A GRANDE PERDEDORA COM A AUSÊNCIA DE PIOVANI NA NOITE DO EMMY NÃO FOI A LUANA, FOI A PRÓPRIA REDE GLOBO!

Desde a noite do Emmy estava atravessada em meu pescoço a ausência da Luana Piovani no palco do Hotel Hilton, em Nova York, para receber o troféu como A mulher invisível! Como é que pode? Como é que a Rede Globo comeu essa mosca?…

Em vez da atriz translumbrante, a emissora mandou, para uma noite de tapetes vermelhos, paparazzi, cada sorriso um flash, para uma festa de caudas de vestidos arrastando e das atrizes posando de lado exibindo as lordoses, a Globo enviou um bando de carinhas talentosos e simpáticos, barbudos, cabeludos, bigodudos, cavanhacudos, porém desprovidos de glamour e ainda por cima com uns lapelões de “tuxedo” que nem conto!…

Como é que a Globo, que investe forte em seu elenco, no melhor elenco da América Latina, deixa de enviar a mulher mais linda entre as mais lindas que estavam naquela festa, naquela noite, naquela entrega de prêmios televisionada para o mundo inteiro?!!!…

Na celebração da grande constelação das estrelas mundiais da TV, a Globo nega fogo e não manda a protagonista da série A mulher invisível, que está disputando prêmio? E não me digam que o grupo não estava levando fé ou que estava fazendo contenção de custos, pois senão não teria mandado o diretor Claudio Torres e o roteirista Mauro Wilson. Enviava um representante local para receber a estatueta da mulherzinha dourada segurando o globo e tamos conversados…

No dia seguinte, lendo a @sigapiovani (Luana) no Twitter, fiquei sabendo por ela mesma: “Não fui convidada para ir. E olha que eu pedi, disse que tinha casa, vestido e inglês, que iria arrasar no ‘red carpet’. Babau. Ninguém me convidou. Ganhamos…é isso! Parabéns a todos do meu amado (seriado) Mulher Invisível”…

Vejam bem: ela só pedia a passagem. O resto seria 0800 para a emissora. E não toparam…

Piovani disse mais: “Orgulhosa e saudosa da Amanda (a personagem). Magoei que não me levaram. Eu pedi….”…

As razões que levam a esse tipo de, digamos, erro empresarial são, não obrigatoriamente e não necessariamente nessa ordem: 1- as decisões equivocadas, 2 – a fogueira de vaidades, 3 – as implicâncias gratuitas (ou não, mas os interesses da empresa nada têm a ver com isso), 4 – os desmancha prazeres de plantão, 5 – os invejosos…

Uma pausa para lembrar e/ou alertar a eles que, na Divina comédia, Dante condenou os invejosos a passarem a enternidade, em seu círculo de fogo, portando uma capa de chumbo e mantendo os olhos permanentemente abertos, sentenciados a verem para sempre o sucesso e as realizações dos outros e a carregarem o peso da própria inveja…

A inveja é uma doença. No Brasil, a inveja é uma doença mais letal, porque até em empresas poderosas, bem sucedidas, importantes, a mediocridade e as intrigas muitas vezes se sobrepõem aos méritos. E a Globo não é a única. É um fato brasileiro. Por isso, tanto se diz que o olho do dono engorda o gado. Tem que olhar de perto, muito de pertinho, com olhar diligente, consciente. Olhar de entendedor. Para não pagar micos como esses. Que não são micos, são prejuízos certos. E, pra quem não é dono, vale mais a satisfação de seus próprios recalques do que o lucro ou o preju…

Não estou afirmando que tenha havido este componente neste específico “episódio Emmy”. Mas ele existe em tantos e tantos e é sempre cruel e demolidor. Não custa estar atento…

A Rede Globo, representante do star system brasileiro, perdeu a oportunidade de ter uma fabulosa mídia gratuita mundial, com Luana Piovani e Selton Mello juntos, maravilhosos, absolutos, glamurosos, fotografados, televisionados no palco do Prêmio Emmy Internacional, ao lado do genial diretor Claudio Torres (também roteirista do seriado e autor do texto original do filme) e do co-roteirista Mauro Wilson. O Grupo Globo mostraria qualidade e competência…

E que as chamas da vaidade e da inveja ardam sim, mas apenas no inferno… de Dante

Luana Piovani deveria ter ido a Nova York. Sem ela não haveria estatueta do Emmy Internacional, ah, não haveria não. Perdeu o seriado, o prêmio e o Star System global a chance de exibir a translumbrante Luana no Red Carpet. Mico!

OPINIÃO

Depois do Furacão Sandy, de tão má memória, ficou difícil fazer qualquer comparação bacana usando como imagem o furacão. Contudo, também é difícil imaginar imagem feminina na telona (e na telinha) mais avassaladora do que a de Luana Piovani no seriado A mulher invisível, que acaba de passar como um tremendo pé de vento pela entrega do Emmy, trazendo uma estatueta para a Rede Globo.

Quando assisti ao filme de Claudio Torres, escrevi a respeito e disse que Luana era, no Brasil, a nossa única estrela hollywoodiana completa e acabada. Sua parceria com o grande ator Selton Mello foi de total integração, liga absoluta. Na vida real, de mulheres visíveis, Piovani é “a mulher invisível” escarrada e escrita.

Desaforada, atrevida, provocadora, prepotente, implacável, engraçada, imprevisível, talvez por isso eu não consiga ver outra, senão ela mesma, interpretando a personagem.

Com os meus entusiásticos aplausos ao Claudio Torres, por seu belo trabalho de direção, no cinema e na TV, pela ótima história e também pela sua sensibilidade para escalar seus protagonistas, pois, sem o humor do Selton e sem Luana Piovani bem visível na telinha de A mulher invisível, acho que não tinha Emmy, não!

8 ideias sobre “A GRANDE PERDEDORA COM A AUSÊNCIA DE PIOVANI NA NOITE DO EMMY NÃO FOI A LUANA, FOI A PRÓPRIA REDE GLOBO!

  1. Minha querida Hilde, que entusiasmo pela Luana Piovani, claro que ela é bonita, mas claro tb que existem outras artistas muito melhores do que a citada, nesse caso , alguma coisa realmente deve ter acontecido, algum deslize ou mal entendido no passado entre a atriz e a direção da empresa, que não ficou bem esclarecido, talvez, mas salta aos olhos sua admiração pela moça,algum parentesco?

    • Mera observação de jornalista, que percebeu o potencial da artista, que é relegado a segundo plano pela Rede Globo, muito devido à sua personalidade peculiar, acredito.

      Quando a vi na tela, em A mulher invisível (no cinema, você viu?), em que Claudio Torres explorou com seu olhar de diretor sensível, todo o potencial de beleza da atriz, percebi que Luana é nossa única hollywoodiana. E ela atua também muito bem.

      Claudio fez por ela, com sua lente, o que Domingos de Oliveira fez por Leila Diniz em Todas as mulheres do mundo. E Leila era uma mulher sexy, porém não era uma mulher bela, no sentido clássico da beleza.

      E a Globo percebeu, tanto que a reintegrou ao seu elenco, com casca e tudo, mesmo Luana não sendo dócil nem vaca de presépio, como costuma ser a regra para se manter no sucesso.

      Temos outras lindas, lindíssimas atrizes. Massafera, Alinne, Juliana e outras. Mas nessa personagem Amanda em particular, não vejo outra, assim como o Claudio não deve ter visto. Nem a Globo. Tanto que ela foi mantida, na passagem da obra do cinema para a TV.

      E já que foi mantida, não cabe o boicote, não a levando para a festa do Emmy.

      Não, não sou parente. Sou conhecida. Nem posso dizer amiga. Tenho muitas atrizes amigas, boas amigas, Luana é uma relação cordial. Gosto de seu jeito de assumir o que diz e o que é. Tenho simpatia por ela e uma grande torcida.

      Não acho correto, por exemplo, que ela leve uma nota zero da coluna de TV do Globo por causa de uma participação no Faustão. Até porque ela não merecia. Nem que ator algum leve, acho que o artista em geral é parte fraca, não devia levar nota zero nunca.

      Ninguém deve ser penalizado por ser legítimo ou por ser e pensar diferente.

      Dou força a ela por livre recreação.

      Nem sei se ela vai ler esse post.

    • Bom dia Hilde querida ,Debora Falabela, nossa mineirinha, também brilhou no seriado ao lado de Luana.

      • Concordo, Nícia, Débora também brilhou no seriado. Eu não a mencionei porque a personagem de Débora não é a protagonista feminina, enquanto Luana interpretou o papel-título. Ambas são ótimas atrizes.

  2. Mas esta é só uma das várias, muitas, diversas esquisitices da Globo.A principal, acho, é a resiliência em dar dinamismo à dramaturgia, que é lenta e repetitiva – o fenômeno Avenida Brasil foi singular – e renovação conceitual a seus programas tendo nesse caso o Faustão como principal alvo.O outrora carismático animador é hoje um bilionário entediado, que ‘interpreta’ todos os domingos um suburbano bonachão…….

  3. Perfeita a definição para o Faustão. É impossível que ele como homem inteligente ache graça no próprio programa.

  4. Parabéns ao Selton, a Debóra, mas a mulher invisível a qual a série se referia é a Luana, nada mais justo que ela fosse representar o seriado; Também achei injusto, deve ter existido algo que não soubemos e talvez jamais saberemos. É uma pena.

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