Defendendo os quixotinhos da Unifesp

O câmpus de Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo não tem prédio oficial, prometido desde 2007, quando foi inaugurado. A universidade usa salas de aula de uma escola municipal vizinha. Os alunos também não têm biblioteca, pois os 40 mil livros ainda não foram retirados das caixas. E o reitor se dá ao luxo de fazer uma pôse danada de indignado, reclamando do protesto da estudantada. Devia ele ficar é contente com a colaboração dada pelos estudantes com seu protesto contra a ausência de recursos e contra esses desmandos todos, considerando, naturalmente, que o problema é esse, e não o de uma administração ineficaz. Porém, o reitor da Unifesp, Walter Albertoni, cheio de moral, chegou a dizer que a polícia, cuja ação levou uma aluna a ser atendida no pronto-socorro, agiu “com critérios”. Coitados dos universitários de São Paulo! Parece que seus reitores todos têm no DNA o componente GR – Grandino Rodas – aquele que aplaude a repressão aos estudantes…

Agora, os estudantes foram soltos. Só lamento não ter estado lá para recebê-los com faixas na saída da prisão. Pois mesmo quando se excedem e perdem, por isso, a razão, os jovens, quando lutam por causas, têm mais razão do que os velhos. Pois lutam com idealismo. Não por eles, por seus umbigos. Lutam pelo coletivo, pelos ideais. E os velhos têm a antiga mania de pugnar por eles mesmos, suas conveniências…

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