Depois de vencer cinco décadas de câncer, Lazaroni apoia Pezão na batalha eleitoral

Quem visse Dalva Lazaroni, cheia de entusiasmo, esfuziante mesmo, num conjunto de seda azul cobalto, recebendo os 200 convidados de seu jantar em torno do candidato Pezão, não poderia imaginar que estava diante de uma sobrevivente.

Mulher combativa, desde 1971 ela luta e vence, em batalhas sucessivas, o câncer linfático, em suas múltiplas manifestações e investidas. Neste exato momento, é travada nova e árdua batalha, com a doença atuando em várias frentes de seu organismo. Dalva, porém, parece ignorá-la. Dá o desprezo. Acostumou-se a tratar o câncer como doença crônica com que é obrigada a conviver, viver e ser feliz, com ele e apesar dele e das incontáveis quimioterapias.

Essas décadas submetida às bombas de cobalto – azul cobalto – são o conteúdo do livro Azul-cobalto, gás mostarda, que Lazaroni lançou na Saraiva do Leblon, nesta mesma semana em que abriu seu apartamento da Vieira Souto para celebrar a corrida eleitoral, na qual seu filho André Lazaroni concorre a deputado estadual, na chapa com o candidato a federal Marco Antonio Cabral.

Entre os muitos presentes, havia vários convidados da lista da promoter Alessandra Amaral, amiga de infância de André. Afinal, nesses encontros políticos de nada vale chamar correligionários. Importante é reunir pessoas interessadas em ouvir as propostas dos candidatos e em colocar a eles as suas próprias demandas.

Foi assim neste jantar de Dalva Lazaroni e Paulo Roberto Moraes, quando todos os candidatos discursaram, conversaram com os eleitores, distribuíram santinhos e, certamente, conquistaram muitos votos.

O buffet ficou por conta da chef Conceição Neroni. Tudo tão delicioso que Pezão, um gourmet, foi à cozinha conferir os molhos diretamente nas panelas (ah, guloso!) e cumprimentar a equipe, junto com sua sempre amável Maria Lúcia Jardim.

Notei que enquanto Dalva se dividia atenciosa entre as centenas de presenças, ela era observada de longe com interesse e – por que não dizer? – satisfação, pelo seu oncologista, dr. Sergio Allan.

Allan, que já chefiou a Oncologia Clínica do Inca, é respeitado também nos Estados Unidos, onde fez sua residência médica no hospital Monte Sinai, em Nova York. Mas foi no Memorial Hospital de NY que ouvi dos medalhões da oncologia os maiores elogios e as mais rasgadas recomendações ao tratamento do dr. Allan.

Ele é o médico com quem Dalva divide os méritos das muitas batalhas vencidas nessa guerra sem fim contra o câncer.

Perto dessa guerra. Uma eleição é brincadeira de criança.

IMG_8954-Dalva Lazaroni  Luiz e Tereza QuatroniDalva Lazaroni, Luis Quattrone e Teresa Aczel

IMG_8958-Dalva LazaroniDalva Lazaroni e seu conjunto azul cobalto

IMG_8961-Joaquim Moreira Bernardete Simonelli  Beth Accioly e Adolpho FrancoJoaquim Moreira, Bernadete Simonelli, Beth Accioly e Adolpho Franco

IMG_8969-Susana Cabral e Dalva LazaroniSuzana Neves Cabral e Dalva Lazaroni

IMG_8975-Beatriz  Andre Lazaroni (filha) GuilherminaBeatriz, André e Guilhermina Lazaroni

IMG_8978-Conceição e Paolo NeroniConceição e Paolo Neroni

IMG_8983-Dalva Lazaroni Maria Lucia Jardim e Suzana CabralDalva Lazaroni, Maria Lucia Jardim e Suzana Neves Cabral

IMG_8985Os chocolares traziam o 15 do Pezão

IMG_8986E o 15555 do André Lazaroni

IMG_8989Corbeilles por toda a parte

IMG_8997-Edmar da Fontoura  Katia SpolavoriEdmar Fontoura e Katia Spolavori

IMG_9009-Narcisa e Alice TamborindeguyAs irmãs Narcisa e Alice Tamborindeguy

IMG_9037-Beatriz e Andre LazaroniBeatriz e André Lazaroni

IMG_9047-João Ricardo Coelho  Paula Severiano Ribeiro e Daniela MartinazzoJoão Ricardo Coelho, Paula Severiano Ribeiro e Daniela Martinazzo

IMG_9049-Fatima Martins Paulo e Renata FragaFátima Martins, Paulo e Renata Fraga

IMG_9051-Marcelle FranciscoMarcelle Francisco

IMG_9059-Dalva LazaroniA escritora Dalva Lazaroni fala tão bem quanto escreve

IMG_9066-Luiz Fernando Pezão e Maria Lucia JardimLuiz Fernando Pezão já ganhou sua eleição mais difícil: o voto pleno da Maria Lucia Jardim


IMG_9103-Moema Casares e Renata FragaMoema Casares e Renata Fraga

IMG_9111-Luiz Fernando Pezão(na Cozinha)entre Paolo e Conceição NeroniLuiz Fernando Pezão entre Paolo e Conceição Neroni

IMG_9116-Luiz Fernando PezãoLuiz Fernando Pezão

IMG_9122-Marco Antonio Cabral e sua mãe Suzana CabralMarco Antonio Cabral e sua mãe, Suzana Neves Cabral

IMG_9143-Maria Lucia Jardim Dalva Lazaroni e Allyrio Mello(violinista)Maria Lucia Jardim, Dalva Lazaroni e o violinista premiado internacionalmente Allyrio Mello

IMG_9192-Alessandra Amaral(Foi covida a Apresentar os amigos aos canditos)aAo microfone, Alessandra Amaral apresentou os amigos aos candidatos

IMG_9204-Marco Antonio CabralMarco Antonio Cabral, DNA político pelo lado da mãe, prima de Aécio, e do pai

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Dalva Lazaroni e o marido, Paulo Moraes, e os candidatos Lazaroni, Marco Antonio e Pezão

IMG_9254-Ricardo Rique e sua namorada e Eliane TabbakEliane Tabback e Ricardo Rique

IMG_9262-Padre Omar e Adriana LazaroniPadre Omar e Adriana Lazaroni

IMG_9270-Bianca MarquesBianca Marques

IMG_9279-Alessandra Amaral e Renato QuadradoO lindo sorriso de Alessandra Amaral é o melhor marketing para seu namorado dentista, Renato Quadrado

Fotos de Vera Donato

Said e Ray Farhat, um casal adorável, que completou de modo ideal o seu ciclo de vida

Morreu, aos 94 anos, o ex-ministro da Comunicação Social, Said Farhat. Lúcido e produtivo até o último minuto, este ano lançou mais um livro de suas memórias políticas.

Poderia ter deixado também para a posteridade as memórias românticas da vida do casal singular e apaixonado que formou ao lado de sua Raymundinha, a Ray. Ela se foi alguns anos antes.

Filho de portuguesa e de um mascate libanês que veio aportar na Amazônia, Said nasceu em Rio Branco, no Acre. Aquela lonjura.

Ray, também filha de mãe portuguesa, Maria Mercedes, e pai imigrante libanês, Mustafá Casbur, radicado no Ceará, que ela se acostumou a acompanhar desde menininha em seu comércio pluvial pelos rios e igarapés da Amazônia.

Ia a minúscula Ray, instalada sobre o monte de castanhas que Mustafá, o seu “Deus”, adquiria navegando rios acima, atracando nas pequenas cidades portuárias e descendo para tomar um trago e bater papo com as mulheres da zona. A garotinha Ray sempre junto, testemunha fascinada daquela vida de aventuras.

Até que um sócio passou a perna no pai-herói, causando em Casbur, além do prejuízo, um infarto fulminante! Ficou Ray órfã, aos 13 anos, e obrigada a se casar com um dos irmãos Farhat, conforme compromisso firmado desde sempre entre as duas famílias, como era da tradição libanesa.

Lá partiu a prometida para o Acre, apavorando-se ao ver o tamanhão do pretendente Said comparado ao dela.

Apesar da desproporção da  altura, foi a voz da Ray pequenina que falou mais alto na decisão de “empurrar” o casal  para fora do Acre.

Casados, foram extraordinariamente apaixonados, numa vida jamais monótona. Ele imenso, ela baixinha. Ele contido, ela transgressora. Ela gostava de uísque, ele de cerveja. De repente, quando achava que Said estava merecendo (mesmo se ele não estivesse), Ray desaparecia do mapa. Ele ficava feito um meninão perdido, desorientado, até reencontrá-la em Pernambuco, na Bahia, em Miami. E voltava a reinar a felicidade.

Um casamento palpitante.

Em casa, ela se dedicava a ele full time. Aos ternos, às camisas, ao lenço do bolso, aos sapatos. Às roupas que iam e voltavam da lavanderia. À correspondência dele. Ao banheiro do Said, aos perfumes que ele usava. Ao dia de cortar o cabelo. Tudo dele ela conferia. E se orgulhava do marido impecável.

A casa de Ray tinha uma rotina jamais rompida. As decisões eram tomadas pela manhã e depois tudo corria em seus próprios trilhos, bem azeitado. Uma casa cinco estrelas.

E à noite recebiam em seu living, com as paredes cobertas por obras de Scliar, Volpi, Djanira, Mirabeau, Carybé, obras que Ray dedicava-se a colecionar. Eram jornalistas, diplomatas, intelectuais, políticos, artistas plásticos, publicitários, em reuniões sempre entusiasmadas e bem servidas de assuntos sobretudo políticos.

Ray era uma politiqueira vocacionada, com um grande acervo de amigos na esquerda. Levava na carteira a foto de meu irmão sacrificado, que ela me mostrou quando nos conhecemos. Said, de pensamento liberal, enxergava a política brasileira sempre com muita preocupação.

Foi através do nosso amigo comum, o dramaturgo Guilherme Figueiredo, que ele chegou à pasta da Comunicação Social de Figueiredo, só a assumindo sob o compromisso de que seria praticada a abertura política e aquele seria o último governo militar.

Juntos, Said e Raymundinha foram donos, na década de 70, da Editora Visão, de grande prestígio, chegando a ter a maior revista noticiosa do país, a Visão, sendo pioneira de várias iniciativas. Entre outras, a criação do anuário Quem é Quem na Economia Brasileira, o primeiro deles em nosso panorama editorial.

Foi também a Editora Visão a primeira a editar uma série de revistas técnicas periódicas voltadas para os setores industrial, agrícola, de construção, administração pública, inaugurando com elas os veículos de circulação dirigida e controlada no Brasil.

Um casal emocionante, produtivo e criativo.

Tiveram duas filhas, Sonia e Solange. Sete netos. Oito bisnetos. Amaram e são amados por eles. Completaram e realizaram, da maneira ideal, o seu ciclo de vida.

CREDITO: CARLOS NAMBASaid Farhat, sempre muito bem cuidado, mantido impecável por sua amada Ray / Foto Carlos Mamba/Google

A missa de 7º Dia pela Alma do ex-ministro Said Farhat será no dia 27 de agosto – 4a. feira – às 19:30hs – na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Rua Honório Líbero, 100 – altura do nº 1.775 da Av. Brigadeiro Faria Lima – São Paulo

No ar os discursos de Pedro Dallari, presidente da Comissão Nacional da Verdade, e Hildegard Angel

Já estão no ar os discursos de Pedro Dallari, presidente da Comissão Nacional da Verdade, e Hildegard Angel, na inauguração da Ocupação Zuzu, que aconteceu no Paço Imperial do Rio de Janeiro, em 14\08\2014.

Foram lembradas questões como a importância de Stuart e Zuzu Angel, assim como os abusos cometidos pela Ditadura Militar contra a família Angel e contra a sociedade em geral.

Assista clicando em: Discursos Dallari e Hildegard

 

Maria Lúcia no país das Guerreiras da Babilônia…

Primeira dama do Estado na Babilônia - 22.08.2014

O Morro da Babilônia, visto nesta peça de artesanato, através do olhar transformador das Guerreiras da Babilônia, e Maria Lucia Jardim, a Maria Lucia “Pezão”, encantada com a capacidade desse grupo de mulheres de colocar em tudo a beleza. 

Foi ontem.  Maria Lúcia Horta Jardim, a primeira-dama do Estado, visitou no Leme o Morro da Babilônia, onde conheceu o trabalho para lá de especial desenvolvido pelas Mulheres Guerreiras da Babilônia.

O grupo formado por moradoras da comunidade se reúne para aulas de artesanato, costura, informática e ginástica, e isso resulta em produção de lindas peças artesanais e obras de arte. Elas são mesmo mulheres guerreiras. As Guerreiras da Babilônia!

No encontro, elas elogiaram as mudanças que as comunidades Chapéu-Mangueira e Babilônia sofreram desde a pacificação em 2009, promovendo paz, segurança e bem estar.

Além dos bordados vendidos pelo grupo, também estão entre as atrações da região a Galeria de Arte 1500 Babilônia e os petiscos do Bar do Alto.

As Guerreiras da Babilônia e Maria Lucia trocaram ideias, falaram de suas necessidades, projetos, sonhos. São mulheres assim de que o Rio de Janeiro precisa. Mulheres transformadoras, que tudo o que tocam transformam, com o poder de transformar o Babilônia, não numa comunidade de carências, mas num jardim suspenso de oportunidades.

Se essa Via, se essa Via fosse minha… essa Via Flores

Se essa rua, se essa rua fosse minha… Dizia a canção infantil de antigamente, que queria ladrilhar a rua com pedrinhas de brilhante. Já Sonia Isnard e sua neta, Joana Nolasco, mandaram ladrilhar a sua moda com flores e a batizaram de Via, sinônimo de rua, Flores. Via Flores. A Rua da Moda.

É ali no Leblon que fica a sua Via Flores, onde periodicamente elas recebem as amigas para deliciosas tardes fashion, como fizeram ontem quando apresentaram a coleção Capsule, assinada por Andrea Saletto.

Foram lá dar um beijinho na Sonia, na Joana e conhecer a nova moda de Andrea, Narcisa Tamborindeguy, Maria Geyer, Angela Gouvêa Vieira, Betina Haegler, Gloria Maria e outras mulheres encantadoras.

A coleção constitui-se de oito modelos, incluindo duas estampas exclusivas. Peças contemporâneas e atemporais, calças largas, camisas, que são marca registrada da Saletto.

sonia isnard e narcisa tamborindeguy-7221Sonia Isnard e Narcisa Tamborindeguy

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Joana Nolasco, Andrea Saletto e Sonia Isnard

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Isis Penido e Lucy Sá Peixoto

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Isabela Lage e Sonia Isnard

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Giulia e Andrea Saletto com Joana Nolasco

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Bebel Niemeyer

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Betina Haegler e Angela Gouvêa Vieira

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Pinha Melo Franco

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Paula Cleophas e Joana Nolasco

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Narcisa Tamborindeguy e Patricia Geyer

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Narcisa Tamborindeguy e Gloria Maria

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Maria Geyer e Angela Gouvêa Vieira

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Maria Antonia Matheson

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Marcia Solera

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Luiz Paulo Serpa e Amelinha Azeredo Divino

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Luciana Séve

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Luciana Novis e Joana Nolasco

vivi grabowsky-6945Vivi Grabowsky

Fotos de Bruno Ryfer

O Arpoador todinho dentro do Edifício Chopin!

E pela primeira vez o mar do Arpoador desaguou na Avenida Atlântica!

Para isso, bastou um gesto de elegância de Arnaldo Danemberg, o grande cavalheiro do antiquariato, que abriu seu antiquário na galeria do Edifício Chopin, especialmente para promover a noite de autógrafos do livro “Arpoador”, ilustrado com fotos magníficas de Frederico Mendes e recheado com texto de Gilberto Braga.

Gilberto não precisou ir muito longe para buscar inspiração. Bastou chegar à janela de seu apartamento mega, com 999m², morador que ele é da própria Praia do Arpoador, com as ondinhas praticamente lambendo a portaria de seu prédio. Isso, quando há maré muito alta, naturalmente.

O lançamento é da Barléu Edições, como parte de uma série, em que já figura a obra ”Copacabana” e, em breve, vem aí o livro “Angra dos Reis”.

Oskar Metsavaht   Frederico Mendes   Narcisa Tamborindeguy e Gilberto BragaOskar Metsavaht, vizinho do prédio do Gilberto no Arpoador, o fotógrafo Frederico Mendes, Narcisa Tamborindeguy, a mais trepidante moradora do Chopin, e Gilberto Braga

Arnaldo Danemberg e Anna Bentes 1

O antiquário Arnaldo Danemberg e Anna Bentes Bloch, sua vizinha no Chopin

Lygia Marina e Roberto Halbuti

Lygia Marina Sabino e Roberto Halbouti

Edmar Fontoura e Kátia Spolavori

Edmar Fontoura e Katia Spolavori

Carlos Leal e Maria Fortuna

Carlos Leal e Maria Fortuna

Andréa Fasanello  Jackie Sperandio e Patricia Brandão

Andréa Fasanello, Jackie Sperandio e Patricia Brandão

Alicinha Silveira e Patricia Barbeyron

Alicinha Silveira e a embaixatriz Patricia Barbeyron, outra que habita o Chopin

Sueli e Ricardo StambowskySueli e Ricardo Stambowsky

Patricia Brandão e Letícia Levy

Patrícia Brandão e Letícia Levy

Luiz e Teresa Xavier

Luis e Tereza Xavier

Tininha Machado Coelho e Marize MüllerTininha Machado Coelho e Marize Müller

Fotos de Marco Rodrigues

Tempo de eleição. Vamos refletir. Houve um tempo em que nem sair às ruas podíamos, agora já podemos

A primeira página nos jornais do país dá espaço ao jornalista americano degolado pela Lei Islâmica. Fossemos dar primeira página aos degolados pela Lei da Milícia e a Lei do Tráfico, na Baixada Fluminense, faltariam jornais no Brasil.

 Ninguém conta, ninguém comenta, ninguém sabe, ninguém viu nada. A mídia cheirosa se omite completamente.

A população da Baixada Fluminense, apavorada com seu cotidiano de horrores, emudece paralisada diante das cenas dantescas a que é obrigada a assistir diariamente, em frente de suas casas, de ruas sem asfalto e muitas vezes também sem saneamento básico.

Ao lado do esgoto, que escorre a céu aberto, as pessoas de bem testemunham serem arrastados pelas pick ups corpos de sacrificados pela milícia e pelo tráfico, com braços estendidos como crucificados, muitos deles degolados.

Cabeças são expostas como troféus. Exemplos para os que ousem desafiar o poder da maldade sem limite dos grupos organizados, que se fortalecem naquele território da Baixada e se alastram por todo o Estado do Rio de Janeiro.

A Zona Sul finge ser uma Ilha da Fantasia. Sitiada, ela faz como o pai que é cego e não quer ver a realidade em algumas comunidades à sua volta.

No IML de Posse, distrito de Nova Iguaçu, mães se debruçam em desespero sobre corpos de jovens estraçalhados, decepados, de seus filhos mortos de maneira medieval. Transpassados por espetos de churrasco desde o rosto, empalados, desfigurados, irreconhecíveis. Mas coração de mãe não se engana…

São corpos e corpos e corpos.

Funcionários há que, habituados ao dia à dia da barbárie, ainda tratam os familiares com indiferença e agressividade. Não há espaço para a compaixão.

Não são corpos apenas de “pretos e pobres”. São também, e muito, dos brancos da classe média, talvez até ricos, bem vestidos. As famílias chegam, algumas em seus automóveis, e o que vem depois é a Lei do Silêncio.

Quem falar será a próxima vítima.

É tempo de eleição. Vamos refletir sobre isso.

A questão da segurança no estado, se não houver uma ação social efetiva, é como enxugar gelo, já disse o Beltrame. Porém, já foi muito pior. Houve um tempo em que nem sair às ruas podíamos, agora já podemos.

Por pior que seja o quadro, e por incrível que pareça, as coisas melhoram.

São 800 mil pessoas libertas do tráfico em comunidades cariocas, onde foram instaladas as UPPs. Esta é uma luta que não pode ser interrompida.

Vamos refletir que não é com leniência e com governantes sem políticas efetivas para a Segurança Pública que o Estado do Rio de Janeiro manterá o atual ritmo de crescimento e melhoria do bem estar.

Não era o Friboi do Roberto, era o churrasco da Ariadne e da Bené

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Ariadne Coelho e Benedita da Silva decidiram unir forças em torno da questão da mulher, da capacitação profissional para aquelas que trabalham com educação, do aumento das creches no Estado e de uma educação infantil eficiente.

Foram os temas de seus discursos de ontem, no jantar de adesão, quando apresentaram as propostas de suas campanhas a candidatas a deputada estadual (Ariadne) e a federal (a Bené).

Foram as plataformas afinadas que as inspiraram a se reunirem em um mesmo evento.

Pelo visto e pelos aplausos deu muito certo.

Foi uma noite de muito entusiasmo, corrente positiva e vibração, com os maridos, Antonio Pitanga e Luis Saucha, estrategicamente posicionados, aplaudindo suas candidatas preferenciais.

Casa cheia, mais de 300 provando o churrasco suculento do Porcão Gourmet do Cittá América. Uma eleitora perguntou: “É o Friboi do Roberto?”. E o garçom: “Não, é o da dona Ariadne e da Bené”. Naquela noite, nem o Roberto era Rei…

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Benedita da Silva, Ariadne Coelho e Antonio Pitanga, maridão

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Com Diego Cosac

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Nina Kauffmann, Claudia Cataldi e Ariadne Coelho, no grito da saia de franja

_MG_8564 CARLOS  LAMOGLIA E MONICA DANTASCarlos Lamoglia e Monica Dantas

_MG_8566 KRISTEL BIANCO E IRENE PEREIRAKristhel Byancco e Irene Pereira

IMG_8456 ROSANA CASTRO NEVESRosane Castro Neves

IMG_8468ROBERTA NAHUG  HELENA NAHUGE E LIGIA BORGEARoberta e Helena Nahug e Ligia Borgea

IMG_8472 INES COSTA E VERONICA BERMANRuth Elizabeth Lucciano e Inez Costa

IMG_8475 DIRCE MOTTA E ERICO PEREIRADirce Motta e Érico Pereira

IMG_8483 ARIADNE COELHOAriadne Coelho

IMG_8591 VERA BOCAYUVA E GUSTAVO GONÇALVESVera Bocayuva e Gustavo Gonçalves

IMG_8604 ARIADNE COELHODiscurso ora lido, ora de improviso

IMG_8614 BENEDITA DA SILVA E ARIADNE COELHOA chapa afro-loura

IMG_8634 LUIS SAUCHA E A FILHALuiz Saucha, paizão, e a filha Maria

IMG_8640 CONVIDADOS300 no Porcão

IMG_8650 BENEDITA DA SILVA E ARIADNE COELHOBenedita da Silva e Ariadne Coelho

IMG_8675 ARIADNE COELHO E JESSICA RAEDERAriadne Coelho e Jéssica Raeder

IMG_8677 ANA CLAUDIA PESSOA   ANTONIO PITANGA E MARCIA JERONIMOAna Claudia Pessoa, Pitanga e Marcia Jeronimo

IMG_8684 GUSTAVO GONÇALVES E FATIMA MARTINSGustavo Gonçalves e Fátima Martins

IMG_8697 ARIADNE COELHO E SUA MÃE ZELIA (1)Com sua mãe, Zélia

IMG_8699 JORGE ANTONIO COELHO   MARINA NOVELO  ARIADNE COELHO E JAIR COELHO FILHOAriadne com os filhos Jorge Antonio Coelho e Jair Coelho Filho, e Marina Novello

IMG_8701 LUIS XAVIER  ARIADNE COELHO E  MONICA DANTASLuis Xavier, Ariadne Coelho e Monica Dantas

IMG_8712 BENEDITA DA SILVA com  A BISNETA MANUELA E ARIADNE COELHOBenedita da Silva com a bisneta Manuela e Ariadne Coelho

IMG_8723 ARIADNE COEHO E AS RECEPCIONISTASAriadne e suas ariadetes

Fotos de Sebastião Marinho

Homens de blazer no jantar de Marcia Müller

A arquiteta Marcia Müller faz um jantar dia 28. Convida para horário cedo, pois pessoas trabalham e não resistem enfrentar longas jornadas noite adentro.

Os homens vão de blazer, e nem precisa dizer, pois nesse frio o blazer é praticamente uniforme.

Não há razão especial para a reunião. “Rever os amigos” já é um grande motivo. Mas quem ainda não conhece o Adilson Macabu, noivo da filha de Marcia, Carolina Souza Campos, terá oportunidade de ser apresentado a ele.

O casamento será em 13 de setembro, na São Francisco da Penitência, aquela igreja tão linda no Largo da Carioca. Recepção no Country Club, conforme reza o convite elegante, com estampa “toile de Jouy” em creme e vinho da gráfica Just Bee de Betina Haegler.

Do Country também o serviço do jantar da Márcia, que encomendou a comida gostosa do clube, agora assinada pelo chef Francesco Di Carli, ex-Cipriani.

_Anivers_rio_PAULO_MULLER_-Test_ORO_-_Cheff_Felipe_Bronze_-_Dez_2010_Rafael Fragoso Pires e Marcia Müller recebem para jantar no dia 28

Angela Gutierrez: um exemplo de tenacidade!

Finalmente foi marcada a data para a inauguração do Museu de Sant’Ana em Tiradentes. Será em 19 de setembro. O convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais, para sua criação, foi assinado em fevereiro de 2008 pelo Instituto Cultural Flavio Gutierrez. Na verdade, um protocolo de intenções.

Foram seis anos de todo o tipo de barreiras e obstáculos, que precisaram ser superados pela mulher persistente e de fibra Angela Gutierrez. Quanta luta!

Chegou um momento em que ela, cansada de tanta incompreensão, anunciou sua desistência do projeto. Mas foi demovida pela manifestação popular espontânea, com piquete e faixas, diante do prédio da antiga cadeia de Tiradentes, que serve de instalação ao novo museu.

Para a criação de mais este espaço museológico único que traz a chancela da colecionadora, Angela está cedendo sua preciosa coleção de Sant’Anas em excelente estado, catalogada, higienizada, com todos os procedimentos museológicos previamente adotados, com as peças guardadas em suas reservas técnicas. São 230 esculturas de Sant’Ana – a mãe da Virgem Maria, esculpidas entre os séculos XVII e XIX. As imagens sacras são características marcantes da cultura e das tradições de Minas Gerais.

As salas para a exibição das imagens sacras terão estantes metálicas, para não influenciarem a madeira das peças, ou seja, não atraírem cupins, fungos ou bactérias.

É  a terceira coleção que ela doa ao patrimônio público, depois dos acervos do Museu do Oratório e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte.

Angela Gutierrez é um exemplo de tenacidade.

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Angela Gutierrez e sua rara coleção de Sant’Annas, que agora estarão expostas ao povo no museu em Tiradentes