Para bons entendedores 140 caracteres bastam, é o que diz a pesquisa de hoje da latinoamerica.net

Ontem à noite meu estômago embrulhou enjoado de assistir, em horário de partido político na TV, a hipócritas baterem na tecla da honestidade, quando todos sabemos o que realmente lhes importa na vida pública. Soltei de imediato um post no Twitter. Hoje cedo, ainda com a indignação engasgada, engatilhei vários outros posts – uma saraivada deles –  e, agora à noite, quando acessei meu perfil no Twitter, constatei as impressionantes centenas de retuítes e curtidas ao longo do dia, endossando as afirmativas postadas, que, segundo a latinoamerica.net , alçaram o perfil @hilde_angel ao 4º lugar entre os mais destacados, no dia de hoje, no ranking dos influenciadores de opinião, depois de @Estadao, @G1 e @Anitta .
Tradução: o povo realmente não aguenta mais o projeto de caos que paralisa o Brasil! E para bons entendedores meias palavras bastam – ou apenas 140 caracteres.

O povo não aguenta mais essa campanha vazia de impeachment. Tiro no pé de partido que insiste em fazer campanha ancorada nesse discurso.

Partidos q buscam inviabilizar país e imobilizam Congresso c campanha sistemática impeachment devem ser punidos em prol estabilidade Brasil

Partidos que congelam Congresso atuando com único fim de derrubar governo eleito deveriam fundir-se em sigla única: PM Partido da Molecagem

Ódio desse Paulinho “da Força” tem raízes profundas.Remonta à consciência de sua mediocridade na liderança sindical frente ao brilho de Lula

Fazer o país perder mais um ano com “Projeto impeachment” não é só oportunismo (de ano) eleitoral, é um crime contra o Estado brasileiro

O povo brasileiro quer trabalho, quer produção, não aplaude mais esse projeto de ódio que derruba o país ladeira abaixo e desemprega geral

Queremos pausa nesse “projeto de ódio e caos” que desestabiliza o Brasil, desemprega e gera apreensão. Povo quer emprego e paz p/ prosperar

A “Força” desse Paulinho parece estar no despeito pelas realizações efetivas que se concretizam para o pobre: Minha Casa…, ProUni etc

Aedes é verdadeiro e emergencial perigo do Brasil. Risco geração inteira, milhões de brasileiros microcéfalos.Mas mídia+MP+PF só visam Lula

Queiram ou não Brasil tem novo rosto. Pobre levantou a cabeça.Está altivo, sabe força sua voz e que chegou sua vez.Não tem mais marcha à ré

“O Brasil tem que combater o uso político dos instrumentos de investigação”. Ouvi agora e repito a frase. Lapidar!

Ranking Twiteros destacados hoy 5/2 en Brasil:

1-

2-

3-

4- +en:

Camarote da BOA no Sambódromo, puro luxo nos abadás personalizados

OLHA O INSTITUTO ZUZU ANGEL AÍ, GENTE!

E a tribo “zuzuzetes” está cintilando e fazendo cintilar, a partir de hoje, no Lagoon, os abadás dos convidados do Camarote da BOA, customizando com bossa, estilo e muita criatividade. São os jovens estilistas, com a bênção e a orientação do Instituto Zuzu Angel de Moda. No comando da equipe, a estilista Roberta Aguiar, sob coordenação da professora Celina de Farias. E vamu qui vamu rapaziada! Fotos de Bidi Bujnowski.

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Roberta Aguiar diante da bancada no Lagoon, com galões, sianinhas, pedrarias, pompons, cristais,  paetês, franjas laminadas, tudo da HAK de Friburgo, nacional e importado, muito brilho para tornar o look dos foliões da BOA puro luxo personalizado.

 

O novo diretor artístico da Ermenegildo Zegna já foi escolhido, ele é…

Definida a sucessão na casa de moda masculina italiana Ermenegildo Zegna. O próximo estilista será Alessandro Sartori, prestes a ser anunciado diretor artístico da marca, depois da saída repentina do posto de Stefano Pilati, divulgada nesta mesma semana.

Sartori, por seu lado, desligou-se na última segunda-feira da Berluti, marca da holding LVMH, em que Sartori lançou a linha de prêt-à-porter. Antes disso, o mesmo estilista já tinha vivido uma experiência bem sucedida de oito anos no gigantesco grupo italiano de moda masculina do segmento luxo, de 2003 a 2011, na Z Zegna.

Sartori chega ao grupo cheio de gás e prestígio, devendo se reportar diretamente ao principal executivo da companhia, Gildo Zegna, e sua primeira coleção completa da marca será a Outono-Inverno 2017.
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Alessandro Sartori

Grega Maria Callas homenageada no Olympia Ball com sua intérprete diva, Christiane Torloni

O maior mito feminino que a Grécia produziu desde as deusas Atena, Perséfone e Íris, a grande diva da ópera Maria Callas, será celebrada sábado, no Camarote da Hilde (por acaso, eu!), no Olympia Magic Ball do Copacabana Palace, que abrirá o carnaval luxuoso (este ano by Mario Borrielo) do Rio de Janeiro e, perdoem-me dizer, do mundo.

Porque os Magic Balls do Copa não são apenas caras, bocas e flashes, são frenesi na veia, energia que começa nos pisos de mármore do hotel mais nobre do país e vai escalando folião acima até ele não se segurar mais na cadeira e sair saltitando, elétrico, possuído pelo deus da animação, que por sinal também é grego, o Dionísio. E quem não conhece pode vê-lo em tamanho gigante, na fachada da varanda do hotel, todo dourado, assim como a aleia de videiras, as parreiras de uvas despencando em cachos cintilantes, no caramanchão da passagem dos convidados, que está sendo montado.

O Camarote da Hildezinha vai celebrar Master Class, o espetáculo em cartaz em que nossa diva total Christiane Torloni interpreta Maria Callas e deixa o público arrepiado com sua performance, no mesmo papel que La Dame Marília Pêra interpretou com grande brilho não faz assim tanto tempo.

Christiane Torloni reinará absoluta no camarote, vestida pelo figurinista da Rede Globo Osvaldo Arcas, do Caldeirão do Huck.

E para enfatizar que a homenagem é homenagem de fato, as convidadas do lodge estarão de branco ou ouro, inspirando a Grécia antiga, e todos os convidados receberão à chegada uma máscara de vareta com o rosto da diva grega Maria Callas, em duas versões, uma delas interpretando Medéia.

Confiram:

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A máscara de Maria Callas como Medéia, trágica personagem título da peça do grego Eurípides

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Christiane Torloni, estupenda  como Maria Callas, em Master Class, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea

 

Grandes da moda masculina desabam do pedestal: 3 em uma semana!

Deu a zica no mundo da moda masculina. É o terceiro nome que cai do pedestal em uma semana. A marca Ermenegildo Zegna acaba de anunciar a saída do designer Stefano Pilati que há três anos ocupava o posto de Nº 1 da Ermenegildo Zegna Couture. Seu último trabalho para a casa foi a coleção outono inverno 2016 apresentada no mês passado em Milão.
O anúncio, como na maioria das vezes, foi de forma elegante e cordial, com muita seda sendo rasgada, a empresa tecendo elogios à contribuição do criador e dizendo que a casa parte para escrever novo capítulo, e ele dizendo que retomará projetos que deixou de lado para conquistar ajudar a Zegna a obter os gols pretendidos, como foi feito. Très chics!
Na segunda-feira quem se despediu foi o diretor criativo da Brioni, Brendan Mullane. Já Alessandro Sartori teve sua saída confirmada da Berluti, de Paris.
Tudo isso se traduz em uma possibilidade: Os metrossexuais, passado o boom inicial de seu surgimento, estão agora segurando sua onda fashion e comprando menos. O pragmatismo masculino está falando mais alto na hora de abrir a bolsa.

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Stefano Pilati

Do Papa à Unesco, todos premiam a trajetória de Ivo Pitanguy, que amanhã recebe, no Copa, mais um Honoris Causa

Neste domingo o professor Ivo Pitanguy vai somar mais um título ao seu longo currículo deles: o de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO. Trata-se, vocês sabem, da distinção honorífica de maior reconhecimento acadêmico de uma universidade e, em se tratando de Pitanguy, o honoris causa é outorgado a quem reconhecidamente reúne imensas virtudes.

Um dos médicos mais importantes da atualidade mundial, precursor e referência em cirurgia plástica reparadora e estética no mundo, o nosso querido Ivo receberá a homenagem neste domingo, 24 de janeiro, no Copacabana Palace, por sua imensurável contribuição para a medicina, conciliando sempre humanismo, educação e ciência, desenvolvendo dezenas de técnicas operatórias inovadoras, difundidas em todo o mundo, fazendo dele referência não apenas no campo científico como também no dos mais nobres valores humanos.

Pitanguy é membro titular da Academia Nacional de Medicina, do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, da Academia Brasileira de Letras, é membro benemérito da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, foi agraciado pelo Papa João Paulo II com o Prêmio Cultura pela Paz, pela Unesco com o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica e, dentre múltiplas honrarias outras, mereceu o Honoris Causa concedido pela PUC do Rio Grande do Sul, .

De fato, o professor Ivo Pitanguy merece título equivalente de todas as universidades de nosso país, por ser uma referência do grau de excelência que pode alcançar o Brasil no campo das realizações humanas.

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Ivo Pitanguy recebe o Honoris Causa do
Reitor da PUC-RS, Irmão Joaquim Clotet, no ano 2010

Ministro que tirou o Canadá de crise fala no Rio sobre como o país superou o mau momento

Ele é “o Cara”, aquele que tirou o Canadá de crise tão grande que já estava sendo comparado aos países do Terceiro Mundo. E John  Manley veio ao Rio de Janeiro discorrer sobre como seu país conseguiu superar a fase negra e retomar patamar de uma das mais importantes economias do mundo.

O cônsul-geral Sanjeev Chowdhury recebe amanhã, no Cebri, na Associação Comercial do Rio de Janeiro para evento especial, com a presença de John Manley, ex-vice-Primeiro Ministro e ex-Ministro da Fazenda do Canadá, e do novo Embaixador do Canadá, Rick Savone.

John Manley vem discorrer, para uma plateia com número limitado de participantes, e todos com perfeita compreensão do inglês, sobre como o Canadá conseguiu enfrentar e superar o mau momento vivido nos anos 90, quando, em 1995 seu déficit público e as dívidas alcançaram níveis tão altos que o Wall Street Journey o classificou como “membro honorário do Terceiro Mundo”.

Manley foi “o cara” que conduziu o Canadá à retomada do desenvolvimento e ao sucesso de sua economia.

Uma lição de experiência e know how sob medida para o atual momento brasileiro. Uma palestra para ser escutada com atenção por nossas autoridades e que pode ser bastante proveitosa, esperamos.

Resta saber se, na década de 1990, o Governo do Canadá contava com uma pressão negativa de sua mídia e de outros setores tão forte quanto a que o Governo Brasileiro enfrenta nos dias de hoje.

canadá palestrante

 

 

Dia 11 de janeiro, data para celebrar um jovem casal de idealistas apaixonados, Sônia e Stuart

Vinicio Schumacher Santa Maria é um jovem advogado gaúcho que mantém em seu blog permanente prontidão no relato dos fatos históricos que mancharam o Brasil com ossos, sangue, carnes vivas e muito padecimento. Fatos que fizeram germinar heróis nos quatro pontos cardeais da fértil terra brasileira. Entre eles um jovem casal apaixonado e patriota, Stuart e Sônia. A cada 11 de janeiro, aniversário dele, Vinicio celebra a memória de ambos com textos que relembram sua saga cheia de esperanças, com as tintas de um idealismo incontido.

Aqui estão eles: Stuart, meu irmão, o Tuti, como o chamávamos. Sônia, minha cunhada, a Soneca, como ele dizia, contados abaixo em texto de Vinicio Schumacher Santa Maria.

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Stuart Edgart Angel Jones (11.01.1945+14.06.1971)
Ousar lutar! Ousar vencer! Esquecer jamais!

Segundo a versão mais conhecida de sua morte, dada por Alex Polari, que se encontrava preso no mesmo local e assistiu da janela de sua cela, Stuart foi amarrado a um carro e arrastado por todo o pátio do quartel. Em alguns momentos entre risos e chacotas, era obrigado a colocar a boca no escapamento do veiculo para aspirar os gases emitidos.

Polari ainda conta na carta, que foi remetida a Zuzu Angel e foi entregue no Dia das mães, que após ser desamarrado, Stuart foi deixado abandonado no chão, com o corpo já bastante esfolado onde seguiu clamando por água noite adentro.

Stuart foi casado com Sônia Morais Angel Jones, presa, torturada e morta dois anos depois. Sonia foi estuprada com um cassetete e depois de torturada, teve seus seios arrancados a alicate. Por fim, recebeu um tiro de misericórdia na nuca.

Foi no dia 30 de novembro de 1973. Ela tinha 27 anos.

A revelação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) de que um crânio encontrado no Rio é de Stuart fecha um ciclo de angústia na vida de Hildegard Angel e Ana Cristina Angel, suas irmãs. Elas vão poder realizar o desejo da mãe, que lutou até a morte em 1976, para reaver o corpo do filho e enterrar seus restos mortais com dignidade.

“É uma realização muito grande. São 43 anos esperando. Agora quero cumprir a meta da minha mãe, que era enterrá-lo. Nós já sabíamos que meu irmão tinha sido assassinado pelo regime. Stuart não é uma ficção. Ficção quem fez foram os militares, que transformaram em terroristas os aterrorizados”, afirmou Hildegard.

Stuart Edgart Angel Jones (1946+1971)

Stuart, que era filho do americano Norman Jones e de Zuleika Angel Jones, mais conhecida como Zuzu Angel, figurinista e estilista conhecida internacionalmente, lutou contra a ditadura militar no grupo MR8.

Bicampeão carioca de remo pelo Clube de Regatas Flamengo na adolescência, ele foi estudante de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Possuía dupla nacionalidade, brasileira e americana.

Foi preso, torturado e morto por membros do CISA (Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica) em 14 de junho de 1971, aos 25 anos de idade. Foi casado com a também militante Sônia Morais Angel Jones, presa, torturada e morta dois anos depois e também dada como desaparecida.

Preso no bairro do Grajaú, perto da Avenida 28 de Setembro, na Zona Norte do Rio, Stuart foi levado pelos agentes à Base Aérea do Galeão para interrogatório. Os militares queriam a localização do ex-capitão Carlos Lamarca, chefe do MR-8 e então o grande procurado pelo regime.
Como se negou a falar, foi barbaramente torturado e espancado. Depois, foi conduzido ao pátio da base, vindo a morrer em consequência dos maus tratos.

Segundo a versão mais conhecida da sua morte, dada por Alex Polari, que se encontrava preso no mesmo local e assistiu da janela de sua cela, Stuart foi amarrado a um carro e arrastado por todo o pátio do quartel. Em alguns momentos entre risos e chacotas, era obrigado a colocar a boca no escapamento do veiculo para aspirar os gases emitidos.

Polari ainda conta na carta, que foi remetida a Zuzu Angel e foi entregue no Dia das mães, que após ser desamarrado o militante foi deixado abandonado no chão, com o corpo já bastante esfolado onde seguiu clamando por água noite adentro. De posse dela, a estilista denunciou o assassinato de Stuart – que tinha cidadania brasileira e americana – ao senador Edward Kennedy, que levou o caso ao Congresso dos Estados Unidos.

A revelação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) de que um crânio encontrado no Rio é de Stuart fecha um ciclo de angústia na vida de Hildegard Angel e Ana Cristina Angel, suas irmãs. Elas agora planejam realizar o desejo da mãe, a estilista Zuzu Angel, que lutou até a morte em 1976, para reaver o corpo do filho: vão poder enterrar seus restos mortais com dignidade.

“É uma realização muito grande. São 43 anos esperando. Agora quero cumprir a meta da minha mãe, que era enterrá-lo. Nós já sabíamos que meu irmão tinha sido assassinado pelo regime. Stuart não é uma ficção. Ficção quem fez foram os militares, que transformaram em terroristas os aterrorizados”, afirmou Hildegard.

O capitão reformado Álvaro Moreira de Oliveira Filho revelou que o corpo de Stuart foi enterrado na cabeceira da pista da base da Aeronáutica de Santa Cruz, na zona oeste do Rio. O crânio, quase completo, havia sido localizado em 1976 num terreno no centro do Rio, porque a terra da pista fora revolvida numa reforma e levada para o centro pela construtora responsável pelas duas obras.

Stuart, segundo depoimentos de testemunhas, foi o único preso morto pela Aeronáutica naquela ocasião, entre vários outros aprisionados. Sua morte causou a transferência de todos os presos das celas do CISA para outros lugares. No fim daquele ano, toda a cúpula da Aeronáutica foi substituída, devido às pressões causadas pela incessante procura e denúncias do desaparecimento de Stuart por sua mãe, Zuzu Angel, usando a imprensa no Brasil e no exterior.

Até o ano de sua morte (1976), Zuzu, a mãe de Stuart, peregrinou pelo poder militar tentando conseguir explicações e informações sobre o corpo do filho, oficialmente dado como desaparecido.

Sua campanha chegou ao mundo da moda, na qual tinha destaque, com desfiles de coleções feitas com roupas estampadas com manchas vermelhas, pássaros engaiolados e motivos bélicos. O anjo, ferido e amordaçado em suas estampas, tornou-se também o símbolo do filho. Zuzu chegou a realizar em Nova York um desfile-protesto, no consulado do Brasil na cidade.

Usando de sua relativa notoriedade internacional, ela envolveu celebridades de Hollywood que eram suas clientes, como Joan Crawford, Liza Minnelli e Kim Novak, em sua causa, e durante a visita de Henry Kissinger, então secretário de estado norte-americano, ao Brasil, chegou a furar a segurança para entregar-lhe um dossiê com os fatos sobre a morte do filho, também portador da cidadania americana.

Zuzu morreu em 1976, num suspeito acidente de automóvel no bairro de São Conrado, Rio de Janeiro, sem jamais conseguir descobrir o paradeiro do corpo de Stuart Angel.

Em 1998, a Comissão Especial dos Desaparecidos Políticos julgou o caso sob número de processo 237/96 e reconheceu o regime militar como responsável pela morte da estilista.

Sônia Morais Angel Jones (1946+1973)

 

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Sônia nasceu no dia 9 de novembro de 1946, em Santiago do Boqueirão, no Rio Grande do Sul. Seus pais, João Luiz de Moraes, militar que chegou a tenente-coronel, e Clea Moraes, sempre descrita como uma pessoa extrao-dinária. Ambos dedicaram suas vidas à preparação educacional de jovens à universidade.

Alegre e destemida, Sônia Angel dedicou sua juventude à luta contra à ditadura militar. De 1968 a 1973, foram oito anos de muitas atividades políticas, quase todos vividos na clandestinidade e dedicados à luta contra ditadura militar.

O contato de Sônia com as idéias revolucionárias começou no ano de 1966, quando ingressou no curso de economia da Universidade Federal de Rio de Janeiro (UFRJ). Já em seu primeiro dia de aula, foi eleita representante de turma. Sua liderança despontava naturalmente, pois era uma jovem que nunca escondeu seu amor à vida, transmitindo muita alegria com o carisma de sua personalidade divertida e espontânea. Gostava de viajar, namorar e ir a festas, vivendo sua juventude com plenitude e vigor.

Foi, também, na Faculdade de Economia que Sônia conheceu o jovem Stuart Angel Jones, com quem se casou em outubro de 1968. Stuart era um destacado militante do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), uma das mais importantes organizações surgidas durante o regime militar.

Sônia conheceu cedo os impactos da ação repressiva em sua vida e na de seus companheiros. Em 1969, um grupo de estudantes, entre eles Sônia, com apenas 22 anos, preparava-se para realizar panfletagem em portas de fábricas durante atividades de convocação do 1º de Maio, quando foi preso por agentes do famigerado Departamento de Ordem Política Social (Dops).

O argumento usado para justificar a prisão dos jovens foi o Decreto 477, criado pelo então Ministro da Educação, coronel Jarbas Passarinho, para reprimir as atividades das lideranças estudantis nas escolas e universidades. Com isso, Sônia foi sumariamente expulsa da Faculdade Nacional de Economia da UFRJ, onde já cursava o último ano.
Presa por mais de três meses no prédio do Dops, localizado na Rua da Relação, Sônia protagonizou um dos episódios mais ousados dos anos de chumbo, mostrando sua firmeza de jovem militante. Havia sido agendada uma visita do então Secretário de Segurança, o general Luiz de França Oliveira.

Ordenaram que todas as “detentas” ficassem sentadas em círculo e, a partir do apito do carcereiro, levantassem e se colocassem em posição de sentido diante do general. Todas obedeceram às instruções, menos Sônia, que permaneceu no seu lugar.

O general entrou na cela e dirigiu-se a ela, exigindo que cumprisse as determinações: – Levante-se, minha senhora. A senhora está diante de uma autoridade e deve reverenciá-lo. Sônia manteve-se sentada e respondeu com firmeza: Não me levanto pra policial nenhum!

Diante do clima de constrangimento e do receio por parte dos repressores de que aquela atitude contagiasse as demais prisioneiras, os carrascos recuaram e ordenaram que as outras presas sentassem.
Sônia foi julgada e absolvida duas vezes, por unanimidade, pelo Tribunal Superior Militar. No entanto, sua absolvição não significaria liberdade e segurança.

Sônia e Stuart estavam conscientes da realidade cruel que tomava conta do País naqueles anos de escuridão.

O apartamento do casal, localizado na Rua Pinto de Figueiredo, na Tijuca, tradicional bairro de classe média carioca, fora invadido, revirado, saqueado e destruído pelas forças da repressão e estava sob vigilância constante. Tal situação levou Sônia a tomar todos os cuidados logo após sua saída da prisão no Dops, pois estava ciente de que iriam fazer de tudo para capturá-la novamente.

Alguns dias após sua absolvição da Justiça Militar, um representante do então I Exército (atual Comando Militar do Leste) foi à casa de seus pais, levando uma intimação para que Sônia se apresentasse para prestar depoimento. A intimação não passava de uma manobra dos militares para prendê-la, enquadrá-la em novo processo e, com isso, mantê-la encarcerada.

Como Sônia já havia se juntado a Stuart em lugar ignorado, seu pai, João de Moraes, se prontificou a dar os esclarecimentos em seu lugar. Na saída do quartel, um companheiro de João que estudara com ele na Escola Militar lhe alertou: “Moraes, não deixe sua filha aparecer nunca mais, porque vão matá-la”.

Já eram crescentes as ações armadas em todo o país. Diante da situação, os pais de Sônia e os dirigentes do MR-8 concordaram que seria melhor o exílio voluntário do casal. Mas Stuart, peça-chave da organização, não admitiu deixar seus companheiros e decidiu ficar, não havendo nada que o demovesse de sua posição.

Ficou acertado que Sônia seria retirada do País, uma tarefa cada vez mais difícil, devido ao aprofundamento da perseguição política. Coube então à família tratar dos procedimentos para sua retirada.

A saída de Sônia do Brasil foi marcada por muitas dificuldades. Até a chegada na fronteira, a fuga clandestina ocorreu com “relativa normalidade”, apesar de duas revistas minuciosas por patrulhas do Exército, espalhadas pelas estradas na busca desenfreada ao Capitão Carlos Lamarca, embrenhado com seus guerrilheiros nas matas do Vale do Ribeira. No Paraguai, um acidente com o carro deixou-os muito feridos, quase comprometendo a ação, mas a viagem prosseguiu e o embarque para a França aconteceu.

No exílio em Paris, Sônia continuou sua militância. Couberam-lhe as tarefas (exercidas por ela com grande desprendimento), de micro-filmar os materiais enviados pelo MR-8 e dar assistência política e ideológica aos companheiros enviados para fora do Brasil, confortando e apoiando, material e psicologicamente, os que estavam traumatizados pela violência da tortura, da distância do país e da família.

A necessidade de organizar seus companheiros fez com que Sônia se transferisse para Santiago, no Chile. Foi lá que soube da morte de Stuart e das bárbaras circunstâncias do seu assassinato, cometido pela ditadura militar. A notícia deixou-a completamente arrasada e cristalizou ainda mais sua aspiração de retornar ao Brasil.

Para sobreviver, passou a trabalhar como fotógrafa profissional e se ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN), chegando ao Brasil em maio de 1973, aonde encontrou um novo companheiro, Antônio Carlos Bicalho Lana.

Com a “infiltração” de agentes da ditadura, espionando suas atividades, não demorou e a repressão armou uma emboscada para prender Lana e Sônia.
A data exata da prisão nunca foi estabelecida, mas sabe-se que era de manhã quando Antônio Carlos e Sônia pegaram o ônibus da Empresa Zefir com destino a São Paulo.

Vários agentes já estavam dentro do coletivo. Simultaneamente, nas imediações da agência de passagens do Canal 1, em São Vicente, encontravam-se outros policiais à espera que os dois descessem do ônibus para comprar os bilhetes.

Quando lá chegaram, apenas Lana desceu do ônibus. Cinco agentes esperavam dentro da agência e outros chegaram em vários carros. No guichê, o militante entrou em luta corporal com os policiais, mas foi dominado a socos e pontapés, levando uma coronhada de fuzil na boca.
Sônia, ao levantar-se do banco, foi agarrada e levou um pontapé nas costas. Saiu do ônibus algemada pelos pés e foi colocada em um Opala, enquanto Lana foi empurrado para outro carro.

Os dois ainda estavam presos quando a ditadura militar se encarregou de divulgar nos principais órgãos de imprensa que ambos haviam morrido numa troca de tiros em São Paulo. A família de Sônia só pôde descobrir o fato porque sua mãe havia exigido que ela lhe contasse seu nome clandestino: Esmeralda.

O empenho da família, que se dirigiu às pressas até a cidade litorânea de São Vicente, onde residiam Lana e Sônia, na tentativa de resgatar o corpo das vítimas, foi frustrado. O clima de enfrentamento da família Moraes com os militares chegou ao absurdo das ameaças de morte e ao constrangimento da prisão de seu pai.

Posteriormente, após um exaustivo processo de investigação, ficou claro que enquanto João Moraes estava preso, Sônia foi seqüestrada e conduzida para o Rio de Janeiro, onde padeceu monstruosas torturas. Levada de volta a São Paulo, aonde sofreu novas torturas, estupro e seviciamento. Por fim, recebeu um tiro de misericórdia na nuca. Foi no dia 30 de novembro de 1973. Ela tinha 27 anos.

Sonia foi enterrada como indigente no cemitério de Perus e seus restos mortais foram localizados graças aos esforços das entidades que atuam em apoio às famílias de mortos e desaparecidos políticos.

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Chico Buarque, entrevista à Rádio Atividade, Centro Cultural SP 1985

“Eu conheci muito a Zuzu. Ela foi uma mulher que durante anos depois da morte do filho (Stuart Angel Jones, preso político em 1971) não fez outra coisa senão se dedicar a denunciar os assassinos do filho, a reivindicar o direito de saber aonde é que estava o corpo dele. Ela ia de porta em porta mesmo. E lá em casa ela ia com muita freqüência, como em outras casas também. Ela sabia, inclusive, das ameaças que pairavam sobre ela e dizia que tinha certeza que se alguma coisa acontecesse com ela a culpa seria dos mesmos assassinos do filho, que ela citava nominalmente.”

“Na manhã do dia em que aconteceu o acidente com ela, ela tinha estado lá em casa e deixado as camisetas que ela fazia, gravadas com aqueles anjinhos que eram a marca dela, para as minhas três filhas. Aquilo me chocou muito. Ela passava em casa quase semanalmente, mostrando os relatórios todos do trabalho que ela estava fazendo aqui e nos Estados Unidos – porque afinal, o pai do Stuart era americano -, então ela tinha contato com senadores americanos, inclusive alguns dos quais me lembro até hoje, como o Frank Church, o Mondale, que era um dos senadores com quem ela contava – nunca contou com o Reagan evidentemente… Ela tinha, inclusive, na lista dela, uma relação das posições políticas dos senadores e tinha até alguns “ultraconservatives” (ultra conservadores) que, por se tratar de um filho de cidadão americano, eram simpáticos ao clamor de mãe dessa mulher. Ela chegou a entregar a documentação ao Kissinger pessoalmente, se não me engano, no Hotel Sheraton, quando ele esteve aqui. Clandestinamente ela furou o bloqueio e, um pouco depois, lhe entregou uma pasta com os documentos todos que ela tinha e distribuía entre as pessoas em quem confiava, gostava. Ela morreu um pouco depois disso.”.

Rir ou chorar? Menos de 4% dos deputados foram a todas as sessões em 2015, e Tiririca foi o mais assíduo!

Do site Congresso em Foco

Menos de 4% dos deputados foram a todas as sessões

POR EDSON SARDINHA E LUCIO BATISTA |

Dos 19 que foram a todos os dias em que a presença era obrigatória em 2015, 11 estão em primeiro mandato. Entre os veteranos, capixaba completou dez anos sem uma única falta. Saiba quais foram os mais assíduos

 

Na estreia da nova legislatura, os deputados em primeiro mandato lideraram a bancada dos mais assíduos na Câmara. Menos de 4% dos 513 integrantes da Casa estiveram presentes em todos os dias em que o comparecimento era exigido, ou seja, aqueles em que há a chamada sessão deliberativa. Dos 19 parlamentares que marcaram presença em todos os 125 dias em que estavam previstas votações, 11 são “calouros” na Casa.

Entre os “veteranos” mais presentes em plenário, três também não tiveram nenhuma falta no mandato anterior: Manato (SD-ES), Tiririca (PR-SP) e Lincoln Portela (PR-MG). O caso de Manato é ainda mais curioso. Em seu quarto mandato, o capixaba marcou presença em todos os dias com votação nos últimos dez anos. A última vez que ele faltou a uma sessão foi em setembro de 2005, quando seu pai faleceu.

Veja a lista dos deputados que foram a todas as sessões de 2015

“Participei das sessões mesmo quando estava doente, com o braço quebrado ou com febre, por exemplo. Houve situações em que perdi o aniversário dos meus filhos e do meu casamento”, explica Manato, que se autodeclara “caxias”.

Mesmo reconhecendo que a assiduidade não é um fator determinante para definir a qualidade do trabalho do parlamentar, o deputado diz que o número excessivo de faltas de alguns de seus colegas atrapalha a produção legislativa, já que algumas sessões não reúnem quórum suficiente para as votações.

Estreante na Câmara, a deputada Conceição Sampaio (PP-AM) começou o mandato em uma cadeira de rodas após passar por uma cirurgia na perna. “Sou a única mulher eleita do meu estado e ‘estou’ parlamentar. Amazonas também é Brasil, nós precisamos ser lembrados, e para isso, a presença é extremamente importante”, afirma a deputada. Ela conta que também teve 100% de presença em seus dois mandatos de deputada estadual.

A bancada dos 100% presentes reúne deputados de dez estados e 11 partidos. São Paulo, com cinco parlamentares, e Minas, com quatro, são as unidades federativas com mais representantes nessa lista. Amazonas e Rio de Janeiro têm dois nomes cada. Espírito Santo, Tocantins, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Ceará têm um nome.

Já entre os partidos, o PR, de Tiririca, é o que tem mais representantes entre os assíduos: quatro deputados. PSB (3), PMDB (2) e PMB (2) aparecem na sequência. Há um parlamentar do Solidariedade, do PP, do PTN, do Psol, do PSC, do PRB, do PSDB e do PSD.Além dos 19 deputados que foram a todos os dias em que estava prevista votação, outros 26 tiveram apenas uma falta.

tiririca

Palhaço Tiririca se elegeu com o lema “Por que tá não fica, vote no Tiririca!” e é o menos palhaço e mais assíduo de todos…

Os dados são de levantamento exclusivo do Congresso em Foco, baseado em registros oficiais da Câmara.

 

 

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Engenharia nacional e setor petrolífero abrem o olho atentos à portaria da ANP

A ANP – Agência Nacional de Petróleo – colocou em consulta Pública num período que inclui o Carnaval uma Minuta de resolução pela qual são alterados os cálculos do valor do petróleo para efeito de cálculo de royalties.

Preocupadas com os danos que tal mudança possa significar para os setores de produção do Estado do Rio de Janeiro, várias instituições de credibilidade se mobilizam, com vistas a ser criada, em regime de urgência, uma comissão de análise do assunto para se posicionarem em conjunto quanto a essa minuto. A saber: Clube de Engenharia, AEPET, o CREA, SENGE, OAB, IBP e mais quantas venham a aderir a essa mobilização.

Um artigo do jornal Folha de São Paulo no último sábado (ver a transcrição abaixo) dispõe que esta mudança deve implicar num aumento de R$ 1 bilhão nos valores pagos pela Petrobras, com impacto reduzido sobre as demais petroleiras, já que a fórmula definida agora privilegia o aumento de royalties sobre os petróleos mais pesados, característicos do pós sal.

A matéria complexa é apresentada sob o manto sem atrativos da tecnicidade, mas as conseqüências não escapam a uma análise.

Aumento de royalties pagos pela Petrobras significa não só enfraquecê-la como também minar a indústria, aqui instalada no Rio de Janeiro, de produção de bens de capital e a engenharia de projetos. Ou seja, tudo de que nosso Estado não necessita.

No item 25 da Nota Técnica, nº 45/2015/SPG-ANP,  lá está:

25. “Cabe ressaltar que essa metodologia de cálculo do preço mínimo do petróleo nacional utilizada pela ANP já completou 17 anos de vigência (desde 1998) – sem contestações administrativas ou judiciais dos agentes afetados pela portaria. Assim, é possível afirmar que a metodologia da Portaria ANP no 206/2000 constitui uma prática regulatória adequada. Isso não impede, no entanto, que essa sofra, periodicamente, ajustes às condições do mercado internacional de petróleo”.

 

Temos que entender que, se “a metodologia….. completou 17 anos  de vigência”  é porque atende aos interesses das diversas partes. E que a mudança unilateral visa não o interesse nacional, como se vê acima. Enquanto a referência aos pleitos dos governos do Estado do Rio de Janeiro e do Espírito Santo não foi encontrada nos respectivos portais.

Preocupadas com os danos que tal mudança possa significar para os setores de produção do Estado do Rio de Janeiro, várias instituições de credibilidade se mobilizam, com vistas a ser criada, em regime de urgência, uma comissão de análise do assunto para se posicionarem em conjunto quanto a essa minuto. A saber: Clube de Engenharia, AEPET, o CREA, SENGE, OAB, IBP e mais quantas venham a aderir a essa mobilização.

A matéria da Folha:

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/01/1727694-anp-propoe-novo-calculo-de-royalties-do-petroleo.shtml

Folha de SP 09/01/2016

ANP propõe novo cálculo de royalties do petróleo

NICOLA PAMPLONA / DO RIO

Proposta da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para alterar o cálculo do dinheiro repassado pela Petrobras a Estados e municípios —os chamados royalties– pode criar uma conta bilionária para a estatal, que já enfrenta dificuldades financeiras.

A medida, colocada em consulta pública nesta semana, representaria uma arrecadação adicional de cerca de R$ 1 bilhão por ano, segundo projeção do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) com base na arrecadação de 2015. Grande parte desses recursos seria repassado ao Rio e à União.

ENTENDA OS ROYALTIES

Os royalties são uma compensação financeira pela extração de recursos naturais, paga à União e aos municípios e Estados produtores. O cálculo dessa compensação, em vigor desde o ano 2000, considera o volume extraído e o preço do petróleo de cada campo —que varia de acordo com a qualidade do petróleo, ou seja, o tipo de combustível que ele produz, em comparação com o petróleo Brent, referência global. Petróleos mais pesados, como os da bacia de Campos, produzem menos gasolina e diesel e tendem a ter um desconto maior com relação ao Brent. Já o óleo do pré-sal é mais leve e mais valorizado.

As mudanças técnicas propostas pela ANP reduzem os descontos dos petróleos mais pesados. Segundo maior produtor do país, o campo de Roncador teria um preço de referência 8,9% maior em 2015 caso a nova fórmula estivesse em vigor, de acordo com a simulação da ANP.

O maior produtor do Brasil, Lula, no pré-sal da bacia de Santos, subiria 3,4%. Na média, a proposta eleva em 7% o preço de referência dos 20 maiores campos do país, responsáveis por quase 90% da produção nacional.

QUEM PERDE OU GANHA

Além de elevar o custo da Petrobras, a proposta vem em um momento em que as petroleiras preparam-se para questionar duas leis sancionadas pelo governo do Rio no fim do ano, que criam impostos e taxas sobre a produção.

Como o petróleo é uma commodity —cujos preços são fixados internacionalmente—, qualquer aumento de custos representa perda de rentabilidade. Procurados, nem a Petrobras nem o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), que representa as petroleiras, comentaram.

Defendida em reuniões na agência pelo próprio governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que enfrenta problemas financeiros no Estado, a mudança beneficia principalmente o Rio de Janeiro.

Em 2015, o governo estadual e municípios fluminenses ficaram com 33% da arrecadação de royalties do petróleo no país. Mas ficariam com a maior parte do aumento, porque os campos mais afetados ficam em frente ao litoral fluminense.

A proposta ficará em consulta pública até 10 de março, para críticas e discussão com os envolvidos. A ANP, porém, tem autonomia para fazer a mudança.