PAULO RENHA, UM HOMEM DIGNO

A coluna lamenta a morte de Paulo Renha e se solidariza com a família. Paulo, muito abalado com as responsabilidades que lhe foram equivocadamenteatribuídas pelo desabamento do Edifício Liberdade, no centro do Rio, do qual era síndico, não resistiu, entrou num processo gravíssimo de saúde, e morreu. Paulo foi indiciado pela polícia e teve hoje o nome retirado do processo do Ministério Público.

Ele realmente não poderia ser culpado por uma obra que não tinha autoridade, sequer, para visitar ou inspecionar, que dirá impedir! Pois a condição de síndico não lhe dava tal poder. A polícia exorbitou ao indiciá-lo. Assim como o fez grande parte da imprensa, ao acusá-lo. Paulo, um homem sempre digno, cioso de seu bom nome, de sua boa imagem, não resistiu a esse processo de desmoralização pública. Entrou num processo de abalo neurológico grave e morreu hoje. Com meu carinho a toda a família.

20 ideias sobre “PAULO RENHA, UM HOMEM DIGNO

  1. HILDE, muito obrigada pelas lindas e verdadeiras palavras, vc sempre muito carinhosa com a nossa família, bjs Virginia

  2. Fui locatária há 20 anos de um apartamento da administradora do Dr. Paulo Renha.
    Ele tratava pessoalmente, com carinho e atenção a todos.
    Quando meu filho nasceu , eu mandava fotos,falava de suas gracinhas, etc…
    Sinto muito por ele e por sua família.

  3. Grande figura,amigo sempre,digno,honrado grande perda.injusticado no final de vida,nao tinha nada a ver com a tragédia.RIP amigo RENHA,saudades.

  4. O Paulo sempre foi um homem correto, digno e trabalhador. De extrema generosidade, ia alem do auxilio financeiro e material. Ele tratava as pessoas com imenso carinho e afeicao.
    Transmitia enorme alegria, mesmo vivendo os momentos mais dificeis.
    Um exemplo pelas virtudes que sempre exerceu plenamente.
    Deixara muita saudade mas sempre sera uma inspiracao e uma agravel lembrança

  5. Tio Paulo sempre digno, sempre amigo, sempre presente, sempre carinhoso e queridíssimo de todos nós……… Que injustiças suportou sem merecer, e que exemplo de solidariedade, amizade e carinho sempre deu ! Mundo triste sem nosso querido tio de coração………

  6. Dr. Paulo era o administrador de meu primeiro escritorio de consultoria. Homem corretissimo e de rara sensibilidade, foi muito importante para o sucesso de nossa empresa, ao confiar em dois jovens cheios de ideias. Meus sentimentos para a familia e parabens Hildegard por seus elogios.

  7. Queridissimo , amado , alegre , carinhoso , solidario , verdadeiro amigo , vai fazer muita falta , deixa incontaveis amigos no Country onde era figura certa na academia , na mesa da piscina , enfim no dia a dia do clube ! Va com Deus ” tio Paulo ” !

    • O senhor disse muito bem. Ele era o síndico, nada mais do que o síndico. Não era o proprietário do apartameno, nem seu locatário, nem o responsável pela obra, nem o engenheiro, nem o dono da construtora, nem o fiscal da obra, nem o diretor do órgão licenciador, nem o arquiteto, nem o mestre de obra. Enfim, não tinha responsabilidade alguma sobre essa obra irregular bem como não detinha qualquer poder para coibi-la, fiscalizá-la, proibi-la e, até mesmo, visitá-la. Daí o equívoco de envolvê-lo com essa situação trágica, manchando sua preciosa reputação.

      • Não poderia jamais julgar a dignidade do falecido síndico e respeito seu juízo de valor, mas o fato é que ele poderia sim vistoriar a obra. O síndico do prédio tem esse poder e essa responsabilidade. E mais: foi amplamente noticiado que ele era o proprietário do andar que fez as obras irregulares. Então alguém faz uma obra em um imóvel de sua propriedade e vc não a vistoria? Por fim, o Ministério Público não o retirou do processo por considerá-lo inocente. O promotor frisou que deixou de incluí-lo em função da morte, caso contrário sua responsabilidade seria apurada pela Justiça, como ocorre em relação aos demais envolvidos.

        • Lamento contariá-lo, mas o síndico não tem esse poder não. Vistoria só com mandado judicial ou com a polícia do lado. E mais: nem sempre o noticiado é a realidade.

          • O Renato está certo. A proteção constitucional é para domicílios. Se está em obra e ninguém mora lá nao precisa de autorização judicial para entrar.
            E mesmo que precisasse, havendo flagrante de crime (como havia durante as obras), qualquer um poderia entrar. Não precisava nem ser o síndico.
            E é dever do sindico sim fiscalizar se as leis e convenção de condominio estão sendo cumpridas pelos proprietários e locatários. Alias, é uma das atribuições mais básicas do cargo.

        • O síndico responde civil e penalmente. E tem não só poderes, mas deveres em relação à fiscalização do que ocorre no condomínio sob a sua sindicância.

          • Cada condomínio obedece a uma Convenção. No caso do prédio em questão, há que ver o que ela estabelece.

  8. Apoio completamente o que você disse. Ele era uma pessoa ótima. Isto tudo é uma loucura. É uma pena o que aconteceu com ele.

  9. Deixo um abraço e muito carinho, para a família do Paulo Renha !
    Sempre respeitei e admirei, suas atitudes sérias, simpáticas e sobretudo carinhosas.
    Meus sentimentos !
    Gilda Judice Araujo

  10. Paulo Renha, era um homem querido e tinha incontáveis amigos.
    Lamentavelmente estes fatos o levaram a morte…
    Que tenha seu caminho iluminado…
    Era um bom homem e não merecia o linchamento e a desmoralização.

  11. Gostaria de deixar a família, posto desde já, minhas condolências e sinceros pêsames.
    Consideração ao posto : Todo síndico é eleito por condôminos que acreditam que esse ou aquele cidadão é o mais capacitado para gerir os interesses de todos os envolvidos. Ora, então não tenho a menor dúvida de que esse senhor passou de uma forma ou de outra, uma confiança superior. Também não duvido que essa confiança seja de fato verdadeira, que faça jus a pessoa.
    Mas vamos aos fatos :
    1o – Não podemos e nem devemos, em momento algum, colocar em dúvida a moral e integridade de um homem por conta dessa situação, digo, uma omissão desta natureza que certamente aconteceu. Acredito que, caso houve essa dúvida, foi colocada pela mídia e a opinião pública, não pelo poder público.
    2o – Conforme o código civil brasileiro : Art. 1.336. São deveres do condômino: II – não realizar obras que comprometam a segurança da edificação; por outro lado as responsabilidades civis do síndico :Art. 1.348. Compete ao síndico: II – representar, ativa e passivamente, o condomínio, praticando, em juízo ou fora dele, os atos necessários à defesa dos interesses comuns; também que : V – diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação dos serviços que interessem aos possuidores; ….. De fato, o que interessa aos condôminos não são somente as partes comuns, também querem que sua laje não desabe sobre suas cabeças por conta de obras irregulares.
    3o – Não sei se o Sr Paulo Renha tinha afinidade com a lei, digo, que seu conhecimento estendia-se as leis. Não sei se era um advogado. O que tenho certeza é de que pessoas (moradores, imagino!) transgrediram as normas condominiais quando executaram reformas irregulares. Tão irregulares que aconteceu o pior.
    Sei que também, sistematicamente, são executadas obras irregulares em muitos edifícios no nosso país e que, em muitas vezes nada acontece como consequencia relevante, como ruir totalmente a estrutura. Essa maior parte desses obras irregulares deixam como resultado consequencias que normalmente, a primeira vista ou de forma leiga, não se conectam.

    De qualquer forma, meus sentimentos à família são realmente sinceros e que esse episódio trágico, isto é, resultado das ações de pessoas que realizaram reformas completamente irregulares, serviu para nos mostrar o quanto é descabido nossa cultura com relação as responsabilidades alheias.

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