LIZA MINELLI, UM PERSONAGEM CARIOCA DESDE OS 70’S

Quando, nos anos 70, lá por volta de 1973/74, Liza Minelli veio ao Rio de Janeiro – e isso significava Brasil – foi um Deus nos acuda! A filha cantora e atriz de Judy Garland se revelara naqueles anos ao mundo, através do cinema, era a queridinha do Planeta. Tipo uma cruza de Madonna com Lady Gaga à enésina potência, pois naquele tempo estrela era estrela e ponto. Ainda não havia esses iconoclastas de plantão dos dias de hoje, e a imprensa bem como os fãs só queriam adorar suas divas…

Liza era literalmente adorada. Ela tinha feito o filme Cabaret, encontrara seu look de cabelinho curto, que nunca mais abandonou, era a musa do costureiro Halston, aquele que consagrou o clean look, em oposição ao fantasy look de Yves Saint Laurent, e, se a Terra girava em torno de seu próprio eixo, também girava em torno de Liza Minelli

Liza de cara provou aos cariocas que era uma querida. Através de um músico brasileiro seu amigo em New York, um catarinense chamado Luís Henrique, enturmou-se com os músicos nossos, ficou amiga dos Dzi Croquettes, que conheceu quando se apresentavam num nightclub em Ipanema, na Aníbal de Mendonça, hospedou-se no Copa, foi ciceroneada pelo Oskar Ornstein, que a levou à loja da Zuzu Angel, abraçou a causa de Zuzu que buscava o corpo do filho Stuart (tratou de ensaiar com as camisetas do anjinho de Zuzu, a cada dia uma, sendo fotografada e televisionada sempre com elas – Liza era mesmo um barato!) e ficou amiga da Ana Maria Tornaghi...

Amizade que Ana soube muito bem cultivar e amigas são até hoje, como vemos. E a cada vez que La Minelli vem ao Rio é aquele acontecimento boêmio-musical em casa da Tornaghi, e Liza aquela mesma simplicidade dos anos 70, como aconteceu desta vez na Urca e aqui vemos nas fotos…

Liza Minelli é uma pessoa doce, encantadora, maravilhosa. Liza Minelli é uma grande artista. Liza Minelli tem uma grande alma. Liza, definitivamente, merece ser feliz…

E last but nost least Liza Minelli é a verdadeira musa internacional dos gays, Barbra Streisand que me perdoe! Pois Liza, diferente de Barbra, não é a musa gay distante, inatingível. Barbra é a musa dos gays Broadway. Liza é a dos gays boêmios, dos “gays cabaré”. Ela adora os gays, é parte da turma, mesmo sem ter histórico gay que se conheça. Liza é gay de alma! De pura alegria, como a própria palavra diz: gay

E que volte muitas vezes ao Rio, é tudo o que lhe pedimos!…

EFotos Vera Donato

6 ideias sobre “LIZA MINELLI, UM PERSONAGEM CARIOCA DESDE OS 70’S

  1. Se a Liza sabe cantar e encantar, você, querida Hilde, sabe como ninguém fazer uma história completa, emocionante – pela Zuzu – sempre deliciosa pelos fatos descritos, em poucas e brilhantes linhas.
    Antenor e eu estivemos no show da liza no Rio. Não podia ser diferente.
    Lembramo-nos de quando encontramos você e o Francis, naquele mesmo local no show do Pavarotti. Quantas saudades…
    Abraços para vocês, pelo Antenor e por mim.

  2. Todos os dias quando abro esse novo site da Hilde, encontro o fundo de tela com estas belas folhagens, dificultando a leitura do texto, ou seja, o problema é do meu PC ou a idéia é essa mesma “ser um fundo de tela” em toda a extensão do site? Se for dificulta muito, o fundo branco, com as letras pretas por cima é bem melhor!
    Fica a sugestão, se for o caso.
    Abraços!

  3. Hilde querida,
    acompanho você há tantos anos que nem consigo contar!!!
    Adorei seu novo site e desejo todo sucesso do mundo!
    E sobre a nota de Hebe, nós é quem perguntamos: onde estão com a cabeça os editores dos principais jornais do Brasil que não têm Hilde, a melhor colunista do mundo, em suas páginas??????
    Beijos carinhosos,
    Kika Gontijo

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