Câmara dos Deputados declara, por unanimidade, Zuzu Angel Heroína da Pátria

Neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Câmara dos Deputados, com unanimidade, aprovou a inclusão do nome da costureira Zuzu Angel (que assim fazia questão de ser chamada) no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A criadora estilista, que revolucionou a moda brasileira com a proposta da identidade nacional em sua moda e, através de seus vestidos, fez denúncia internacional contra a ditadura, não só foi uma heroína da costura como também da maternidade, já que sacrificou sua vida na busca do corpo de seu filho, Stuart, torturado e morto pela ditadura. Zuzu desafiou, não se calou, prosseguiu corajosamente na sua luta, denunciando o arbítrio, apesar das perseguições e ameaças.

Tanto, recentemente, a Comissão da Verdade, quanto, em 1998, a Comissão dos Mortos e Desaparecidos confirmaram o assassinato de Zuzu Angel por agentes do Governo Brasileiro.

De autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o projeto de inclusão do nome de Zuzu Angel no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi colocado na pauta da Câmara junto a outros projetos que celebravam o Dia da Mulher. O projeto agora segue ao Senado Federal.

“Zuzu Angel foi além do luto pelo sumiço de Stuart e representou a luta pela liberdade durante a Ditadura. Seu nome representa tantas outras mães e mulheres que tiveram um parente morto ou desaparecido no Regime Militar. Sua história merece ser reverenciada”, disse Jandira.

No Dia da Mulher, a Câmara também aprovou projeto que proíbe o uso de algemas em presas grávidas durante o parto, projeto que garante o direito a acompanhamento e orientação às mães com relação à amamentação e a instituição do mês de agosto como Mês da Amamentação.

Zuzu, uma heroína costureira, uma criadora revolucionária

18 ideias sobre “Câmara dos Deputados declara, por unanimidade, Zuzu Angel Heroína da Pátria

  1. Brilhante, corajosa e determinada… assim viveu e lutou! Minha admiração e meus cumprimentos à família.

  2. Maravilha! Finalmente, antes tarde do que nunca, estão reconhecendo o que a guerreira Zuzu passou e sofreu. Aplaudo de pé a atitude de suas excelências. Parabéns, Hilde!!!

  3. Chega a ser surpreendente que uma Câmara que já abrigava, já há algum tempo atrás. cerca de “trezentos picaretas”, que foram somados aos cento e cinquenta trazidos à Brasilia pelo mega gangster Eduardo Cunha, tenha, uma vez na vida, uma atitude que vá de encontro aos valores do povo brasileiro e não de banqueiros agiotas, para variar. A luta contra o arbítrio daquela heroína “costureira” prossegue na bravura da ação da nossa querida blogueira Hildegard Angel e esse prêmio, por coincidência trágica, vem no momento em que o arbítrio retorna a assolar o país. Só que dessa vez o arbítrio vem vestido de togas em vez de fardas. Por falar em togas, a nossa anfitriã também merece uma homenagem por ter sido das primeiras a denunciar essa forma de arbítrio, que voltou a assombrar o Brasil em 2012. Quando o STF passou a atuar de forma arbitrária, distorcendo as regras e formas da Lei e do Direito para uma aplicação excepcional, que agora sabemos denominar-se de “Lawfare”, por ocasião do fraudulento julgamento da AP 470, que as quadrilhas midiáticas denominaram com o nome fantasia de “mensalão”. Nome referenciado em supostos fatos presentes na denúncia de um bandido, Roberto Jefferson, que sustentava que o partido no governo utilizava dinheiro público para comprar apoio de parlamentares em votações de matérias de seu interesse no Congresso Nacional. Era uma dupla mentira aceita como tese pelo PGR, de então, Antônio Fernando de Souza que, sobre essa farsa, construiu sua denúncia fraudulenta, prontamente recebida pelo STF e transformada na Ação Penal 470. Não houve compra de votos de parlamentares para a finalidade alegada e nem sequer nunca houve tampouco utilização de dinheiro público ou privado, que fosse, com aquele objetivo. Apesar de não existir o fundamento e a materialidade da denúncia, os principais quadros do partido declarado como inimigo público foram todos condenados a penas gravíssimas e continuam a ser condenados e penalizados até hoje pela utilização do mesmo recurso de distorção das regras do Direito em ferramenta de “Lawfare”. A homenagem à valente Colunista Hildegard Angel justifica-se pela sua coragem de afrontar o poder dominante das quadrilhas controladoras de empresas de comunicação no país, trocando o nome dado ao julgamento farsesco do “mensalão”, que passou a ser chamado de MENTIRÃO, em denominação cunhada por ela que, então, nesse ato, é merecedora de dupla homenagem.

  4. Zuzu Angel merece. Mulher coragem. Heroina como muitas mulheres que lutaram pelo reconhecimento das mortes de seus entes na brutal ditadura brasileira.

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  6. Esta heroina jamais deve ser esquecida. Pena que esta homenagem tenha que ser pelas maos destes golpistas, mercenarios e salafrários. Desculpem Jandira Lindenberger outros poucos mais que escapam daquela corja. O que aconteceu com ela foi o que aconteceu com muitas outras mães daquela época. A projeçao social que ela tinha fez com que ela fosse assassinada por querer saber do.paradeiro de seu filho. Que mae nao.quer chorar em cima do corpo de seu filho. Este foi o pecado dela. O pior e que tem gente que tem coragem de pedir a volta da ditadura. Se e que ja nao voltou. A Morolandia e arepublica dos bananas está ai, cada vez arrochando mais, cada vez tirando mais direitos.

  7. Nada mais justo, visto que tudo que se falar ou elogiar sobre a vida de Zuzu Angel, será pouco, comparado com sua coragem e determinação na busca da verdade

  8. Toda homenagem a Zuzu será pequena diante da grandeza de seu caráter e de sua coragem. Viva Zuzu!!! Parabéns, Hilde!

  9. Hilde, Vitória!
    Solte esse choro preso em seu peito por tantas décadas! Solte, porque você conseguiu honrar o Stuart e a Zuzu! Não há causa mais importante para uma mãe do que honrar a vida e a morte de um filho. E não há causa mais importante para um filho do que honrar o nome de sua mãe. Se hoje a Pátria reconhece Zuzu como a heroína que foi – e que todo o povo já sabia – foi por mérito seu, que, mais do que ninguém, conheceu a dor de uma mãe que não teve o direito de velar o corpo de seu filho. Ao dar prosseguimento à luta de Zuzu, Hilde, você conseguiu honrar o Stuart e sua Mãe ao mesmo tempo; você conseguiu juntar novamente aquele núcleo familiar que a tirania interrompeu. Eu imagino como a Elke está feliz, te abraçando agora, com a Zuzu e o Stuart, por toda a sua luta de Vitória! Se você prestar bem atenção ao que está acontecendo dentro de sua cabeça e do seu coração, talvez consiga ouvir o que estão assoprando em seu ouvido: “Hildinha, se nós somos os seus heróis, você é a nossa heroína!”. Mil vezes parabéns!

    • Obrigada, Jorge, quanta coisa bonita você disse sobre a minha mãe. Quanto a mim, foram muito além do que eu mereço. Meu abraço 😉

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