Casamento Araújo-Chapman: Um Sonho de Uma Noite de Verão em pleno invernico carioca

De tal forma requintado e protocolar foi o cerimonial do casamento de Gilson Araújo Filho e Dara Chapman, que o noivo, um mês e meio antes da data, deu-se ao cuidado de pessoalmente fazer a entrega do convite a cada um dos destinatários.

Ora acompanhado por sua noiva, Dara Chapman, ou por sua mãe, Helenita, Gilsinho fez breves visitas em que explicou que seriam apenas e exclusivamente 160 convidados na cerimônia religiosa – no Outeiro da Glória, oficiada por padre Omar e concelebrada pelo pároco Sérgio – sucedida de recepção, para os mesmos amigos, na residência da família, no Jardim Pernambuco. Um cavalheiro, o Gilsinho.

Nossa Senhora da Glória não precisa de muito para estar uma glória. O Outeiro é por si glorioso, com seus azulejos, painéis barrocos esculpidos, as imagens centenárias nas vitrines, representações do Espírito Santo flamejando em folhas de ouro, a imagem magnífica de Nossa Senhora da Glória com suas vestes e o manto bordados, que a cada ano são trocados em ritual centenário. Tudo isso já nos enche os olhos, ocupa a mente com beleza, evoca passado e história.

No casamento de Dara e Gilson havia também as flores brancas escalando o altar e desabrochando nos bancos em buquês. Muito bonito.

Não, desta vez o atraso de mais de uma hora não foi culpa da noiva, não foi do padre, nem dos padrinhos Gisella e Ricardo Amaral e muito menos da organização impecável da cerimonialista Amarilis Vianna. Foi da van, que se perdeu no caminho para o Outeiro, levando a bordo os 15 padrinhos de Dara, vindos especialmente da Califórnia.

Enquanto esperávamos, éramos brindados com um concerto da melhor qualidade, ao som de teclado, flauta, violino, trompete, percussão e vozes do Coral Astorga, obras selecionadas a dedo por Gilsinho, um erudito apreciador da música clássica.

O repertório magistral se repetiu durante a cerimônia, que teve entre seus highlights a Habanera, da ópera Carmen, de Bizet, e à entrada da noiva a Marcha Nupcial, que Mendelssohn compôs para a peça de Shakespeare, Sonho de Uma Noite de Verão.

E, apesar daquela noite do sábado ser a de um invernico carioca, vimos deslizar sobre a passadeira vermelha do Outeiro, uma fadinha verde de sonho, coberta por minúsculos botões cor de rosa, ao som da Barcarolle, de Chopin.

Era a pequena Ana Carolina, com botões de rosa também nos cabelos, vestida com tafetá verde limão pela Lucília Lopes, a mesma que criou o vestido de sua mãe, Dara, com corpo de renda rebordada e salpicada também na ampla saia, formando cauda, em tafetá de seda, com laçarotes chatos contornando a cinturinha de jeune fille. Diadema de brilhantes e um apanhado de tule nos cabelos.

O noivo não poderia estar mais elegante. Impecável: Ermemenegildo Zegna, gravata Charvet, camisa Dormeuil.

A fadinha Carolina participou de todos os momentos do casamento e, à hora da assinatura dos pais no livro de compromisso, também quis assinar. Desejo cumprido.

Risos, palmas, felicidade. Padrinhos bonitos, bem vestidos.

Gentil, padre Sérgio falou o Evangelho, os votos e o Pai Nosso em inglês, para satisfação e participação dos norte-americanos.

Carmen Mayrink Veiga costuma dizer que o mais importante e bonito de um casamento é a cerimônia religiosa. A festa, para ela, é complemento até dispensável.

Ao chegarmos à recepção na residência dos noivos, no Jardim Pernambuco, já havia lá pessoas que não foram na igreja.

A festa teve buffet volante de Luiza Veiga, champagne Taittinger supergelado, tinto Villa Antinori, vinhas da Toscana, do Marquês Antinori.

O bolo de Regina Rodrigues era impactante (ela chegou a dizer que, em 45 anos, foi o bolo de casamento mais lindo que já confeitou – concebido pelo próprio noivo, cinco andares circundados por guirlanda de orquídeas, sobrevoadas por borboletas também brancas), e orquídeas havia na mesa dos doces de Cristiane Guinle, que desabrochavam de forminhas de orquídeas, idem, num décor com Vieux Paris, travessas de prata, Aubusson.

As orquídeas se multiplicavam em ramos sem tamanho, pelo salão, postas em redomas, concepção do próprio noivo, execução de Anderson Elias.

Sob um lustre de proporções fabulosas do designer Ingo Maurer, a indiscreta pista de dança espelhada refletia e revelava o irrevelável, ao som dos DJs Mamede e o fabuloso Jacaré, que fez o Hippopotamus trepidar por décadas e não perdeu a mão.

Tudo, um só refinamento.

Amizades verdadeiras cultivadas são indestrutíveis, como pudemos constatar na presença numerosa dos norte-americanos, que voaram especialmente para abraçar Dara, e dos muitos que vieram do Espírito Santo para estar com os amigos Araújo, Helenita e Gilson, no casamento de seu filho. Lá, vi os capixabas top Diva Micheline com a filha Andrea Paula Micheline, Marília e Octacílio Coser, Regina e Helio Dorea, para mencionar alguns. De São Paulo, o Adrian Rabinovitch, padrinho com Aurea Souza Campos, a Regina Ceribelli, irmã da Renata e bonita como ela.

Elegantes, também, Regina Rique, com seu colar de brilhantes ovalados, Saphira Tostes, Monica e Ricardo Farias, Gisella e Ricardo Amaral, Dayse e Julio Fabbriani, Inês e Sérgio Costa e Silva, Teresa e Pedro Avvad, Cristina e Cláudio Aboim, Sanjeev Chowdury, o casal Roberto Kauffman, Lucy Sá Peixoto.

Isis Penido, com vestido longo de renda turquesa que fez com o estilista Wanderson, falava-me que a Abrag paulista cerrou as portas. Agora temos apenas a Abrag do Rio de Janeiro, presidida por ela. A protetora das vítimas do glaucoma, com todo o seu dinamismo e olhos lindos azuis.

Ocupar-se com uma causa, ter um comprometimento com a comunidade em que se vive, é elegantíssimo.

Infelizmente, a sociedade brasileira de hoje reflete as instituições brasileiras da atualidade em geral, salvo raras exceções. Gilson Araújo Filho é uma dessas exceções raras, com sua atitude educada e cavalheiresca, ocupando-se de rituais de gentileza não mais vistos, como a visita cordial a cada um que convidou para seu casamento.

Na igreja e em casa…

Ah, se a sociedade brasileira e as instituições brasileiras fossem compostas por mais pessoas com tal requinte, o padrão de qualidade social aumentaria bastante e seria um Sonho de Muitas Noites de Diversos Verões.

Ao som de Mendelssohn, naturalmente.

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A pequena Ana Carolina, no altar, pediu ao padre Sérgio que também queria assinar o livro do matrimônio dos pais

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Dengo da fadinha Ana Carolina, mãe e filha vestidas por Lucília Lopes, Gilson Araújo de terno Ermenegildo Zegna su misura

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Annie Alberti, mãe da noiva Dara, prestigiou a moda brasileira, e vestiu Carlos Miele para entrar elegantemente, braços dados com o pai do noivo, Gilson Araújo. Aqui, na foto clássica, acombanhada do sobrinho, Bob Rogina, os noivos, a pequena Ana Carolina, Helenita e Gilson pai.

 

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As costas do vestido bege e rosa Blumarine de Heleita todo bordado com micro paetês

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A delicada mesa dos doces de Cristiane Guinle, desabrochando de forminhas-camélias

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O noivo com Adrian Rabinovitch, padrinho com Aurea Souza Campos

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Com os padrinhos Fabio Cuiabano e Lucília Lopes, autora dos vestidos da noiva e da daminha

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Marília e Octacilio Coser, padrinhos do casamento de Gilsinho

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Gilsinho disse “sim”, Dara respondeu “Yes”

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A entrada de Dara Chapman, acompanhada do primo, Robert Rogina, pois seu pai já é falecido

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Olhem eu aí, com um modelito Heckel Verri exclusive, xale de Galliano vintage, fotografando com um celular combinando com a roupa…

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Instantâneo dos padrinhos Gisella e Ricardo Amaral

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Marília e Octacilio Coser

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Orquídeas brotando de redomas de vidro

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Padre Sérgio, Gilson e Dara, com lacinhos chatos contornando a cintura fina

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Uma foto típica de álbum de casamento para encerrar

Fotos de Chafin Films (as boas) e minhas (no comments rsrsrs)

O presidente Barack Obama divulgou os documentos das atrocidades de nossa Ditadura Militar

Minha entrevista à TV Brasil a respeito da divulgação, pelo presidente Barack Obama, de documentos secretos do Departamento de Estado Americano sobre o assassinato de meu irmão, Stuart Edgar Angel Jones, pela ditadura brasileira, em 1971

http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/07/historia-da-ditadura-ainda-precisa-ser-sempre-lembrada-afirma-irma-de-stuart-angel

Embaixador do Canadá escolhe o Rio de Janeiro para celebrar a data festiva de seu país no momento da despedida

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O presidente do Clube de Roma, seção Brasil, professor Heitor Gurgulino, e o embaixador do Canadá que se despede no fim da semana, Jamal Khokhar

Para o embaixador do Canadá, Jamal Khokhar, após seis anos no posto, foi sua última comemoração da Data Nacional canadense vivendo aqui no Brasil. E ele escolheu o Rio de Janeiro para passar este 1º de Julho festivo, o que fez questão de enfatizar em seu speech, como sempre descontraído, amigo, informal, como acontece quando se trata de um evento na sede do Consulado Geral do Canadá, no Rio de Janeiro, onde todos se sentem como se realmente fossem da casa. Sentem-se entre amigos.

Esta emulação franca e boa deve-se não só à simpatia da equipe que nos recebe, mas principalmente ao cônsul-geral Sanjeev Chowdury, há quase quatro anos na cidade e, nesse pouco tempo, criou vínculos sólidos de amizade, para a vida inteira, com os funcionários que lidera e os cariocas que tiveram a alegria de encontrá-lo nos tantos acontecimentos para que é convidado.

Diplomata de carreira, o embaixador Khokhar parte de Brasília no próximo fim de semana, para assumir um grande e prestigioso desafio: ser o novo presidente do Instituto das Américas, em La Jolla, na Califórnia. Brincando, ele disse que gostaria de no futuro voltar ao Rio de Janeiro… “para substituir Sanjeev, neste escritório maravilhoso na Praia de Copacabana, com vista para o mar”. Todos riram, naturalmente.

Depois, falou o cônsul Chowdury, anunciando que não faria discurso. Convidou todos os funcionários a virem à frente, apresentou-os, falou sobre cada um com carinho e simpatia, como é usual, e por fim apresentou o time de futebol canadense  F7 – da Canada Soccer Federation – que veio disputar a Copa das Américas no último fim de semana e deixará entre nós um de seus atletas, Andrew Sydoruk, rabo de cavalo louro, que o Fluminense contratou.

Esperamos que jogue tão bem quanto é bonito. 😉

Murilo Veiga, o mestre de cerimônias, chamou a canadense radicada no Brasil, Vanessa Rodrigues, professora do projeto Escola de Música da Rocinha, onde dirige uma Orquestra de Câmara há quase três anos. Fomos brindados com uma das Quatro Estações de Vivaldi (o Outono) e o chorinho Tico Tico, de Zequinha de Abreu.

Breves palavras finais da professora, do cônsul, do embaixador. Tudo descontraído, agradável, numa boa.

O mestre de cerimônias Murilo Veiga convidou o chef canadense Quentin Glabus a nos antecipar as gostosuras que serviria em seguida. E passamos mais um tempo juntos naquele 1º  de Julho do bravo Canadá, país que soube se impor, silenciosa e discretamente, ao longo dos séculos, com seu imenso território multicultural, notável poder econômico, prestígio internacional, mantendo a sua forte identidade, em excelente convívio diplomático com seu vizinho, o poderoso Tio Sam, o que havemos de convir é tarefa só para profissionais.

E God Save The Queen!

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Ely Couto, vice-presidente da Câmara de Comércio Brasil Canadá

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O cônsul Sanjeev é presenteado com a camisa do time de futebol canadense e examina a possibilidade de vesti-la… ao lado do jogador Andrew Sydoruk (o louro), que ficará no Rio de Janeiro, pois foi contratado pelo Fluminense

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O Cõnsul-Geral do Canadá, Sanjeev Chowdury, tira o paletó para vestir a camisa do time da Canada Soccer Federation, que chegou ao coquetel da Data Nacional do Canadá todo uniformizado

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Colocando o uniforme… ao lado do técnico do time e do jogador de futebol Andrew Sydoruk

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O cônsul Sanjeev já totalmente integrado à equipe da Canada Soccer Federation!

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O colunista Franklyn Toscano indeciso sobre que uniforme pedir emprestado: esse ou aquele?

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Alex Jianwei Ma, vice-cônsul da República Popular da China, e a cônsul-geral interina, Li Yanjun

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O atleta do time canadense que veio para jogar na Copa das Américas

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Diana Macedo Soares, a professora canadense Cathy Grebenc e Sérgio Chamone

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O cônsul-geral da Bélgica Bernard Quintin

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A representante de Relações Internacionais da Firjan,  Aline Lazarin Muller

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O embaixador Jamal Khokhar, o cônsul Sanjeev Chowdury e a musicista canadense Vanessa Rodrigues, que há três anos dá aulas no projeto da Escola de Música da Rocinha

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A Orquestra de Câmara da Escola de Música da Rocinha:  Gabriel de Oliveira, Isabela, Anderson Vieira e Camila Batista

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Murilo Veiga, funcionário do Consulado do Canadá, fez as vezes de mestre de cerimônia da solenidade

IMG_1107O embaixador Khokhar entregou um cheque do Bank of Canada em retribuição aos jovens músicos por sua apresentação

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O  chef canadense Quentin Glabus nos brindou com as delícias gastronômicas, especialmente os doces (com bandeirinhas do Canadá espetadas), sua grande especialidade

E tudo acabou em pizza… no bom sentido, naturalmente

Angela Costa tem uma cozinha quase do tamanho de seu coração. Ela ocupa o segundo andar inteiro de seu tríplex de Ipanema, uma cozinha com equipamento quase industrial, uma bancada enorme, mesas redondas, sofás, o que hoje chamamos de cozinha gourmet. Basta um bom motivo, que a cozinha de Angela imediatamente começa a fumegar. Outro dia a cozinha se transformou em pizzaria e encenou um rodízio incessante de pizzas de todos os sabores, para celebrar o aniversário de Diana Vianna. Foi um festival de pizza com champagne.

O apartamento de Angela, não tem muito tempo, passou por uma grande reforma, pelo arquiteto Roberto Gonçalves. Ganhou teto de vidro, elevador transparente, visão panorâmica 180º, espaços amplos, imensidão. Ela o inaugurou com uma festa espetacular, em que a surpresa foi um show do Thiago Abravanel como Tim Maia.

Nesta última noite, o show foi a alegria de estar com Angela, Diana e seus amigos, naquela generosidade toda, entre pessoas interessantes, ambiente internacional, reunindo várias personalidades do corpo consular, diante da linda vista das praias de Ipanema e Leblon.

A vida no Rio de Janeiro sabe ser bela.

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Angela Costa, Waleska Carvalho e a arquiteta Angela Fonti

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A vice presidente da Associação Comercial, Maria Luiza Nobre, e o ministro Laudemar Aguiar, diretor de Relacões Internacionais da Prefeitura do Rio de Janeiro

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Thereza Diogo e Angela Costa

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A consulesa da República Dominicana, Vitoria Martinez Mendez, e a aniversariante, Diana Vianna, que faz um elo de ligação da secretaria de Indústria e Comércio do Estado com o Corpo Consular e foi prestigiada pela presença da cônsul-geral do Equador, Monica Loaiza, a cônsul-geral do Uruguai, Myriam de Pastore, e a cônsul-geral da Guatemala, Ruth Stern

Os príncipes Serpa, os mecenas Medici e a Orquestra Sinfônica Cesgranrio

Os Medici

 Os Medici não eram monarcas. Tornaram-se ricos e influentes com o comércio de tecidos, daí a uma dinastia política italiana, dando origem a quatro papas, direito por hereditariedade ao Ducado de Florença e à Toscana, que governaram. Tudo, através deles e com eles, florescia. Sobretudo as artes. Inspiraram a origem da Renascença italiana, expandindo sua influência por toda a Europa. Desenvolveram o sistema contábil de débito e crédito, revolucionaram usos, costumes e etiqueta nas cortes, onde até o uso dos talheres introduziram, atingindo seu apogeu entre os séculos 15 e 17. Distinguiram-se sobretudo pelo mecenato, lançando e apoiando os grandes artistas de seu tempo. Tornaram-se referência, na História, de um comportamento repetido através dos tempos pelas grandes fortunas. Não há milionário culto e importante no mundo que não deseje, como fizeram os Medici, deixar seu legado nas artes para a Humanidade. Estão aí as grandes doações aos museus, as coleções preciosas de nomes de poder.

Os Serpa

A Dinastia de Serpa, também chamada Casa de Serpa, originou-se com  D. Fernando de Portugal (1217 – 1246), Infante de Portugal e Senhor de Serpa, filho de Afonso II de Portugal e D. Urraca de Castela, rainha de Portugal (11861220), filha de Afonso VIII de Castela, rei de Castela, e de Leonor Plantagenetaprincesa da Inglaterra e Rainha de CastelaFernando, dito Infante de Serpa, casou-se em 1200 com a filha do conde Nuñez de Lara, D. Sancha, mas não tiveram filhos. Mas ele teve um único herdeiro ilegítimo, o Prior de Santo Estevão de Alfama, D. Sancho Fernandes Serpa. D. Sancho, o primeiro a usar o sobrenome Serpa, representava um dos ramos que poderiam levar à sucessão da coroa portuguesa na Dinastia de Borgonha (chamada de Afonsina). Contudo dado que D. Beatriz de Portugal foi destronada em 1835, a Dinastia de Borgonha (de D. Sancho Serpa) deixou de ser a Casa Real. Com isso, o Ramo de Serpa não se conforma, e defende que, se a dinastia de Borgonha voltasse ao poder, eles reinariam, pois deveriam ser os legítimos herdeiros ao trono da dinastia Afonsina. Na virada para o século 20, José Joaquim de Serpa, 1º Visconde de Alvor, fez uma investida, através da chamada Declaração de Serpa, assinada por diversos Serpa, em 1911, formalizando junto aos monarquistas a chamada égalité de naissance (igualdade de nascimento) entre os descendentes de D. Afonso II. Com isso, eles passaram a se intitular “Príncipes de Serpa” e conservaram entre si o tratamento de Alteza Real, transmitido aos descendentes do Infante de Serpa.

A fusion

Bem, não sei se, em algum momento nos antigos tempo, os Medici da Itália se cruzaram com os Serpa de Portugal, e os Serpa com os Medici. Assim como desconheço se os Serpa de antigamente praticavam, como os Medici, as benesses do mecenato. Posso, porém, assegurar, que, no despontar deste Século 21, na tropicalidade trepidante de um país chamado Brasil, por um fenômeno qualquer desses tempos novos, que uns dizem ser de fim outros de começo, as duas famílias fundiram-se filosoficamente em uma única, resultando dessa mixagem um fruto de rara qualidade.

Pois tal fruto guarda no DNA o gene de um monarca legítimo Afonsino, da dinastia de Borgonha, o tino empresarial de um comerciante têxtil florentino, a fé católica de quatro papas e de um Prior de Santo Estevão, o gosto pelos rituais sofisticados e a ousadia de revolucionar até os hábitos das cortes, a mente matemática de engenheiro que inova créditos e débitos, a obstinação de um Visconde de Alvor, o gosto pelas artes e, o fundamental: um compulsivo prazer em ajudar o próximo, principalmente quando se trata de fazê-lo crescer através de seu trabalho artístico.

Um homem voltado com paixão para o mundo das artes, sejam elas a música, o teatro, as letras, o cinema, qualquer forma de expressão que transmita a sensibilidade de um artista vocacionado.

Para isso, Serpa/Medici não mede esforços, tempo, dedicação e investimento. Soma apoios de investidores, fundações sob sua gestão ou de parceiros, num efeito multiplicador que jamais se extingue.

Este Homo Sapiens, para usar o termo do momento 😉 , Homo Sensibilis, Homo Bonus, é o Carlos Alberto Serpa. Tendo ao lado, é claro e naturalmente, sua Mulher Sapiens, a Beth 😉 😉 .

Esta semana, nossos Amigos Sapiens receberam para uma noite extraordinária, lotando o Theatro Muncipal do Rio de Janeiro, com a primeira apresentação da Orquestra Sinfônica Cesgranrio. Sobre a qual já falei em post anterior: http://www.hildegardangel.com.br/?p=44259&preview=true&preview_id=44259&preview_nonce=b0ba62e961&post_format=standard

Foi uma noite de ovação, aplausos de pé e bis. Consagradora.

Tão tocante quanto a performance dos instrumentistas e do magnífico regente Eder Paolozzi,  foi a emoção daqueles jovens, seus sorrisos de indisfarçável contentamento por estarem naquele palco, como se vivessem um sonho difícil de dele despertar. Saímos todos de lá, acredito, ainda mais emocionados do que todos eles.

Obrigada Serpa, obrigada Beth, por nos permitirem, graças à sua enorme generosidade, à sua fantástica visão, nos sentirmos bondosos também

Beth e Carlos Serpa

Beth e Carlos Alberto Serpa -Theatro Municipal, estreia da Orquestra Cesgranrio com um público de mais de 500 pessoas, evento fechado para convidados do meio musical, empresarial e sociedade. Após a estreia foi oferecido na Casa de Arte e Cultura Julieta De Serpa coquetel para 150 convidados.

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A jovem Orquestra Sinfônica Cesgranrio – Entre os presentes, a secretária de Educação Estadual Eva Doris, Pedro Grossi, os atores Suzana Faini, Tadeu Aguiar  e Silvia Massari

Carlos Serpa e o secret educação Marcelo Calero

O mecenas Carlos Alberto Serpa e o secretário municipal de Cultura, Marcelo Calero – Em seu primeiro concerto, o grupo executou três obras ícones da música clássica: a abertura da ópera “A Flauta Mágica”, KV.620, de Mozart; e o Concerto para piano nº 4, em Sol Maior, Op 58 e a Sinfonia nº 5 em Dó menor, Op.67, ambos de Beethoven.

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Sonia Romano e Márcio de Oliveira Dias

Belita Tamoyo e Suzete Conteville

Belita Tamoyo recebeu Suzete Dourado em seu camarote

Lucia Grossi

Lucia Grossi

Heitor e Lilian Gurgulino

Heitor e Lilian Gurgulino

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Liane Resende, Maria Teresa Fatorelli, Regina e Miguel Padilha

Glaucia e Mauricio Zacharias

Glaucia e Maurício Zacharias

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Heckel Verri e sua mãe, Cleuba Verri

pianista Patricia Glatzl

A pianista Patricia Glatz

Daise e Julio Fabbriani

Daisi e Julio Fabbriani

Arnaldo Niskier, Bernardo e Ronaldo Cavalheiro

Arnaldo Niskier, Bernardo e Ronaldo Cavalheiro

Sonia e Antonio Henrique Simonsen

Antonio e Sonia Simonsen

Renata Fraga

Renata Fraga

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Fernando Resende e Ana Borges

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A Orquestra Sinfônica Cesgranrio e, ao fundo, o discurso do presidente do Cesgranrio. Além do maestro Paolozzi, a Banca Examinadora dos 200 estudantes que foram testados na formação da orquestra foi composta por  André Cardoso, atual presidente do Academia Brasileira de Música; Myriam Dauelsberg, doutora em Musicologia pela Universidade de Sorbonne; e Carlos Prazeres, regente titular da Orquestra Sinfônica da Bahia.

Alexandre Machafer, Carlos Serpa, Gustavo Tavares e Robson Maia

Alexandre Machafer, Serpa, Gustavo Tavares e Robson Maia

Ana e Belita Tamoyo, Ana Botafogo e Carlos Serpa

Flavia e Belita Tamoyo, Ana Botafogo e Carlos Alberto Serpa

Fotos de Marcelo Borgongino

 

Preparem o coração : ‘Em Busca da Verdade’ – o Documentário para ser assistido por todos sobre a Ditadura de 64

Documentário apresenta as principais investigações da Comissão Nacional e das Comissões Estaduais da Verdade sobre as graves violações de direitos humanos ocorridas durante a Ditadura de 1964. Preparem o coração.

Tonia Carrero, Eva Wilma, Odete Lara, Norma Bengell e Cacilda Becker – a primeira linha de nossas grandes atrizes conscientes e corajosas

 

Convivendo com gays no universo da moda, Ruth Joffily descobriu que ‘todo amor merece brilhar’

“Todo amor merece brilhar” é o livro da professora Ruth Joffily  na plataforma da Bookstart para ser editado em papel e em e-book.

 

Ruth Joffily é uma voz a ser ouvida e considerada. Sua sensibilidade é reconhecida. Seu currículo é qualificado. Fez Comunicação na Universidade Federal Fluminense. Trabalhou como estagiária no Globo. Foi editora-assistente na Claudia Moda e editora das revistas Desfile e Desfile Coleções, da Bloch. Estagiou nas revistas de fotonovelas Sétimo Céu e Amiga, posteriormente integrou a editoria de moda. Criou o primeiro curso de jornalismo e produção e moda no Centro Cultural Cândido Mendes, em Ipanema, onde. Durante oito anos coordenou a primeira pós-graduação de produção de moda, criada pela parceria acadêmica do Instituto Zuzu Angel (IZA) com a Universidade Veiga de Almeida..

Ao iniciar seu trabalho como produtora de moda, Ruth passou a trabalhar sobretudo com mulheres e com homossexuais, pois os estereótipos que envolvem a atividade eram de tal forma arraigados que a escalação de profissionais de imprensa para cobrir o setor não se guiava pelo saber, e sim pelo gênero.

A escolha recaía invariavelmente sobre as mulheres e os homossexuais.

As editorias de moda, desde sempre, constituíram-se no jornalismo brasileiro em “guetos  de mulheres e gays”. Enfoque preconceituoso porque, se um gay ou uma mulher tivessem, digamos, pendor para cobrir o futebol, a editoria de polícia ou a economia, isso seria ignorado pelos editores, prevalecendo a moda.

Foi convivendo com homossexuais que Ruth percebeu que na maioria eram muito cultos, conviviam em harmonia, não existia homofobia, nem preconceitos. Havia produtores gays, maquiadores gays, cabeleireiros gays, alguns modelos eram gays, assim como havia estilistas gays.

Trabalhando com profissionais homoafetivos, Ruth Joffily aprendeu que ninguém escolhe ser gay. A pessoa nasce gay. Na moda, ninguém fica dentro do armário, a atividade promove a liberdade de ser quem se deveras é, e a felicidade de criar. Ninguém tem vergonha de se mostrar. Às vezes até exagerando nos tons.

No mundo da moda e do ensino de moda, Ruth jamais ouviu falar em crítica aos gays da atividade, discriminação, bullying ou homofobia. Diferenças são respeitadas, pois professores e alunos empenham-se em criar, não em copiar, e lutam para não serem submetidos a uma uniformização.

Foi dessa convivência enriquecedora que nasceu seu livro, verdadeiro guia de respeito às diferenças, com a colaboração de Laura Oldenburg e Marco Antonio Gay, com depoimentos de:

– Caetano Gusmão, cabeleireiro

– Luiz de Freitas, estilista

– José Bernardino Cardoso Júnior, bancário

– Carlos Tufvesson, estilista e militante de direitos humanos

– Jane Di Castro, cabeleireira, atriz, cantora, transexual

Agora, vamos aos detalhes importantes, para tornar esta obra uma realidade, com nossa participação (minha e sua):

Contribuindo com R$12, você recebe a obra em formato e-book.

Contribuindo com R$30, você recebe:

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$80, você recebe:

– uma camiseta exclusiva

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$120, você recebe:

– uma sessão de Skype de 2h com a autora, que lhe dará uma consultoria sobre moda

– o livro impresso

– o livro em versão e-book

Contribuindo com R$300, você recebe:

– seu logotipo estampado na contracapa de todos os livros desta tiragem, atingindo um público qualificado

– um exemplar do livro impresso

– o livro em versão e-book

Mais um sonho impossível realizado por Carlos Alberto Serpa: a Orquestra Sinfônica Cesgranrio

Sob a batuta do maestro Eder Paolozzi, um dos jovens regentes brasileiros de maior destaque, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio fará sua primeira performance para o público no mais nobre dos espaços culturais do país: o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no dia 30 deste junho, numa noite para convidados, com nomes top da classe artística, da sociedade carioca, do empresariado e o poder público, principalmente nas áreas da cultura e da educação.

A Sinfônica Cesgranrio é única, pois se trata de uma Orquestra Escola, com 50 participantes todos estudantes de música, executando violino, violoncelo, flauta, trompa, clarineta, viola, contrabaixo, tímpano, oboé, fagote e trompete, que terão a oportunidade de se apresentar em vários locais, para plateias diversificadas, vivenciando o dia a dia de um profissional antes mesmo de se graduarem. Constam da agenda lançamento de CD e itinerância, formando-se novas plateias para a música erudita.

A proposta é ambiciosa desde a escolha do maestro Paolozzi, com a chancela de Isaac Karabtchevsky, que o escolheu, em 2011, para atuar em escolas do estado no projeto “Corais da Paz”. Paolozzi é formado em regência, composição e piano pelo Conservatório Giuseppe Verdi, de Milão, e em violino pelo Trinity College of Music, de Londres. No seu currículo, a regência, como convidado, da Petrobras Sinfônica, a Sinfônica da Bahia, a Sinfônica do Recife, a Sinfônica de Porto Alegre e a Sinfônica Heliópolis.

Não será apenas a realização do ‘sonho impossível’ desses jovens artistas. Carlos Alberto Serpa, o presidente da Cesgranrio, é outro que sonha junto: “A criação desta orquestra satisfaz a uma necessidade cultural. Através da música, podemos levar cultura a todos os nossos jovens. O que é particularmente encantador é poder capacitar alunos de escolas públicas, que não têm esse contato com as artes no seu cotidiano. É mais uma contribuição que a Cesgranrio traz para a cultura do Estado do Rio de Janeiro: levar a música, através dos virtuoses desta orquestra, a escolas, universidades, centros culturais e teatros de vários locais.

orquestra Sinfônica  da Fundação Cesgranrio

Em seu primeiro concerto, no Theatro Municipal, a Orquestra Sinfônica Cesgranrio, regida por Eder Paolozzi,  vai executar a abertura da ópera A Flauta Mágica, KV.620, de Mozart; e o Concerto Para Piano nº 4, em Sol Maior, Op 58 e a Sinfonia nº 5 em Dó menor, Op.67, ambos de Beethoven.

Lula, o que você faria se só lhe restasse um dia?

E Lula falou. Era o que todos esperavam. Ao lado de Felipe Gonzalez, para uma plateia de religiosos, Lula abriu a alma como uma beata compungida, ajoelhada diante da grade obscura do confessionário: “Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto. Estamos perdendo para nós mesmos”.

Falou e não surpreendeu. Quando muito, ganhou as manchetes dos sites da hora e dos jornais do dia seguinte, logo superadas pelas próximas manchetes, pois a usina de produção opera fumegante, alimentada pelos frentistas dos reservatórios de más notícias, que, quando não existem, são criadas.

Lula disse o que todo mundo já estava cansado de saber. Como se, Belo Adormecido, em estado de entorpecimento, tivesse sido despertado pelo beijo de uma reação retardatária. Acordou tarde. O futuro próximo dirá se tarde demais.

Assento de poltrona nova, em casa de família grande, ganha o formato daquele que se senta primeiro. Depois, ninguém consegue ocupar. Não só na política, em todos os setores da vida, não se pode deixar flanco nem espaço vago, que logo serão tomados.

O PT enfiou a cabeça na areia como avestruz envergonhada, ao longo de todo o processo do mensalão. A ave não voadora, curiosamente, traiu a própria espécie e alçou voo em todas as direções, sumindo do horizonte, abandonando à própria sorte os companheiros, que no jargão de guerra estariam servindo de “buchas de canhão”.

Lula fez seu mea culpa diante de Vossas Reverendíssimas: “Nós começamos a quebrar a cara ao tratar do Mensalão juridicamente. Então, cada um contratou um advogado muito sabido, esperto, famoso, desfilando por aí, falando que a gente ia ganhar na Justiça. E a imprensa condenando… Quando chegou o dia do julgamento, o pessoal já estava condenado”.

Com toda a admiração, que efetivamente tenho pelo ex-presidente, os governos do PT, seus e de Dilma, ‘quebraram a cara’ quando se omitiram no ‘Mensalão’ e não fizeram valer sua autoridade diante das gritantes arbitrariedades cometidas com o claro objetivo de desestabilizá-los, baseando-se os processos em depoimentos questionáveis, provas refutáveis, ‘domínios de fatos’ não domináveis, cerceamento de defesas, instâncias equivocadas e outras inúmeras aberrações jurídicas, sob a chancela e os aplausos de pé de uma mídia vergonhosamente parcial.

Assistiu então o Brasil ao primeiro capítulo de uma tragédia anunciada, que continua a se desenrolar na cena nacional, com ‘cabezas’ cortadas em série, rumo a um ápice avidamente esperado por opositores, que, se não vencem nas urnas, o farão no tapetão. Ou vai ou racha.

Após o estraçalhamento, pelo efeito ‘Mensalão’, de um dos mais belos, comoventes e dignos legados deixados às novas gerações de brasileiros – a luta heroica dos jovens mártires idealistas de 68 contra a tirania e os horrores praticados pela recente ditadura militar no país – somos testemunhas da tentativa bem sucedida de se desmoralizar, aos olhos da Nação, a Petrobrás. A mais importante empresa do país. Premiada internacionalmente por suas competências. Respeitada, reverenciada e ambicionada. A empresa que desenvolveu as tecnologias das águas profundas e sozinha localizou a riqueza incomensurável do Pré-Sal.

A Shell, li esta semana, já depende 20% de nosso Pré-Sal, e a projeção é de que em muito breve dependerá 60%.

No dia 30 próximo, daqui a  três dias*, irá a plenário no Senado o projeto de José Serra que reduz a participação da Petrobras no Pré-Sal. O PLS 131/2015 entrega o Pré-Sal em regime de urgência. Será dada então de imediato a partida para favorecer as petroleiras estrangeiras.

Presidente Lula, não é o PT que está em causa.  É o Brasil, é o nosso futuro. Não é a falta de idealismo de seus membros, que segundo o senhor se acomodaram, só pensam em cargos e salários, não vão mais às ruas, não se mexem e por isso precisam de novas motivações.. A causa somos todos nós, ex-presidente Lula.

Restam apenas três dias*. Pois aí está uma bandeira a se abraçar, em hora aflita, quando vemos esvair entre nossos dedos a esperança de um Brasil ansiosamente sonhado e aguardado, com educação e saúde para todos, através da riqueza do nosso Pré-Sal.

Paulinho Moska escreveu e Lenine cantou, “o que você faria, se lhe restasse apenas esse dia?”. Bem poderia ser hino deste momento.

O QUE VOCÊ FARIA?

Meu amor
O que você faria
Se só te restasse esse dia?
Se o mundo fosse acabar
Me diz o que você faria

Ia manter sua agenda
De almoço, hora, apatia?
Ou esperar os seus amigos
Na sua sala vazia…

Escute a música clicando abaixo ou veja o restante da letra em

http://letras.mus.br/lenine/401391/

 

três dias* – Atualização no dia de hoje, conforme a contagem regressiva.