Quando a mão da política pesa

Pobre governador Antonio Anastasia, conduzindo o Estado de Minas Gerais neste momento em que as águas avolumam tragédias cidades após cidades, tem se empenhado em manter, em suas declarações à imprensa, uma atitude imparcialmente tucana, quando lhe perguntam sobre o apoio expresso pela presidenta Dilma. Referindo-se à ajuda manifestada, Anastasia profere frases do tipo “como é tradição nessas situações” ou “como sempre acontece nessas situações numa República Federativa”, apesar de ninguém estar comentando sobre tal detalhe…

Dá a impressão de pressões sofridas para que ele não externe qualquer tipo de gratidão ou contentamento pela ajuda recebida, pois é obrigação do Governo Federal mesmo. Faz pensar também que incomodam as excelentes e cordiais relações mantidas entre Dilma e Anastasia…

Ah, a política, até nessas horas trágicas ela faz sua mão pesar!…

Fosse eu a Dilma e nem ligava para esse jogo de cena. Fazia em Minas como ela fez no ano passado nas enchentes no Rio de Janeiro: calçava as botas, enfiava o pé na lama e ia vistoriar o cenário trágico ao lado do governador da sua Minas Gerais. Pois ela é mulher com peito, disposição e coração para isso!…

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