As degustações movimentam a cidade

Ontem foi o dia do vinho. Duas degustações movimentaram os negociantes e amantes dos vinhos, com muito trabalho e correria para conhecer as novidades que chegam ao mercado brasileiro…

No Hotel Sheraton, em São Conrado, foram apresentados, pelo enólogo Marcelo Copello, os vinhos espanhóis da região de Toro, província de Zamora, na fronteira com Portugal

Presentes, vinícolas que pela primeira vez chegam ao Brasil para apresentar seus vinhos e suas propriedades. Algumas delas dispondo de restaurantes e, às vezes, até de pousadas…

A Vinícola Monte la Reina é daquelas que também investem no enoturismo, um must atual, cuja principal atração consiste nas visitas às caves guiadas por um enólogo, que atende aos grupos nas degustações, explicando cada detalhe aos visitantes, do início da produção ao produto final. Além dos tintos, a Monte de La Reina tem um vinho branco, Castillo de Monte de La Reina Verdejo, fermentado em barrica 2007, muito apreciado por Copello…

Outra bodega da região belíssima é Piedra, próxima ao Rio Douro, que apresentou seu vinho Pedra Platino Seleccion 2004, um dos destaques da seleção apresentada. Trata-se de uma região produtora espanhola muito importante, porém quase desconhecida no Brasil, em cujo mercado consumidor está de olho, já que é um dos que mais crescem atualmente no mundo…

Os produtores da Denominação de Origem Toro visitaram, em grupo, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, e partem levando bons negócios em sua bagagem de retorno…

Enquanto isso, em Botafogo, na Churrascaria Fogo de Chão, foi a vez de os portugueses apresentarem seus vinhos das províncias do Alentejo e do Douro, mundialmente consagrados…

A empresa familiar Roquette lá estava representada pelos três irmãos, José, João e Jorge. Há 30 anos no Brasil, João importa os vinhos, os portos e os azeites da família, que possui, no Alentejo, a Herdade do Esporão, e, no Douro, a Quinta do Crasto, comandada pelo irmão, Jorge Roquette

Um dos nomes chave no processo do refinamento da imagem do vinho português contemporâneo é o australiano David Baverstock. Ele foi a Portugal fazer turismo, ficou por lá, casou-se e hoje é o enólogo responsável pela Herdade do Esporão. Diz a lenda que os bons vinhos e azeites portugueses, quando degustados, inebriam os sentidos e despertam doces lembranças das terras lusitanas…

No momento em que se discute, em nosso Congresso Nacional, o aumento da aliquota da importação dos vinhos de 27% para 55% , o Brasil ainda é o destino de ouro para as vinícolas européias. “O aumento de impostos na importação é um tiro no pé dos produtores nacionais, que, em vez de pedir mais subsídios e diminuição dos impostos para os produtores, estão nesse lobby de aumento de imposto de importação. Para os produtores europeus isso não vai mudar nada, o Brasil é um dos países em que o consumo de vinho mais cresce no mundo anualmente. Se for para aumentar os impostos, que aumentem os dos países concorrentes do Brasil, como o Chile e a Argentina”, falou João Roquette, um dos maiores importadores de vinhos do Brasil.

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Beatriz Fernandes… Diego Pinedo… Virgínia de la Calle…
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Os vinhos de Toro… Carolina Inaraja… Ramon Ramos… Pedro Martinez…
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Catarina Madra… Inmacullada Canibano… Nicola Thornton…
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Os vários vinhos apresentados no Sheraton… Sergio Peltier de Queiroz e o enólogo Marcelo Copello…
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David Baverstock… Henry Araujo e João Roquette… Thomas Roquette…

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Carlos Vieira, Ronan Aprazivel, Luciana e Rafael Zanon…

Fotos de Sebastião Marinho

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