Nunca, antes, na História de Juiz de Fora…

Há quem jure que, apesar de todo o marketing do Museu Imperial de Petrópolis, o acervo mais importante daquele período no país se encontra em Minas, em Juiz de Fora, no Museu Mariano Procópio. Pois, semana que vem, teremos uma boa chance de conferir essa dúvida, comparecendo à exposição Doce França – Recortes da Vida Privada na Coleção do Museu Mariano Procópio…

Como está fechado há mais de dois anos para as obras de restauração paralisadas após a prisão do então prefeito da cidade (mas isso é outra história), o Mariano Procópio , pela primeira vez em seus 95 anos, fará a mostra em outro museu, o Murilo Mendes, da Universidade Federal de Juiz de Fora. Abre no dia 14, com presenças já confirmadas na noite de convidados da mecena das artes Ângela Gutierrez, de Maria Thereza e o presidente da Cemig, Djalma Moraes, de dom Antonio e dona Cristine de Orléans e Bragança, de dom Francisco de Orléans e Bragança, do cônsul-geral de França no Rio, Jean-Claude Moyret, e do novo adido cultural francês em Minas…

Sob a nova direção de Douglas Fasolato, o Museu Mariano Procópio também vai pela primeira vez exibir itens do acervo que estavam guardados em sua reserva técnica. Parte do que foi selecionado ornou o Palácio de São Cristovão e outra parte veio da coleção da Viscondessa de Cavalcanti, prima-irmã do instituidor do museu, o mecenas Alfredo Ferreira Lage, que legou tudo em 1936…

Não é apenas uma exposição para ser vista. Ela envolve uma abrangente programação cultural – concertos, mostra de cinema e tarde de poesia – e educativa, além de um curso de arte e simpósio com nomes importantes de museus e do mundo acadêmico. Coisa igual, Juiz de Fora nunca viu!…

Para realizar esse projeto, precisava mesmo de um diretor empreendedor e audacioso como Fasolato, com sua equipe dedicada, além de um poderoso trio de curadores formado pelas museólogas Heleny Pires de Castro, ex-CCBB, e Solange Godoy, ex-diretora do Museu Histórico Nacional,  e o arquiteto Luis Antonelli, que assina a museografia. Sem esquecer o catálogo de 128 peças, obra da designer Márcia Neves, da Codex. Ai, ai, ai, Minas Gerais, uai!…

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