Acabo de falar com o vice-presidente José Alencar no Jaburu

Acabei de ter uma longa conversa ao telefone com José Alencar Gomes da Silva. E não tem jeito: todas as vezes em que falo com nosso vice-presidente da República, eu me comovo e impressiono com sua firmeza de convicções, sua preocupação social, sua simplicidade e, sobretudo, sua bravura no enfrentamento dos percalços. Qualquer um que seja…

José Alencar, que estava em casa, no Jaburu, chegando do hospital, passa por mais um tratamento quimioterápico penoso, que ele chamou de “tratamento da pesada”. Consiste num medicamento venoso por cinco dias ininterruptos e, depois, três semanas via oral. Hoje foi o segundo dia do remédio na veia e, amanhã, depois do exame de sangue, os médicos vão testar a possibilidade da associação do venoso com o oral…

Mas não há padecimento que tire desse mineiro de Muriaé o ânimo político. Sua Mariza havia me contado, antes de passar o telefone, como foi sacrificada para ele a ida a Belo Horizonte, seguindo numa carreata de quatro horas de apoio a Dilma, mesmo fraco e com as pernas inchadas, escalando um caminhão, de onde fez seu discurso e foi aclamado. “À noite, em casa, tive pena de suas pernas tão inchadas”, ela me disse…

Porém, quando lhe perguntei pela carreata de sábado passado, em Belo Horizonte, ele foi de um vigor só. Vejam: “Foi um sucesso! Dilma foi recebida com muito carinho, muito entusiasmo, pela cidade toda. Uma coisa mesmo de impressionar. Todas as pessoas queriam abraçá-la, pediam autógrafos, coisa nunca vista. Primeiro, andamos de jeep pela cidade toda. Paramos na Praça 7 e tinha uma multidão. A Av. Afonso Pena e as ruas que saem de lá, todas cheias de gente. Depois, houve o comício, eu subi no caminhão até a metade e fiz discurso. Eles subiram e continuaram”…

E prosseguiu, falante, descrevendo as emoções daquele dia: “Fiquei muito satisfeito porque Dilma foi recebida com vibração, carinho, alegria, amor, respeito, tudo de bom”. Lembro a ele que, depois de sua participação na carreata junto a Dilma, o Sensus fez uma pesquisa dando a ela uma vantagem de 15 a 18 pontos, em Minas Gerais. Modesto, ele procura se afastar do mérito (missão impossível) e prossegue: “Não tenho dúvidas de que em Minas as coisas vão bem, e isso também graças a ela, que, além de ser mineira, passou por momentos difíceis em sua época de jovem e mostrou firmeza. No campo social, não lhe falta a sensibilidade aguda, porque isso assisto na prática do governo durante todo o tempo. Além disso, ela tem condições muito boas no campo econômico, pois mais do que ser economista ela é inteligente”…

Sem eu precisar fazer esforço, José Alencar transformou a conversa em mais uma excelente entrevista, como só ele para dar. Contou-me do presidente Lula: ”O que me agradou muito em Minas foi a aprovação doLula. Ele ficou muito satisfeito com o que viu em Minas, ficou impressionado, gostou demais. E me falou isso várias vezes. Ele merece”…

O “merece” não diz respeito apenas ao merecimento de Lula do grande empenho de seu vice junto à candidata. Alencar também se refere ao povo: “As pessoas no Brasil estão demonstrando, também, gratidão em relação ao Lula. E é preciso porque, afinal de contas, ninguém esperava que ele levasse a essa culminância o nome do Brasil. Ninguém esperava que um simples torneiro mecânico levasse o país a ser respeitado noExtremo Oriente, na Europa Ocidental, nas Américas, na África, em toda parte que se vai. Os brasileiros têm que demonstrar esse apreço e essa gratidão. E Dilma o ajudou de maneira brilhante. Nós, que estamos participando, sabemos”…

No meu próximo post, vocês vão saber o que o vice-presidente do Brasil achou do desempenho de Dilma Rousseff no primeiro turno e o que combinou com ela, em caso de vitória…

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