Sobre Hildegard Angel

[email protected] Hildegard Angel é uma das mais respeitadas jornalistas do Rio de Janeiro. Durante mais de 30 anos foi colunista no jornal O Globo, quer cobrindo a sociedade (com seu nome e também com o pseudônimo Perla Sigaud), quer cobrindo comportamento, artes e TV, tendo assinado por mais de uma década a primeira coluna de TV daquele jornal. Nos últimos anos, manteve uma coluna diária no Jornal do Brasil, onde também criou e editou um caderno semanal à sua imagem e semelhança, o Caderno H. Com passagem pelas publicações das grandes editoras brasileiras - Bloch, Três, Abril, Carta, Rio Gráfica - e colaborações também em veículos internacionais, Hildegard talvez seja a colunista social com maior trânsito

As fotos inéditas – jamais vistas – do casamento de Wallis Simpson e Eduardo VIII, os duques de Windsor, que abalaram o mundo

Fotos inéditas e até hoje desconhecidas, da cerimônia e da recepção do casamento dos duques de Windsor serão leiloadas no próximo dia 30.
 As fotos PB, depois dessas oito décadas, dão uma visão fascinante das internas desse casamento que foi um dos mais escandalosos da história britânica e mudou a monarquia para sempre, com o casamento de Eduardo VIII com sua amante divorciada Wallis Simpson, em 3 de junho de 1937, em um distante castelo francês.
Ele havia se tornado rei em 1936 e abdicou do trono 11 meses depois, antes mesmo de ser coroado, devido ao seu relacionamento com a socialite americana.
As 17 fotos desse casamento foram tomadas por uma câmera ‘clandestina’ levada pela convidada Alexandra Metcalfe, que integrava o grupo ínfimo de convidados da discretíssima cerimônia que não somavam mais do que os dedos das mãos.
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Na recepção, o cônsul britânico em Nantes, W. Cunningham Graham, padrinho de casamento do duque, presenteado com as fotos que serão leiloadas.
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Os convidados do casamento incluíam Randolph Churchill (à direita), filho de Winston Churchill, e o barão Eugene Rothschild (à esquerda) na cerimônia assistida por um grupo mínimo de pessoas
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Cecil Beaton, o fotógrafo oficial da cerimônia, subestimada na época, e que agora vem à luz do público em muitos outros ângulos, inclusive a festa.
As fotos jamais vistas do casamento de Edward VIII (visto no centro) e a socialite americana Wallis Simpson são conhecidas agora, apenas 80 depois que eles protagonizaram uma crise constitucional na Inglaterra com repercussão mundial
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 As 17 fotos foram feitas por Alexandra Metcalfe, mulher do major Edward Metcalfe, o ‘Fruity’, padrinho do duque, e foram presenteadas, na época, ao cônsul britânico em Nantes, W. Cunningham Graham
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A coleção estará sendo vendida na semana que vem pelos Leiloeiros Bellmans de  Billingshurst, West Sussex, com lances a partir de 6.000 Libras

Morre a Rainha do Colunismo Social do Mundo… depois dela, o dilúvio!

Os devotados ao colunismo social a conhecem bem. É a maior colunista social do mundo. Isto é, foi, pois faleceu na sexta-feira passada, aos 98 anos, Aileen Mehle, a “Suzy”. Antes disso, ela se assinou “Suzy Knickerbocker”, como herdeira, a partir de 1959, do espaço no New York Journal-American do também mítico “Cholly Knickerbocker”, pseudônimo usado por vários colunistas anteriores a ela, entre os quais o que mais se destacou foi Igor Cassini.

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A grande dama das borbulhas internacionais

“Suzy” era seu “nom du plume” ou pseudônimo, como chamamos aqui. Ela foi a grande dama, a Rainha das Colunistas da Sociedade Americana, durante muitas décadas foi a única colunista social de Nova York e, por isso mesmo, a mais importante do mundo, a última cronista da vida daqueles poucos que ainda eram chamados Sociedade Internacional.

Teve uma vida maravilhosa e fascinante, aproveitando tudo que de melhor existia naqueles anos dourados, convivendo com um mundo de pessoas interessantes, estimulantes, fascinantes, famosas e muito ricas, que viviam sob os “spotlights” daqueles tempos gloriosos.

Aileen brilhava sempre que aparecia em público e era muito popular e querida por ambos, homens e mulheres da sociedade do século 20, que reunia dinheiro-fama-poder. Ela tinha um poder real naquele mundo, que agora chamamos “A Elite”!

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Suzy-Aileen Mehle, com suas inseparáveis plumas e com o duque de Windsor

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Muito bonita, com glamour de uma estrela de cinema, era a favorita de muitos playboys e milionários da América do Sul, de ricos esportistas americanos e, dizia-se então, chegou a ser “a favorita” de Onassis ao tempo do “casamento contratual” com Jackie O.

 

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O grand monde comentava à boca miúda que o armador Onassis vivia um romance com a Rainha do Colunismo Social, Aileen Mehle

Aileen Mehle dominou o high society mundial não apenas na letra impressa, mas no convívio. Personalidade forte, magnética, tinha um texto refinado, cultivado, cheio de referências literárias e, ao mesmo tempo, malicioso e extremamente irônico. O que fazia de sua leitura diária um exercício saboroso de sutilezas e futilidades, que adoçava o dia, despertava curiosidades e nos fazia acompanhar o cotidiano inacessível da upper class americana dos milionários, como se lêssemos uma novela muito bem escrita, com incomparável sofisticação.

Descobri “Suzy” aos 20 anos, ainda “Suzy Knickerbocker”, quando me hospedei pela primeira vez em casa de Eleanor Lambert em Manhattan, diante do Central Pak, e o New York Journal-American vinha todos os dias ao meu quarto, no compartimento lateral da bandeja de breakfast. Foi uma revelação! Eleanor era a toda poderosa da moda americana, dirigia a Eleição das Mais Bem Vestidas do Mundo e promovia o Coty Awards, prêmio aos importantes da moda. Era a grande amiga de Aileen.

Tanto fiz, que consegui entrevistar “Suzy”. Ela me recebeu com plumas em sua Townhouse de princesa no East Side, decorada em estilo clássico francês. Tratou-me com simpatia e entusiasmo, e parecia mais curiosa sobre mim do que eu sobre ela: “Uma jovem colunista social sul americana –  do Rio de Janeiro? Fale-me daquela cidade linda!”. Quando voltei, publiquei a entrevista, mas acho que na época as pessoas não entenderam o meu triunfo, porque aqui no Brasil poucos conheciam a “Suzy” e menos ainda sabiam do high society americano…

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Em 1976 nós duas nos encontramos no Bal des Étoiles, em Monte Carlo. Aileen estava na mesa da Princesa Grace. Ela era a “Suzy”, eu era a “Perla Sigaud”. Aileen vestia um caftan exuberante. Ela elogiou minha roupa: um três peças vermelho de saia longa e faixa sobre o busto de mousseline com um casaqueto de paetês bordado à mão, de Guilherme Guimarães. E uma longa écharpe do mesmo tecido em volta do pescoço com as pontas para trás até lá embaixo. Era tchan total. O casaquinho ainda existe.

Eventualmente, quando nos anos seguintes nos encontrávamos em eventos em Nova York, no Régine’s, no Club A, ou na Europa (na foto acima, em Monte Carlo), ela sempre se referia com simpatia àquela entrevista em sua casa, perguntava pelo Rio de Janeiro, pela Carmen Mayrink Veiga – amiga comum – ou qualquer outra amenidade.

Aileen foi uma referência para mim pelo resto da vida. Seu texto delicioso, a irreverência, o humor iconoclasta sem resvalar para a grosseria, porém atingindo o alvo com precisão serviram de guia para o meu trabalho.

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Aileen em outro baile, desta vez, de Máscaras

Depois do New York Journal-American, ela foi para o Women’s Wear Daily, uma grande conquista do publisher John Fairchlid.

Seu último espaço de poder foi a revista “W”, de John Fairchild, do qual ela própria tomou a iniciativa de abdicar, se aposentando em 2006, quando decidiu que não via graça alguma na atual sociedade, que não era mais de fato “sociedade”, mesclada com nomes que surgiam instantâneos feito leite em pó, e assim desapareciam, dissolvendo-se em escândalos sem qualquer glamour e povoada com nomes de estrelinhas e ‘estrelinhos’ do showbiz de pequena dimensão.

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“Suzy” capa de revista

Aileen começou a achar aqueles novos elencos muito aquém de seu próprio estrelato e do estrelato dos elencos que já haviam passado por suas mãos e por sua pena. Àquela altura do campeonato, não valiam o esforço, o empenho e o tempo para adicionar sua sofisticação a um universo sem um traço dela.

Consta que Aileen Mehle foi descoberta e lançamento de Truman Capote. Não duvido. Qualidade literária para inspirar tal padrinho, ela tinha.

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Suzy-Aileen, aqui em efeito visual que a faz parecer uma divindade. O que, para o colunismo social, ela foi. Perto dela, no entorno, apenas ectoplasmas 

Memória Social Brasileira: Do ‘Joujoux et Balangandãs’ de 1939 ao ‘Cantores do Bem’ deste Terceiro Milênio

Via Alta Privacidade, site “for members only”, de Hildegard Angel, em fase de implantação

Não se constrói um prédio sem fundações, bem como uma sociedade não se funda sem tradições. Para ela efetivamente consagrar-se como um grupo social sólido, deve lastrear-se sobre um conjunto de valores, códigos de comportamento, regras, fatos, que periodicamente lhe inspirem e evoquem memórias exemplares, fazendo-a retornar a situações passadas, revivendo-as de modo renovado, como que numa predestinação.

Dessa forma, as novas gerações reverenciam feitos de seus antepassados, prestando-lhes homenagens, neles redescobrindo experiências e encantos adormecidos.

Foi o que fez a sociedade carioca ano passado e novamente dias atrás, quando reviveu, no Copacabana Palace Hotel – agora sob a bandeira Belmond – o espetáculo ‘Joujoux et Balangandans’, épico da alta sociedade brasileira, apresentado em 28 de julho de 1939 no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em benefit da primeira-dama dona Darcy Vargas, mulher do ditador Getúlio, dentro das comemorações do Estado Novo.

O diferencial daquela encenação foi que dela participaram apenas nomes da elite, talentos ignorados do público, até então restritos aos ‘saraus’ da alta sociedade.

Em cena, um espetáculo de revista, na época uma coqueluche nacional, autoria de Henrique Pongetti, com a colaboração das damas sociais Léa Azeredo da Silveira e Ilda Boavista e cenografia do multitalentoso Gilberto Trompowsky, colunista de O Globo e artista plástico. Na trilha sonora, músicas de Nássara, Ari Barroso e Lamartine Babo. No elenco em cena, estava Mario Reis, dublê de colunável e cantor de sucesso, que se apresentou interpretando a marcha de Babo, ‘Joujoux et Balangandans’, fazendo dueto com Maria Clara de Araújo, conhecida como a Mariah da alta Roda, e que foi a música mais cantada no carnaval daquele ano de 1939.

Moças da sociedade cantaram e se apresentaram no palco, em danças coreografadas, causando furor, o teatro veio abaixo em aplausos. Dona Darcy arrasou com sua iniciativa.

Os depoimentos da época eram de que “parecia aquelas festas de cinema, elegantes, de sonho, só com pessoas lindas e bem vestidas”. E houve quem se lembrasse do casaco de peles brancas de dona Darcy Vargas, num tempo em que fazia frio pra isso no Rio de Janeiro.  O Cassino da Urca gostou e repetiu em seu palco uma festa parecida, com jovens do high.

Vamos juntos passear por essas memórias e essa tradição, até sua repetição nos dias de hoje, pelo Copacabana Palace, numa iniciativa da diretora geral do hotel, Andréa Natal…

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Nos Anos 30, era uma exceção – praticamente um tabu – haver nomes da alta sociedade pontificando profissionalmente no mundo do show business. Vê-los em quantidade no palco do Theatro Municipal, só mesmo com as bênçãos, a obra e a graça da mulher de um ditador da República, em nome da divulgação do Estado Novo, a pretexto de se fazer caridade… Porém, preconceitos são superados, tabus caem por terra e, de lá para cá, as mentes se abriram e todos ganhamos com isso. No cinema, Greta Garbo e Audrey Hepburn, jovens da aristocracia, brilharam como grandes divas. As netas do escritor Ernest Hemingway, o neto de dona Filomena Matarazzo, o filho de Walther Moreira Salles e da ‘Mais Bem Vestida do Mundo’ Elisinha Gonçalves, o bisneto do barão do Rio Branco estão entre os nomes e sobrenomes pinçados aqui para indicar a vocês como a elite do mundo e, particularmente, a do Brasil evoluiu nesse capítulo e liberou suas novas gerações, suas ‘Joujoux’ e seus ‘Joujoux’, para seguirem o rumo de seus talentos e suas veias artísticas, lado a lado com os ‘Balangandãs’, para felicidade geral das plateias e o enriquecimento das artes em geral da Nação brasileira…

Vejam seus rostos coroados e consagrados no painel abaixo…

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Grace Kelly, antes mesmo de se tornar Princesa de Mônaco, já havia nascido em berço de ouro, em uma família abastada, na Filadélfia. Estudou nos mais prestigiados colégios católicos para meninas quando, aos 18 anos, decidiu estudar teatro na Academia Americana de Artes Dramáticas.

O cantor Mario Reis, dito O Bacharel do Samba, foi um cavalheiro dos círculos mais fechados da alta sociedade brasileira.Se formou em Ciências Jurídicas e Sociais na então Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, hoje Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ),  na mesma turma de 29 de Ari Barroso, de quem se tornou grande amigo e incentivador, foi ele quem  gravou o primeiro sucesso de Ari: ‘Vamos deixar de intimidades’. Com sua voz bem limitada, estilo João Gilberto, há quem diga que Gilberto inspirou-se nele.

Outra diva de Hollywood também nascida em berço de ouro, foi Audrey Hepburn. A atriz nasceu na Bélgica em uma família de sangue-azul. Sua mãe, descendente de reis ingleses e franceses e seu pai, banqueiro.

A top model Cara Delevingne faz parte de uma família que pertence à alta aristocracia inglesa. Sua avó era uma das damas de companhia da princesa Margaret.

Supla, além de filho de Eduardo e Marta Suplicy, é herdeiro de uma das famílias mais tradicionais de São Paulo, e neto de dona Filomena Matarazzo.

Brooke Shields tem histórico de descendentes nobres. Seu pai era um alto executivo da Revlon, seu avô um tenista consagrado e sua avó uma princesa cuja família ganhou fortunas através da administração das finanças do Vaticano.

O cineasta Miguel Faria Jr é desde o advento da idade adulta verbete do livro Sociedade Brasileira. Cacá Diegues também é. Desde que se casou com Renata de Almeida Magalhães.

 Rosita Thomáz Lopes era uma das Dez Mais Elegantes do colunista Ibrahim Sued até ser descoberta pelo teatro e revelar-se uma notável atriz nos palcos e na TV. Ela estreou no teatro amador, no Tablado, e percorreu uma carreira respeitável e muito importante.

Sylvia Bandeira foi outra de berço de ouro, que começou como “cocadinha” das colunas sociais, fez um casamento coroado com o herdeiro da cadeia Bob’s de lanchonetes, mas resolveu abraçar a carreira de atriz, foi obstinada, e mostrou sua grande presença cênica, nos palcos e nas novelas de televisão. Hoje, é produtora de si mesma, fazendo espetáculos itinerantes por todo o país, com casas cheias. Grande Sylvia.

O fotógrafo consagrado internacionalmente Miguel Rio Branco, bisneto do barão do Rio Branco, é filho do embaixador Miguel Paulo José da Silva Paranhos do Rio Branco,

A diva Lana Del Rey é filha do acionista Ray Grant, que detém as ações em uma agência de marketing avaliada em mais de 2 bilhões de Reais.

O roqueiro Julian Casablancas, vocalista do Strokes, é filho do falecido John Casablancas, dono da agência de modelos Elite. O mesmo homem que descobriu Gisele Bundchen e tantas outras ultra-super models. Julian cresceu em Nova York e frequentou as melhores escolas na Suiça.

O diretor Walter Salles é filho do banqueiro e embaixador Walther Moreira Salles e da embaixatriz Elisa Margarida Gonçalves.

O ator e escritor Gregório Duvivier nasceu na tradicional família Duvivier. Seu pai, o escultor e saxofonista Edgar Duvivier. Sua mãe, a cantora e violinista Olivia Byington.

As irmãs atrizes Mariel e Margaux Hemingway dispensam apresentações: netas de ninguém menos que o grande escritor Ernest Hemingway.

A crítica de arte e dramaturga  Barbara Heliodora é filha da poetisa Anna Amélia Carneiro de Mendonça, um dos nomes mais proeminentes da cultura nacional..

O artista plástico Luiz Áquila também é verbete  do Sociedade Brasileira. Letra R, de Rocha Miranda. Família que muito se distinguiu em vários setores na vida empresarial brasileira. Notadamente nos loteamentos e seguros.

Guilhermina Guinle vem da prestigiada família Guinle. Seus avós, Otávio Guinle e dona Mariazinha, construíram nada menos que o hotel mais famoso e esplendoroso do Brasil, o Copacabana Palace.

As irmãs atrizes Kate e Rooney Mara são herdeiras de dois times de futebol americano. A mãe fundou o Pittsburgh Steelers. Já o avô por parte do pai, Tim Mara, é ninguém menos do que o fundador do famoso New York Giants.

O músico Adam Levine, do Maroon 5, é herdeiro da cadeia de lojas de departamento M.Fredric, fundada por seu pai.

Abaixo, o registro do segundo evento Cantores do Bem, no Copacabana Palace, com a partiicpação especial de Paulo Ricardo, o único profissional no palco,L

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Fotos de Miguel Sá

Em benefício do Solar Meninos de Luz, obra social que tem feito trabalho importante com a infância nas comunidades mais desassistidas de Copacabana, Cantagalo e Pavão e  Pavãozinho, a diretora-geral do Copacabana Palace Hotel, Andréa Natal, arregimentou um grupo de amigos interessados em ajudar e realizou o 2º evento Cantores do Bem – desta vez ‘Cantam Roberto Carlos’.

Um espetáculo nos moldes da revista ‘Joujoux et Balangandans’ que fez história na década de 30, reunindo no palco do Cristal Room do Copa  nomes da sociedade carioca, que – e isso eu pude pessoalmente atestar – só não fizeram carreira no mundo artístico porque assim não desejaram.  Não digo todos eles, mas pelo menos uns 80%, e olha que o percentual é alto!

O show dirigido por Haroldo Costa, também mestre de cerimônias, abriu com Andréa Natal e Jayme Drummond, brilhando e interpretando “Amigo”, homenageando o saudoso amigo (de todos nós) Zau Olivieri, que assistiu à performance e se deliciou de seu camarote no andar de cima deste mundo, mundo, vasto mundo…

Seguiu-se Ana Cristina Villaça, em longo enviesado prata, acompanhada de sax, dizendo em seu gogó cheio de romantismo que ‘estrelas mudam de lugar’… Bete Floris, bem humorada e cheia de malícia, além de linda, subiu ao palco tentadora, e piscou para o Aldo, em mesa central, enquanto cantava provocante ‘eu quero ser seu travesseiro’… Claudia Martinez vestiu azul e iluminou a cena com seus brilhantes e sua beleza cantando ‘olha, você tem todas as coisas”, enquanto olhava para a direita da plateia… a música tinha endereço, ora se tinha… Aliás, todas as músicas tinham nome, endereço, telefone e CPF, e bota CPF nisso…

Suzana Armbrust, a primeira dama do Gás, interpretou ‘eu te amo’, e olhava lânguida para Mr. Ceg, e ele pra ela, dono do pedaço. As amigas dela, em volta dele, batiam palmas, quanta alegria! Foi mesmo uma festa da amizade… Priscila Levinsohn eletrizou, foi o momento Ivete Sangalo, levantando a galera com ‘eu sou terrível’ com arranjo axé music… Monica Ibeas e Gustavo Moreira de Souza, casal 20, interpretaram “Côncavo e convexo”, ensaiadíssimos, coreografados, afinados, em preto e branco, tão bonitos e bem entrosados, românticos. Foi uma delícia vê-los em cena. Chapeau para o casal!… Fernanda Lynch arrasou na sensualidade e na beleza em cena desfilando voluptuosa sua Força estranha, sílfide, show! E que voz bem trabalhada ela tem! Katia e Paloma Danemberg, mãe e filha, foram o momento alegria, entusiasmo, vibração, sensação. Elas levantaram o Copa. Não houve quem ficasse sentado com sua atuação divertida e provocante com ‘Se você pensa que vai fazer de miiim….. vai ter que mudaaar…”… E olhavam para os respectivos em sua grande mesa. Arnaldo ria, deliciado com a beleza de sua filha e de sua mulher, e de como brilhavam dançando e cantando naquele palco imenso – quanta competência têm as garotas Danemberg!….

Sheila Lustosa enfrentou bem a proposta de sobriedade em “Falando sério”. Estava muito elegante. A curtição coube à dupla Zé Ronaldo e Pedro Guimarães com o “Negro Gato”. E houve quem perguntasse onde estava o bichano…. Dois médicos cantores: João Donato D’Ângelo e Paulo Brum, com repertórios românticos. Aliás, todos os cantores homens escolheram músicas românticas. Casos também de Jayme Drummond, José Crescencio Costa e Luciano Luccas. E todos eles se saíram com muitos aplausos e louvores.

O momento ternura e comoção foi para Renata Capucci com sua filhota fofa, Diana, interpretando “Como é grande o meu amor por você”. Realmente foi o lance inesquecível do set. Mãe e filhinha, quem pode competir com isso?

O cantor Paulo Ricardo fez sua grande entrada, numa participação especial. Bondoso e camarada. Amigo de fé, à la Roberto Carlos, naturalmente.

E por fim, volta a Andréa Natal, a mais bela das diretoras de hotel de que se tem notícia, já com outra roupa, azul Roberto Carlos, ça vas sans dire, e interpreta “Emoções”, gran finale!

O palco se enche com todos os participantes. Aplausos gerais, apoteose, féerie, frenesi. E ano que vem tem mais Cantores do Bem, o ‘Joujoux et Balangandans’ do Terceiro Milênio. Uma iniciativa bien réussie, diriam os antigos…

Bravo Copacabana Palace!

Ouçam, abaixo, dois momentos, do “Joujoux….”: o original, com Mario Reis e Maria Clara, a Mariah da Alta Roda, e o atual, com as Danemberg cantando Roberto Carlos.

Paloma Danemberg e sua mãe, Katia Danemberg, no momento mais animado e divertido do Cantores do Bem, no Copacabana Palace.

Colecionador Paulo Barragat se desfaz de grande parte de suas preciosidades garimpadas em cinco décadas

Via Alta Privacidade, site exclusivo restrito a membros, em implantação

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Paulo Barragat com Gisella Amaral em sua posse na Academia Brasileira de Arte, seguida de jantar de gala em seu apê palacete

Após as perdas, primeiro, anos atrás, da mulher, e por fim do pai, o colecionador Paulo Barragat trocou seu apê palacete por uma casa linda, onde conserva só o que compõe bem com a nova decoração. ;vida nova, cenário novo. Algumas coisas do apartamento de Copacabana, outras não. Assim, grande parte do acervo de antiguidades, peças históricas que compunham o décor de sua casa, vai a leilão dias 21 e 22 deste mês, no Antiquário Alphaville, pelo martelo da leiloeira Cristina Goston. Trata-se da Coleção Paulo Barragat.

Selecionei, entre relíquias várias, alguns lotes que julguei altamente tentadores, para aqueles que apreciam raridades, pois oportunidades como essas não acontecem todo dia…

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Maria Madalena Penitente com seus atributos – Imagem de pedra sabão policromada. Seculo XVIII . Nota: O Papa Gregório, no ano de 591 (Século VI), identificou-a como uma prostituta mencionada nos evangelhos. Hoje, sabe-se que ela não era a tal prostituta, e sim uma das mais fervorosas discípulas de Jesus, a que o acompanhou em seus últimos momentos e a primeira a vê-lo após a ressurreição. – Comprimento 19 cm.

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Par de homens-macaco do épico Ramayana, entalhadas em madeira policromada, Séc.XVII Ex-coleção Embaixatriz Yeda Assumpção. Nota: Na lenda, Rama resgatou sua mulher sequestrada por um demônio e levada para a Ilha de Sri Lanka, com um exército de macacos, Conquistando assim a própria Ilha, hoje chamada Ceilão. Altura 26 cm

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Par de pratos de porcelana Companhia das Indias com brazões estilizados e em policromia, feitio oitavado. Nota: As louças trazidas pelas Cia das Indias para os potentados ocidentais eram decoradas segundo a interpretação chinesa dos modelos a eles encomendados. Nesses pratos , vê-se ao centro o brazão com motivo floral encimado por coroa ladeado por quimeras representando os tenentes que o sustentam. Curioso exemplo da interpretação chinesa dos temas ocidentais. Diâmetro 20 cm.

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GOPI – Figura indiana da Corte de Krishna esculpida em madeira e policromada. Século XVIII. Ex-coleção Embaixatriz Yeda Assumpção.. Nota: As Gopis são dançarinas e tocam instrumentos nas lilas em louvor a Krishna. Altura 44 cm.

Serviço:

Alphaville Antiquário – Rua Pinheiro Machado 25 Loja B – Laranjeiras www.galeriaalphaville.com.br

Terezinha Morango Pittigliani, 80 anos de sabedoria e beleza

Via Alta Privacidade, site fechado de Hildegard Angel em fase de implantação

Naquela fase áurea e esplendorosa do ciclo dos certames de beleza, quando o país parava para assisti-los, havia torcida organizada e o assunto se estendia por meses no noticiário, Misses nas capas das revistas eram sempre garantia de grandes tiragens. Elas, as Misses, eram a referência ideal de futuro de todas adolescentes e inspiração para as brincadeiras das meninas, que disputavam coroa e cetro de beleza nas horas do recreio escolares.

Misses Brasil via de regra faziam casamentos coroados. Assim foi com tantas lindas mulheres reveladas e projetadas nos concursos de Assis Chateaubriand. Dentre elas todas, a amazonense Terezinha Morango caracterizou-se por sua doçura e meiguice. Foi uma espécie de Branca de Neve daquele universo encantado das belas coroadas do concurso. Delicada, discreta, sempre reservada, Terezinha logo chamou a atenção do bem sucedido empresário de setor fonográfico, Alberto Pittigliani, famoso pela coleção de automóveis espetaculares e por ser dono da placa de carro nº 1, no Rio de Janeiro, então Capital Federal do país.

Pois bem, a rainha da beleza Terezinha casou-se com Alberto, teve com ele dois filhos, Alberto e Andréa, uma linda neta, Bárbara, ganhou uma enteada que a adora, Sueli Stambowsky – a nora Luciana Pittigliani, o genro Isaac Berensztejn e o “step” genro Ricardo Stambowsky – , e festejou seus 80 anos em seu belo apartamento da Praia do Leblon, no prédio que o saaudoso marido Alberto construiu junto com o amigo Roberto Andrade, com a casa cheia dos amigos de toda vida.

Terezinha foi a construtora de uma vida bonita, harmoniosa, transparente e feliz, com seu temperamento amoroso, sóbrio, sincero e reservado. Não dá para economizar adjetivações em se tratando dela. É isso mesmo.

Aos 80 anos, continua bonita. Com a pele do rosto lisa, viçosa, e está no seu peso ideal. Os cabelos, ao longo dos anos, lhe permaneceram fieis, cheios, fortes e ondulados, emoldurando seu rosto de morango.

O carinho e a gentileza com que todos da família a cercam e os amigos a aplaudiram e felicitaram no “parabéns pra você” são um atestado de que Terezinha Morango Pittigliani é uma sábia mulher e de que Alberto foi um sábio homem ao percebe-la, cortejá-la, conquistá-la e se casar com Terezinha, formando com ela esta amável e amorosa família.

Parabéns, Terezinha!

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Fotos minhas / Fotos de arquivo

 

Boa Notícia

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White Room – O Salão Branco do Museu da Moda, na Casa Zuzu Angel, está pronto! Na verdade são dois espaços em dois andares onde estará guardado o acervo em condições ideais de temperatura e de proteção contra insetos, umidade, pragas. A conservadora Manon Salles já põe mãos a obra, assim como o museólogo Rubens Lima Junior está em ação desde o início do ano, sob orientação da nossa consultora Patricia Lyra, do MIS de São Paulo. Enfim, as coisas acontecem. Estamos cumprindo nossos objetivos. E agradecemos a todos aqueles que confiaram neste sonho novo. Ao Itaú Cultural, a Light, nossa equipe e sobretudo aos que doaram as peças que hoje compõem esta importante coleção. Ano que vem, cumprindo o calendário e se Deus ajudar, nossas portas abrirão com todos os que colaboraram presentes.
Muito obrigada.
Hildegard Angel – Instituto Zuzu Angel – Presidente

Café na Casa da Zuzu: conheça Rui Spohr, maior nome da moda gaúcha, que jamais cobrou para vestir Scila Médici

Via Blog do Instituto Zuzu Angel

Hildegard Angel

Enquanto o Museu da Moda não abre suas portas, toda última quinta-feira do mês a Casa Zuzu Angel realiza em parceria com a Abepem, dirigida por Kathia Castilho, cafés com bate-papos reunindo pesquisadores, estudantes, profissionais e interessados nas áreas da Moda, Memória e Conservação Têxtil. Na edição de outubro, tivemos a presença da historiadora Renata Fratton, que, na ocasião, falou sobre o grande costureiro gaúcho Rui Spohr.

renataRenata Fratton na edição de outubro do Café na Casa da Zuzu

 A palestra de Renata foi um verdadeiro passeio sociológico pelo Sul do Brasil. Contando a história da Moda do Rui, ela foi além da Moda. Assim fazem os grandes pesquisadores! Eles vão ao cerne das profundidades. Renata iniciou com o Rui em suas origens interioranas, quando ele ainda se chamava Flavio, transportou-o para a grande capital, quando se transformou em Rui, e o levou para a França na trilha dos mestres da Moda dos anos 50. Foi lá que ele se especializou em chapelaria e, depois, em Moda, no curso da Chambre Syndicale, contemporâneo de Saint Laurent e Lagerfeld (no ano em que Rui entrou, eles tinham acabado de se formar). Alguns anos depois, Rui voltou para Porto Alegre com toda uma bagagem poderosa, equipada para desafiar a hegemonia da modista Mary Steigleder, que com sua madrinha na imprensa, a absoluta Gilda Marinho, mantinha a preponderância na Moda gaúcha. No entanto, o Rui, para fazer frente a todo esse poder feminino, precisou ele mesmo se tornar um jornalista de moda e, como “dessinateur” que era, passou a ocupar espaço em um importante jornal em que dava noções de estilo e de moda, com dicas ilustradas por ele e as credenciais de quem acabara de chegar da capital da elegância do mundo.

Paralelamente a isso, ele se manteve chapeleiro, até que Gilda Marinho decretou em sua coluna poderosa que não se usava mais chapéu. E na gelada Porto Alegre as cabeças femininas se descobriram em 1954 (!). Enquanto isso, na Europa, nos Estados Unidos e nas telas de Hollywood, os chapéus continuavam a se trombar nos salões de chá, almoço e jantar…

rui1949Rui em 1949

Logo, Rui conseguiu furar o bloqueio e se firmou como grande estilista do Rio Grande do Sul, sempre com um olhar muito clássico e com o vigor juvenil de quem desejava impor sua marca. Ele conseguiu a vitória de ser incluído, na década de 60, na seleção dos figurinistas da Rhodia, que, juntamente com a Varig, fizeram aquela grande campanha internacional de moda inspirada em temas brasileiros. O time era composto apenas por homens.

varigCampanha da Varig, coleção Brazilian Nature

Rui se tornou o mais famoso costureiro do Sul. Passou a vestir as famílias mais importantes, como as Sirotsky, da RBS; a família Chaves Barcelos, de tradicional elegância; a família Silveira, de Gramado; a família Gerdau Johannpeter; os Maisonnave; entre outras mulheres que eram e são referência para todo o Sul do país.

Ele também vestiu a jovem gaúcha filha de militar Scila Médici solteira e no seu casamento. Quando Scila alçou à posição de primeira-dama, ele aceitou vesti-la sem cobrar nada por isso, pois ela alegou não ter dinheiro para pagar. Então, os tecidos eram todos doados pelas fábricas e Rui presenteava o seu trabalho e o de seu ateliê.

Todo o reconhecimento profissional que Rui recebeu no período em que vestiu Scila foi toldado por um episódio que lhe causou grande estranhamento e mal estar. Indo a Brasília visitar a cliente mais importante, apesar das providências dela de um acompanhante para mostrar-lhe a cidade, Rui não conseguiu ser recebido por dona Scila.

Retornou a Porto Alegre sem ter visto a cliente da qual jamais cobrou um tostão durante todos os anos de governo de seu marido e para quem produziu dezenas de vestidos, abrangendo as quatro estações de cada ano, as inúmeras solenidades, os vestidos de gala e os guarda-roupas das viagens oficiais.

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Scila Médici, em uma de suas inúmeras aparições vestindo Rui Spohr

As caixas para dona Scila seguiam de Porto Alegre para Brasília com um livrinho manuscrito por Rui, explicando como as roupas deveriam ser usadas, em que ocasiões, em que horários e temperaturas. Além disso, ele enviava, com os vestidos, as meias, os sapatos, a bolsa, as luvas e o chapéu, compondo a toalete inteira da primeira-dama do país.

Rui graciosamente contribuiu para formar e consolidar a ideia de que dona Scila foi uma primeira-dama elegante, discreta e bem-posta em todas as situações. O trabalho de marketing que fez, através da Moda, para aquele governo Médici não tem preço. A imagem bem-vestida, sóbria e recatada de dona Scila transmitiu, através do primeiro casal do Brasil, a sensação de segurança da instituição familiar, o que muito contribuiu para os objetivos dos governos militares.

O preconceito da época contra a Moda considerada “frívola e fútil”, com seus costureiros dito “excêntricos”, provavelmente impediu o governo militar de tratar o grande estilista Rui com a mesma elegância com que ele vestia a mulher do ditador, fazendo-lhe o convite para ir ao Alvorada. A palestrante Renata Fratton não fez esse comentário, muito menos o Rui. Talvez sequer pensem dessa forma. Este foi, porém, o aparte feito por mim em voz alta, durante o bate-papo informal em que sempre se transformam as palestras na Casa Zuzu Angel.

Foi Rui quem lançou a atriz Lílian Lemmertz quando, em sua fase chapeleiro, a descobriu na Rua da Praia, em Porto Alegre. Caminhando na mesma rua, ele encontrou Lucia Curia e a lançou modelo junto com Lílian. As duas galgaram ao estrelato: Lílian como grande atriz brasileira, Lucia como grande manequim da Maison Chanel e futura senhora Walter Moreira Salles. Além do conhecimento da Moda, Rui importou de Paris para o Brasil o Dia de Santa Catarina, em que a Santa protetora da Moda passou a ser devoção no setor. Ele viu na França que, no dia dela, aconteciam desfiles de Moda, pelas modelos chamadas de “catherinettes”, sempre celebrando a santinha.

lilian-e-luciaLílian Lemmertz de chapéu preto e estola de pele. Lucia Curia aparece na outra ponta, de blusa rosée.

A propósito da influência do personagem “gaúcho” e do folclore na Moda de Rui, isso não chegou a acontecer, mas ele incorporou essas tradições como cenário de alguns lançamentos, reforçando a sua identidade sulista. Por fim, voltando lá pra trás, para 1964, naquele ano, o figurinista da Rhodia que faria a noiva da coleção seria Rui. Ele inspirou-se, aí sim, em uma indumentária dos Pampas, o Poncho, criando uma noiva evocativa daquela região do país. Mas, tanto a noiva quanto o Rui foram vetados! A “Revolução” tinha acabado de acontecer. Naquele momento brasileiro, os gaúchos e tudo o que se referisse a eles estavam na lista negra do Golpe. A ideia era fadar ao esquecimento total qualquer símbolo que fizesse lembrar Jango, Brizola, Getúlio, o trabalhismo, o legalismo e as forças populares. Mesmo que fosse uma inofensiva noiva dos Pampas…

imagem1Rui, em seu ateliê, em foto atualruiDóris, esposa e musa inspiradora de Rui, pintada pelo próprio, ao lado direito. Ele e ela formam o casal perfeito. Dóris sempre foi sua parceira na vida, na Moda e no trabalho.

Não deixe de comparecer nos próximos cafés! As histórias são sempre deliciosas. E o melhor de tudo: a entrada é gratuita. A delicadeza de quem contribui com a mesa do café levando um bolinho, um pãozinho, uma gostosura, é sempre apreciada. Em breve, o Instituto Zuzu Angel e a Abepem divulgarão mais informações sobre o próximo bate-papo, que acontece em novembro. Fica ligado na nossa página do Facebook.

PEC 241 parte do princípio de que se a economia não permitir, a população não irá adoecer… nem envelhecer

Via de regra, escritórios de assessoria de comunicação me enviam, a título de colaboração, artigos e comentários de profissionais abrangendo temas diversos. Não me lembro de ter me detido em algum, particularmente. Mas este artigo do especialista na área de saúde David Stacciarini, sócio e diretor jurídico do aplicativo Docway, impressionou-e muito bem e eu gostaria de compartilhar com vocês. Vem a calhar e merece ser lido. Vamos a ele:

  A PEC 241 E O FUTURO DA SAÚDE NO BRASIL

David Stacciarini

“Uma vez aprovada a nova regra, caberá à sociedade, por meio de seus representantes no parlamento, alocar os recursos entre os diversos programas públicos, respeitando o teto de gastos. Vale lembrar que o descontrole fiscal a que chegamos não é problema de um único Poder, ministério ou partido político. É um problema do país! E todo o país terá que colaborar para solucioná-lo.” Assim termina a proposta da PEC 241 feita pelo ministro da Fazenda, Henrique de Campos Meirelles, e pelo ministro do Planejamento, Dyogo Henrique Oliveira.

O Conselho Deliberativo da Fiocruz, a Fundação Oswaldo Cruz, instituição estratégica do Estado para a ciência e a tecnologia em saúde, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola), as secretarias de Saúde de inúmeros municípios e estados, professores de Medicina de inúmeras universidades respeitadas no Brasil, bem como o próprio ex-ministro da saúde, José Gomes Temporão, vetam a aprovação da PEC 241/16. Mas por qual motivo?

A Proposta de Emenda à Constituição 241/16 não tem como objetivo salvar a economia? Ocorre que austeridade na saúde não é novidade, tal medida já ocorreu em outros países, e inclusive foi alvo de inúmeros estudos internacionais, um deles famoso trabalho realizado pelo pesquisador David Stucler, de Oxford, conhecido como Multiplicador Fiscal. Mas, o Governo Federal Brasileiro realiza uma reflexão importante, e todos podemos concordar que isso é o ideal em uma nação, ao propor que seus gastos não sejam maiores do que recolhe em tributos e impostos. Porém, o mesmo raciocínio não se aplica ao setor de saúde, área em que há algo inevitável, imutável e que não pode ser controlado: o envelhecimento da população. Tal elemento não está sendo colocado na equação da PEC 241.

Pois as doenças não aparecem em uma economia favorável ou desfavorável, elas não são concursos públicos, criados de acordo com a necessidade do estado. Independendo dos fatores econômicos ou políticos, as doenças aparecem sempre, não importa o tamanho de sua economia ou de sua nação. O que muitos estudos vêm apontando, inclusive para maior desgosto do estado, é que é nos países em recessão econômica que mais se manifestam as doenças e os surtos mais ocorrem.

O Brasil possui um sistema de saúde universal replicado do modelo britânico (NHS- National Health Service). Apesar de oferecermos um sistema semelhante de saúde, é muito difícil para o Brasil acompanhar o modelo clonado, uma vez que nosso orçamento é cinco vezes menor do que o da Inglaterra. Infelizmente, diferente de outras áreas, não é possível estabilizar um valor para a saúde, justamente devido à população estar sempre adoecendo. Viver e morrer é destino da vida de todo homem. Todos os países do mundo vêm aumentando, com o decorrer dos anos, o percentual do seu orçamento no setor de saúde.

Como já esclarecemos, a população envelhece e novas doenças aparecem. Um estudo levantado afirma que, em 20 anos, a população idosa irá dobrar. Isso implica em doenças crônicas, degenerativas, do coração, em vários tipos de câncer. E essa é a preocupação de todos esses especialistas em saúde acima citados. A PEC 241 funcionaria muito bem em outros setores, mas é uma arma perigosa que coloca em risco o setor de saúde.

Se você trava o aumento do orçamento de saúde ou impõe seu crescimento conforme a inflação nos próximos 20 anos, como está proposto, o governo pressupõe que gastamos muito em saúde não porque a população necessita, mas porque a economia permitiu, pois, o tratamento das doenças dessas pessoas só ocorreu porque havia dinheiro acima da inflação e do planejado. Contudo, se agora a economia não permitir mais, ou não permitir que dinheiro que não seja planejado anteriormente seja entregue, logo a população não irá mais adoecer.

É um raciocino errado com aparência de verdadeiro, uma falácia. Ninguém acredita que o governo está fazendo isso para prejudicar a vida das pessoas, ocorre que houve a ausência de debate com especialistas no setor de saúde, bem como não foi realizado ou sequer solicitado um estudo para averiguar as consequências em longo prazo.

Este é o grande impasse, especialistas de saúde apontam uma prioridade, especialistas em economia apontam outra e você se pergunta: qual problema devemos resolver primeiro?

 

Halloween foi tema do casamento religioso de Santo Domingo! Dráculas, monstros e caveiras na igreja em Nova York!

Via Alta Privacidade, site fechado de Hildegard Angel em fase de implantação

Parecia uma Festa de Halloween, em plena Igreja Visitação da Virgem Abençoada, em Red Hook, no Brooklyn, NY., mas era apenas o casamento religioso de Julio Mário Santo Domingo, irmão de Tatiana Santo Domingo Casiraghi, com Nieves Zuberbühler.
Um  “Sim, aceito! “, foi dito “com medo”  pela linda noiva . Assim, com o tema Halloween, foi o casamento de Julio e Nieves, que já tinham se casado no civil em abril de 2015, em cerimônia da mais restrita intimidade. Desta vez foi uma festa com os parentes e os amigos, todos fantasiados ao melhor estilo Dia das Bruxas, à exceção da noiva, que escolheu um vestido tradicional de gaze do designer Brandon Maxwell. Já o noivo Julio Mario, neto de nossa saudosa Ediala, se fantasiou de “Príncipe”.
Tatiana Santo Domingo, irmã do noivo e nora da princesa Caroline de Mônaco, estava fantasiada Maléfica, e desempenhou um papel muito importante no casamento, pois foi a escolhida para fazer um discurso aos noivos no altar. Ela estava acompanhada de seu marido, Andrea Casiraghi, Muito discreta, com um vestido preto, estava Caroline de Mônaco.
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Enquanto a noiva escolheu um vestido tradicional de gaze, do designer Brandon Maxwell, o noivo se fantasiou de “Príncipe”. E ao fundo, no banco à esquerda, os vampiros brasileiros Jimmy Bastian Pinto (cara pintada de branco) e Viviane Soares Sampaio (vestido vermelho vinho e mechas brancas nos cabelos pretos).
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Andrea Casiraghi de braço com a mãe da noiva, Marina Blaquier  Zuberbühler
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Kenneth Jay Lane, o mais famoso nome das bijuterias do mundo e queridinho das socialites em geral
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Tatiana Santo Domingo Casiraghi, no púlpito da Igreja, faz o discurso em homenagem aos noivos vestida de Condessa Drácula
sd4.Tatiana Santo Domingo e Dana Alikhani, sua sócia na boutique Muzungu Sisters
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Aldo Comas, amigo dos irmãos Casiraghi desde que estudaram no mesmo exclusivo Colégio Alpine Beau Solei, acompanhado de sua mulher Macarena Gomez e amigos.
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Do Brasil, quem me disse que iria ao casamento do Santo Domingo com a Nieves foi o Helcius Pitanguy, que encontrei no jantar do aniversário de Narcisa Tamborindeguy na véspera de ele embarcar para Nova York. Mas Helcius é super “moita” e não postou foto em lugar nenhum… Como nenhum imprensa foi convidada para o casamento, as únicas fotos são das redes sociais dos amigos dos noivos…

Filhinha fofa de Guilhermina Guinle e sobrinha de Giovanna Antonelli, Mina dá show de fotogenia com coroa de princesa

Via Alta Privacidade, site fechado de Hildegard Angel em fase de implantação

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De coroa de princesa na cabeça, Guilhermina Guinle chegou à casa da amiga Gisella Amaral, levando pela mão a filha, Mina, também com coroa de princesa. Mina é um barato. Na mesma hora se entrosou. Primeiro com os animais da casa. Floquinha, a coelhinha que vive no terraço, e com o cachorrinho que respira, mas é de mentirinha. Depois, com os adultos. Foi colocando guardanapos de coquetel como babador em todo mundo. A começar pelo Ricardo Rique, depois na Guilhermina, na Gisella, em mim, e nela mesma. Ficamos lá todos babões, comendo os canapés, de guardanapo preso no decote. Pedi à princesinha Mina, de coroa e tudo para posar para mim com a felpuda Floquinha, de olhos supervermelhos. Ela topou e se revelou tremendamente fotogênica neste ensaio aí acima.

Filha de Guilhermina Guinle e do advogado Leonardo Antonelli, e neta de Rosa May Sampaio e Luís Eduardo Guinle, amigos de toda a vida de Gisella e Ricardo Amaral, Mina Sampaio Guinle Antonelli é princesinha de fato e de direito, por tudo que o histórico de seus sobrenome representa, seja pela tradição empresarial das famílias maternas, seja pela representatividade de ambos os ramos familiares na cultura nacional.

Mamãe Guilhermina, elegantemente pediu licença e tirou uma casquinha da produção improvisada.