Associação Comercial do Rio de Janeiro extingue todos os conselhos

Ângela Costa: mudar para se adequar (Foto Sebastião Marinho)

A nova gestão da Associação Comercial do Rio de Janeiro, agora sob o comando de Ângela Costa, primeira presidente mulher, acaba de extinguir todos os Conselhos da casa. Em decorrência disso, todos os conselheiros perdem suas funções.

Novos Conselhos, com conteúdos diferenciados, que se coadunem aos propósitos pretendidos pela entidade, estão sendo formados. E os objetivos de Ângela são ambiciosos, à altura da história da casa do Barão de Rio Branco. Ângela pensa grande.

Carrefour flagrado com carne de cachorro em seus supermercados na China

Depois de prometer que não mais comercializaria carne de cachorro, a rede Carrefour foi pega na contradição, dias atrás, durante inspeção da associação protetora de animais Asia Animals, em dois hipermercados seus na China, segundo matéria da Agence France Press, postada no Le Parisien. Havia dois tipos de carne de cachorro nas prateleiras em destaque: cachorro com suco de tartaruga e cachorro desidratado, em pacotinhos.

Oficialmente, consta que o consumo de carne de cachorros e gatos, na China, ocorre apenas numa minoria da população. Contudo, são cerca de 10 milhões de cachorros mortos naquele país a cada ano.

A sede da varejista Carrefour, em Paris, diz que foram casos isolados, nos hipermercados de Xuzhou e da província de Jiangsu, onde houve a inspeção, e que os lotes já foram retirados. A Carrefour tem 200 pontos de venda na China.

Segundo a ONG Asia Animals, “É uma vergonha uma rede varejista moderna da expressão da Carrefour tratar como fato normal o consumo da carne de cães e gatos. Mais grave ainda pela crueldade e a ilegalidade que isso envolve”

Nesses tempos em que vemos grandes corporações darem demonstração de total falta de comprometimento com valores éticos e humanos, praticando inclusive o escravagismo, é lamentável constatar mais este péssimo exemplo.

Cachorros em jaula em matadouro na China

Fonte: Le Parisien/AFP

 

 

Os romanos, sem mesa, comiam deitados… Já as mesas de Beth Serpa nós aplaudimos de pé

Na Roma Antiga, a mesa de refeição ainda não havia sido inventada. Os romanos comiam deitados. As vasilhas eram colocadas em pequenas colunas com bandejas junto à cama. Imagino o festival de engasgos e arrotos. Mais adiante, lá pelo século VII, inventaram um tipo de mesa, que consistia numa prancha com cavaletes, que era montada e desmontada, toda vez em que comiam, sentados em bancos. O positivo era que, só nessa operação de pôr e tirar, os comensais já desgastavam as calorias do repasto. Aliás, é por esse motivo que até hoje usamos a expressão “pôr a mesa”, e isto é fato.

Bom saber que a palavra móvel, como hoje a conhecemos, vem justamente do tratamento dado ao mobiliário de antigamente, que não permanecia fixo num lugar. Ele era móvel mesmo, transportado de lá pra cá como bagagem, junto com os moradores, onde quer que fossem, em suas visitas e viagens. Os móveis eram ainda continuamente mudados de lugar, de acordo com as conveniências do cômodo. Assim, a Sala de Jantar, quando passou a existir, no século VIII, era totalmente desmontada, prancha e cavaletes, armário etc., e dava lugar à Galeria, a cada refeição, ufa!

Até que, já na Renascença, houve o advento da mesa fixa de refeição, que, com sua democratização, quase sempre era redonda e em madeira acaju. E os móveis enfim sossegaram, passando a ficar imóveis, em seus devidos lugares. Com isso, os moradores se tornaram mais sedentários, despendendo menos esforços. Ganharam quilinhos. Isso é História, meus amores, não estou inventando. E já que a mesa era fixa, vamos caprichar nos bancos, que não precisam mais ser transportados – pensaram os artesãos marceneiros da época. Os bancos então ganharam espaldares caprichados, braços entalhados, alguns até foram brindados com baldaquins emplumados e, mesmo, pódios altos, para que o personagem a se assentar estivesse à altura de sua pretendida elevada estatura.

(Ah, eu também quero uma cadeira com pódio e baldaquim de plumas, eu quero!).

Já se vai longe esse tempo… Não comemos mais deitados, nem precisamos montar prancha e cavaletes para comer. Muito menos saímos por aí com os móveis nas costas, quando viajamos ou visitamos alguém, e nossas cadeiras não possuem mais pódio ou baldaquim com plumas (uma pena!). Caminhamos uma longa estrada, bebê…. e chegamos às deslumbrantes, impactantes, mesas de jantar de Beth Serpa!

A última masterpiece de Beth foi toda florida com crisântemos bric (uau!),  tom que se repetia nos bordados do jogo americano de organdi branco. Tudo era detalhe para se admirar e para homenagear o maestro mais celebrado do Brasil, o erudito pop, Isaac Karabtchevsky, e sua mulher, Maria Helena.

Harmonia completa, afinação absoluta. Bravo, Beth! Bravo! Se estivéssemos numa frisa do Municipal, nos levantaríamos e aplaudiríamos de pé.

Um jantar de gratidão, já que foi o maestro Isaac Karabtchevsky quem orientou Serpa  à época da criação da Orquestra Sinfônica Cesgranrio, que em pouco mais de um ano já soma mais de uma centena de récitas de sucesso, no Brasil e no exterior.

Os presentes foram os habitués da casa, elenco múltiplo que somava empresariado,  judiciário, mídia, sociedade, mas cujo foco principal era a cultura – com o secretário da pasta no Estado, André Lazaroni, o maestro Eder Paolozzi, da Orquestra Cesgranrio, Myrian Dauelsberg, o diretor do Conselho de Cultura da Cesgranrio, Leandro Bellini, a pianista Carol Murta Ribeiro.

Vejam que mesa show!

Em primeiro plano, o maestro Isaac Karaabtchevsky, em seguida o maestro Eder Paolozzi,  Bia Lazaroni, Leandro Bellini

Belita Tamoyo, Leandro Bellini, Himalaia Tupy, da Secretaria de Cultura, Myrian Dauelsberg

Beth Serpa e o homenageado maestro Karabtchevsky, amigo do casal de longa data

Maria Célia Moraes e o desembargador Murta Ribeiro

O secretário de Cultura, André Lazaroni, a pianista Carol Murta Ribeiro, Walter Moraes e Miriam Dauelsberg

Serpa tendo à direita a amiga e homenageada de seu jantar, Maria Helena Karabtchevsky

Rosas vitorianas, as paredes tremeram, o chão girou… era o jantar de Idinha Seabra Veiga!

Idinha Seabra Veiga entre as amigas, a homenageada Beth Serpa, Maria Célia Moraes e Gilda Carneiro da Cunha

Carlos Alberto Serpa e Luís Severiano Ribeiro

Na linda mesa cor-de-rosa de Cristina Lips, com orquídeas e rosas, em arranjos vitorianos com metais vermeil, bom gosto e delicadeza

Gloria Severiano Ribeiro e Belita Tamoyo

Omar Carneiro da Cunha

Roberto Halbouti e Idinha Seabra Veiga, a anfitriã do jantar muito elegante

Danielle e Antonio Paulo Seabra Veiga, no café após o jantar, na estufa de treliça e mosaicos

Idinha Tendo à sua direita o Serpa, à esquerda o Severiano Ribeiro

Beth Serpa

O buttler impecável

Com o Francis

Marcelo Calero com Idinha, que regeu com todo seu requinte um dos mais belos jantares, até agora, deste ano. Que venham outros mais!

As mulheres mais famosas, belas, poderosas do Brasil vão passar pelo martelo, hoje, quem dá mais?

Criativo, Catito Peres transformou a grande parede da varanda de seu Bar Lagoa em charmosa galeria de arte, que inaugurou com exposição de selecionados portraits da carreira do fotógrafo de celebridades Antonio Guerreiro. Tem sido uma gostosura a mais do cardápio da casa, saborear aquela pizza grossa de antigamente, que só na casa da gente tinha, ou aquela salada de batata cortada em lascas, com maionese feita pelo chef, e salsichão, enquanto tenta adivinhar quem é aquela diva ou aquela outra, pois o tempo não passa apenas para nosotras, não é, queridas?

Hoje, o martelo do simpático Horácio Ernâne vai bater, num leilão presencial e também virtual, de cada um dos 57 retratos, devidamente emoldurados. Para os fãs e colecionadores será tremenda oportunidade de ter sua divina acessível em sua parede, e em sua melhor forma, no melhor momento de sua vida ou carreira, vista pela lente de one of the best nessa arte de perpetuar imagens de nossos ícones. Um Guerreiro da fotografia. O Antonio.

Tem sido uma diversão acompanhar o dia a dia desse leilão. Há mulheres top, importantíssimas, de grande projeção social ou artística, que não saem do lance inicial de R$ 50. O que indica que nem elas próprias, os maridos, os amados, lançaram elas mesmas. Outras que surpreendem no ranking disparado, como Baby Consuelo.

Uma vitória já é indiscutível: a do show business sobre  o high society, em que a única que multiplica lances é Carmen Mayrink Veiga. Não à toa eu a chamo de Carmen, I e Única!

Vamos então às Mais Mais do Leilão das Fotos de Antonio Guerreiro:

 Sonia Braga está no top ranking do leilão de hoje, já com 6 lances

Monique Evans, outra do Top Ranking, quem foi Rainha…

Rita Lee, irreconhecível, porém bem lançada no leilão do Horacio Ernani

Maria Bethânia, imortalizada como deusa, está nos 12 lances

Martha Rocha, única das misses a despertar interesse dos lançadores

Luiza Brunet, a Top Model, é Top Ranking do leilão

Carmen Mayrink Veiga, única da sociedade brasileira a ser disputada nos lances

E quem quiser participar desse leilão #mamãocomaçúcar , com os retratos das mulheres mais famosas e bonitas do Brasil, do fotógrafo #tudibom, e os precinhos ó, o link para acessar é:

https://www.ernanileiloeiro.com.br/catalogo.asp?Num=181

é Hoje, 20 horas. E começa na #horaemponto !

O Brasil não conhece o Brasil. Morreu uma celebridade brasileira internacional. Você soube?

O Brasil não conhece o Brasil… fora do Brasil. O obituário de uma designer de moda brasileira desconhecida entre nós, nome de marca internacional de sucesso, considerada influência de estilo de uma época, há uma semana ocupa até página inteira em jornais europeus e norte-americanos.

É uma Cinderela contemporânea.  Irmã caçula da também famosa estrela de cinema internacional Florinda Bolkan, Sonia Ribeiro, aos 19 anos, seguiu os rastros da irmã até Roma, onde, fazendo um estágio de vendas na boutique Valentino da Via Condotti, com sua modernidade e seu estilo latino brasileiro, conquistou a atenção da empresária alemã milionária Maria Bogner.

Ato contínuo, Maria a recrutou como modelo para o novo catálogo da sua Bogner Sport e a apresentou a seu filho, Willy, um esquiador e fotógrafo do tiro de 30 anos de idade: paixão!

Diz Willy: “Ela podia não se importar com o esporte, mas vê-la em movimento jogar golfe era uma completa delícia”. Paixão, paixão, paixão!

Ela era uma celebridade no exterior. Quando morreu, na quarta-feira passada, o jornal norte-americano, especializado em moda, WWD, encheu uma página inteira com sua biografia.  Era uma estilista do patamar dos grandes, assinava as coleções da marca desportiva de inverno Bogner, inclusive da sua própria marca, a mais luxuosa entre elas, a “Sonia Bogner”, o luxo dos europeus sobretudo, que vivem o inverno e praticam os esportes de inverno. Ela foi a brasileira Sonia Ribeiro, irmã da artista de cinema Florinda Bulcão e levada por ela para Roma, assim que terminou o ensino médio.

Linda que era, foi convidada pelo costureiro Valentino para um estágio no departamento de vendas, em sua loja. A matriarca Bogner, ao vê-la, bela, graciosa, exótica, achou que seria a mulher certa para ser a modelo da marca e para se casar com seu filho de 30 anos, Willy, esquiador olímpico da neve. E não é que foi tudo isso mesmo? Isso e muito mais…

Sonia revelou-se uma notável designer. Deu uma tremenda modernizada no estilo Bogner, até então circunspecto e sóbrio. Ela propôs estampas, deu ao inverno europeu um tom de alegria tropical, impulsionou as vendas e a produção. Foi um casamento feliz em tudo e para sempre. A família sempre unida. O casal envelhecendo junto e feliz. Sorridente. Somando prêmios com sua moda. Quando vinham ao Brasil era com a filha, de nome Florinda como a tia, como fizeram em Réveillon recente, assistindo aos fogos de Copacabana no Edifício Chopin. Porém, a imprensa brasileira de moda não descobriu Sonia Bogner, a irmã de Florinda, tão famosa na moda quanto aquela foi no cinema. Eis que um câncer no fígado levou Sonia há uma semana, em Munique, depois de longo padecimento. Triste despedida. O obituário no jornal americano lembrou suas qualidades e os méritos.

Sonia e Willy casaram-se em clima de muito romantismo, que ele descreve como “um conto de fadas”. Após uma experiência pré-nupcial de seis meses, casaram-se em dezembro na capela do castelo de Mühlfeld, onde Willy tinha seu apartamento de solteiro, em Saarland, na Alemanha. Naquela data, foi a primeira vez na vida em que a brasileira viu a neve, que caiu suave o dia inteiro, como se desse sua bênção e aprovação. Valentino não foi apenas o padrinho. Também criou o vestido da noiva e a majestosa capa com capuz, debruado com pele de raposa branca, dramática. O designer disse, quarta-feira passada, no dia da morte de Sonia: “Era uma grande amiga, uma linda garota, irmã de Florinda Bolkan. Quando se mudou para Roma, lhe demos um emprego na boutique masculina na Via Condotti, onde conquistou a todos com o seu grande sorriso! Ela também conquistou uma cliente especial, a sra. Maria Bogner, que decidiu na hora que ela seria a esposa perfeita para seu filho, Willy! Estou terrivelmente triste. O sorriso dela sempre estará comigo”.

Sonia e Willy deram à sua filha o nome Florinda, da tia também famosa, Florinda Bolkan, a atriz brasileira, que, na década de 70, foi uma estrela da cinematografia italiana  Sonia trabalhou lado a lado com o marido Willy, ajudando-o na construção da empresa de roupas esportivas e de moda, com sede em Munique, que a família fundou em 1932. Um comunicado da empresa divulgado à imprensa diz: “Seu estilo singular estabeleceu tendências de moda nacionais e mundiais. Seu calor e charme serão sempre lembrados.  Sônia Bogner recentemente atuava como membro do conselho fiscal da Willy Bogner GmbH & Co. KGaA “.

Sonia modernizou a moda esportiva Bogner, conferiu-lhe um toque urbano, jovialidade e charme, e passou a assinar uma marca com seu próprio nome, Sonia Bogner. Recém-casada, ela foi direto trabalhar no negócio da família, como assistente de vendas, em Munique, reunindo-se com um a um dos clientes da Bogner. Mais tarde assumiu o cargo de assistente da sogra, Maria, que na época respondia pela criação da coleção. No ano seguinte, Sonia Bogner viajou para os EUA com o marido para ajudá-lo a lançar a Bogner of America. Em 1979, ela sucedeu sua sogra na direção criativa da coleção feminina. Fluente em cinco idiomas – português, inglês, francês, italiano e alemão – tinha grande comunicabilidade, conversa fácil e incentivou e promoveu um equilíbrio entre a vida profissional e familiar. Quando perguntada o que mais desprezava no mundo, Sonia dizia: “pessoas mentirosas e esnobes”.

Ela era a modelo dos produtos de sua própria marca

Em 1992, enquanto ainda era a principal designer da linha Bogner Woman, Sonia lançou sua própria coleção que incluiu detalhes sutis, como estampas florais e um estilo descontraído. A designer pesquisou a frequência em aeroportos, ruas da cidade, restaurantes, cafés e bares “para ter uma ideia do que as mulheres realmente precisam”. Ela foi a responsável por infundir uma sensação de modernidade urbana ao estilo Bogner, antes essencialmente desportivo. Sonia Bogner deu um toque ainda mais pessoal à sua marca, logo na sua estréia, aparecendo com alguns de seus amigos famosos na campanha publicitária de lançamento, ela  mesma como modelo. Seu uniforme não oficial consistia em um blazer, camisa branca e jeans off-hours. Seu lema era: “Toda mulher que conhece a si mesma e se atreve a ser ela mesma é uma cliente da Sônia Bogner”.

Os Bogner eram uma família unida e feliz

Interior da loja Bogner em Saint Moritz. Fundada por Willy pai, a empresa teve os esportes como seu foco inicial e começou a equipar as equipes de esqui na Alemanha Ocidental desde o princípio. A mulher de Willy pai, Maria, revolucionou as calças de esqui, criando estilos esguios e finos. Após a morte do patriarca, em 1977, Sônia e Willy Jr. expandiram-se para outras categorias, introduziram o rótulo Sônia Bogner e a marca Fire + Ice, inspirada no snowboard, e abriram lojas independentes. Com a distribuição em cerca de 35 países e 800 funcionários em todo o mundo, as vendas anuais de Bogner superam US$ 300 milhões.

Uma das lojas Bogner

Os Bogner eram presença constante nas entregas de premiações, como o Prêmio Bambi, em que as suas marcas de moda somam indicações.

Os Bogner costumavam postar nos sites da empresa e em quadros nas lojas, filmes e fotos deles em várias situações, no esqui inclusive – muitas vezes feitos pelo próprio Willy, aclamado diretor de fotografia – para divulgar o desempenho de suas roupas e seu estilo de vida.

Willy e sua filha, Florinda no enterro de Sonia

Nascida no Rio de Janeiro como Sônia Ribeiro, ela deixou o Brasil aos 19 anos, depois de obter o diploma do ensino médio, para se juntar a sua irmã atriz, Florinda Bolkan, em Roma. Mais tarde, ela estudou inglês em Cambridge, de 1971 a 1972, antes de retornar a Roma para um aprendizado de vendas na loja masculina de Valentino, quando foi descoberta e  “pescada” por Maria Bogner. Uma vida de Cinderela.

Os quibezinhos e as pastas árabes fugiram à regra de que deveriam ser poucos para não tirar o apetite dos convidados do jantar

Um grupo de amigos do advogado Roberto Halbouti reuniu-se em torno dele para demonstrar-lhe apreço e admiração. Ao chegar, eles foram registrando, numa página do livro da entrada, mensagens várias, tornando aquela noite inesquecível. Os quibezinhos e as pastas árabes desobedeceram a regra de que deveriam ser poucos para não tirar o apetite dos convidados. O homenageado “driblou” o anfitrião, que já havia separado os vinhos de sua adega, e na véspera enviou os brancos e tintos – que foram os servidos no jantar, naturalmente.

Ana Botafogo presenteou flores tão viçosas, que foram debulhadas e transformadas em arranjos da mesa, que estava posta com louças da mãe da dona da casa e coberta com toalha da sogra. Elas deviam estar, as duas, espreitando, lá da eternidade.

Tudo isso foi dito e relatado pela anfitriã, à mesa, enquanto o copeiro polivalente – o mesmo que fez os doces – batia as fotos. Ela deu os detalhes do menu: “bobó de camarão à moda capixaba, em que o aipim é quase inteiro, com só um pinguinho de leite de coco e a farofa praticamente sem dendê”, feito pela Nilma”.

E seguimos jantando, falando dos assuntos do dia, da palestra que Serpa acabara de proferir na Academia Brasileira de Letras, da situação difícil da cultura no Estado do Rio de Janeiro, e mesmo assim há dois teatros em construção pela Fundação Cesgranrio, um deles será o com a maior boca de cena, mais adequado para os musicais, 750 lugares, perfazendo assim quatro teatros no Rio Comprido, onde já há mais dois no local, todos da Fundação, e aquela região se tornará tipo uma Broadway carioca.

Ana Botafogo e Chistiane Torloni: anjos não têm costas

A juíza Andréa Pachá (ao lado de Christiane Torloni) saiu da produção teatral para o Judiciário, onde atua na Vara de Família do Rio de Janeiro, e é lá que ela encontra inspiração para escrever livros como Segredo de Justiça, que inspirou a série apresentada no Fantástico no ano passado. No cotidiano de Andréa, porém, o Fantástico jamais sai do ar. É um Show da vida por dia, quiçá por hora. Ela tem mesmo muito o que escrever. Leiam seu livro, recomendo. Aderbal Freire-Filho também recomenda, nas orelhas…

Nélida Piñon nasceu com um defeito de fabricação. O defeito da Nélida é não ter defeito. O que é absolutamente anormal. É comunicativa, boa amiga, afetuosa, escreve bem e fala ainda melhor – é possível? Assim sendo, é ela a convocada mor para as saudações aos homenageados, até mesmo estando presente o Carlos Alberto Serpa, como aconteceu nesse jantar, e olha que o Serpa é um orador im-ba-tí-vel!

Parece que Myrian Dauelsberg (na foto, com Pedro Grossi), cansada de ser elogiada pelos feitos no setor artístico, resolveu causar também na moda. A cada evento que vai, ela coleciona mais elogios à sua elegância. São os vestidos criada por uma estilista da Eslovênia, nos Balcãs, Leste Europeu.

A sogra da dona da casa, que legou a toalha da mesa de renda, e a mãe, cuja louça inglesa foi usada, deviam estar espreitando e conferindo detalhes, lá da eternidade

Lucia Grossi e Beth Serpa

Ana Botafogo à mesa

Francis e Hilde

Embaixatriz Liliane Azambuja e Ana Botafogo

Azambuja e Lucia Grossi

O advogado Técio Lins e Silva e o embaixador Marcos Azambuja

Christiane Torloni, de costas e frente, sempre um amor de criatura

Roberto Halbouti, o centro das atenções

Hilde Angel informa-se com Andréa Pachá sobre a nossa Justiça

 

Na Sucessão prevalecerá a Lei do Jogo do Bicho, isto é, da Constituição: vale o que está escrito.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, está entre a cruz e a caldeirinha. Os Maia são super família. Ela vem sempre em primeiro lugar, e a matriarca Mariangeles sempre primou por conduzir os parâmetros familiares dessa forma. Agora se impõe para ele o dilema: autorizar a votação do Impeachment ou enfrentar uma séria crise familiar, contrariando sua mulher, Patrícia, a sogra, Clara, e o sogro, Moreira Franco, ministro do atual governo, que, sem o foro privilegiado, também poderá vir a ser preso, dado o seu envolvimento na Lava Jato.

Bem que Maia quer ser presidente do Brasil, mas, nessa situação instável, o que seria certo tornou-se duvidoso. Como presidente da República, acredito que Rodrigo manteria Moreira Franco no cargo Secretário-Geral da Presidência, talvez até mantenha o ministério inteiro. Seguiria as orientações politicas dos experientes sogro e pai, César Maia, que se mantém absolutamente silencioso há meses, talvez para não ofuscar o filho, mas deve estar super atuante nos bastidores.

Verdade é que, se não se concretizar qualquer das N hipóteses até agora aventadas pelos comentaristas políticos… no próximo dia 6, com a provável cassação da chapa Dilma-Temer (creio nisso), prevalecerá a Lei do Jogo do Bicho, isto é, da Constituição Brasileira: vale o que está escrito.

E Rodrigo Maia, o presidente da Câmara, sucessor natural, presidirá o Brasil, até serem convocadas e realizadas as eleições…. #DiretasJá

 

Os Maia: Mariangeles, César e os filhos gêmeos, Rodrigo e Daniela

Os Maia: Rodrigo e Patrícia com as filhas

 

E a Zuzu Angel dos anjinhos etéreos e dos moinhos de vento agora virou digital!

ZUZU ANGEL DIGITAL! Acervo documental e a moda (vestidos contentes e cheios de cor dando voltinha 360º). Lançamento do portal dia 05/06. Data de nascimento de Zuzu. Aguardem!

Com o penhorado agradecimento a nossos simpáticos patrocinadores, Itaú Cultural e Light,

Instituto Zuzu Angel de Moda – Hildegard Angel/Presidente

 

VICTORIA AND ALBERT MUSEUM INSPIRA-SE EM MOSTRA DO INSTITUTO ZUZU ANGEL!

 

No Rio de Janeiro, há 15 anos, o Instituto Zuzu Angel de Moda, realizou a mostra “Coleção Carmen Therezinha Solbiati Mayrink Veiga”, em que era realizada a “autopsia” dos tailleurs de alta costura de Carmen, numa sala que reproduzia o espaço dos legistas de um instituto médico legal, com os visitantes usando luvas e pinças, para examinarem as peças, dispostas pelo avesso, sobre bancadas assepticamente brancas. Eram os jovens estudantes legistas da moda, que aprendiam a dissecar obras de mestres como Yves Saint-Laurent, Givenchy, Valentino, entre outros preferidos de Carmen. Pelo visto, alguém contou para o Victoria & Albert Museum, pois vejam abaixo….

Pois há uma semana a exposição  #Balenciaga: Modelando a Moda. E o London College of Fashion, através deste vídeo, convida seus alunos a investigarem as roupas icônicas, como legistas, usando luvas, através da desconstrução de seus processos e revelando seus processos de  realização e construção. As roupas são dispostas sobre bancadas “de autópsia” e, através do estudo das roupas originais, os alunos são capazes de identificar aqueles detalhes que trazem a assinatura de Balenciaga e conferiram a ele o título de “Mestre” da alta costura.