Apuração já, para a morte do cirurgião plástico!

Chama-se Club 117, na Rua Candido Mendes, na Glória, o local onde morreu o talentoso médico Eduardo Ramalho, cirurgião plástico de famosos, como Vera Gimenez. Trata-se de um bar/club/restaurante/sauna, um local muito charmoso, aliás, conforme pude conferir no link http://www.netgay.com.br/saunas/clubfoto.htm

Esta é uma morte para ser apurada, e não para ser ignorada, como quase sempre acontece quando envolve o mundo gay. Muitas vezes, são de fato crimes, jamais apurados, devido ao preconceito dos próprios familiares da pessoa morta ou de seus amigos homossexuais, que consideram a situação “degradante”, como já ouvi hoje. Não é degradante, não! A escolha sexual não degrada ninguém. É da natureza de cada um. O que degrada é o silêncio, são os preconceitos, é a omissão deliberada. O que eleva é a transparência, é a apuração dos fatos, é a coragem de assumir, francamente, suas preferências. Esta é a minha opinião. Que pode não ser a sua opinião, pode não ser a “melhor” opinião, mas é a minha!…

A morte do dr. Eduardo Ramalho faz-me lembrar a morte, anos atrás, do médico, também cirurgião plástico, Teobaldo Vianna Filho, em seu apartamento, junto com seu companheiro, Antonio Carlos, da maneira mais cruel e torpe. Crimes jamais solucionados e, ao que parece, não houve grande empenho para que o fossem, também pelos preconceituosos motivos dos quais falei acima. Vamos acabar com isso! Vamos rasgar a fantasia! Qualquer crime deve ser apurado, o homossexual não é cidadão de segunda classe, como na maioria das vezes se quer fazer parecer…

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