Melania reage às grosserias de Trump e se recusa a lhe dar a mão em Israel

Na chegada a Israel, tapete vermelho, grande recepção, o primeiro casal de Israel caminha de mãos dadas no cortejo com o primeiro casal americano e, talvez querendo aparentar a mesma harmonia, Trump estende a mão dele para Melania, que a rechaça e ainda lhe dá um tapa, mantendo seu passo firme, marcial.
 
O casal dá indícios de não ir bem faz tempo. Desde a posse, quando ele desceu do carro deixando-a para trás, e o mesmo fez quando entrou Casa Branca adentro, sem esperar por ela. Melania também foi flagrada fazendo cara feia para o marido algumas vezes. Sem esquecer que moram separados. Ele em Washington, ela em New York, New York.
 
Lembrando que Trump praticamente deu o cargo de primeira dama para sua filha, Ivanka, ignorando a mulher, grosseria sem precedentes com uma first lady americana, deixando explícito que Melania só serve para acompanhá-lo oficialmente em viagens internacionais.
Melania Trump, aos poucos, demonstra que tem personalidade e não gosta de ser ignorada nem mal tratada. Nesse passo, acabará angariando a simpatia de todo o eleitorado feminino americano, que é super unido e solidário.
 
Vejam aqui:

 
ABAIXO O VIDEO COMPLETO:

Histórias de vida e de simpatias do melhor mineiro do mundo…

Rio de Janeiro fora de seu estado natural, chuva fina, tempo friorento, e a mineirada toda lá na Fiorentina do Catito, na fuzarca, celebrando “O melhor mineiro do mundo”, título da biografia de José Aparecido de Oliveira, autografada por seu organizador, Petrônio Souza Gonçalves, e pelo filho do Zé, José Fernando de Oliveira, prefeito de Conceição do Mato Dentro, em Minas Gerais. O livro é uma compilação de fotos, documentos, causos e textos de amigos históricos de José Aparecido, entre eles, Oscar Niemeyer, Ziraldo, Mauro Santayana, Angelo Oswaldo, José Augusto Ribeiro,  Sebastião Nery, Aristóteles Drummond, Paulo Casé, Wilson Figueiredo.

Vera Niemeyer representava Oscar, Sebastião Nery convidou e foi, Ziraldo fez o mesmo. Humberto Motta veio me lembrar da amizade de Zé Aparecido e minha mãe. Tonico Pereira ficou do início ao fim. O novo ABL, Geraldinho Carneiro, filho de mineiro histórico, Geraldo Carneiro, assim ó, com Zé Aparecido.

Um cinegrafista, da equipe do Ribas, filmava depoimentos sobre José Aparecido para um documentário que está sendo produzido sobre ele. Os amigos faziam relatos de fatos políticos, histórias de vida e simpatias do melhor mineiro do mundo.

Tonico Pereira, Ziraldo e Geraldinho Carneiro

Petrônio Gonçalves, Fernanda Montenegro, José Fernando de Oliveira e a primeira-dama, Rosara de Oliveira, de Conceição do Mato Dentro

Petrônio Gonçalves e Sebastião Nery

Petrônio, Cecília, Ziraldo, Luiz Fernando, Geraldinho, Catito

Nestor Rocha, Liliana Rodriguez, e os irmãos Jose Fernando e Maria Cecília Oliveira

O prefeito José Fernando Oliveira e Catito Peres

Beija mão à mineira: José Fernando Oliveira e Hilde

Beija mão à mineira: Fernanda Montenegro e José Fernando

Tonico Pereira e Marina Salomão

André D’Ávila com o pai, Roberto D’Ávila, Vera Niemeyer, viúva do Oscar, José Fernando de Oliveira, filho de José Aparecido e Leonor

Chico e Eliana Caruso

Hilde Angel e o autor da biografia, Petrônio

Fotos Marcelo Borgongino

Afunda o Titanic. Em que ponto do Paranoá vai parar a safira azul?

Michel Temer falou em rede nacional hoje. Mas sua situação permanece muito complicada. Insustentável. Neste cenário, ele deverá se manter, em equilíbrio delicado, escutando o derradeiro concerto de violinos do Titanic, até 6 de junho, data do julgamento, pelo TSE, da Chapa Dima-Temer. Então, o Transatlântico Temer deverá sossobrar de vez, levando junto os últimos que lhe forem fiéis (alguns já embarcam nos botes de salvação, com Roberto Freire na proa).

Resta saber em que ponto do Lago Paranoá será atirado o colar de brilhantes com a imensa safira azul, do filme do Leo di Caprio. Meninas, preparem os escafandros, que eu já estou ariando o meu!

A espetacular safira azul do Titanic

 

Embarcando com Francesca, no Trem Bala ou no Orient Express

Quem cria moda, trabalha com moda, vive moda, não tem idade, pois todo o tempo se renova, renova-se com a moda.

Para acompanhar o ritmo veloz da criatividade dessa tribo esquisita, que, cada vez com maior pressa, transforma aquilo que nos cobre, veste, reveste, a cabeça do consumidor tem que ir no mesmo pique. Alguns conseguem, outros preferem se manter tradicionais.

Porém, sabido mesmo é aquele criador cuja mente corre em dois trilhos, servindo a todos. Aquele criador que desliza na velocidade do Trem Bala Maglev, a 603 km/h, em levitação magnética, o que faz a Francesca Romana Diana, quando lança uma linha de bijuterias em grafites de arte urbana; e aquele criador que também desliza, luxuoso e clássico como um Orient Express, trem mais famoso do mundo, com seu bar revestido em boiserie e lençóis de linho nas cabines leito, o que Francesca também faz, reapresentando à sua respeitável clientela as raras peças vintage do seu acervo.

E para quem for viajar, quer no Trem Bala, quer no Orient Express, vem aí a linha de valises para viagem da Francesca, elegante para todos os gostos, gêneros, idades, cabeças…

Francesca Romana recebendo o top das clientes para almoço em casa e exposição

Fotos de Hildegard Angel

Para quem curte arte em sua melhor forma: a expo de Lilian Pacce: Yés, nós temos biquíni!

Se havia ainda algum resquício de preconceito quanto a moda ser arte, arte ser moda, ou as  duas coisas ao mesmo tempo, ou vice versa ao contrário, toda e qualquer dúvida se dissipará depois de uma visita à mostra Yés! Nós Temos Biquíni, que ontem abriu portas e várias salas, no CCBB.

Com a curadoria da jornalista especializada em moda, Lilian Pacce, a exposição transcende o mero relato do advento daquele traje, há 70 anos, e nos faz, logo de cara mergulhar num passado glamouroso, de maiôs dourados, peitos empinados, mulheres pudicas encobrindo “monte de vênus” nos maiôs de látex, maillots com as bainhas lá em baixo, quase uns macaquinhos, duas peças bem intencionados, tudo isso sob um pano de fundo azul celeste, com manequins que são “mulheres de areia” (com textura de areia), plantadas sobre ondas brancas, achados cenográficos sensacionais da dupla de artistas, muito talentosos, Pier Balestrieri e Sergio Fuentes, cenógrafos que assinam a mostra.

Os trajes de banho vêm na sequência de sua evolução, e vemos os primeiros biquínis, aqueles de lacinhos e rendinhas, os de pano, e depois os ‘asa delta’, os ‘fio dental’, os biquínis da Bumbum, e lá vêm eles evoluindo, se impondo, com o Brasil dando as cartas nessa especialidade. Um painel interessantíssimo composto por Pacce.

Na sala seguinte, um paralelo das tangas contemporâneas, inspiradas na cultura indígena, com sua matriz: as tangas indígenas propriamente ditas, que, perdoem-me os estilistas de hoje, são incomparáveis em sua beleza profunda. Tangas marajoaras do período pré-colombiano, cedidas pelo Museu de Arqueologia e Etnologia – USP, mostram que elas eram usadas por aqui muito antes do descobrimento, mas os portugueses colonizadores, moralistas, não as viam como “roupa”.

Uma sala em que os biquínis estampados são preenchidos por corpos etéreos, com ares de ficção científica…

Os grandes artistas da moda praia, Amir Slama, Isabela Frugiuele (Triya), Adriana Degreas, Azulay, Jacqueline De Biase (Salinas) fazem pas de deux de seus trabalhos com artistas de outras praias, como Marcela Tiboni, Claudio Edinger, Elen Braga, Beatriz Milhazes, Glauco Rodrigues, Jorge Fonseca,  Gonçalo Ivo, J. Borges, Maria Martins.

As lentes sensíveis da expressão humana e da moda, lá estão com algumas de suas obras-primas expostas – Alair Gomes, Cartiê Bressão, Fernando Schlaepfer, Frâncio de Holanda, German Lorca, Julio Bittencourt, Otto Stupakoff, Pierre Verger, Rochelle Costi,  Thomaz Farkas, Antonio Guerreiro, Bob Wolfenson, Tripolli, Claudia Guimarães, Daniel Klajmic, Klaus Mitteldorf, Marcelo Krasilic, Miro, Vavá Ribeiro. e Willy Biondani.

Um espaço inteiro para Leda Catunda – e bem ela merece, que beleza! Na última sala, barulho e cheiro de maresia, experiências de praia, a pele pinica imaginando a areia, pena não ter levado o baldinho pra molhar o pé, diante das obras de Cássio Vasconcellos e Katia Maciel.

No mais, com a palavra o gerente geral do Centro Cultural Banco do Brasil, Fabio Cunha:  “A moda, para além de seu propósito inicial que é vestir o corpo, sempre esteve relacionada a questões sociais, culturais, políticas e econômicas. Esta exposição traz uma diversidade, que sempre buscamos para a programação do CCBB e apresenta um diálogo entre o elemento de maior representação brasileira na moda mundial com obras de arte contemporâneas que desafiam o visitante a interpretar essas associações”.

Depois de Yves Saint-Laurent, é a segunda vez que o CCBB se abre para a moda, mas, com esta visão cultural abrangente demonstrada por Cunha, acreditamos que mais moda virá por aí. Os admiradores, penhorados, agradecem.

FICHA Técnica
Cenografia: Pier Balestrieri e Sérgio Fuentes
Comunicação visual: Kiko Farkas.
Consultoria de arte contemporânea: Sandra Tucci
Coordenação geral e produção executiva: Com Tato Agência Sociocriativa.
Curadoria Lilian Pacce, autora do livro O Biquíni Made in Brazil.
SERVIÇO
Yés! Nós Temos Biquíni
Exposição: de 15 de maio a 10 de julho
Mostra reúne 120 obras para celebrar os 70 anos do traje que transformou o comportamento da mulher,
De quarta a segunda, das 9h às 21h
Rua Primeiro de Março, 66. Centro, Rio de Janeiro, RJ. 20010-000
Telefone: (21) 3808-2020
E-mail: [email protected]
http://www.bb.com.br/cultura
twitter.com.br/ccbb_rj
http://facebook.com/CCBB.RJ
A primeira relíquia à entrada da exposição é o maiô dourado de látex aveludado, década de 1950, com aquele “saiote” pudico, para encobrir o “monte de Vênus”, diretamente de um mergulho na piscina do Copacabana Palace para o CCBB.  Um empréstimo do museu da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil, a peça integra a “Coleção Karolina Lewandovski”.
Os duas-peças clássicos, dos anos 50, bem como o composto maiô Catalina, preto de bolinhas brancas – da “Coleção Martha Rocha”, empréstimo do museu da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil
Este maiô “engana mamãe”, da Salinas, encerra a primeira parte da exposição e é  representativo de tudo que a moda pode ousar, inspirar e extrapolar os limites com elegância e grandeza de espírito. Ele pretende celebrar o corpo humano, o Rio de Janeiro e, mesmo, a liberdade da crença. Contudo, a Cúria Metropolitana interpretou de outra forma e, como ela possui a patente do Cristo Redentor, vetou esta obra de arte da moda, proibiu sua comercialização. O maiô estava guardado, escondido, debaixo da piscina de Jacqueline de Biase, criadora da Salinas, e de lá saiu exclusivamente para fazer história nesta mostra de Lilian Pacce no CCBB.
Esta jornalista, presidente do Instituto Zuzu Angel e diretora da Casa Zuzu Angel, que cedeu peças à mostra, com Lilian Pacce, curadora da exposição tão importante, que merece muito ser visitada.
A faixa de Miss Brasil é um clássico do universo dos maiôs. Ela era usada pelas vencedoras dos “certames” sobre os maiôs “Catalina”, marca tradicionalmente patrocinadora, e era uma apoteose! Esta é a faixa das faixas, pois pertenceu à miss das misses: Martha Rocha! Foi usada em 1954. Bordada com fios de ouro, a faixa de Martha está destacada numa vitrine na primeira sala no CCBB. Ela integra o acervo da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil – “Coleção Martha Rocha”
A roupa performática, com zipers, de Nelson Leirner, vai se desconstruindo até se transformar em biquíni…
A produção do evento esqueceu de incluir a Casa Zuzu Angel nos banners, mas a gente não ficou chateada e se inclui neles, aqui, com photoshop 😉

Angela Costa: “Não quero ser presidente por ser mulher, mas por minha competência”

A festa de lançamento da candidatura de Angela Costa à presidência da Associação Comercial do Rio de Janeiro, que ainda rola esta noite no Marimbás, está sendo um baita sucesso. Com a adesão de cinco ex-presidentes da Associação presentes, Humberto Motta, Antenor Barros Leal, Olavo Monteiro de Carvalho, Marcílio Marques Moreira, José Luiz Alquéres, Angela já conta com a grande maioria de votos declarados, mas não alimenta o clima de ‘já ganhou’ – “vamos ver, vamos ver”, ela dizia a quem antecipava sua vitória.

Caso os ventos favoráveis se confirmem, ela deverá ser a primeira presidente mulher da ACRJ em 208 anos da entidade, o que, em seu discurso, Angela pediu que não fosse uma credencial: “Não quero ser presidente por ser mulher, mas por minha competência”.

Nascida no Méier, Angela ficou órfã de mãe aos 11 anos, quando passou a ser criada pelas irmãs do Colégio Santa Marcelina. Com o falecimento do pai, assumiu a presidência de sua empresa de transporte escolar, a Transvimi. Com seu temperamento empreendedor e visando organizar o setor, fundou a Associação das Empresas de Transportes Escolares do Rio de Janeiro, que ela também presidiu de 1978 a 1996, e foi sendo transformada em Sindicato das Empresas de Transportes Escolares do Rio de Janeiro, sob sua presidência de 1996-2002.

Em 1980, Angela fundou sua Papilon Indústria e Comércio de Embalagens Ltda., a primeira e única empresa do setor de embalagem de papelão no Estado do Rio de Janeiro, e a segunda no país, a ter sua qualidade reconhecida internacionalmente pela ISO 9002. Hoje preside também a Paper Box Indústria de Papelão e Embalagens, que fundou em 2014 em Saquarema. Foi a primeira mulher a assumir um cargo da Diretoria Executiva de uma Federação das Indústrias no país, na Firjan. Também presidiu o Conselho Regional do Sebrae RJ.

Angela concorre com o atual presidente, Paulo Manoel Protásio, que havia declarado seu desinteresse em lançar sua candidatura à reeleição, porém, posteriormente, quando a candidatura de Angela já ia longe, Protásio voltou atrás, surpreendendo a muita gente.

O coquetel de hoje tem como anfitrião o empresário do setor de construção naval Hélio Paulo Ferraz, que ocupa, na chapa de Angela, uma das duas vice-presidências. O outro vice da chapa é Benjamim Nasário Fernandes Filho, dono da Benafer, atualmente uma das principais distribuidoras de aço plano do país.

Angela Costa, a provável futura presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, e Antonio Alvarenga, diretor da casa

Respeitável público, mamães e papais, oportunidade única de refinar o gosto estético da garotada!

Que tal refinar a sensibilidade estética da criançada, que recebe goela abaixo esses bonecos horrorosos, padrão Fofão, fofinhos e fofoletes, consome Bozos e Barbies, embalados em histórias sem graça e conteúdo, sem lhes sobrar espaço para um encantamento refinado, na composição de cores, na possibilidade de texturas, nas expressões fisionômicas, na transmissão de ideias e sentimentos?

Pois, respeitável público leitor, mamães e papais, o Rio de Janeiro está recebendo, mais especificamente, a Caixa Cultural, “As marionetes de Jirí Trnka”, um artista tcheco consagrado no Leste Europeu e em toda Europa, pelo lirismo e a beleza de seu trabalho com  teatro de marionetes. Será do dia 16 a 28 de maio. Para atrair público, estão chamando o mestre Trnka de “O Walt Disney do Leste Europeu”, mas ele é vinho de outra pipa. Menos Pateta, mais Trnka!

Seus bonecos têm um semblante real, que transmite, ora nostalgia, ora sofrimento, ora felicidade, ora esperança, num clima onírico que só ele sabe construir. A mostra consistirá em debates com professores de cinema de animação e na exibição de seis longas-metragens e 15 curtas de animação, inspirados nos contos de fadas, lendas medievais e acontecimentos históricos do tempo do artista tcheco.

Jirí Trnka, premiado em Cannes, em 1946, com o “melhor curta”, por sua segunda animação, Animais e Bandidos (Zvířátka a Petrovští), era também prestigiado ilustrador de livros infantis, merecendo o Prêmio Hans Christian Andersen, o mais importante de literatura infantil no mundo.

Um programão com um precinhozinho: R$ 4 a inteira. Todos os filmes têm classificação livre.

Programação:

https://www.facebook.com/CaixaCulturalRioDeJaneiro

Ilustração de Trnka

Marionetes em cena de “Sonho de uma noite de verão”

O artista ficou famoso pelo aspecto onírico de seus trabalhos

Seus bonecos eram expressivos e intensos

A ingenuidade da criança se refletia nos bonecos marionetes de Trnka

O mestre tcheco Jirí Trnka em seu ambiente de trabalho construindo o cenário de um filme de animação com seus bonecos

Você teve algum ancestral francês preso na 2ª Guerra Mundial? Confirme isso agora

*Até o dia 10 de maio está sendo dado o acesso gratuito às Listas Oficiais dos Prisioneiros Franceses de 1940, pelo site de pesquisa genealógica Les collection Filae.com

Localize a identidade dos soldados da França prisioneiros dos alemães, sua patente, seu regimento e o local de sua prisão.

Em 1940 a Batalha da França foi concluída com a que foi chamada “Estranha Derrota”, quando mais de um milhão de soldados foram capturados por forças alemãs e enviados para campos na Alemanha (Stalags para os soldados e sargentos para Oflags oficiais, comandos).

Ao pedido do governo francês para informar as famílias sobre o destino de seus parentes em cativeiro, as autoridades Reich transmitiram informações, permitindo publicar listas oficiais de prisioneiros. Houve 100 listas publicadas entre agosto de 1940 e junho de 1941. Apesar que centenas de milhares de soldados tenham sido liberados a partir de meados de 1941, a maioria dos prisioneiros franceses permaneceram em cativeiro até final de 1944 / início de 1945. Foi o avanço dos exércitos russos, a leste, e anglo-americano, a oeste, que permitiram a sua libertação.

Estas listas são a única fonte de informação sobre os milhões de prisioneiros franceses. Tesouro da memória nacional, eles permitem às famílias francesas reconstruirem uma parte de sua história pessoal.

A fonte são as:

  • Listas oficiais dos prisioneiros de guerra publicadas pelo Centro Nacional de Informação Sobre os Prisioneiros de Guerra da França

São listas numeradas e indexadas de mais de 1 milhão de soldados e oficiais franceses feitos prisioneiros de guerra em 1940-1941

*Traduzido do francês, do site Les collections Filae.com

Acessar o site em:

https://www.filae.com/recherche-genealogique/prisonniers-francais-1939-1945-51.html?utm_source=Filae&utm_medium=news&utm_campaign=361

Frz. Kriegsgefangene

Prisioneiros de guerra franceses marchando para a retaguarda alemã

Soldados coloniais franceses capturados pelos alemães

Uma festa na Corte Real dos Lowndes

Lygia Lowndes fez aniversário. Sua filha, Titina, organizou um lanche à tarde com todas as amigas, que formaram grande roda, sentadas à volta do enorme salão na Avenida Atlântica, todas com olhares fixos no telão onde deslizavam décadas cintilantes e dançantes das festas do casal Lowndes. Anos 70, 80, 90, 2000, principalmente, quando Lyginha e Johnny rodopiaram e fizeram amigos rodopiar nas pistas de dança em suas celebrações, que se sucediam, cada uma mais alegre e mais dançante, sempre animadas pelo som e a energia inesgotáveis de Josias Cordeiro.

Lyginha e Johnny recebiam juntos, sentados lado a lado, majestades, enquanto o séquito de amigos ia reverenciá-los. Os ingleses, que tanto se orgulham de sua Elizabeth II e seu príncipe Phillip, que, coincidentemente, nesta mesma semana emplacou sua condição nonagenária, pendurando chuteiras, até invejariam nossas altezas reais sociais, com seu ânimo de não pendurarem chuteiras jamais!

Suquinhos, refris, salgadinhos, docinhos, o bolo à nossa espera, na bonita mesa da sala de jantar, mas o prato principal da festa eram as imagens, que deixaram a todas tão entusiasmadas com as lembranças, suas figuras, no vídeo, me-ni-ni-nhas, ma-gri-nhas, des-lum-bran-tes, ca-po-tan-tes, mon-ta-dér-ri-mas. E as roupas denunciavam as décadas. Anos 70, o look cigano de Yves Saint Laurent. Anos 80, as mangas bufantes, o corpo justo de veludo com cintura beeeem baixa, decotes atrevidos e saias de tafetá franzidas. Ombreiras, claro! Anos 90, sai a ombreira, a cintura volta pra cintura, e muita renda. Anos 2000, cabelos lisos e picotados, sapatos Blahnick, despojamento. E as belas dançando e rodopiando conforme a moda, obedientíssimas.

Bodas de prata, de ouro, de rubi, de diamante dos Lowndes. Os 60 anos, os 70, os 80, os 90, de Lygia ou do John, e vice-versa. Tudo com festão. No Hippo, no Inter-Continental, no terraço mega da filha, Titina, e do genro, Nick Welllington,. No Country Club. E sempre o som tonitroante, trepidante, envolvente, de Josias, com sua princesa doce, sweetheart, Heralda, que cá não estava mais, entre nós, naquela tarde, com Solange, Rosinah, Terezinha, Inês, Chica, Dayse, Helena, Mariza, Dulce, Cecília, Vilma, Enilda, Mapi e tantas queridas mais, lembrando memórias, recordando rodopios e vivendo, embebedando-se com suco de maracujá e com a alegria daquele maravilhoso convívio.

Obrigada, Lyginha, Titina e Mapi, por não se esquecerem de me convidar para a festa na Corte Real dos Lowndes!

Lygia e John Lowndes (foto M. Borgongino)

Chama-se ‘morte cinza’ a nova droga devastadora, que já diz a que veio no próprio nome

Há uma nova droga no mercado dos viciados. Devastadora, ela vem provocando medo e overdoses fatais, e atende pelo nome sugestivo de “morte cinza”. Sua aparência lembra a do concreto, e a consistência varia do muito duro a um pó bem fininho. Ela combina vários opioides – heroína, fentanil, carfentanil, usado em injeção para tranquilizar elefantes, e o U-47700, ativo atribuído à overdose fatal de Prince em 2016 (foram encontradas várias pílulas em sua casa).

Prince, este príncipe da música mundial, morreu vítima dos opioides. A foto, via Google, é de Michael Ochs Archives/Getty Images

Há milhares de casos de overdoses fatais por consumo de opioides nos Estados Unidos, e essa nova combinação das drogas já coloca os usuários em risco simplesmente ao tocarem seu pó, que pode ser absorvido pela pele.

Posto o problema, ele ainda se torna maior, já que os viciados em heroína estão sempre atrás de um barato mais forte, não importando os riscos. Quando sabem que um amigo morreu de overdose da “morte cinza”, vão atrás a fim de consumi-la, para saber como é. Não param pra pensar que a  droga já diz a que veio no próprio nome…

Nos Estados Unidos, mais de 33 mil pessoas morreram vítimas de opiáceos em 2015, ano em que 16 em cada 100 mil americanos morreram de overdose. Este ano 2017 promete: nos últimos três meses já foram 50 casos de overdose na Geórgia, todos envolvendo a “morte cinza”. Em Ohio há uma epidemia de opioides: 3.050 pessoas mortas de overdose em 2016. No Brasil, não sabemos se chegou a “morte cinza”. Talvez, quando soubermos, ela já será a dona do pedaço.

Faço o relato, sob o impacto da leitura da ótima  reportagem da ©CBS News, com a contribuição da Associated Press, com apurações junto à Agência de Controle de Drogas dos Estados Unidos.

Se você domina o idioma inglês, não deve deixar de lê-la:

http://www.cbsnews.com/news/gray-death-opioid-dangerous-drug-combination/?ftag=COS-05-10aaa0g&utm_campaign=trueAnthem:+Trending+Content&utm_content=590bf5f104