A Felicidade Fechada de Miruna Genoino: carinhos e sorrisos de rede oculta de amigos

A família José Genoino veio ontem ao Rio de Janeiro para o lançamento do livro ‘Felicidade Fechada’, de Miruna Genoino, no Sindicato dos Engenheiros. O livro traz na capa a imagem do pano bordado por Rioco, mulher de Genoino, sua filha, Miruna, amigos e companheiros de jornada, com uma grande Fênix – pássaro que renasce das cinzas – e a frase de Mário Quintana: “Todos que estão a atravancar o meu caminho, eles passarão, eu passarinho”. A peça foi realizada no período da AP 470, da prisão de Genoíno, em 2013.

Como acontece sempre quando se reencontram os antigos amigos de luta política, houve muita emoção, sobretudo no momento do discurso de José Genoino, evocando lembranças. São cicatrizes que jamais se curam, as das baixas sofridas por aqueles que se foram combatendo pelo ideal da justiça social.

O livro narra, a partir dos relatos e memórias afetivas da filha Miruna, a trajetória do pai, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, desde a primeira acusação, em 2005, à liberdade, em 2014, tendo como base as mais de 100 cartas trocadas entre eles, de 3 de maio a 11 de agosto de 2014.

Muitas vezes eu me pego pensando nessa rede oculta aos olhos do grande público, mas tão clara e firme para nós, que foi nos segurando durante todo esse tempo, rede de amigos e amigas, que começou com o suco de limão e queijadinha e só foi aumentando, determinante para que meus filhos conseguissem continuar sentindo carinhos e vendo sorrisos, mesmo quando tudo estava o pior possível”, relata Miruna  nas páginas de seu livro.

Miruna Genoina, seu sorriso, sua Felicidade Fechada

José Genoino com o fotógrafo Luiz Garrido…… e com o jornalista Franklin Martins

José Menezes com a autora, que lançou seu livro pela Cosmos, após uma campanha bem sucedida de crowfunding

Família unida: José Genoino, a mulher, Rioco Kayano, a filha, Miruna Genoíno, e os netos, Paula e Luiz Miguel Kayano

Convidados gritam o nome de Genoino após seu discurso, em primeiro plano, Ana Laport

Fotos de Marcelo Borgongino

6 ideias sobre “A Felicidade Fechada de Miruna Genoino: carinhos e sorrisos de rede oculta de amigos

  1. O tempo virtual está sendo irônico com nossas lideranças políticas, a direita sendo transformanda em cabo eleitoral de Lula, os vilões de outrora em santos e os mocinhos ruborizando os gângsters!
    Quem não foi surpreendido com Marta ex-Suplicy versus Katia Abreu?
    Avante, Genuíno, Dirceu e a cara Vana!
    As cadelas do fascismo uivam no cio.

  2. Pois é! Quem vai pagar pela destruição da vida honrada de um homem honesto que foi acusado e condenado injustamente pelas suas opções e ação política? Quem vai pagar pela execração pública sofrida por ele, por sua esposa, filhos e netos?
    Quanto custou aos cofres públicos a encenação teatral produzida e estrelada pelos charlatães integrantes do esse tê efe, em parceria com os seus comparsas da Globo/Mossack-Fonseca, sob Direção do jornalista de programa, Merval Pereira, na peça conhecida como AP 470, apelidada de MENSALÃO, pela imprensa golpista, depois mais apropriadamente denominada de MENTIRÃO, pela brava colunista Hildegard Angel? O que levou os marionetes amestrados daquela suposta alta (?) corte a realizar um suposto julgamento em apenas sete anos, em ritmo de mutirão para construir uma farsa com milhares de páginas, centenas de volumes e apensos, 40 réus, como na lenda das Mil e Uma Noites, realizando inacreditáveis 55 sessões de julgamento (?) em apenas quatro meses para produzir as condenações e prisões encomendadas, baseadas em meras suposições, em perfeita sincronia cronológica com a eleições municipais de 2012. O que fez o pusilânime Ayres Britto merecer, pela extraordinária pontualidade, o apelido de “Big Ben de Propriá” (PHA). Por que será que depois de fazer o trabalho sujo, o Big Ben foi trabalhar no Instituto Innovare, da Globo/Mossack-Fonseca, e o Joaquim Barbosa recebeu o Premio Faz a Diferença, concedido por essa mesma loja ma$$onica? Pior. Foi o primeiro ensaio de atuação conjunta, do judiciário com a Globo/Mossack-Fonseca, em parceria, onde estão presentes as condições prescritas na previsão legal do crime de formação de quadrilha, que serviu de modelo para uma produção teatral mais farsesca e mais sofisticada e complexa ainda que o MENTIRÃO. Serviu de embrião para criação, montagem e produção de outra novela de ficção, sem nenhuma semelhança com fatos e pessoas da vida real, apelidada de Farsa a Jato.

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  4. Belo e pungente acontecimento. Parabéns à família Genoíno e meus cumprimentos à Hilde pela divulgação em tão nobre e privilegiado espaço.

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