JOÃO PAULO CUNHA CONSAGRA O TERMO ‘MENTIRÃO’ CRIADO POR MIM E NÃO ME CHAMAM PRA FESTA!

Meus amores, colunista traquejado de guerra (mas velho e cansado jamais!) tem disso: muitos termos cunhados por ele que ninguém nem sabe.

Por exemplo: sabiam que “bombar” foi um termo pinçado nas ruas por essa colunista, ainda em seu nascedouro, jogado por ela na mídia (em minha coluna diária, então n’O Globo), e tão repetidamente que logo pegou feito rastilho de pólvora e veio pra ficar? Pois foi. Foi sim. Quem tem memória lembra.

Outro foi o “borbulhar”. Quando, em 1975, criei minha coluna Borbulhantes, em que as festas “borbulhavam”. As pessoas borbulhavam, as viagens, os romances, a vida. E não mais apenas o champagne. Aí vieram as variantes em colunas sociais pelo país inteiro: As Faiscantes, As Cintilantes e por aí foi….

Sabiam que Emergente, para designar uma Sociedade Emergente, um grupo social novo, pujante, rico, abonado e sem medo de ser feliz e gastador, foi invenção desta amiga de vocês? Pois foi. E inventei com barba, cabelo e bigode: até um elenco emergente apontei, liderado pela Vera Loyola, a musa da Barra. E logo vieram reportagens, novelas, livros sobre os Emergentes. O termo veio para ficar.

Além deles, outros houve, mas, agora, o meu filho caçula, que me enche de orgulho, é o Mentirão, para designar Mensalão, referindo-me à grande mentira pregada pelo delator Roberto Jefferson, segundo my point of view e de muitos outros que concordam comigo.

Pois vejam vocês: de acordo com O Globo de hoje, o termo lançado por esta colunista no último dia 30, durante o discurso que fiz na ABI, bombou ontem em São Paulo, repetido pelo deputado João Paulo Cunha em seu discurso no salão da Casa de Portugal, superlotado com parlamentares e nomes de esquerda, na festa dos 60 anos de militância do ex-deputado petista Ricardo Zarattini, um dos 15 presos políticos trocados em 1969 pelo embaixador americano sequestrado Charles Elbrick. 

Eu soube que, quando Cunha chamou o Mensalão de “Mentirão“, a galera foi à loucura, aplaudiu, vibrou. E eu que nem fui convidada pra essa festa! Vejam vocês o que é a injustiça contra o criador. ;-(

O Mentirão foi outro termo que pegou feito rastilho de pólvora. E desta vez nem precisou do empurrãozão da grande mídia. Bastou eu transcrever aqui o discurso que fiz no ato na ABI, salão super-hiper-lotado, que ele foi replicado por inúmeros blogs (e os primeiros a disponibizarem no ar foram os super acessados Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim, o Blog do Miro, o Viomundo – e assim foi feito bola de neve). A fala também está postada em vídeos no YouTube.

O termo Mentirão marcou o advento do manifesto pelo cancelamento do julgamento do Mensalão, digo, Mentirão.

9 ideias sobre “JOÃO PAULO CUNHA CONSAGRA O TERMO ‘MENTIRÃO’ CRIADO POR MIM E NÃO ME CHAMAM PRA FESTA!

    • Querido, não estou reclamando de não reconhecimento de autoria, pois disso eu dou conta direitinho. Sei fazer meu marketing pessoal hehehe. Só tô lamentando o não convite pra festa ;-(

  1. Hilde é por isso que já amanheço sedento pra ler sua coluna. Te amo porque nunca responde minhas perguntas. Te amo porque aprendo e passo adiante novos vocabulários criados por você. Te amo porque você é Hildegard Angel.

  2. Eu me lembro do “bombar” ! Você , como sempre, o máximo! Já escrevi aqui que acompanho suas colunas desde petita(mais ou menos) em Volta Redonda. Você cria e “nóis” copia! Bjs!

  3. Acredito que seja criação minha: o maior mentiroso (dirceus/cunhas/lulas/genoinos/hildes) é aquele que acredira na sua própria mentira. Publica. Como dizia seu amigo Clô: olhe para a camera da verdade. Rs!

  4. O seu blog é repleto de mentiras ditas por personagens diversos. Vc precisa respeitar o Supremo Tribunal Federal. Não caia no ridículo.

  5. Blogueira não tem o direito de brigar com os fatos irrefutáveis. Fica parecendo roupa com mofo. A roubalheira neste país é generalizada de A a Z. Não sobra ninguém.

    • Se a blogueira fosse sua empregada, pelo que noto não teria mesmo, assim como acontece com outros jornalistas empregados que vejo por aí, Mas a blogueira é leve, livre e solta para dar a opinião dela. E os fatos, no meu ponto de vista, não são irrefutáveis. Podemos discuti-los sob outras óticas como em qualquer democracia consolidada do mundo.

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