VINCENT CASSEL E MONICA BELLUCCI ADVERTEM: FOTOGRAFAR FAZ MAL À SAÚDE DE SEU BOLSO

Havia ontem uma mesa estrelada no Paris da Praia do Flamengo, digna do restaurante congênere, o Le Cinq, de Paris.

A convite do arquiteto Jorge Delmas, a mesa reunia, entre seus comensais, o decorador Zéka Márquez, Miriam Gagliardi, o aniversariante Sydney Pereira e o casal de atores Monica Bellucci e Vincent Cassel

Do lado de fora do restaurante, aguardando no bar, das 9h até meia noite, o fotógrafo Marcelo Borgongino, obedecendo a uma orientação de que o ator Cassel, só depois do jantar, daria autorização para o grupo ser fotografado.

Chegado o momento, o profissional foi chamado e Cassel o questionou em seu português impecável: “Para onde serão as fotos?”. Resposta: “Para a revista da Casa Julieta de Serpa“. “Não irão para colunas?”. “Para algumas colunas também”. “Não quero que publique em coluna nenhuma. Não quero fotos”.

E o registro do aniversário do Sydney não foi feito, nem o fotógrafo quis arriscar. Afinal, no mundo dos paparazzi cariocas não se fala noutra coisa senão no processo que o casal Cassel está movendo contra a colunista Lu Lacerda porque ela, desavisada, publicou a foto de uma das meninas do casal, a fofíssima Deva, num desfile de escola de samba mirim!

A colunista postou nota se desculpando e pedindo que os demais sites não reproduzissem a foto, mas muitos já o haviam feito, inclusive revistas. E o processo contra ela, pelo escritório de advogados Gouvêa Vieira, está correndo.

Pobre Lu! Já imaginaram se a moda pega? Se toda aquela multidão que sai em desfiles das escolas de samba resolve exigir indenização pela publicação de suas fotos publicadas nas alas?

O casal Cassel-Bellucci se encantou pelo Rio de Janeiro. Eles querem ser os mais novos cariocas. Compraram imóvel aqui. Caminham pela orla. Mas não querem viver como cariocas de fato, que são descontraídos, de bem com a vida e andam distribuindo sorrisos com generosidade, irradiando paz e amor.

Vincent e Monica andam parecendo zangados, com os cenhos franzidos, em permanente estado de alerta e defesa, como se estivessem sendo visados. Por quê isso? Não sei. O que fizeram contra eles por aqui? Não se sabe. Têm motivos para isso? Não sabemos.

Ao contrário, quando Cassel pisou aqui pela primeira vez, foi-lhe estendido um baita e felpudo tapete vemelho, tecido com fios de muito afeto e carinho.

Será que fizeram alguma fofoca? Será que Vincent  é daquelas pessoas que não registram o bem que recebem, atentas apenas às maledicências? Não posso crer. Ele é inteligente demais pra isso…

Vou lhes contar uma história…

Era o ano 2005, minha amiga Ruth Almeida Prado me telefonou para eu ir à casa dela conhecer mais um hóspede famoso daquele duplex da Rua Rodolfo Dantas que fez história: o ator Vincent Cassel. Eu encontrei um francês absolutamente encantador, simpático, receptivo e curioso sobre tudo que dizia respeito ao Rio de Janeiro.

Contei-lhe as peripécias de Villegaignon, de como os franceses eram desde sempre amados pelos nossos indígenas e por isso como foi difícil para os portugueses expulsá-los daqui, precisando importar Arariboia do Espírito Santo para vencer a parada. E de como os índios apelidaram os franceses de parroquets jaunes, papagaios amarelos, pois eram louros e falantes.

A conversa rolou agradável e divertida, entre relatos históricos e lembranças de filmes. Cassel, que não era um nome conhecido no Brasil (por ignorância nossa, naturalmente, pois já era uma grande estrela europeia), me deu uma entrevista. Eu a publiquei no Jornal do Brasil, ainda impresso. Foi um primeiro contato, daqueles bacanas e promissores, e eu fiquei aguardando a visita ao Rio de Monica Bellucci, que seria no carnaval.

Ela não veio naquele carnaval, nem no outro ou no outro. Acabou vindo num Réveillon. E lhe foi preparada uma festa linda no apartamento da Narcisa Tamborindeguy. Mas, diz a lenda, naquela noite de 31, na portaria do Edifício Chopin, o casal errou de elevador, em vez de dobrar a direita, dobrou a esquerda, e foi parar em outra festa, com outros anfitriões….

… e nessa mudança de rumo começou a mudança de turma e de humores do Cassel, que era até então um personagem absolutamente querido pelo Rio e os cariocas, sem distinção de credo, raça, cor ou rivalidade de veículos de imprensa. Uma pena!…

monica-bellucci-vincent-casselMonica Bellucci e Vincent Cassel fotografados em evento profissonal da Cartier (reprodução da coluna de Lu Lacerda)

12 ideias sobre “VINCENT CASSEL E MONICA BELLUCCI ADVERTEM: FOTOGRAFAR FAZ MAL À SAÚDE DE SEU BOLSO

  1. Esse decorador Zéca Márquez é o mesmo Zé Carlos Marques que decorou uma festa de reveillon organizado por Ruth de Almeida Prado para Arndt von Bohlen und
    Halbach Krump no ano de 1966?

  2. Querida Hilde, reflito muito sobre essas coisas da vida… e acho também que temos pessoas mais interessantes e educadas no nosso Brasil, que merecem maior notoriedade… não querem fotos!? Que não tenham fotos… atiremos nossas pérolas aos nossos… pensamento meu…Margareth Poubel DF

  3. Hilde, sem pestanejar, pra que muito confete para um casal de franceses??? Se eles estão em terras cariocas, querem viver aqui… mas querem manter uma privacidade de celebridade, que me façam o favor de voltar pra França… não fariam nenhuma falta em nossa cidade.
    Acho que eles e a maioria dos artistas que já não estão com boa audiência lá fora e buscam novos mercados, deveriam ser mais solícitos ou mudar de profissão.

    • Alex
      Nada contra uma celebridade internacional que queira viver aqui uma privacidade de celebridade. E no Rio a celebridade que quer, vive privadamente. Um bom exemplo é Patrícia Pillar. Não entrei nesse mérito.

      Nem concordo com sua proposta de retorno à França, ao contrário, vejo de forma amorosa e simpática a presença, no Rio, de europeus que amam a nossa cidade. Só gostaria de mostrar a eles a maneira de tornar sua vida aqui mais acolhedora, adequada e fácil. Sem arestas.

      Quanto à audiência lá fora do casal Cassel Bellucci, não poderia ser melhor. Eles se mantêm no top dos atores mais bem pagos pelo cinema europeu.

      Tê-los aqui é para mim uma alegria. Só espero que seja também para eles. Alegria que eles não têm conseguido externar.

  4. Prezada Hilde,
    Sou ítalo-brasileiro (carioca) e vivo em Roma há vários anos.
    Não fiquem surpresos perlo comportamento do casal. Aqui, na Itália,
    a sra. Bellucci tambem não é vista com tanta simpatia. Aliás, a vemos
    sorridente somente na entrega de prêmios de cinema, ou seja, no seu
    mundo. Personagens ditos “vips” e que não querem ser fotografados
    deveriam não sair de casa ou viver na Sibéria. Parabéns pelo seu blog, e sucesso.

  5. Endosso o comentário de Margareth Poubel de Brasília e ressalto que o Brasil, entre suas riquezas, destaca-se pela amabilidade do nosso povo. Como o casal não sabe conviver com este carinho deixemos eles e olhemos nossas crianças; principalmente as menos favorecidas, que precisam de um olhar e, quem sabe, de um flash para manter a auto-estima e construir um mundo melhor. NAMASTE

  6. em todo lugar do mundo paparazzi é chato pra kct. como desfrutar de uma cidade sem que seu momento de lazer com filhos e amigos não seja sempre registrado? Cassel tem alma suburbana de Paris e tenho quase certeza que nao errou de elevador e sim foi avisado que essa turma aí era furada, por isso sempre o encontro na Lapa, Cacique de Ramos, festa de black music alternativa, pq ele veio atrás disso

    • concordo com você em 99% do seu comentário. quanto ao erro do elevador ter sido proposital, já aí eu discordo, pois paparazzi foi justamente o que ele mais encontrou no “erro propossital”.

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