A procissão dos Mil Barcos no Tâmisa, celebrando o Jubileu de Diamante da Rainha!

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A rainha há 60 anos dos britânicos, Elizabeth II, a duquesa da Cornualha e Kate, a duquesa de Cambridge

Assistindo pela BBC à transmissão, hoje à tarde, da cerimônia dos 60 anos da coroação da Rainha Elizabeth II a bordo do Spirit of Chartwell. Serão quatro dias de festas em comemoração pelo Jubileu de Diamante. A então apenas a rainha Vitória, que reinou de 1837 até 1901, quando morreu, havia celebrado 60 anos de reinado.

A abertura dessa festa é com uma procissão de barcos no Rio Tâmisa, que desde a época dos romanos é usada pelos reis como cenário para demonstrações de poder.

Ao longo das margens do rio “membros da família real” estão na multidão! São os súditos usando máscaras e acenando bandeirinhas da Grã Bretanha… risos…

Depois de uma longa e excitante espera, chega o carro com a rainha e o duque Edimburgo. Ela toda de branco, com vestido e sobre ele o casaco “redingote”. Com chapéu na mesma cor. Bolsa e sapatos pretos. A bolsa está aberta! Ela passa em guarda os mais antigos militares do país, alguns em cadeira de rodas, com uniforme vermelho de honra. O príncipe Charles e sua duquesa de Cornualha, vestida em cor de pérola, chapéu idem, a recebem ao fim da passagem da guarda. O duque de Edimburgo com traje de almirante da frota.

A rainha é saudada pelos arautos à entrada da lancha do seu antigo iate Britannia, em que vai navegar um quilômetro até o barco, onde já a espera a família e a nobreza, entre outros o neto, príncipe William e a mulher, Kate Middleton, toda de vermelho, vestido e chapéu.

O trem a vapor na ponte apita e parte. A multidão vibra.

Enquanto a lancha do antigo iate Britannia faz o percurso de um quilômetro com a rainha a bordom os apresentadores da BBC contam a história do antigo barco real, já desativado, que já esteve aqui no Rio de Janeiro em 1968, parou de navegar em 1997, e que dizem foi o único lar em que a rainha pode escolher a decoração. Era um lar flutuante e não um palácio, com 220 empregados vestidos a rigor.

O Britannia permanece nas docas de Leeks perto de Edimburgo e era o verdadeiro lar da rainha e seu duque. “Estou a 20 mil quilômetros de Londres e esta é a minha casa”, teria dito certa vez a rainha. A cerimônia de despedida do iate foi com os tocadores de fole, que seguiram para isso de Balmoral, tocando “Cathedral” e as lágrimas rolando da face da rainha.

A barcaça Spirit of Chartwell está toda florida como um jardim. São 10 mil flores!

Vemos a rainha e o duque chegarem na lancha do Britannia. Acenam.

A rainha vai embarcar na barcaça Spirit of Chartwell, que tem 67 metros de comprimento, atinge 12 nós de velocidade, toda com cortinas vermelhas, decorada com flores e plantas, veludos vermelhos nas laterais, em cortinados enfeitados com medalhões dourados, e por sorte não há chuva, vão poder sentar no deck do barco, onde há detalhes dourados lindíssimos, esculturas douradas magníficas na proa, feitas pelos melhores artífices britânicos. Galhardetes no deck com flâmulas vermelhas esvoaçantes.

A rainha e o duque estão a bordo, recebidos por Adrian Evans, mestre de cerimônias. Tronos de veludo vermelho os esperam.

O Tâmisa vive um grande dia, com suas margens tomadas por uma enorme multidão.

Agora vemos a imensa procissão de barcos com seus remadores exibindo-se diante da barcaça da rainha que acena. Que belo espetáculo. Cada barca com sua equipe de remadores em suas diferentes fardas e uniformes coloridos. São mil barcos, uma visão inesquecível, no Jubileu de Diamante da Rainha…

Com essa procissão e esses barcos, voltamos alguns séculos ao passado, quando não havia motores, e os barcos eram movidos apenas a musculosos remadores…

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