As dicas teatrais cariocas de Maria Pompeu

Respeitável público! Com vocês, e só para vocês, as dicas teatrais imperdíveis de Maria Pompeu. E nessas vocês podem confiar…

 

“É preciso correr para ver alguns bons espetáculos que terminam temporada no fim de outubro.

1. “Policarpo Quaresma”, adaptação de “O triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, criação deste que é um dos maiores encenadores brasileiros, Antunes Filho, que há anos só trabalha em São Paulo. Rara oportunidade de assistir a um espetáculo de Antunes no Rio de Janeiro. Está no Teatro Nelson Rodrigues, na Av. Chile, às sextas e sábados, às 20 horas, e aos domingos, às 18 horas…
2. “Nem um dia se passa sem notícias suas” é da autora da nova geração, já muito premiada, Daniela Pereira de Carvalho, e dirigido pelo também premiado Gilberto Gawronski. Com interpretações de Edson Celulari e Pedro Garcia Netto, o espetáculo tem comovido muito a platéia. A produção teve a boa ideia de reviver a vesperal das quintas-feiras, às 18 horas. Sextas e sábados, 21,30 horas, e aos domingos, 20 horas. Teatro do Leblon – Sala Tonia Carrero…

3. Isio Ghelman dá show de interpretação no Midrash Centro Cultural, espaço ainda pouco conhecido, na Rua Gal. Venâncio Flores 184. O texto é “Novecentos”, de Alessandro Baricco, com direção de Victor Garcia Peralta. Só sábados, às 21 horas, e domingos, às 20 horas…

4. “Musas” fala do fictício encontro de Frida Kahlo e Sylvia Plath, interpretadas por Gaby de Saboia e Marcelle Sampaio. A direção muito criativa é de Marcelo Morato e está no Teatro Poeira, às 3as. e 4as. feiras, às 21 horas…

5. No mesmo Teatro Poeira, mas nos fins de semana e com temporada que se estenderá até o final de novembro, “Palácio do fim”, de Judith Thompson, com excelente direção de José Wilker. Aliás, tudo é excelente, porque Vera Holtz, Camila Morgado e Antonio Petrin vivem seus personagens com extraordinária verdade. Não é espetáculo digestivo, muito pelo contrário, pois trata dos horrores da Guerra do Iraque. É imperdível para quem gosta de teatro DE VERDADE…”

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