=TRF1&nome=MIRIAM%20DAISY%20CALMON%20SCAGGION&mostrarBaixados=S

 

 

Associação Comercial do Rio de Janeiro extingue todos os conselhos

Ângela Costa: mudar para se adequar (Foto Sebastião Marinho)

A nova gestão da Associação Comercial do Rio de Janeiro, agora sob o comando de Ângela Costa, primeira presidente mulher, acaba de extinguir todos os Conselhos da casa. Em decorrência disso, todos os conselheiros perdem suas funções.

Novos Conselhos, com conteúdos diferenciados, que se coadunem aos propósitos pretendidos pela entidade, estão sendo formados. E os objetivos de Ângela são ambiciosos, à altura da história da casa do Barão de Rio Branco. Ângela pensa grande.

Carrefour flagrado com carne de cachorro em seus supermercados na China

Depois de prometer que não mais comercializaria carne de cachorro, a rede Carrefour foi pega na contradição, dias atrás, durante inspeção da associação protetora de animais Asia Animals, em dois hipermercados seus na China, segundo matéria da Agence France Press, postada no Le Parisien. Havia dois tipos de carne de cachorro nas prateleiras em destaque: cachorro com suco de tartaruga e cachorro desidratado, em pacotinhos.

Oficialmente, consta que o consumo de carne de cachorros e gatos, na China, ocorre apenas numa minoria da população. Contudo, são cerca de 10 milhões de cachorros mortos naquele país a cada ano.

A sede da varejista Carrefour, em Paris, diz que foram casos isolados, nos hipermercados de Xuzhou e da província de Jiangsu, onde houve a inspeção, e que os lotes já foram retirados. A Carrefour tem 200 pontos de venda na China.

Segundo a ONG Asia Animals, “É uma vergonha uma rede varejista moderna da expressão da Carrefour tratar como fato normal o consumo da carne de cães e gatos. Mais grave ainda pela crueldade e a ilegalidade que isso envolve”

Nesses tempos em que vemos grandes corporações darem demonstração de total falta de comprometimento com valores éticos e humanos, praticando inclusive o escravagismo, é lamentável constatar mais este péssimo exemplo.

Cachorros em jaula em matadouro na China

Fonte: Le Parisien/AFP

 

 

Os romanos, sem mesa, comiam deitados… Já as mesas de Beth Serpa nós aplaudimos de pé

Na Roma Antiga, a mesa de refeição ainda não havia sido inventada. Os romanos comiam deitados. As vasilhas eram colocadas em pequenas colunas com bandejas junto à cama. Imagino o festival de engasgos e arrotos. Mais adiante, lá pelo século VII, inventaram um tipo de mesa, que consistia numa prancha com cavaletes, que era montada e desmontada, toda vez em que comiam, sentados em bancos. O positivo era que, só nessa operação de pôr e tirar, os comensais já desgastavam as calorias do repasto. Aliás, é por esse motivo que até hoje usamos a expressão “pôr a mesa”, e isto é fato.

Bom saber que a palavra móvel, como hoje a conhecemos, vem justamente do tratamento dado ao mobiliário de antigamente, que não permanecia fixo num lugar. Ele era móvel mesmo, transportado de lá pra cá como bagagem, junto com os moradores, onde quer que fossem, em suas visitas e viagens. Os móveis eram ainda continuamente mudados de lugar, de acordo com as conveniências do cômodo. Assim, a Sala de Jantar, quando passou a existir, no século VIII, era totalmente desmontada, prancha e cavaletes, armário etc., e dava lugar à Galeria, a cada refeição, ufa!

Até que, já na Renascença, houve o advento da mesa fixa de refeição, que, com sua democratização, quase sempre era redonda e em madeira acaju. E os móveis enfim sossegaram, passando a ficar imóveis, em seus devidos lugares. Com isso, os moradores se tornaram mais sedentários, despendendo menos esforços. Ganharam quilinhos. Isso é História, meus amores, não estou inventando. E já que a mesa era fixa, vamos caprichar nos bancos, que não precisam mais ser transportados – pensaram os artesãos marceneiros da época. Os bancos então ganharam espaldares caprichados, braços entalhados, alguns até foram brindados com baldaquins emplumados e, mesmo, pódios altos, para que o personagem a se assentar estivesse à altura de sua pretendida elevada estatura.

(Ah, eu também quero uma cadeira com pódio e baldaquim de plumas, eu quero!).

Já se vai longe esse tempo… Não comemos mais deitados, nem precisamos montar prancha e cavaletes para comer. Muito menos saímos por aí com os móveis nas costas, quando viajamos ou visitamos alguém, e nossas cadeiras não possuem mais pódio ou baldaquim com plumas (uma pena!). Caminhamos uma longa estrada, bebê…. e chegamos às deslumbrantes, impactantes, mesas de jantar de Beth Serpa!

A última masterpiece de Beth foi toda florida com crisântemos bric (uau!),  tom que se repetia nos bordados do jogo americano de organdi branco. Tudo era detalhe para se admirar e para homenagear o maestro mais celebrado do Brasil, o erudito pop, Isaac Karabtchevsky, e sua mulher, Maria Helena.

Harmonia completa, afinação absoluta. Bravo, Beth! Bravo! Se estivéssemos numa frisa do Municipal, nos levantaríamos e aplaudiríamos de pé.

Um jantar de gratidão, já que foi o maestro Isaac Karabtchevsky quem orientou Serpa  à época da criação da Orquestra Sinfônica Cesgranrio, que em pouco mais de um ano já soma mais de uma centena de récitas de sucesso, no Brasil e no exterior.

Os presentes foram os habitués da casa, elenco múltiplo que somava empresariado,  judiciário, mídia, sociedade, mas cujo foco principal era a cultura – com o secretário da pasta no Estado, André Lazaroni, o maestro Eder Paolozzi, da Orquestra Cesgranrio, Myrian Dauelsberg, o diretor do Conselho de Cultura da Cesgranrio, Leandro Bellini, a pianista Carol Murta Ribeiro.

Vejam que mesa show!

Em primeiro plano, o maestro Isaac Karaabtchevsky, em seguida o maestro Eder Paolozzi,  Bia Lazaroni, Leandro Bellini

Belita Tamoyo, Leandro Bellini, Himalaia Tupy, da Secretaria de Cultura, Myrian Dauelsberg

Beth Serpa e o homenageado maestro Karabtchevsky, amigo do casal de longa data

Maria Célia Moraes e o desembargador Murta Ribeiro

O secretário de Cultura, André Lazaroni, a pianista Carol Murta Ribeiro, Walter Moraes e Miriam Dauelsberg

Serpa tendo à direita a amiga e homenageada de seu jantar, Maria Helena Karabtchevsky

Rosas vitorianas, as paredes tremeram, o chão girou… era o jantar de Idinha Seabra Veiga!

Idinha Seabra Veiga entre as amigas, a homenageada Beth Serpa, Maria Célia Moraes e Gilda Carneiro da Cunha

Carlos Alberto Serpa e Luís Severiano Ribeiro

Na linda mesa cor-de-rosa de Cristina Lips, com orquídeas e rosas, em arranjos vitorianos com metais vermeil, bom gosto e delicadeza

Gloria Severiano Ribeiro e Belita Tamoyo

Omar Carneiro da Cunha

Roberto Halbouti e Idinha Seabra Veiga, a anfitriã do jantar muito elegante

Danielle e Antonio Paulo Seabra Veiga, no café após o jantar, na estufa de treliça e mosaicos

Idinha Tendo à sua direita o Serpa, à esquerda o Severiano Ribeiro

Beth Serpa

O buttler impecável

Com o Francis

Marcelo Calero com Idinha, que regeu com todo seu requinte um dos mais belos jantares, até agora, deste ano. Que venham outros mais!

As mulheres mais famosas, belas, poderosas do Brasil vão passar pelo martelo, hoje, quem dá mais?

Criativo, Catito Peres transformou a grande parede da varanda de seu Bar Lagoa em charmosa galeria de arte, que inaugurou com exposição de selecionados portraits da carreira do fotógrafo de celebridades Antonio Guerreiro. Tem sido uma gostosura a mais do cardápio da casa, saborear aquela pizza grossa de antigamente, que só na casa da gente tinha, ou aquela salada de batata cortada em lascas, com maionese feita pelo chef, e salsichão, enquanto tenta adivinhar quem é aquela diva ou aquela outra, pois o tempo não passa apenas para nosotras, não é, queridas?

Hoje, o martelo do simpático Horácio Ernâne vai bater, num leilão presencial e também virtual, de cada um dos 57 retratos, devidamente emoldurados. Para os fãs e colecionadores será tremenda oportunidade de ter sua divina acessível em sua parede, e em sua melhor forma, no melhor momento de sua vida ou carreira, vista pela lente de one of the best nessa arte de perpetuar imagens de nossos ícones. Um Guerreiro da fotografia. O Antonio.

Tem sido uma diversão acompanhar o dia a dia desse leilão. Há mulheres top, importantíssimas, de grande projeção social ou artística, que não saem do lance inicial de R$ 50. O que indica que nem elas próprias, os maridos, os amados, lançaram elas mesmas. Outras que surpreendem no ranking disparado, como Baby Consuelo.

Uma vitória já é indiscutível: a do show business sobre  o high society, em que a única que multiplica lances é Carmen Mayrink Veiga. Não à toa eu a chamo de Carmen, I e Única!

Vamos então às Mais Mais do Leilão das Fotos de Antonio Guerreiro:

 Sonia Braga está no top ranking do leilão de hoje, já com 6 lances

Monique Evans, outra do Top Ranking, quem foi Rainha…

Rita Lee, irreconhecível, porém bem lançada no leilão do Horacio Ernani

Maria Bethânia, imortalizada como deusa, está nos 12 lances

Martha Rocha, única das misses a despertar interesse dos lançadores

Luiza Brunet, a Top Model, é Top Ranking do leilão

Carmen Mayrink Veiga, única da sociedade brasileira a ser disputada nos lances

E quem quiser participar desse leilão #mamãocomaçúcar , com os retratos das mulheres mais famosas e bonitas do Brasil, do fotógrafo #tudibom, e os precinhos ó, o link para acessar é:

https://www.ernanileiloeiro.com.br/catalogo.asp?Num=181

é Hoje, 20 horas. E começa na #horaemponto !

O Brasil não conhece o Brasil. Morreu uma celebridade brasileira internacional. Você soube?

O Brasil não conhece o Brasil… fora do Brasil. O obituário de uma designer de moda brasileira desconhecida entre nós, nome de marca internacional de sucesso, considerada influência de estilo de uma época, há uma semana ocupa até página inteira em jornais europeus e norte-americanos.

É uma Cinderela contemporânea.  Irmã caçula da também famosa estrela de cinema internacional Florinda Bolkan, Sonia Ribeiro, aos 19 anos, seguiu os rastros da irmã até Roma, onde, fazendo um estágio de vendas na boutique Valentino da Via Condotti, com sua modernidade e seu estilo latino brasileiro, conquistou a atenção da empresária alemã milionária Maria Bogner.

Ato contínuo, Maria a recrutou como modelo para o novo catálogo da sua Bogner Sport e a apresentou a seu filho, Willy, um esquiador e fotógrafo do tiro de 30 anos de idade: paixão!

Diz Willy: “Ela podia não se importar com o esporte, mas vê-la em movimento jogar golfe era uma completa delícia”. Paixão, paixão, paixão!

Ela era uma celebridade no exterior. Quando morreu, na quarta-feira passada, o jornal norte-americano, especializado em moda, WWD, encheu uma página inteira com sua biografia.  Era uma estilista do patamar dos grandes, assinava as coleções da marca desportiva de inverno Bogner, inclusive da sua própria marca, a mais luxuosa entre elas, a “Sonia Bogner”, o luxo dos europeus sobretudo, que vivem o inverno e praticam os esportes de inverno. Ela foi a brasileira Sonia Ribeiro, irmã da artista de cinema Florinda Bulcão e levada por ela para Roma, assim que terminou o ensino médio.

Linda que era, foi convidada pelo costureiro Valentino para um estágio no departamento de vendas, em sua loja. A matriarca Bogner, ao vê-la, bela, graciosa, exótica, achou que seria a mulher certa para ser a modelo da marca e para se casar com seu filho de 30 anos, Willy, esquiador olímpico da neve. E não é que foi tudo isso mesmo? Isso e muito mais…

Sonia revelou-se uma notável designer. Deu uma tremenda modernizada no estilo Bogner, até então circunspecto e sóbrio. Ela propôs estampas, deu ao inverno europeu um tom de alegria tropical, impulsionou as vendas e a produção. Foi um casamento feliz em tudo e para sempre. A família sempre unida. O casal envelhecendo junto e feliz. Sorridente. Somando prêmios com sua moda. Quando vinham ao Brasil era com a filha, de nome Florinda como a tia, como fizeram em Réveillon recente, assistindo aos fogos de Copacabana no Edifício Chopin. Porém, a imprensa brasileira de moda não descobriu Sonia Bogner, a irmã de Florinda, tão famosa na moda quanto aquela foi no cinema. Eis que um câncer no fígado levou Sonia há uma semana, em Munique, depois de longo padecimento. Triste despedida. O obituário no jornal americano lembrou suas qualidades e os méritos.

Sonia e Willy casaram-se em clima de muito romantismo, que ele descreve como “um conto de fadas”. Após uma experiência pré-nupcial de seis meses, casaram-se em dezembro na capela do castelo de Mühlfeld, onde Willy tinha seu apartamento de solteiro, em Saarland, na Alemanha. Naquela data, foi a primeira vez na vida em que a brasileira viu a neve, que caiu suave o dia inteiro, como se desse sua bênção e aprovação. Valentino não foi apenas o padrinho. Também criou o vestido da noiva e a majestosa capa com capuz, debruado com pele de raposa branca, dramática. O designer disse, quarta-feira passada, no dia da morte de Sonia: “Era uma grande amiga, uma linda garota, irmã de Florinda Bolkan. Quando se mudou para Roma, lhe demos um emprego na boutique masculina na Via Condotti, onde conquistou a todos com o seu grande sorriso! Ela também conquistou uma cliente especial, a sra. Maria Bogner, que decidiu na hora que ela seria a esposa perfeita para seu filho, Willy! Estou terrivelmente triste. O sorriso dela sempre estará comigo”.

Sonia e Willy deram à sua filha o nome Florinda, da tia também famosa, Florinda Bolkan, a atriz brasileira, que, na década de 70, foi uma estrela da cinematografia italiana  Sonia trabalhou lado a lado com o marido Willy, ajudando-o na construção da empresa de roupas esportivas e de moda, com sede em Munique, que a família fundou em 1932. Um comunicado da empresa divulgado à imprensa diz: “Seu estilo singular estabeleceu tendências de moda nacionais e mundiais. Seu calor e charme serão sempre lembrados.  Sônia Bogner recentemente atuava como membro do conselho fiscal da Willy Bogner GmbH & Co. KGaA “.

Sonia modernizou a moda esportiva Bogner, conferiu-lhe um toque urbano, jovialidade e charme, e passou a assinar uma marca com seu próprio nome, Sonia Bogner. Recém-casada, ela foi direto trabalhar no negócio da família, como assistente de vendas, em Munique, reunindo-se com um a um dos clientes da Bogner. Mais tarde assumiu o cargo de assistente da sogra, Maria, que na época respondia pela criação da coleção. No ano seguinte, Sonia Bogner viajou para os EUA com o marido para ajudá-lo a lançar a Bogner of America. Em 1979, ela sucedeu sua sogra na direção criativa da coleção feminina. Fluente em cinco idiomas – português, inglês, francês, italiano e alemão – tinha grande comunicabilidade, conversa fácil e incentivou e promoveu um equilíbrio entre a vida profissional e familiar. Quando perguntada o que mais desprezava no mundo, Sonia dizia: “pessoas mentirosas e esnobes”.

Ela era a modelo dos produtos de sua própria marca

Em 1992, enquanto ainda era a principal designer da linha Bogner Woman, Sonia lançou sua própria coleção que incluiu detalhes sutis, como estampas florais e um estilo descontraído. A designer pesquisou a frequência em aeroportos, ruas da cidade, restaurantes, cafés e bares “para ter uma ideia do que as mulheres realmente precisam”. Ela foi a responsável por infundir uma sensação de modernidade urbana ao estilo Bogner, antes essencialmente desportivo. Sonia Bogner deu um toque ainda mais pessoal à sua marca, logo na sua estréia, aparecendo com alguns de seus amigos famosos na campanha publicitária de lançamento, ela  mesma como modelo. Seu uniforme não oficial consistia em um blazer, camisa branca e jeans off-hours. Seu lema era: “Toda mulher que conhece a si mesma e se atreve a ser ela mesma é uma cliente da Sônia Bogner”.

Os Bogner eram uma família unida e feliz

Interior da loja Bogner em Saint Moritz. Fundada por Willy pai, a empresa teve os esportes como seu foco inicial e começou a equipar as equipes de esqui na Alemanha Ocidental desde o princípio. A mulher de Willy pai, Maria, revolucionou as calças de esqui, criando estilos esguios e finos. Após a morte do patriarca, em 1977, Sônia e Willy Jr. expandiram-se para outras categorias, introduziram o rótulo Sônia Bogner e a marca Fire + Ice, inspirada no snowboard, e abriram lojas independentes. Com a distribuição em cerca de 35 países e 800 funcionários em todo o mundo, as vendas anuais de Bogner superam US$ 300 milhões.

Uma das lojas Bogner

Os Bogner eram presença constante nas entregas de premiações, como o Prêmio Bambi, em que as suas marcas de moda somam indicações.

Os Bogner costumavam postar nos sites da empresa e em quadros nas lojas, filmes e fotos deles em várias situações, no esqui inclusive – muitas vezes feitos pelo próprio Willy, aclamado diretor de fotografia – para divulgar o desempenho de suas roupas e seu estilo de vida.

Willy e sua filha, Florinda no enterro de Sonia

Nascida no Rio de Janeiro como Sônia Ribeiro, ela deixou o Brasil aos 19 anos, depois de obter o diploma do ensino médio, para se juntar a sua irmã atriz, Florinda Bolkan, em Roma. Mais tarde, ela estudou inglês em Cambridge, de 1971 a 1972, antes de retornar a Roma para um aprendizado de vendas na loja masculina de Valentino, quando foi descoberta e  “pescada” por Maria Bogner. Uma vida de Cinderela.

Os quibezinhos e as pastas árabes fugiram à regra de que deveriam ser poucos para não tirar o apetite dos convidados do jantar

Um grupo de amigos do advogado Roberto Halbouti reuniu-se em torno dele para demonstrar-lhe apreço e admiração. Ao chegar, eles foram registrando, numa página do livro da entrada, mensagens várias, tornando aquela noite inesquecível. Os quibezinhos e as pastas árabes desobedeceram a regra de que deveriam ser poucos para não tirar o apetite dos convidados. O homenageado “driblou” o anfitrião, que já havia separado os vinhos de sua adega, e na véspera enviou os brancos e tintos – que foram os servidos no jantar, naturalmente.

Ana Botafogo presenteou flores tão viçosas, que foram debulhadas e transformadas em arranjos da mesa, que estava posta com louças da mãe da dona da casa e coberta com toalha da sogra. Elas deviam estar, as duas, espreitando, lá da eternidade.

Tudo isso foi dito e relatado pela anfitriã, à mesa, enquanto o copeiro polivalente – o mesmo que fez os doces – batia as fotos. Ela deu os detalhes do menu: “bobó de camarão à moda capixaba, em que o aipim é quase inteiro, com só um pinguinho de leite de coco e a farofa praticamente sem dendê”, feito pela Nilma”.

E seguimos jantando, falando dos assuntos do dia, da palestra que Serpa acabara de proferir na Academia Brasileira de Letras, da situação difícil da cultura no Estado do Rio de Janeiro, e mesmo assim há dois teatros em construção pela Fundação Cesgranrio, um deles será o com a maior boca de cena, mais adequado para os musicais, 750 lugares, perfazendo assim quatro teatros no Rio Comprido, onde já há mais dois no local, todos da Fundação, e aquela região se tornará tipo uma Broadway carioca.

Ana Botafogo e Chistiane Torloni: anjos não têm costas

A juíza Andréa Pachá (ao lado de Christiane Torloni) saiu da produção teatral para o Judiciário, onde atua na Vara de Família do Rio de Janeiro, e é lá que ela encontra inspiração para escrever livros como Segredo de Justiça, que inspirou a série apresentada no Fantástico no ano passado. No cotidiano de Andréa, porém, o Fantástico jamais sai do ar. É um Show da vida por dia, quiçá por hora. Ela tem mesmo muito o que escrever. Leiam seu livro, recomendo. Aderbal Freire-Filho também recomenda, nas orelhas…

Nélida Piñon nasceu com um defeito de fabricação. O defeito da Nélida é não ter defeito. O que é absolutamente anormal. É comunicativa, boa amiga, afetuosa, escreve bem e fala ainda melhor – é possível? Assim sendo, é ela a convocada mor para as saudações aos homenageados, até mesmo estando presente o Carlos Alberto Serpa, como aconteceu nesse jantar, e olha que o Serpa é um orador im-ba-tí-vel!

Parece que Myrian Dauelsberg (na foto, com Pedro Grossi), cansada de ser elogiada pelos feitos no setor artístico, resolveu causar também na moda. A cada evento que vai, ela coleciona mais elogios à sua elegância. São os vestidos criada por uma estilista da Eslovênia, nos Balcãs, Leste Europeu.

A sogra da dona da casa, que legou a toalha da mesa de renda, e a mãe, cuja louça inglesa foi usada, deviam estar espreitando e conferindo detalhes, lá da eternidade

Lucia Grossi e Beth Serpa

Ana Botafogo à mesa

Francis e Hilde

Embaixatriz Liliane Azambuja e Ana Botafogo

Azambuja e Lucia Grossi

O advogado Técio Lins e Silva e o embaixador Marcos Azambuja

Christiane Torloni, de costas e frente, sempre um amor de criatura

Roberto Halbouti, o centro das atenções

Hilde Angel informa-se com Andréa Pachá sobre a nossa Justiça

 

Na Sucessão prevalecerá a Lei do Jogo do Bicho, isto é, da Constituição: vale o que está escrito.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está entre a cruz e a caldeirinha. Os Maia são super família. Ela vem sempre em primeiro lugar, e a matriarca Mariangeles sempre primou por conduzir os parâmetros familiares dessa forma. Agora se impõe para ele o dilema: autorizar a votação do Impeachment ou enfrentar uma séria crise familiar, contrariando sua mulher, Patrícia, a sogra, Clara, e o sogro, Moreira Franco, ministro do atual governo, que, sem o foro privilegiado, também poderá vir a ser preso, dado o seu envolvimento na Lava Jato.

Bem que Maia quer ser presidente do Brasil, mas, nessa situação instável, o que seria certo tornou-se duvidoso. Como presidente da República, acredito que Rodrigo manteria Moreira Franco no cargo Secretário-Geral da Presidência, talvez até mantenha o ministério inteiro. Seguiria as orientações politicas dos experientes sogro e pai, César Maia, que se mantém absolutamente silencioso há meses, talvez para não ofuscar o filho, mas deve estar super atuante nos bastidores.

Verdade é que, se não se concretizar qualquer das N hipóteses até agora aventadas pelos comentaristas políticos… no próximo dia 6, com a provável cassação da chapa Dilma-Temer (creio nisso), prevalecerá a Lei do Jogo do Bicho, isto é, da Constituição Brasileira: vale o que está escrito.

E Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, sucessor natural, presidirá o Brasil, até serem convocadas e realizadas as eleições…. #DiretasJá

 

Os Maia: Mariangeles, César e os filhos gêmeos, Rodrigo e Daniela

Os Maia: Rodrigo e Patrícia com as filhas