Assim como o Benjamin Button do cinema, com o passar do tempo a colunista ganha vigor infantil, intrepidez adolescente

Compartilho aqui com vocês, exclusiva para vocês, meus leitores estimados, minha coluna na edição de estreia do Jornal do Brasil, domingo, 25 de fevereiro, que não está no ar no site do jornal. É um resumo biográfico de minha trajetória profissional. Um textão pra quem tiver paciência e tempo para ler tanta coisa. Perdão.

Sempre lembrando o lema que orienta meu trabalho:

“Pode não ser a sua opinião, pode não ser a melhor opinião, mas é a minha opinião.”

Hildegard Angel

Catito Peres me pede que escreva sobre a minha trajetória como colunista até o advento do novo Jornal do Brasil. Sou uma Benjamin Button* do jornalismo brasileiro. Comecei, aos meus 18 anos, uma senhora conservadora, contida, assustada, fazendo um colunismo cor-de-rosa, vendo um mundo sob a lente do encantamento, totalmente vedada à minha realidade pessoal, que evitava encarar de frente, tal sofrimento me causaria.

E assim fui caminhando, com meus sapatinhos de Perla Sigaud, saltitando sobre minha perdas familiares dolorosas e trágicas. Consegui seguir adiante, ultrapassando a dura fase brasileira, ao olhar desconfiado de muitos, que se arvoravam o direito, não sei advindo de que entidade divina, de julgar esta sobrevivente, que hoje aqui está, não digo inteira, mas viva, liberta e coerente, buscando honrar a memórias dos meus com todas as minhas possibilidades.

Rompi o bloqueio que me paralisava e, ao passar do tempo, fui me enriquecendo de informações, valores, consciente do verdadeiro serviço, que, como jornalista, posso prestar à sociedade. Tive a chance de expressar opiniões, sem medo, indo contra a maioria das pessoas do meu círculo social, sem me preocupar em ser contestada. Logo eu, que sempre tive como maior prazer e preocupação ser agradável a todos! Hilde Benjamin Button, na medida em que amadurecia, estava rejuvenescendo. Passava a ser uma formadora de opinião de fato.

Tive alguns reconhecimentos que foram satisfações. Quando fui a primeira na imprensa a noticiar o namoro de Carla Bruni e o presidente da França, Sakozy, antecipando inclusive seu casamento, repercuti na mídia internacional. Favia furado inclusive meus companheiros franceses! E os italianos do Corriere della Sera me chamaram de Rainha das colunas.

Quando criei a Sociedade Emergente, o impacto superou qualquer expectativa. Perdi a conta dos jornais estrangeiros que a comentaram e me pediam para eu teorizar sobre o assunto, como o britânico The Economist e o Miami Herald. O New York Times fez menção. No Brasil, o feito me valeu capa da Vejinha. Emergente virou verbete de dicionário com a conotação dada por mim. Isso sim foi um gol do colunismo social.

Aos 24 anos, fui passar uma temporada em Nova York, hospedada com uma amiga de minha mãe, que se tornou amiga, orientadora e referência em todos os aspectos da minha vida, pessoal e profissional. Foi minha madrinha de casamento. Eleanor Lambert. Chamada pela mídia dos EUA de “Czarina da moda”. Eu estava na Última Hora e precisava de uma máquina de escrever para redigir minhas colunas diárias, que enviaria Via Varig. Eleanor emprestou-me a de seu marido, jornalista já falecido, Samuel Berkson: uma Remington toda folheada a ouro, troféu que ele recebeu com o Prêmio Pulitzer. Foi uma emoção muito forte. Minha primeira coluna de Nova York teve o título: “Escrevo numa máquina de ouro”. Houve quem duvidasse…

Muito do que aprendi de moda, de gente, beautiful people, elegância e de lutar por uma posição através do trabalho, e só do trabalho, aprendi com duas mulheres exemplares: minha mãe e Eleanor Lambert.

Aos 24 anos, idade com que fui para Nova York usar máquina de escrever de ouro, aqui no set da TVE, em estreando programa jornalístico de Fernando Barbosa Lima

Eleanor criou a “Eleição dos Mais Bem-vestidos do Mundo”, cujos direitos cedeu antes de morrer para a revista Vanity Fair. O resultado final era decidido por um Conselho de alto nível, do qual tive a honra de participar em casa de Eleanor, com monstros sagrados da elegância como Nan Kempner, Oscar De La Renta e Jeromy Zipkin.

Entrevistei todos, mas todos os grandes nomes da moda americana, a Sétima Avenida abriu-se para mim. Entrevistei a maior colunista social do mundo, e quando eventualmente a encontrava em alguma festa nos Estados Unidos ou na Europa ela logo me cumprimentava ardorosa: “Hildegard Angel from Brazil!”. Chamava-se Aileen Mehle, a Suzy Knickerbocker do New York Post, posteriormente simplesmente Suzy, da W. Eleanor era o “Abre-te Sésamo”.

Régine Choukron, a das boates Régine’s, foi outra pessoa que me descortinou um mundo de gente interessante. A começar pela princesa Grace Kelly, com quem passei boas horas, a ponto de preencher  página inteira de jornal com entrevista exclusiva. E comemorou meus 30 anos com festa para 300 no seu Crystal Room, em Nova York, quando sua boate de Park Avenue era o must dos musts. Os brasileiros foram daqui muitos deles e, de lá, os com maior expressão no exterior estavam: Ivo Pitanguy, Pelé e Marcia Kubitscheck com o marido primeiro bailarino do American Ballet Theatre, Fernando Bujones. E as celebs amigas de Régine, como Stevie Wonder. Consultem as colunas da época.

Duas viagens me marcaram para a vida inteira. Ao Equador, em 1980, e à China, em 1979, no início de seu processo de abertura para o capitalismo. Uma China ainda tosca, com riquixás e poucos carros, remanescentes do que havia no período pré-comunismo, uma China com civis uniformizados (de verde) e militares (de azul). E todos de boné com estrelinha vermelha.

Uma China pobre, sem luxo, sem tecnologia, com higiene discutível, porém, sem miséria. Este último item particularmente me encantou. Falavam que a China era uma Democracia. Mas todos vigiavam todos.

Da China, trouxe material para seis páginas de reportagens, publicadas seriadas. E um furo que valeu primeira página: “O Globo é o primeiro jornal do Ocidente a figurar num Dazibao chinês”. Dazibaos eram os chamados Muros da Democracia onde o povo chinês colava seus comentários e reclamações. Com a ajuda de minhas amigas colamos várias páginas minhas no Dazibao. Colunas com as “dondocas” e os “dondocos” no capricho. Longos, smokings, chapéus. E os chineses, naquela sua simplicidade, riam às gargalhadas, como se assistissem a um espetáculo de humor. Considerei as risadas, aplausos.

Minha entrevista com Imelda Marcos foi, esta sim, um grande lance de humor. Quando entrei em sua townhouse das ruas 80’s, próxima ao Central Park, jamais imaginei encontrar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima florida, em tamanho natural, encarando uma imagem, numa redoma, de Buda gordo sentado, também em tamanho natural, todo de jade, com uma linguinha que se mexia, com um imenso rubi sobre ela. Show!

Pedi a madame Marcos para ver sua famosa coleção de sapatos. Ela me levou para conhecer sua coleção de processos a que respondia. Numa imensa biblioteca, as paredes eram todas cobertas por estantes todas, ocupadas por processos devidamente encadernados em couro pirografado com letras douradas. Fiz a foto e publiquei.

Mergulhar no universo de Darwin, as Ilhas Galápagos, foi experiência única. Descobrir, in loco, a evolução das espécies de acordo com cada habitat. Conferir a dança do acasalamento do albatroz, pássaro monogâmico. E as praias de decomposição de coral rosa ou de coral branco? Experiências acompanhadas da consciência de ser uma sul americana, e não aquela coisa brasileira enclausurada em um Brasil narcisista, com cultura, valores, idioma, culinária, enfim, um conjunto de fatores que mais nos diferencia do que aproxima de nossos vizinhos.

Lá no Equador, na década dos meus 20 anos, pude pela primeira vez me perceber continental, e passear pela Quito Antiga, em cujas igrejas, frutas, flores e astros celestes se misturam a símbolos sacros cristãos, num sincretismo de religiões e costumes dos povos espanhol e indígena equatoriano. Assim como lembro a adoração de todos por Simon Bolivar, o conquistador, e a guia do ônibus de turismo narrava seus feitos com entusiasmo patriótico como nunca vi aqui falarem dos nossos heróis.

A festa de aniversário de Frank Sinatra no Caesar Palace, em Las Vegas. Toda a Hollywood presente. Apenas os amigos dele. Do Brasil, as amizades feitas no Rio de Janeiro, em 1980, convites de Barbara Sinatra: Josias e Heralda Cordeiro e… eu!  Usei um vestido amarelo coberto de paetês bordado a mão pelo Michel. Sinatra cantou no palco com os amigos Sammy Davis e Dean Martin. O que mais eu poderia desejar? E eu fotografando enlouquecida. Tudo devidamente publicado.

Vieram os anos de Brasília, levada pelos amigos Rai e Said Farhat, nomeado Secretário de Comunicação Social, status de ministro, de João Figueiredo, por influência de seu irmão, Guilherme Figueiredo, grande escritor e dramaturgo consagrado.

Said era um liberal de centro, em sua casa faziam pouso todos os jornalistas políticos de prestígio, a começar por Carlos Castelo Branco. Foi Said quem escreveu o discurso de posse do presidente, quando Figueiredo proclamou “Juro que hei de fazer deste país uma democracia”. E como falou (o que estava escrito), estava falado. Não era homem de voltar atrás em suas palavras. Foi mesmo o governo da abertura. Os militares da linha dura do governo e de fora dele não engoliam o Said por isso.

Em Brasília, eu me hospedava com os Farhat. Havia um grande carinho entre nós. Rai levava a foto de meu irmão em sua carteira. Era uma mulher especial. Quando voltei da China, precisava estar em lugar sossegado para escrever minha longa reportagem, fui pra casa deles no Lago Sul, onde, não só escrevi o texto, como diagramei todas as páginas, distribuindo as fotos no chão, sentada sobre o piso acarpetado do quarto de hóspedes.

Numa determinada manhã, acordei e encontrei a casa alvoroçada, “secretas” entravam e saíam. Rai, madrugadora como sempre, no café da manhã recebera um pacote, um livro. Como de hábito, ela o abriu de trás para a frente. O “livro” explodiu em suas mãos. Se ela o tivesse folheado do modo convencional, da frente para trás, a bomba teria feito enorme estrago. Sem saber, Rai desativou o petardo. Mesmo assim saiu machucada.

Foi um aviso. Farhat estava desagradando àqueles que desejavam endurecer e, mesmo, perpetuar a ditadura. Ele foi defenestrado antes do fim do governo.

A solenidade do anúncio da eleição de Tancredo Neves foi realizada numa sala do Congresso, apenas para um grupo reduzido. A família de Tancredo convidou-me a assistir, como única jornalista presente entre eles. E me deram lugar na primeira fila. Sempre amáveis comigo.

No governo Collor, tudo era motivo para festas. Os voos seguiam para a Capital Federal cheios de cariocas e paulistas, levando os sacos de smokings e vestidos longos. A festa começava a bordo. Itamar não recebeu para nada. Fernando Henrique Cardoso e dona Ruth reabriram a temporada das recepções no Itamaraty, e elas foram muitas.

No governo Lula, não fosse o traquejo mineiro e a generosidade pessoal de Marisa e José Alencar Gomes da Silva, o vice-presidente, ninguém do poder travaria novas relações. Ficaria todo mundo girando em torno do mesmo círculo. Às suas próprias custas, o segundo casal abriu o Jaburu para eventos diversos de confraternização, de modo descontraído e discreto, jamais ostentando.

Foi assim, graças a Marisa e José Alencar, que, quando voltei a cobrir Brasília, encontrei uma capital diferente. Passei a ouvir outras preocupações. Fui convidada por eles para a posse no Planalto. Na véspera, houve aquele réveillon íntimo dos Alencar, em que Lula apareceu e fez um discurso, de mãos dadas com o vice-presidente, prometendo vida melhor para os pobres, comida na mesa dos miseráveis. Cumpriu.

Até que veio o Mentirão, como eu chamei, e ainda chamo, o Mensalão, com salvo conduto para tal concedido por um dos membros da corte suprema ao dizer a frase: “Não tenho provas, mas vou condenar porque a literatura jurídica me permite”. Com essa permissão literária, cravei a alcunha, lançada em meu discurso na ABI, de defesa do réu José Dirceu, depois reproduzido em minha coluna e muitas outras.

E por que fiz defesa tão ardorosa? Porque desde o início intuí, naquele julgamento das capas pretas voadoras, um objetivo muito mais amplo: o de demolir a aura heroica dos jovens de 68 como um todo. Aqueles bravos, que deram suas vidas pela nossa democracia nos porões dos torturadores. Satanizando os sobreviventes, destruiriam todas aquelas louváveis biografias e tornariam palatável qualquer forma de ditadura. Esperneei o que pude. Obtive grande leitura, mas não grande resultado. O fake Batman tornou-se pop.

E foi o que se viu. Não bastou prenderem Dirceu, Genoíno, Vaccari, Pizzolato. Queriam mais. Eles foram os aperitivos. Queriam também Dilma e, por conseguinte, a cereja do bolo, o mote principal: queriam Lula.  Vieram as manifestações de 2013 por causa de 20 centavos de aumento de passagens de ônibus. E vieram as ofensas graves a Dilma em estádio de futebol. E veio o Pixuleco. E a grande mídia, em uníssono, rotulada de PIG (Partido da Imprensa Golpista), repercutindo e estimulando, de seu jeito torto, as insatisfações; omitindo as conquistas inúmeras dos governos daqueles períodos. Era o golpe já a galope. Vieram as manifestações verde/amarelas e, enfim, o Impeachment.

O ciclo não estava completo. Saiu Dilma, faltava Lula. Impedi-lo de se candidatar a presidente. Como massa de bolo sovado, quanto mais o juiz Sergio Moro o condenava, e mais a mídia lhe batia, mais crescia a pontuação de Lula nas pesquisas do eleitorado.

As sovas no bolo de Lula eram e são diretamente desproporcionais aos tapinhas de leve nas costas de políticos da situação flagrados com a mão no pote de dinheiro. O que, para nós, que sempre confiamos na Justiça, só traz desalento e desesperança.

Hildezinha Benjamin Button, fato, na medida em que fica mais velha na idade, perde a noção do perigo, torna-se desafiadora e intrépida adolescente, pronta a revelar sua alma, a falar o que acredita ser o certo e justo.

Num processo de regressão fantástica, torno-me criança inconveniente, agindo como se na democracia estivesse, quando esta não passa de leve sombra, remoto conto de alta magia, uma pedra filosofal que se perde, pronta a se dissipar ou a ser surrupiada pelo bruxo das trevas, o nosso Lord Voldemort, que pretenderia se tornar imortal, subjugar as pessoas e destruí-las, especialmente o Lula, ops, digo, o Harry Potter.

Eu não disse que virei criança?

 

O Samba da Volta do JB – O Jornal do Brasil voltou, e o de amanhã já vai pras bancas

Três dias depois de sua morte, Jesus Cristo, cumprindo a promessa, voltou. Após ressuscitar, subiu aos céus, anunciando que retornaria. E nós, com fé, aguardamos. Os Tribalistas voltaram no ano passado, 15 anos depois do primeiro e único álbum de Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown. A banda Led Zeppelin também ressurgiu das cinzas, após seu fim em 1980, e mais de 20 milhões de pessoas se inscreveram para concorrer aos ingressos de seu último show em 2007. O gato cantor Felipe Dylon voltou! Desde o hit A Musa do Verão, de 2007, à nova Vai Ver o Sol Nascer, com que pretende voltar a bombar na meca musical. Silvio Caldas, o cantor famoso das serenatas, que JK adorava escutar, anunciou várias vezes o fim da carreira, e não conseguia parar. O mesmo acontecia com a cantora Elizeth Cardoso, a divina. Anunciava o último show e, em seguida, vinha o show do próximo anúncio. Para alegria dos fãs, estavam permanentemente de volta.

Agora, o exemplo mais expressivo de volta bem-sucedida foi o de Frank Sinatra. Depois de fase péssima, com baixas vendas de discos e plateias pela metade, anunciou a aposentadoria aos 56 de idade, com um show em Los Angeles. Mas só conseguiu segurar o gogó por dois anos, voltando glorioso com um dos maiores sucessos de sua carreira, New York/New York, quando então The Voice, como era chamado, viveu fase extraordinária.

Pois é, meus amores, este é o plano: o Jornal do Brasil voltar como Sinatra, ao som da melódica cidade do Rio de Janeiro/Rio de Janeiro, soltando a voz por ela e para ela, a favor dela, e não contra ela, sendo noticioso, e não tendencioso, com um jornalismo independente, empenhado em que o Estado do Rio de Janeiro retome seu natural posto de tambor de ressonância do país, de lançador de tendências, irradiador de alegria, modismos, estilos, sua vocação desde sempre, pelo próprio temperamento contagiante, irreverente e descontraído de seus cidadãos.

Uma volta carinhosamente acolhida pelos leitores saudosos, que, precedendo nossa chegada, se manifestaram pelas redes sociais com entusiasmo, o que só nos estimulou e confirmou que estamos no caminho certo.

Na contramão de tudo e de todos. No momento em que a mídia impressa fecha as portas e para as máquinas em todo o mundo, o Jornal do Brasil ousadamente retorna ao jornalismo diário em tinta e papel, aquele que a gente toca, sente, apalpa, amassa, recorta e, se quiser, guarda. As notícias com afetividade. Reportagens como memória nossa. O jornal que é matéria, parte da vida da gente. Não se dissolve no ar após a leitura. Fica perto, pra ser compartilhado, mostrado. Volta agora como um velho amor, saudosamente lembrado, ardorosamente esperado.

A partir deste 25 de fevereiro de 2018, quando o assinante do novo Jornal do Brasil encontrar seu velho e bom amigo no capacho da porta vai lembrar dessa minha paródia da canção emblemática de Toquinho e Vinicius, o Samba da Volta (do JB): “Você voltou, meu amor / alegria que me deu / quando a porta abriu / você me olhou, você me viu / ah, você se derreteu / e me folheou, me leu, me investigou / conferiu o que era todo seu / É verdade, eu reconheço, fui eu que quis/ mas agora tanto faz / O perdão pediu seu preço / meu leitor / Eu te amo / e Deus é mais”.

Bênção Toquinho, bênção Vinicius, bênção àqueles que compartilham da silenciosa frustração e da ardorosa ansiedade por um veículo em que possam, sinceramente, confiar. Um órgão da imprensa que lhes permita a sensação de transparência, de sinceridade na apuração e na transmissão das notícias, de responsabilidade e comprometimento com os básicos princípios constitucionais e democráticos, a soberania nacional e o povo brasileiro. Um jornal que não coloque outros interesses corporativos acima do nobre objetivo de informar seu leitor de maneira correta, ética e sem manipulação. Como nos bons tempos.

É este Jornal do Brasil – o novo Jornal do Brasil – que inspirou, também a mim, a voltar.

Hildegard Angel

Foto de Zezinho Peres,

Omar Catito Peres, o empresário responsável pelo ato de atrevimento, fazendo o Jornal do Brasil voltar a ser impresso em papel nas oficinas, o mensageiro desse grande sonho de todos nós, jornalistas e leitores, virou esta madrugada bem desperto e foi buscar o primeiro exemplar do seu Jornal do  Brasil diretamente saindo da esteira, para ter o prazer de manuseá-lo antes de todo mundo. Tem todo o direito. Na capa do  Caderno B, quem vemos? Ziraldo, o grande mestre ilustrador do Brasil, nome consagrado, que supervisiona a produção de Arte do JB, “o mineiro do traço e do humor”, conforme reza o título. Ao mestre o que é do mestre.

Como é de hábito, o Jornal do Brasil de Domingo já se encontra nas bancas no sábado. E eu estou lá, na Página 3 do Caderno B, fazendo a retrospectiva e revelando bastidores de minha vida profissional. Pauleira!

 

Intervenção militar no Rio é fim, não é consequência

Sabendo dessa súbita decisão de se intervir militarmente no Rio, temos que dar o devido crédito à Globo, que fomentou, através de seus veículos, esse clima de horror e insegurança na população do Rio de Janeiro, onde não parece que houve carnaval. Só crimes.

No último mês todos os telejornais da emissora iniciaram com crianças mortas em tiroteios no Rio. Todos. E flagrantes de assaltos. Três ou quatro imagens de celulares, que eles repetiam à exaustão. Carnaval do Recife só tinha frevo. Da Bahia, só axé. Do Rio, só destacaram violência, o carnaval vinha depois. Vergonha. Como os jornalistas da emissora se prestam a isso? Vão arder no mármore do inferno dos comunicadores.

Repetiram com requintes a campanha feita pela emissora contra o governo de Brizola, quando conseguiram satanizar os CIEPS com seu ensino em tempo integral. Projeto do visionário Darcy Ribeiro, que Brizola concretizou, e os jornalões, com grande eco da elite e da classe média, detonaram o que puderam. Findo o governo Brizola, cresceu mato nos Cieps. Foram abandonados, junto com o sonho de uma juventude carente salva das ruas e do crime, através do tempo integral na escola, até sua profissão. Hoje temos aqueles menores – abandonados pela sociedade – feitos bandidos. E ninguém se lembra. E todos reclamam disso, reclamam daquilo, mas não assumem as próprias responsabilidades, quer como mídia, quer como cidadãos. Reclamar é bom, né? Distancia a imagem de quem reclama do problema e exibe apenas seu dedo acusador. Mas não custa lembrar que, no local do primeiro CIEP, o CIEP modelo, no Panorama Palace Hotel, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, o que há hoje é a sede do Criança Esperança. E o que se disse quando lá se instalou a escola para crianças pobres, em local nobre, de grande visibilidade e bem perto da favela do Cantagalo? “Que absurdo! Vão enfiar um monte de pivetes ao lado da casa da gente em Ipanema pra assaltar todo mundo”. Pois é. Parece que “pivete” de Criança Esperança é mais bem-vindo do que os de escola pública. E assim caminhou a hipocrisia nacional, até…. esta segunda campanha massiva e obsessiva contra o Rio, com fins e endereço certos: intervenção militar.
Ela serve bem ao propósito de muitos, que gostam de brincar de guerra, de metralhar cidadãos (pobres e pretos, sobretudo), de matar sem ter que dar satisfação. Afinal, foi aberta a alta temporada de caça, com soldadinhos de chumbo já em marcha em direção à Venezuela…

O povo quer saber: quem foram as ciganas mais bonitas do Baile do Copa? Hildezinha conta

Agora são cinzas. Restaram os confetes pra varrer… Ops! E alguém ainda sabe o que é confete? Vou explicar: são esses pontinhos coloridos que “chovem” sobre as fotos dessas ciganas lindas que causaram no Baile do Copa 2018. Elas são apenas 13, escolhidas por mim entre centenas de fotos de Marcelo Borgongino e Verônica Pontes, como as mais belas gipsies, do Gipsy Follies Ball, tema da festa este ano.

Estar neste pódio já consagra. E como todo pódio, ele tem diferentes classificações, que eu ilustro aqui com emoticons carinhosos de… beijinhos, ui!

Assim, todas são igualmente vencedoras, vitoriosas entre centenas. Algumas classificadas com três beijinhos, pois passam o verdadeiro espírito cigano, em seu conjunto da obra. Outras ganham dois emoticons beijinhos, porque estão lindas, divinas, mais ficou faltando alguma gipsy coisa nelas. E mais outras, um beijinho estalado, porque estão bonitas de capotar, mas faltou ciganidade.

No mais, beijinho nos ombros de todos vocês.

Ah, como acordei beijoqueira hoje!

FOTOS DE VERÔNICA PONTES E MARCELO BORGONGINO

Milhares de foliões invadem Santos Dumont xingando Crivella e refletindo uma sociedade exaurida

Faz pensar a invasão do Aeroporto Santos Dumont hoje por um bloco de carnaval, repetindo mantras de protesto, como o já batido “Fora Temer” e “Ei, Crivella, vai tomar…… “, este último até a exaustão. Exaustão mesmo. Os foliões chegaram a sentar no chão, dar uma descansadinha e logo levantar para prosseguir no mesmo mantra, pulmões plenos ecoando em todo o aeroporto, “Ei, Crivella… “. Não vou postar o vídeo impressionante aqui. Os curiosos encontrarão no YouTube.

Não fico confortável com esses desrespeitos, acho que refletem a degradação de uma sociedade exaurida em vários aspectos. Na primeira vez em que uma manifestação desse tipo ocorreu, que eu me recorde, fui das poucas vozes da mídia a manifestar, de imediato, meu desagrado. A grande maioria se calou. Alguns jornais até felicitaram. Houve políticos que aplaudiram. Hoje, aqueles veículos de comunicação e aqueles mesmos políticos são, indiscriminadamente, alvos de protestos chulos semelhantes. Perderam a oportunidade de se posicionar de forma digna, quando a atacada era a chefe de Estado. Quem cala, consente. Bem como quem endossa.

Por óbvio que o prefeito Marcelo Crivella tem deixado muitos furos. Ao rejeitar e ignorar todas as tradições e vocações naturais consolidadas da Cidade, ele não seria ingênuo de imaginar que não provocaria reações. Ele também não poderia debitar toda essa hostilidade à campanha que lhe fazem os veículos da Globo, sua natural opositora, pois ele próprio se supera no esforço para fazer oposição a seu próprio governo.  Um prefeito do Rio que não gosta de samba, reza a cultura popular, “bom sujeito não é, é ruim da cabeça ou doente do pé”.

Pode um prefeito da Cidade do Carnaval se eleger sem gostar da festa? Além disso, negar-se a prestigiá-la? A frequentá-la? Chegar ao extremo de cortar seus subsídios? Um religioso extremado, bispo, devoto de pés juntos da Igreja Universal, não deveria, por princípios, se candidatar a prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. É uma contradição.

Crivella não aceita as manifestações afro-brasileiras, sejam elas artísticas ou religiosas; promove o fechamento de casas de jongo; cancela os apoios oficiais a qualquer evento tradicional da cidade, até festas seculares, que tenham nome de santo – uma cidade que se chama São Sebastião do Rio de Janeiro! Ao turismo, não dá a menor bola. Não fosse o projeto “Rio de Janeiro a Janeiro” patrocinado e gestado pelo ministro da Cultura, o carioca Sérgio Sá Leitão, o turismo seria cinzas.

O prefeito parece ignorar todos os códigos e posturas municipais de organização urbana, ao permitir a ocupação das calçadas e dos canteiros centrais da orla, sem qualquer organização ou controle, por todo tipo de comércio ambulante ilegal, e também as praias. Certo, isso sempre houve. Mas não nessa atual proporção. Certo, estamos numa crise sem precedentes no país e o pobre precisa sobreviver, mas para isso temos gestores, supostamente capazes, eleitos para pensar soluções como, por exemplo, espaços especialmente destinados a esse “comércio alternativo temporário” dos tempos de crise.

E a falta de uma logística razoável dos transportes, que permita o ir e vir das multidões de foliões sem paralisar a cidade? Não temos mais quem a formule?

O que houve com as estruturas básicas da Cidade, que, seja dita a verdade, sempre funcionaram desde Marcello Alencar? Dá a impressão de que foram todas desativadas. Lei do Silêncio não é respeitada em bairro algum. E não adianta reclamar. Parques e Jardins, uma calamidade, grama cresce nas praças e vira mato fechado. As grades estão ferradas (perdoem-me o trocadinho), torcidas, quebradas. Não há conservação. Aquelas lixeirinhas laranjinhas? Desbotaram, estão ficando cor de rosa. Todas despencadas, tampa pra cá, recipiente pra lá. É assim que o Crivella está “cuidando” da gente, como prometeu na campanha que faria?

Todos os editais de fomento da cultura da municipalidade foram suspensos. O prefeito do Rio de Janeiro além de não gostar de samba, de religião alheia, de festa, de cidade limpa, de jardim cuidado, além de não usar o Metrô, também não aprecia arte e cultura.

Com uma pausa aqui para elogiar o trabalho que a Secretaria Municipal de Educação, esforçadamente, vem desenvolvendo, como sua Orquestra Sinfônica Juvenil Carioca. Um oásis num deserto de iniciativas.

Quem trabalha com Marcelo Crivella diz que ele é pessoa fácil de lidar, gentil, educado e respeitoso. Qualidades de um bom líder, que ele poderia estender ao diálogo com as lideranças comunitárias da cidade, e ouvir, cara a cara, suas necessidades e queixas. Seria um grande passo para iniciar nova caminhada, corrigindo as falhas de percurso no início deste seu mandato.

Todo o nosso respeito para quem apenas gosta de orar. Precisamos muito de quem faça isso por nós. Mas cada qual em seu devido cada qual.  Orar e pregar é no templo, não no exercício do poder municipal.

E last but nos least, a única coisa em alta, muito em alta, no Rio de Janeiro é o IPTU. Um aumento jamais visto. Não custa ficar atento ao provérbio bíblico: “É pela justiça que um rei firma seu país, mas aquele que o sobrecarrega com muitos impostos, o arruína”(**). Sabe bem o prefeito o quanto a Bíblia tem a nos ensinar.

(*)  https://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/proverbios/29/.

Feijoada do Amaral tem animação, casa lotada e susto de Gisella – só susto

Mesmo contrariando as instruções de seu médico, dr. Claudio Domenico, Gisella Amaral foi hoje à Feijoada do Amaral.

Mal chegou ao Hippopotamus, que borbulhava com o feijão a todo vapor, Gisella começou a passar mal no elevador da casa. Tudo começou a girar a sua volta, sentiu enjoo, fraqueza, um princípio de desmaio, e imediatamente foi socorrida pelo marido, Ricardo, o filho, Rick, o amigo, Catito Peres, que a carregaram, praticamente nos braços, e fizeram parar “o primeiro carro” para levá-la para casa com Ricardo e o filho.

Gisella, depois de uma sopinha de legumes e os carinhos da família, já está recuperada e, disciplinada, repousa, como recomendou o médico, que só poderá vê-la amanhã, pois está em Juiz de Fora, para onde foi repentinamente, para o velório de sua mãe.

Nossa querida Amaral promete, doravante, obedecer os conselhos médicos e não frequentar lugares fechados e movimentados com a imunidade tão baixa, após uma quimioterapia, como agora fez.

Ai, ai, ai, ai, ai, dona Gisella Amaral, você está proibida de nos pregar novos sustos!

Gisella iluminada Amaral deixou os amigos preocupados, mas Ricardo cuida

Usavam saias no carnaval e, na quinta-feira, todos voltavam a falar grosso e a levar esporro de mulher

Está engraçado sair nas ruas  do Rio e nos blocos do Rio neste carnaval. A gente conclui, entre divertida e embasbacada, que não foram os gays que resolveram sair do armário. O Brasil saiu do armário! Arrombou a porta, quebrou o trinco, destravou a trava, chutou o balde geral. O saiote de tule de bailarina virou traje obrigatório masculino. Pirata não usa mais perna de pau, vai de tutu. Índio não anda de tanga, veste saiote. Para cada Mickey, 100 deles vão de Minnie. E os anjinhos? As abelhinhas? As borboletas? Mulheres Maravilha? Com bigode, cavanhaque… Ah, que gracinhas! E não estou falando que todo mundo masculino virou a mão. Digo que voltou a ser moda o que era modismo comum nos primórdios do carnaval, no tempo do Zé Pereira, das batalhas de talco e de flores, do corso, da lança-perfume, dos saquinhos com confete e rolos de serpentina e de outras antiguidades carnavalescas, quando homem se fantasiar de mulher no carnaval era quase um uniforme.

Minnies e Mulher Maravilha, preferências dos foliões do Rio (Julio Cesar Guimaraes/UOL)

Funcionava praticamente como uma terapia. Naqueles três dias de Momo, todos estavam liberados para desmuchecar, falar fino, usar batom, sutian, peruca, rebolar, soltar a franga. Uma catarse generalizada do eu feminino reprimido por eles o ano inteiro. E muita cachaça, cuba libre, batida, cerveja, regando essa pajelança de gênero, com as roupas emprestadas da patroa, da irmã, da mãe, da tia, da amante. E na quinta-feira, depois da quarta-feira do porre, todos voltavam a falar grosso, coçar o saco, fazer xixi na tábua, a jogar toalha molhada no chão e a levar esporro de mulher. A vida retomava sua máscula normalidade.

 

Novela usa coaching de modo equivocado, alerta escola internacional

A novela das 9 da Rede Globo nos apresenta a novidade: a técnica de coaching é como uma mágica, que vai além da psicanálise e pode curar traumas profundos em apenas duas sessões, com a prática de hipnose, promovendo a regressão do paciente. Formidável. Vemos então uma competente e jovem advogada decifrar, em dois capítulos o mistério dos abusos sexuais em criança, pelo padrasto, que levaram a jovem esposa a ter aversão doentia ao sexo e às tartarugas. Está decretado o fim das longas terapias e a falências dos psicanalistas, psicólogos e correlatos. Pra quê? Muito melhor contratar uma advogada “coach”…

Minha animação, porém, foi cortada por esse comunicado que acabo de receber da assessoria do Erickson College e também em nome da International Coach Federation, alertando contra os equívocos cometidos pela novela no uso do coaching.

Leiam abaixo:

Para diretora do Erickson College, a televisão brasileira está desinformando as pessoas e estimulando busca por tratamentos equivocados

Uma das mais respeitadas escolas de formação em coaching do mundo, o Erickson College criticou o uso indevido do coaching em uma novela na televisão brasileira. Na trama, uma personagem que passa por uma situação de abuso sexual procura uma “coach” para tratar o seu problema. Ocorre que o coaching não é uma ferramenta indicada para tratamentos de traumas psicológicos como este.

A International Coach Federation (ICF), que representa especialistas do mundo todo, “define o coaching como uma “parceria entre profissional (coach) e cliente (coachee) em um processo criativo e instigante que inspira o cliente a maximizar seu potencial pessoal e profissional”.

A diretora do Erickson College no Brasil, Iaci Rios, alerta que, ao apontar o coaching como tratamento psicológico, a novela está desinformando o público e estimulando as pessoas a procurar profissionais que não estão habilitados a lidar com situações críticas de saúde mental.

“É muito triste ver um veículo de comunicação com tamanho impacto na população brasileira, como é ainda a TV, veiculando comportamentos incorretos”, diz Iaci Rios. “A novela está apresentando uma prática de coaching totalmente equivocada e antiética. Desrespeitando não só os profissionais sérios de coaching, mas os psicólogos e psicanalistas”, avalia a especialista, que também é psicóloga, além de formadora de coaches.

“Evidente que um caso de trauma e sofrimento psicológico como o retratado nesta novela não pode ser tratado por um coach, mas sim por um psicólogo preparado para isso ou um médico psiquiatra”, completa Iaci.

“Evidente também que não se pode ‘arrancar a verdade’ de uma pessoa sob efeito de hipnose e muito menos um coach pode usar a hipnose, ainda mais para situações desse tipo”, reage a diretora.

“Nós do Erickson College, em uníssono com a ICF (International Coach Federation) e com todos os coaches profissionais éticos e responsáveis, repudiamos essa tremenda desinformação”, conclui.

Iaci Rios acredita que os autores da novela também são vítimas do uso indiscriminado do termo coaching por pessoas que não têm a formação adequada para esta atividade. Atualmente, muitos profissionais se apresentam como “coaches” para oferecer os mais diversos tipos de serviço, que nada têm a ver com a prática desta atividade reconhecida pela ICF.

Por fim, a diretora do Erickson College entende que os autores da novela ainda têm a oportunidade de prestar um serviço educativo à população, mostrando quais são práticas corretas do coaching e qual o tratamento adequado para a situação de trauma psicológico vivida pela personagem.

Sobre o Erickson College

Fundado em 1980 no Canadá, o Erickson College International é hoje uma organização mundial de educação, que oferece programas de formação em coaching e desenvolvimento humano nos cinco continentes.

No Brasil, o Erickson College é representado pela IMR, dirigida por Iaci Rios, que tem mais de 30 anos de carreira em Gestão de Recursos Humanos e Coaching Executivo.

EEEEeeee… O campeão voltou, o campeão voltou, o campeão voltou…

Pode não ser o campeão em números da circulação muito menos em poderio econômico, mas sempre foi o campeão na formação de opinião junto a um público qualificado e bem informado. Campeão no prestígio da letra impressa para um leitorado exigente, que não se contenta com editoriais impositivos de ideias prontas, pasteurizadas, em que não há espaço para o debate, a dúvida, a controvérsia. É o nosso sempre Jornal do Brasil, o campeão da multiplicidade de ideias, da independência de pensamento, que volta a circular, nas bancas do Rio de Janeiro e por assinaturas, batendo pique também em outras capitais.

Campeão, porque não se tem notícia de outro veículo de imprensa que, mesmo extinto, seus antigos colaboradores ainda se encontram em reuniões calorosas, calibradas com afeto, para lembrar histórias da redação, compartilhar os antigos momentos divertidos do embate diário para fazer o jornal rodar redondo, íntegro. Um jornal feliz!

O Jornal do Brasil, um nome com título e de influência nacionais, tem cidadania carioca. Seu coração é um avião, como o do samba de Tom Jobim, alma que canta, braços abertos sobre a Guanabara, morrendo de saudades de seus leitores diários, de lhes contar do sol, do céu, do mar, da morena que vai balançar o corpo no traço de Ziraldo, e todos aterrissaremos juntos na Redação: Renato Maurício do Prado, falando de esporte; Jan Theophilo, no Informe JB; Gilberto Menezes Côrtes, o nosso Redator Chefe; Tereza Cruvinel, na Coluna do Castelo; Toninho Nascimento, o Editor de Esportes; Lenise Figueiredo, Correspondente na Europa; Rene Garcia Jr., na Economia; Carlos Negreiros, Chefia do Departamento Fotográfico, Romildo Guerrante, nome histórico do JB, editor de Cidade. Noves fora os que ainda discutem contrato.

No sábado, no Arena Leme Palace, houve a primeira reunião da equipe, com o Publisher, Omar Resende Peres, o Catito, proprietário do Jornal do Brasil, o Redator Chefe, Gilberto Menezes Cortes, e o Diretor Administrativo Financeiro, Antonio Carlos Mello Afonso.

Com clareza e simplicidade, Catito se apresentou aos que não o conheciam, falou de seu passado empresarial, de sua atuação no setor de mídia, com um jornal em Juiz de Fora e uma afiliada da Rede Globo, ambos projetos bem-sucedidos de que se desfez com lucro. Lembrou de sua passagem pela indústria naval, quando recuperou os estaleiros Mauá. Setor do qual preferiu se afastar devido à sua usual “relação promíscua com o Estado”.

Ao grande amor à cidade do Rio de Janeiro e à sua vocação tradicionalista, Catito atribui seu resgate, também muito bem-sucedido, de marcas fortes do Rio como as casas Fiorentina, Bar Lagoa, Hippopotamus.

Depois da reunião, seguimos todos a pé para almoço na Fiorentina, logo ao lado, em grande mesa em U. Nesta foto, na cabeceira, o Catito, cercado por  Marcelo Muller (TI), Antonio Carlos Mello Affonso (Diretor Administrativo), Romildo Guerrante (editor de Cidade), Evandro Guimarães, Catito, Flavinho Cavalcanti (Marketing), Hildeberto Aleluia (Conselho Consultivo), Jan Theophilo (colunista Informe JB).

O Jornal do Brasil era sonho antigo do empresário Omar Peres. O maior dos sonhos. Que enfim conseguiu concretizar. Ele define o JB como “a alma do carioca”, e de si, mineiro, ele diz que possui “alma de carioca”. Por isso, ao deixar Juiz de Fora, voltou a investir no Rio.

A campanha de marketing de lançamento do jornal já está formatada para ser deflagrada após o carnaval. E todo o Estado do Rio de Janeiro vai ouvir falar dele.

O novo Jornal do Brasil terá um Primeiro Caderno com um mínimo de 16 páginas e um Caderno B com 6 páginas, onde eu pretendo me soltar na página 3, com muita energia e fôlego, consciente de que o mundo mudou, o Rio mudou, mudaram o elenco, os cenários, as condições de vida e a atitude de quem se propõe a formar opinião.

Pronta para esse desafio que Gutenberg, o deus da prensa, mais uma vez me oferece. E com o imprescindível apoio de todos vocês, que sempre estiveram ao meu lado, em todas as ocasiões, nos momentos altos, baixos, baixinhos, altíssimos, medium size, extra size, enfim, com vocês eu conto e não abro! 😉

Fotos do José Peres – o Rei da Luz Perolada, que deixa a gente linda

Olha o novo JB aí, gente, pronto pra botar o bloco na rua a partir de 25 de feverê!

Estarei na Página 3 do B, de domingo a domingo

Gilberto Menezes Côrtes e Romildo Guerrante

Tereza Cruvinel e Jan Theophilo

René Garcia Jr, Mr. Economia

               Deborah Lannes, editora do site JB

Menezes Cortes, Antonio Braga, (Departamento Gráfico) e Carlos Negreiros

Com Lenise Figueiredo, nossa correspondente nos países europeus

Jan, Gilberto, Negreiros (Chefe da Fotografia) e  Antonio Braga (Departamento Gráfico)

Dilma Rousseff perdeu a faixa mas pode ganhar um ursinho carinhoso, e de ouro!

Dilma Rousseff perdeu a Faixa Presidencial, mas poderá levar pra casa o cobiçado “Urso de Ouro”. Retratando os bastidores de seu Impeachment, o filme “O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi selecionado para a mostra Panorama, do Festival de Berlim, um dos principais do mundo, de 15 a 25 de fevereiro, na Alemanha.

A diretora já confirmou a presença na exibição do longa, marcada para 21 de fevereiro, na Alemanha. Dilma Rousseff, ainda não se sabe se irá.

As possibilidades de premiação não são pequenas, Maria Augusta costuma levar todas as glórias, nas competições que disputa.

Com seu filme “Desi”, emplacou o mais importante prêmio do cinema holandês, o ‘Bezerro de Ouro’, e o Prêmio de Público no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã, considerado o Cannes do cinema não-ficcional.

Quatro anos depois, em 2004, “Justiça” recebeu 9 prêmios, entre eles o Grand Prix de melhor filme, no Festival Internacional de Cinema ‘Visions du Réel’, na Suiça; o Grand Prize no Festival Int. de Documentários de Taiwan; o La Vague d’Or de melhor filme, no Festival Internacional de Cinema de Bordeaux, França; o Prêmio da Anistia Internacional no CPH Dok – Festival Int. de Documentários de Copenhagen, e o Prêmio de Melhor Filme no Play-Doc – Festival Internacional de Documentários de Tui, Espanha.

Seu filme “Juízo”, de 2013, recebeu da crítica o Prêmio Melhor Filme, no DOK Leipzig – Festival Int. de Documentário na Alemanha e os Prêmios de Melhor Filme no One World Int. Documentary Festival, em Praga, e no Watch Docs Internarional. Film Festival, em Varsóvia.

“Morro dos Prazeres” abiscoitou os prêmios de melhor direção, melhor fotografia e melhor som no 46º Festival de Cinema de Brasília, em 2013.

No VIII Janela Internacional de Cinema de Recife, “Futuro Junho” mereceu o Prêmio de Melhor Filme, e no Festival de Cinema do Rio, o de Melhor Direção, em 2015.

Mesmo ano em que “Seca”, o sétimo longa da diretor, foi exibido na Competição Internacional do Festival Internacional ‘Visions du Reel’, na Suiça, e recebeu o ‘Merit Prize’ – Prêmio especial do Júri no Festival Internacional de Documentários de Taiwan.

Impeachment de Dilma vai representar o Brasil em Berlim

Mais do que um documentário sobre os bastidores do julgamento que culminou no impeachment de Dilma, em 31 de agosto de 2016, “O Processo” poderá se tornar um extraordinário instrumento político para informação à opinião pública internacional da profunda crise política que o Brasil atravessa e do colapso das instituições democráticas em nosso país. Os filmes de Maria Augusta Ramos costumam bater recorde de participação em festivais pelo mundo. Só o documentário “Justiça” foi exibido em mais de 50 festivais internacionais.

O longa é produzido por NoFoco Filmes, coproduzido por Canal Brasil e tem distribuição de Bretz Filmes.

https://www.berlinale.de/en/presse/pressemitteilungen/panorama/pan-presse-detail_41492.html