O que seria do frio social carioca se não houvesse o calor disseminado pelo Pinho?

Não, queridos, não é o calor do Pinho, que arde nas lareiras elegantes de Itaipava, ou muito menos do Pinho, que estala nas fogueiras das festas julinas petropolitanas. O Pinho a que me refiro é o sobrenome Araujo Pinho, da Maria Alice, a responsável, como sempre, por esquentar a temporada friorenta do Rio de Janeiro, com os festejos de seu aniversário, do qual, de fato, ninguém lembra direito a data justa, pois são tantos os almoços, chás e jantares que a celebram, que o dia D em si passa a ser mero detalhe, pretexto para o congraçamento de um grupo social realmente elegante, cada vez mais restrito, ensimesmado em seus requintes, e sem se ressentir disso. Ao contrário, feliz por encontrar afinidades entre iguais, com uma intensa atividade cultural, compartilhando filmes, estreias de teatro, temporadas eruditas, vernissages, visitas a museus, discussões literárias, sobre negócios, geopolítica, frissons de elegâncias.

Eles e elas se completam, tendo a afetuosa casa de Maria Alice e João Maurício como o obrigatório ponto de encontro semanal, aos sábados sempre, com a projeção dos filmes em lançamento, ou já consagrados, e as trocas de impressão posteriores, em volta da mesa, degustando comidinhas saborosas.

Por isso tudo e muito mais, todos querem celebrar Maria Alice. Como aconteceu em mais este jantar da longa série, que mostro nas fotos abaixo de Mr. A.  

Espelho, espelho meu, onde está Maria Alice de Araujo Pinho?  “Refletida na minha extrema direita”. – Ah, bom, obrigada!

A aniversariante Maria Alice de Araujo Pinho e Belita Tamoyo

Servindo Gilbertinho Buffara

Luciana Araujo Pinho e Mirtia Gallotti

Belita Tamoyo, first lady forever

Embaixatriz Sandra Naslausky e Moema Jafet

Manuel Pereira Lopes, Mauricinho Araujo Pinho e Fabio Cuiabano

Hilde e Sergio Chemont de Britto

Maria Helena Chermont de Britto

Francis Bogossian e Luiz Fernando Santos Reis

The girls: Maria Helena, Belita, Moema, Luciana, Maria Alice

Os rapazes: Sergio, Luiz Fernando, Manuel, João Mauricio Araujo Pinho e embaixador Marcos Cesar Naslausky

The table

The table 2:  Marcos Cesar e Maria Alice em momento divertido – até o garçom achou graça

The Table 3: Deve ter sido engraçado mesmo – Mauricinho Pinho e Sandra Naslausky

Maria Helena e Buffara conferindo a selfie

Completando a tela abstrata, a elegância de Luciana Pinho, Sandra Naslausky, Maria Helena Chermont, Moema Jafet e a exclamação parada no ar de Mirtia Gallotti

 

Para historiadora, massacre diário de 12 anos teria contribuído para morte de Marco Aurélio Garcia

Morreu Marco Aurélio Garcia. E quem foi Marco Aurélio Garcia?

Foi um dos idealizadores de uma política externa brasileira digna e altiva, desconstruindo o ancestral “complexo de vira lata”, fazendo do Brasil, então subserviente ao “primeiro mundo”, um ator protagonista no cenário internacional, uma liderança solidária e integrada à América Latina.

Professor aposentado do Departamento de História da Unicamp, ele dividiu a formulação da política externa com o Itamaraty, na condição de assessor dos governos petistas. A cooperação com países da América Latina, a articulação dos Brics, bloco formado por Brasil Rússia, Índia, China e África do Sul, foram iniciativas que levaram as digitais de Garcia.

Apesar das críticas de que fora uma postura ideológica, o que ele negava, os superávits comerciais advindos da relação com os governos latino-americanos de esquerda provaram que Garcia estava certo.

Bem, eu não tive proximidade com Marco Aurélio Garcia, apesar da admiração. Mas o jornalista Gilberto Maringoni teve. E escreveu belo depoimento a respeito na Carta Maior, que tomo a liberdade de reproduzir aqui, a quem interessar possa. Como homenagem a quem bem merece,

ALGUMAS COISAS SOBRE UM GRANDE CAMARADA
(Gilberto Maringoni / Via Carta Maior)

1.
Marco Aurélio Garcia era um sujeito atípico. Mesmo sendo um dos personagens centrais dos governos lulistas, tinha zero de pose ou vaidade. Sempre falou de forma franca e aberta e separava aliados de adversários com nitidez. Aliados não eram os que concordavam totalmente com suas ideias, mas os que se perfilavam num mesmo campo, independentemente de diferenças pontuais.

2.
Marco Aurélio morava em um edifício dos anos 1950, na  praça da República, centro de São Paulo, que mereceria um trato na parte externa. Não tem luxos ou nome francês, marca de condomínio de classe média. O amplo apartamento é um caos em vias de organização, como ele definiu quando estive lá para um almoço, em março deste ano. Livros em profusão, DVDs e CDs – sim, MAG ainda não baixava filmes ou músicas -, posteres, papeis e mais papeis e uma cozinha repleta de garrafas de rum de variadas marcas. Um agradabilíssimo bunker para sua imensa cultura e vivências de militância, enfrentamentos, exílio, estudos, andanças e formulações no governo ou fora dele.

3.
E o livro, Marco? Que livro? O livro que você deve estar escrevendo sobre o governo. Ele ri, maroto. Verdade, estou reunindo essa papelada, caixas e mais caixas, vou compilando, separando, pré-editando e tentarei dar forma. Para quando é, Marco? Não sei, pretendo ter tudo pronto lá para setembro do ano que vem. Cadê livro? Perdemos. Perdemos a memória privilegiada de quem colocou o Brasil no mapa-mundi, juntamente com Celso Amorim. Ele conta que ambos formaram uma dupla impressionantemente afinada, que não raras vezes se encontrava em aeroportos, um vindo, outro indo ou vice-versa.

4.
A partir daí, a conversa fluia. Qual a melhor versão do “Homem que sabia demais”, de Hitchcock, o da fase inglesa ou o da americana? Ninguém fala muito, mas os chocolates venezuelanos se equiparam a alguns dos melhores suíços. Tintin é o que de mais divertido foi feito na Europa em matéria de quadrinhos, apesar do reacionarismo de Hergé. Queria escrever como Garcia Márquez. A prosa de Marco era refinada e divertida, mesmo quando não se debruçava sobre seu tema de interesse desde os tempos do movimento estudantil, a política externa.

5.
Nunca soube porque Dilma não o nomeou chanceler. Talvez fosse falta de visão da mandatária numa área estratégica, como em todas as outras. Pois MAG consolidou uma vertente original nessa área, combinando interesses econômicos e políticos com uma visão anti-hegemônica clara. Sem fazer lobbies ou defender ganhos pessoais, firmou-se como leme de uma diplomacia que tinha o desenvolvimento e a construção de novas parcerias Sul-Sul como meta. É possível discordar de sua orientação, mas não duvidar de sua coerência.

6.
No governo, desenvolveu agendas por vezes estafantes, mas nunca deixou de atender pedidos para palestras ou debates. Foi um entusiasta da Conferência de Política Externa que montamos na UFABC, em 2013, com o esforço exemplar – entre outros – de Giorgio Romano, Gonzalo Berron, Igor Fuser, Iole Iliada Lopes e dezenas de professores, alunos, ativistas que – de forma injusta, eu sei – não vou conseguir lembrar aqui.

7.
Brincava comigo. Você é a direita do PSOL e eu a esquerda do PT. Ainda vamos estar no mesmo partido. Estivemos, por muito tempo, embora eu fosse um militante para lá de irrelevante. No fundo, Marco Aurélio era um dos raros que se batia por uma esquerda ampla, plural e afiada nos propósitos. Intelectual sólido, com trânsito entre vertentes políticas variadas de todo o mundo, MAG era de fato único. Não há outro semelhante ou substituto não apenas no PT, mas na esquerda brasileira.

8.
Eu estava numa banca de mestrado, quando, meio por acaso, vi a notícia de sua morte no celular. Uma pancada. Isabel Lustosa chama atenção para algo de suma importância: “A gente não pode deixar de pensar em como esse massacre diário, ao longo de mais de doze anos, deve contribuir para a morte de gente como Marco Aurélio Garcia”. Não podemos deixar de pensar nisso não. Ao mesmo tempo, é fundamental ver que, com toda a tensão, MAG jamais saiu da linha de frente dos combates, mesmo com custos políticos e pessoais altíssimos.

9.
Quando alguém como Marco Aurélio Garcia se vai, vale a pena olhar para o lado de lá, o lado da escória que nos assalta, e ver como eles são mínimos, medíocres e rasteiros. Se não existe um substituto do lado de cá, o lado de lá não tem figura que a ele se ombreie.

Nós não perdemos Marco Aurélio Garcia. Nós o ganhamos por 76 anos..

Índios brasileiros não podem ter suas terras, mas os gringos podem

O Ministério Público Federal, através de sua Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República, se manifestou contra o parecer da Advocacia-Geral da União aprovado pelo presidente Michel Temer, sobre os processos de demarcação de terras indígenas. Segundo a Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do MPF, o presidente da República “faz o que os antecessores já faziam: não demarca, não reconhece e não protege terras indígenas”.

Desta vez, aparentemente, por um motivo de força maior, o que será gravíssimo, caso se confirme a revelação feita hoje pela newsletter do Relatório Reservado.

Confiram:  

No rastro do ódio semeado, surge uma trilha rumo a um Brasil na contramão da felicidade

As pessoas se assustam com a crescente onda de obscurantismo no Brasil. A truculência que arrebata nosso cotidiano, em todos os campos de relações, nos estádios de futebol, discussões de trânsito, desavenças de vizinhos, pequenas discórdias do cotidiano, que antes seriam resolvidas com um aperto de mão ou um desaforado palavrão, daqueles ‘caseiros’, hoje resultam em violentas agressões morais e físicas, até em morte.

Esquadrões de trogloditas musculosos, cheios de endorfina para brigar (e não para amar), são arregimentados, bastando uma compartilhada de Facebook, e vão às dezenas, centenas, aos milhares, barbarizar nas finais de campeonato, em manifestações políticas, discotecas ou bares da madrugada. São hordas e hordas de acéfalos tatuados, deformados pelos anabolizantes proibidos, tanta musculatura que são obrigados a andar meio curvos, fazendo lembrar os antepassados pré-históricos, pré-Civilização, da Idade da Pedra.

Some-se a isso o fenômeno de uma religiosidade exacerbada, que se expande por todo o nosso território, se sobrepondo a qualquer razoabilidade, como se retornássemos aos tempos dos catequistas de índios e negros, inquisidores e reformistas, tentando impor como única a sua fé, nesta Nação historicamente diversa de credos e, por esse motivo – explicavam no passado os antropólogos – amena e cordial.

Imposição também de um jornalismo político corporativo, que serve não à verdade, à notícia e ao público, mas aos interesses do mercado financeiro, às empresas transnacionais, aos seus próprios investimentos e ambições.

Jornalismo pautado pela ausência de controvérsias, gerando um Brasil de animosidades, avesso às diferenças, preconceituoso, elitista. Trilhamos um perigoso caminho rumo ao pior radicalismo de direita, à face do atraso, na contramão de todas as conquistas e possibilidades de progresso, harmonia, felicidade e futuro.

Tal jornalismo não há de querer assumir a autoria do estrago, que com inconsequente competência urde agora. Porém, a onda bolsonarista cresce com perigosa intensidade, e ela não é filha apenas da irresponsabilidade dos tucanos, também tem mãe bem conhecida…

O poder da grande mídia é muito grande, se comparado ao dos Sem Mídia ‘fracos e oprimidos’. O poderoso não admite comentário nem contestação. E o que temos visto hoje, nesses tempos de vacas magras nas comunicações, em que o mercado de emprego é reduzidíssimo? Jornalistas da grande imprensa processando companheiros da pequena imprensa e da mídia virtual e, por força de suas possibilidades bem superiores, invariavelmente vencendo as causas, levando seus colegas a venderem os poucos bens e a promoverem crowfundings nas redes sociais para arcar com as altas somas das sentenças proferidas pelo Judiciário.

Na época opressiva da ditadura isso seria inimaginável. Havia tal senso de classe, fervor corporativo de tal forma solidário, que seria impensável abandonar um companheiro em posição desfavorável. Que dirá pensar em processá-lo. Eram raros os casos de trairagem no meio jornalístico. Um deles foi-me relatado por Samuel Wainer.

Protagonista dos fatos dos anos 60, dono da Última Hora, que apoiava o governo Jango, Samuel era acusado pela concorrência de ir contra a lei, pois estrangeiro não podia ter jornal.  Com o golpe, para não ser preso Samuel refugiou-se na embaixada do Chile, no Rio de Janeiro. O que foi divulgado por Ibrahim Sued em sua coluna social, denunciando a ilegalidade de Samuel, “um judeu da Bessarábia”, e que por isso deveria “ir para o paredón” – alusão irônica ao comunismo de Fidel Castro – transmito conforme ouvi de Samuel.

Samuel Wainer, de quem me tornei amiga já na fase final de sua vida, inteligência brilhante, foi meu editor na revista Status, onde eu fui sua frila,
e salvou-me de um assalto em casa, mas isso é papo para outra conversa nossa

 

Passada aquela tempestade de 64, finda a ditadura, Sued e Samuel se reencontraram e este – já envelhecido e sem poder – perguntou a Ibrahim, ainda no auge de sua glória: “Por que você fez isso comigo? Você se dizia meu amigo, frequentava a minha casa…”. E ouviu: “Samuel, fui menino de Nova Iguaçu, e aprendi que balão, quando está caindo, a gente tasca”. Fiquei chocada.

Poucos anos depois, com a morte de Samuel, a família publicou sua biografia. Corri para ler as referências a Ibrahim. Só elogios. Samuel, que deixou filhos e netos, conhecia bem a ira rancorosa dos poderosos da mídia…

Moral dessa postagem: quem já viveu um Brasil de perseguições, denúncias, delações e caça às bruxas não deseja ver a tragédia se repetir.

Humberto Saade, o bom de marketing, teve em Ibrahim seu guru e em Luiza sua musa

Falar sobre o que aconteceu ontem ou anteontem não exige esforço. Basta lembrar que Humberto Saade era bom de marketing e tinha particular apreço pelo colunismo social para alavancar suas iniciativas. Nesse campo, seus aliados fortes foram, pela ordem, em primeiríssimo lugar Ibrahim Sued, de quem chegou a ser sócio em alguns projetos. Em seguida vinham, sem sociedade, em épocas diversas e no mesmo patamar, Nina Chavs, Zózimo e esta que vos escreve.

Criativo, imaginativo e ousado, ele era um motor de produzir novidades para as colunas, sempre anunciando um novo produto ou uma atração diferenciada, algo inédito no Brasil. Sabia dourar suas pílulas, tornar suas informações saborosas. Adorava ser notícia e não media esforços para tal. Enquanto esteve casado com Madeleine, procurou fazer dela uma referência de mulher sofisticada da sociedade. Apesar de não ser este o perfil da Madá, competente executiva dos negócios, ela bem que se empenhou para agradar o marido.

Humberto tratou de, com o auxílio de Ibrahim, incluir Madeleine na lista The Best, do italiano Massimo Gargia, ex-namorado de mulheres mais velhas do que ele – Françoise Sagan, Greta Garbo e a milionária Donina Cicogna – e que distribui os títulos The Best (“O melhor”) em Elegância, com entrega de prêmio em Paris. Madeleine foi premiada junto com vários amigos dourados de Massimo, entre outros, o próprio Ibrahim, Günther Sachs, Elsa Martinelli, Pierre Cardin, Silvie Vartin. O colunista fez o devido estardalhaço no Brasil, com enorme repercussão.

Pronto! A suave Madeleine agora tinha a obrigação de se apresentar como – conforme proclamava a Coluna Ibrahim Sued – “A Mais Elegante do Mundo”. Papel que cumpriu com dignidade e charme. Doce Madá.

Isso deu, naturalmente, grande impulso às ambições da marca de moda Dijon, dos Saade, em que o produto mais destacado eram os jeans justos, com uma plaquinha no bumbum. A modelo das calças, Luiza Brunet, foi uma descoberta de Humberto, que à época abriu para ela e o marido, Gumercindo Brunet, os salões do high carioca. Em seguida, o jovem casal se separou, e os Saade passaram a levar apenas Luiza para as festas, que aí incluíam, entre outros, as dos amigos Suely e Ricardo Stambowsky.

Humberto: corrente e relógio de ouro. Jeans da plaquinha no bumbum

Até Humberto ter a ideia de fazer com Brunet o mesmo que fez com Madeleine: conferir a ela uma premiação internacional! Foi quando, junto com Ricardo Amaral, promoveu uma festa, no nightclub de Ricardo em Nova York, em que Luiza Brunet foi proclamada “Top Model”. Para tal, Humberto levou do Brasil uma caravana de convidados jornalistas, isto é, de colunistas sociais, que trataram de repercutir em suas colunas o evento que consagrou Luiza Brunet a “Top Model”. E isto em Nova York! Humberto era mesmo um marqueteiro de primeira.

Mas a relação Saade-Brunet já parecia aí meio desgastada. Luiza se apresentava pouco à vontade com a postura de Humberto – usual entre alguns homens de sua geração – de pretender aparentar um relacionamento com ela que iria além do profissional. A dupla de sucesso Humberto-Luiza se rompeu, e isso não foi sem traumas, já que ela precisou passar um bom tempo sem usar o próprio nome, registrado por Saade como marca dele.

Magoado com aquele rompimento, Humberto quis provar a Luiza (e ao mundo) que ela não faria falta à Dijon, e contratou uma modelo que já era um grande sucesso nacional: Monique Evans. (Parênteses: contrariamente ao que dizem agora os obituários, não foi Humberto quem lançou Monique, ela lançou-se a si mesma, nas passarelas de moda, onde brilhava com intensidade, e nos desfiles das escolas de samba. Apenas depois veio seu momento Dijon).

Vanessa de Oliveira surgiu como uma princesa encantada, uma Cinderela, pelas mãos de Humberto. Seu lançamento foi em 1986, num baile de meu aniversário em minha casa na Usina da Tijuca. Humberto e Madeleine entraram com Vanessa, causando um impacto impressionante. A festa, com a presença do creme do Rio de Janeiro e do chantilly dos outros estados, praticamente paralisou diante da beleza de Vanessa, estupenda, num vestido de tafetá de saia longa, cheia, rodada e com cauda. Depois disso, foi só sucesso. Só deu ela.

Esta festa foi palco de muitos potins. Início de romances, fim de casamentos. Inclusive o de Humberto e Madeleine. Mas isso é outra história, que encontrarei momento mais adequado para relatar.

A marca Dijon seguiu próspera. Humberto a vinculou a produtos vários, até a colchões. Lançou um champagne com o nome Dijon. E era até bem bebível. Fez o Baile do Champagne no Monte Líbano, lotando o salão com gente trepidante e seu camarote com nomes da sociedade carioca. Tinha um lindo apartamento no Arpoador, onde dava festas black-tie, que impressionavam pela profusão das flores e que, às vezes, começavam desde a entrada da Rua Francisco Behring, com um arco florido para a passagem dos convidados, inclusive do show business, o que não era tão comum na época. E havia sempre uma peregrinação à sua biblioteca fake, sem um único livro – em que um papel de parede importado imitava a estante de um intelectual e que tinha merecido até uma reportagem na revista Veja! Reminiscências dos anos 80, queridos…

Mesmo após a separação, era Madeleine quem cuidava das festas de Humberto. Ela via tudo para ele. Com uma filha em comum, Tamima, eles permaneceram amigos. Após o rompimento do casal, Humberto Saade passou a circular com mulheres jovens e bonitas, porém, casar mesmo, nunca mais. Afinal, outra Madeleine, suavidade libanesa, requinte francês e sabor carioca… impossível!

Ibrahim, o guru, a referência

Ibrahim Sued foi sempre sua grande referência e seu guru. A origem libanesa de ambos estreitou as afinidades. Humberto tinha por ele forte admiração. A ponto de seguir as tendências e o estilo de vestir do “Turco”, sempre com uma corrente de ouro ao pescoço, relógio de ouro no pulso, camisa aberta quando estava bronzeado, manga da camisa arregaçada sobre a manga franzida do blazer.

Humberto era pai carinhoso de Tamima, homem pródigo e bom amigo.

Em 2013, quando Luiza Brunet lançou sua biografia na Livraria da Travessa, Humberto Saade rompeu o gelo de algumas décadas, comprou o livro, entrou na fila e pediu o autógrafo de sua musa Top Model. O criador se reconciliava com sua criatura.

A Felicidade Fechada de Miruna Genoino: carinhos e sorrisos de rede oculta de amigos

A família José Genoino veio ontem ao Rio de Janeiro para o lançamento do livro ‘Felicidade Fechada’, de Miruna Genoino, no Sindicato dos Engenheiros. O livro traz na capa a imagem do pano bordado por Rioco, mulher de Genoino, sua filha, Miruna, amigos e companheiros de jornada, com uma grande Fênix – pássaro que renasce das cinzas – e a frase de Mário Quintana: “Todos que estão a atravancar o meu caminho, eles passarão, eu passarinho”. A peça foi realizada no período da AP 470, da prisão de Genoíno, em 2013.

Como acontece sempre quando se reencontram os antigos amigos de luta política, houve muita emoção, sobretudo no momento do discurso de José Genoino, evocando lembranças. São cicatrizes que jamais se curam, as das baixas sofridas por aqueles que se foram combatendo pelo ideal da justiça social.

O livro narra, a partir dos relatos e memórias afetivas da filha Miruna, a trajetória do pai, ex-presidente do Partido dos Trabalhadores, desde a primeira acusação, em 2005, à liberdade, em 2014, tendo como base as mais de 100 cartas trocadas entre eles, de 3 de maio a 11 de agosto de 2014.

Muitas vezes eu me pego pensando nessa rede oculta aos olhos do grande público, mas tão clara e firme para nós, que foi nos segurando durante todo esse tempo, rede de amigos e amigas, que começou com o suco de limão e queijadinha e só foi aumentando, determinante para que meus filhos conseguissem continuar sentindo carinhos e vendo sorrisos, mesmo quando tudo estava o pior possível”, relata Miruna  nas páginas de seu livro.

Miruna Genoina, seu sorriso, sua Felicidade Fechada

José Genoino com o fotógrafo Luiz Garrido…… e com o jornalista Franklin Martins

José Menezes com a autora, que lançou seu livro pela Cosmos, após uma campanha bem sucedida de crowfunding

Família unida: José Genoino, a mulher, Rioco Kayano, a filha, Miruna Genoíno, e os netos, Paula e Luiz Miguel Kayano

Convidados gritam o nome de Genoino após seu discurso, em primeiro plano, Ana Laport

Fotos de Marcelo Borgongino

Fato notável, extraordinário mesmo: empresa que vende cultura emplaca 100 anos de sucesso no Brasil!

Luiz Severiano Ribeiro, o presidente da Rede Kinoplex, e sua linda Gloria

Num Brasil de economia instável, políticas descontinuadas, prioridades sempre invertidas, uma empresa alcançar seu 100º ano é fato extraordinário, para ser muito celebrado. Chegar a essas 10 décadas sempre liderando o mercado e gozando do mesmo prestígio é motivo para ser exaltado.

Considerando que o que essa empresa centenária, com tradição, sucesso e prestígio, vende são arte, talento e cultura, temos todas as razões para grande espanto. Só com muita tenacidade, firmeza na condução empresarial, justeza no foco e nos objetivos e inteligência ao projetar suas sucessões, uma empresa permanece por tanto tempo no topo em nosso país.

Antonia Frering, ao fundo a empolgante banda The Soundtrackers, que só apresenta trilhas de cinema

Num mercado que se transforma com a velocidade das conquistas tecnológicas, num mundo em que o comportamento vai sofrendo mudanças de acordo com os ventos – em algumas cidades, de acordo com os tiroteios – a Rede Kinoplex de cinemas, antigo Grupo Severiano Ribeiro, maior e mais importante grupo empresarial da indústria cinematográfica brasileira, se adequa com a agilidade dos super-heróis. Os mesmos que lhe garantem bilheterias fartas, salas lotadas, como o Homem Aranha, que a família Severiano Ribeiro ofereceu, em avant prémière, aos convidados da festa de seu centenário.

Monica Clark, Cristiana Trussardi, Luciana Dale e Clara Magalhães

Ator  Ronan Amaral como o Coringa

Foi uma noite descontraída, agradável e bastante musical, ao som da banda SoundTrackers, no Rio Sul, com direito a atores caracterizados como personagens famosos do cinema – Máscara, Marilyn, Menino Maluquinho – ao mesmo tempo em que podíamos esbarrar com famosos da vida real – Antonio Fagundes, Glória Pires, Ney Latorraca, Suzana Pires, Camila Morgado – ou divinas do high, como a anfitriã Glória Severiano Ribeiro, Teca Dunin, Bebel Niemeyer, Monica Faria, Eliana Moura, Isis Penido, Alice Médici, Luciana Dale, Clara Magalhães, Idinha Seabra Veiga, Carmen Silvia Peltier de Queiróz, Laura Pederneiras.
Fã abraça emocionada o Fabio Porchat – e ele, que simpatia!

Comidinhas deliciosas volantes. Ritmos dançantes contagiantes – perguntem só à Maria Célia Moraes, muito bonita em seu novo penteado demi preso. Circulação democrática de convidados, tribos e grupos variados – do mundo do Terço ao universo Financeiro, passando pelas cinematecas e correlatos. Todos da Família Severiano Ribeiro convidaram, cada um com sua cota de convites, que não podia ser grande, pois o clã é bastante numeroso.

Uma noite concorrida, em que cada um dos presentes se sentiu prestigiado por lá estar. Cada um se sentiu o escolhido e pôde escolher, entre três filmes em lançamento, qual assistiria: Homem Aranha, João Carlos Martins, Soundtrack, dirigido pelo #BomEmTudo Wagner Moura.

O obstetra e ginecologista Carlos Dale, que tem consultório no mesmo prédio do Rio Sul, e Afonso Pinto Guimarães

Com o projeto de “prosseguir levando a magia e a emoção do cinema a todos os brasileiros, por muitos e muitos anos”, o presidente do grupo, Luiz Severiano Ribeiro Neto, não se cansou de lembrar e atribuir méritos ao brilho e à determinação do avô de Baturité, interior do Ceará, que em 1917 ousou a louca ideia de inaugurar em Fortaleza o Cine Majestic. Hoje, são 260 salas, 55 mil poltronas, em 17 cidades do país, 500 filmes lançados por anos, 22 milhões de espectadores. E o cearense de Baturité virou Boulevard Luiz Severiano Ribeiro, na área mais cosmopolita do Centro do Rio, na Avenida Rio Branco, entre Nilo Peçanha e Presidente Wilson. Afinal, foi ele quem, junto com Francisco Serrador, fundou a Cinelândia e, com ela, o Cine Odeon, que lá está há 91 anos, o cinema decano do grupo.

Juliana Horn e Bruna Beloch

Tudo isso é história da cultura brasileira. E esperamos que as homenagens não parem por aí. Repetir não ofende: um país se constrói com a memória de suas grandes mulheres e de seus grandes homens. A Cidade do Rio de Janeiro já homenageou merecidamente este centenário. É dada agora, ao Ministério da Cultura do Brasil, a oportunidade de fazer o mesmo.

Sugiro o nome do nordestino pioneiro do cinema nacional Luiz Severiano Ribeiro para Grande Homenageado post-mortem da Ordem do Mérito Cultural 2017.

Fotos de Marcelo Borgongino

Alguma coisa nova está no ar na moda brasileira: o Portal Zuzu Angel

A Casa França-Brasil está sob nova direção. Seu diretor é um nome tradicional e estimado das artes nacionais, Jesus Chediak, um homem de teatro, cinema, da cultura em geral. Sua primeira medida, ao tomar posse, foi formar um Conselho de Notáveis de vários segmentos artísticos. Assim, Ana Botafogo responde pelo Balé, Ziraldo pelo Design, Heloisa Aleixo Lustosa pelo setor de Museus. Convidada a abraçar, neste notável Conselho, o setor da Moda, como presidente do Instituto Zuzu Angel, pensei que local mais adequado não haveria, do que a França-Brasil, para o lançamento do Portal Zuzu Angel,  primeiro no gênero no país, bem como para apresentar as Reservas Técnicas da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil – já em pleno funcionamento na Usina da Tijuca.

Montamos a festa com o precioso apoio da Savá Produções, de Joanna Savaglia, e da Mil e Uma Imagens, de Marina Vieira, nossas parceiras na realização desse trabalhoso Projeto Zuzu Angel de Digitalização, que demorou três anos sendo empreendido.

Sim, a noite foi uma Festa. Com amigos da Moda, da Elegância, das Artes, das Letras, dos Museus, de toda a vida. Nossos queridos amigos de todas as ocasiões. Aqueles que contam muito e acompanham nosso trabalho laborioso de formiguinhas obstinadas. A temporada chuvosa, ora úmida e fria, ora úmida e quente, deste inverno carioca, fez algumas baixas expressivas abatidas pela gripe reinante. E é claro que a gente entendeu.

Porém, todos – ausentes e presentes – poderão curtir aqui a Festa – a nossa Festa, através das fotos. Vários não estão nos registros, pois a França-Brasil é imensa e havia muita gente. Perdoem-me as omissões fotográficas.

Com músicas apenas anos 60/70, décadas da moda de Zuzu, a equipe Rastropop comandou o espetáculo de som e imagem, com o VJ Lelo Cardoso e o DJ Otavio Taw (o China), feríssimas, brilharam na Festa, bem como brilhou a equipe do chef Demar.

No palco da França-Brasil, na contagem regressiva para colocar no ar o portal www.zuzuangel.com.br, cercada pela equipe de ouro, as coordenadoras do projeto Joanna Savaglia (por ela e pelo Claudiney Ferreira, do Itaú Cultural, nosso patrocinador master) e Marina Vieira; a equipe de conservação de indumentária, Manon Salles, Gabriela Lucio de Souza, Francini Rodrigues, Beatriz Figueirinha; a equipe de conservação de documentos, Simone Costa, Luís, Rubens Ramos, Atila José Antonio Lopes; os arquitetos do Estúdio Guanabara, André Daemon e Luisa Bogossian; a produção de fotografia, Cristina Boeller; o Instituto Zuzu Angel,  professoras Celina de Farias e Ruth Joffily, os amigos do marketing da patrocinadora Light, Ronald de Freitas e Luís Amaral. 10, 9, 8, 7, 6, 5…….

Iolanda Figueiredo, com suas camélias e estrelas, ícones da joalheria brasileira

O estilista-cantor Napoleão Lacerda entre Hosana Pereira e Vanja Chermont de Britto

Marcelo Calero e sua mãe, Tereza Calero

Vera Tostes, Ricardo Cravo Albin e Jesus Chediak, diretor da Casa França-Brasil

Dorita Moraes Barros, Iolanda Figueiredo e Maria Alice Celidônio

Fernanda Chies, Luciana e Maria Alice Araujo Pinho

Regina Rique e Maria Célia Moraes

Hilde (emocionada) e Marlene Rodrigues dos Santos

Embaixatriz Glorinha Paranaguá com uma de suas bolsas capotantes de lézard com alças de bambu

Francis Bogossian e a embaixatriz Michele Corrêa da Costa

Regina e Carlos Alberto Andrade Pinto

Sergio Chermont de Britto

Francis Bogossian, Nelida Piñon e Fernando Bicudo

Embaixador Márcio de Oliveira Dias e embaixatriz Michele Corrêa da Costa

Hilde e Vera Bocayuva Cunha

Mundo teatral: Amir Haddad, José Dias e Reinaldo Cotia Braga

Luiz Quattroni e Hilde

Mary Marinho e Haroldo Costa, Vanda Klabin e Paulo Bertazzi

Gustavo Gonçalves, Tania Caldas, José Ronaldo e Douglas Fazolato

As irmãs Tamborindeguy, Alice Maria e Narcisa

O anjo de Zuzu na fachada da França-Brasil

A Casa iuminada para receber os convidados

Com Yone Kegler e Calero

Ana Botafogo, Paulo Barragat, Liliana Rodriguez

Com Celina de Farias

Nina Kaufmann e sua loura equipe de blogueiras de moda e Mylene Peltier

Sumaya Neves e Vera Loyola, na primeira fila

Claudio Aboim e os Bangel

Sandra Vale e o embaixador Marcio Dias, Nelida Piñon e a jornalista

Com Francis, grande companheiro e apoio, nesta e em todas as empreitadas de minha vida

Fotos de Marcelo Borgongino     /    Fotos de Sebastião Marinho

Balanço do lançamento:

  • No Rio, hoje, não há quem, na mídia e na moda, desconheça o Acervo Digital e o Portal Zuzu Angel.
  • As peças promocionais da designer Cristiana Giustino são claras, bonitas e causam grande efeito.
  • As ações boladas por Joanna Savaglia e Marina Vieira deram certo.
  • A presença da diretoria de marketing da Light no palco conosco –  Ronald de Freitas e Luís Amaral.- foi muito importante como aval ao nosso trabalho.
  • O presidente do Ibram, Marcelo Mattos Araujo, foi representado por Vera Mangas – prestígio.
  • A presença da recém-eleita presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Angela Costa – prestígio.
  • O diretor do vizinho Museu Histórico Nacional, Paulo Knauss de Mendonça, estava lá com sua assessora, Vania Bonelli – prestígio.
  • A cônsul-geral do Canadá, Evelyne Coulombe, compareceu – prestígio.
  • Vários membros da Academia Brasileira de Arte: Ricardo Cravo Albin, Haroldo Costa, Sérgio Fonta, Maria Helena Andrade, Paulo Barragat – prestígio.
  • Os professores que inauguraram conosco o I Curso Superior de Moda do Estado do Rio de Janeiro, parceria nossa com a Universidade Veiga de Almeida, foram em bloco. Dayse Marques, Elle Alves, Beto Abreu, Flávio Bragança, a conselheira do Instituto Zuzu Angel, professora Ruth Joffily, e a vice-presidente, professora Celina de Farias. Todos nós juntinhos lá, no palco ou fora dele!
  • Os consagrados Nélida Piñon, Amir Haddad, Ana Botafogo – prestígio.
  • Livro de Presenças: Embaixatrizes Glorinha Paranaguá e Michele Corrêa da Costa, cônsul-geral do Canadá, Evelyne Coulombe, presidente da ACRJ, Angela Costa, Marlene Rodrigues dos Santos, Maria Alice Araujo Pinho, Luciana Araujo Pinho, Mylene Peltier de Queiroz, Maria Helena (Richet) Magarino Torres, Regina Rique, Sonia Simonsen, Dora Brito, Miriam Gagliardi, Dorita Moraes Barros, Iolanda Figueiredo, Maria Alice Celidônio, Tânia Caldas, Sandra Vale, Lucília Lopes, Lúcia Lima, Alicinha Sillveira, Loreta Burlamaqui, Narcisa Tamborindeguy, Alice Maria Tamborindeguy, Liliana Rodriguez, Regina Andrade Pinto, Beth Serpa, Joanna Maria Teixeira, Vera Tostes, BB Schmitt, Beth Suzano, Rosane Castro Neves, Yone Kegler, Yacy Nunes, Mary Marinho, Hosana Pereira, Vania Bonelli, Vanda Klabin, Jessica Gardocci, Vanja Chermont de Britto,Vera Bangel, Vera Bocayuva, Vera Congo, Vera Mangas, Dara Chapman, Nina Kaufman, Elza Barroso, Bia Willcox, Alda Soares, Daniela Brigs, Veluma, Celina de Farias, Maria Célia Moraes, Teresa Calero, Fernanda Chies, Martha Alencar, Liane Mazzarone, Ilka Bambirra, Andréa Cardoso, Simone Elias, Sonia Romano, Sumaya Neves, Roseana Corrêa, Diana Vianna, Cristiana Giustino, Angèle Dutra, Wilma Bogossian Amaral, Aimée Bogossian Roque, Ivette Bogossian Najn, Cinthia Fidalgo, Nina Corrêa Lopes, Vanja Ferreira, Andréa Tupinambá, Roberta Aguiar, Ruth Joffily, Renata Fraga, Nélida Piñon, Maria Helena Andrade, Gianna Roque, Ana Botafogo, Soraya Kabarite, Vera Mangas, Dayse Marques, Elle Alves.
  • Livro de Presenças: Embaixador Márcio de Oliveira Dias, o presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino, o presidente da Fundação Cesgranrio, Carlos Alberto Serpa, o diretor do MHN, Paulo Knauss de Mendonça, Renato Saraiva – do Projeto Panorama da Dança, Amir Haddad  – do Projeto Tá Na Rua, Ricardo Cravo Albin – do Instituto Cravo Albin, Sergio Fonta – produtor do Tribo do Teatro na Rádio Roquette Pinto, Luiz Quattrone, Sergio Chermont de Britto, Jorge Chateaubriand Alkmin, Douglas Fasolato, Marco Rodrigues, Sebastião Marinho Costa, Paulo Fraga, Heckel Verri, Colmar Diniz, Arthur Fidalgo, Waldir Leite, Jorge Salomão, Luís Antonio Elias, Gustavo Gonçalves, Fernando Bicudo, Zé Ronaldo Müller, Franklin Toscano, Nestor Rocha, Paulo Bertazzi, Ricardo Castro, Gilson Araujo Filho, José Paulo Soares, Marcelo Calero, Carlos Alberto Andrade Pinto, Murilo Veiga, Helcio Hime, Anisio Jordi, José Dias, Reinaldo Cotia Braga, Marcelo Borges, Alberto Sabino, Paulo César Corrêa Lopes, Eduardo Macedo (curador do Acervo Nilson Penna), Luís Bangel, Napoleão Lacerda, Walter Moraes, André Gontijo, Cesinha (memorialista da cantora Marlene), Claudio Aboim, Dalton Schmitt, Ricardo Oliveira Filho, André Bogossian, Gustavo Roque, Arnaldo Muxfeldt, Pedro da Matta, Luís Ricardo Rauen,  Haroldo Costa, Beto Abreu, Flávio Bragança, Paulo Roberto Barragat, Luciano Olivieri. Da Light, a diretoria de marketing: Ronald de Freitas e Luís Amaral.
  • Secretário de Cultura Lazaroni escreveu na mesma noite justificando, ficou até 22h no Teatro Municipal segurando pepinos numa reunião sem fim…

PROJETO DIGITALIZAÇÃO ACERVO ZUZU ANGEL

3 anos de trabalho

FICHA TÉCNICA

Direção Geral e Curadoria: Hildegard Angel Bogossian

Realização: Instituto Zuzu Angel

Coordenação do Projeto: Marina Vieira e Joanna Savaglia

Coordenação Administrativa: Joanna Savaglia e Marina Vieira

Consultoria: Savá Negócios Culturais e Mil e Uma Imagens Comunicação

Assistente Administrativa: Sarah Lima e Iara Pompeu

Gestão de Obras: Wilton Chacon

Consultoria e Documentação: Patricia Lira

Arquitetura: Estúdio Guanabara

Luísa Bogossian e André Daemon

Tradução: Marcelo Ferreira

Equipe Conservação Indumentária

Manon Salles

Francini Rodrigues

Beatriz Figueirinha

Gabriela Lucio de Souza

Equipe Conservação de Documentação

Rubens Ramos

Simone Costa

Atila Jose Antonio Lopes

Douglas Saturnino dos Santos

Fotografia

Mirian Fichtner e Masao Goto Filho

Produção  de Fotografia

Christina Boeller

Assistente de Fotografia

Manoel Félix

Construtora: Studio G

Tecnologia: Nuova

Manequins: WM Manequins

 

Mais um nome da moda que se vai antes do tempo. Morreu Marco Rica!

Marco Rica entre José Augusto Bicalho e Luís de Freitas, seus amigos e companheiros na sublime atividade de criar beleza 

Morreu Marco Rica, um dos nossos mais talentosos estilistas, que surgiu com todo o brilho de sua elegância e criatividade no Grupo Moda Rio, na década de 1970. Partiu muito antes da hora, assim como deixou de fazer moda muito antes do tempo, e não porque assim o desejasse, mas porque não lhe foi dada outra escolha. Essa abstinência compulsória da atividade que era seu oxigênio, sua motivação de vida, o fez definhar, entristecer. Decidiu se afastar do Rio, mudar-se para Búzios. Antes disso, enviou para a guarda do acervo do Instituto Zuzu Angel duas malas com toda a sua iconografia – fotos de desfiles passados, ensaios de lançamentos de coleções – e também editoriais sobre seu trabalho, entrevistas, ilustrações. Não havia guardado com ele criações suas para enviar, mas eu tinha comigo, desde 1993, as roupas lindas que ele fez para o desfile de lançamento do Instituto, e também as minhas “Marco Rica” pessoais, e fui pouco a pouco compondo, com mais algumas peças adquiridas em brechós, um painel de seu trabalho. Marco Rica está representado na Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil, ainda não à altura do que produziu, mas ainda esperamos reunir um número de peças suficientemente importante.

Hoje vejo que Marco ao nos enviar as duas malas que resumiam toda a história de sua vida profissional estava se despedindo de sua amada, a Moda.

Uma homenagem póstuma deverá ser prestada a Marco Rica em agosto, quando três novos membros imortais tomarão posse na Academia Brasileira da Moda – o estilista Luís de Freitas, também egresso do emblemático Grupo Moda Rio, o gaúcho da alta costura Rui Spohr e o pesquisador e mestre de moda João Braga. R.I.P. Marco Rica!

Há quase 30 anos na missão de fazer da moda memória, dar ao Brasil tal consciência

Tem sido longo e às vezes acidentado o percurso, quase 30 anos, nessa missão de fazer da moda memória, dar ao Brasil tal consciência. Conseguimos! Ultimamente, aqui e ali, pipocam notícias de iniciativas, pelo país, visando a criação de acervos ou museus de moda. Nossa Coleção Zuzu Angel vem sendo constituída há 40 anos. Nosso Acervo Casa Zuzu Angel de Memória da Moda / Museu da Moda soma quase 6 mil peças. Resultado de relações de amizade e confiança. E de sensibilidade de quem acreditou nesse projeto. Amigas e amigos deram força, apoio, estímulo. Este é um trecho da estrada, um passo, um degrau. Temos ainda muitos a vencer. Assim como já realizamos inúmeros outros. Sempre com a companhia, a presença, o apoio e o testemunho de amigos nossos, amigos da moda, amigos da mídia. Desta vez, nesta quadra que resultou no Portal e nas quatro Reservas Técnicas, com o Acervo (parte dele) digitalizado, organizado, catalogado, tivemos o patrocínio master e a parceria do Itaú / Itaú Cultural e o patrocínio da Light. Valeu demais. Foi tudo. Sem isso, não seria. Agora, vamos em frente. Em busca de somar mais aliados a este projeto singular, único mesmo, de valorização da moda como memória, História e patrimônio museológico de nosso Brasil. E vamos todos juntos, nós e vocês. Beijos Hilde

FICHA TÉCNICA –

Projeto Portal Zuzu Angel / Reservas Técnicas / Digitalização e Conservação de parte do Acervo de Indumentária e Documental – período de realização: 2 anos.

  • Direção Geral e Curadoria: Hildegard Angel Bogossian
  • Realização: Instituto Zuzu Angel
  • Coordenação do Projeto: Marina Vieira e Joanna Savaglia
  • Coordenação Administrativa: Joanna Savaglia e Marina Vieira
  • Consultoria: Savá Negócios Culturais e Mil e Uma Imagens Comunicação
  • Assistente Administrativa: Sarah Lima e Iara Pompeu
  • Gestão de Obras: Wilton Chacon
  • Consultoria e Documentação: Patricia Lira
  • Arquitetura: Estúdio Guanabara / Luísa Bogossian e André Daemon
  • Tradução: Marcelo Ferreira
  • Equipe Conservação Indumentária
  • Manon Salles
  • Francini Rodrigues
  • Beatriz Figueirinha
  • Gabriela Lucio de Souza
  • Equipe Conservação de Documentação
  • Rubens Ramos
  • Simone Costa
  • Atila Jose Antonio Lopes
  • Douglas Saturnino dos Santos
  • Fotografia: Mirian Fichtner e Masao Goto Filho
  • Produção  de Fotografia: Christina Boeller
  • Assistente de Fotografia: Manoel Félix
  • Construtora: Studio G
  • Tecnologia: Nuova
  • Manequins: WM Manequins

Agradecimentos evento Casa França-Brasil:

  • Secretário de Estado de Cultura, André Lazaroni
  • Diretor da Casa França-Brasil, Jesus Chediak
  • DJ Otavio Taw – Rastropop

Instituto Zuzu Angel – IZA  –  Academia Brasileira da Moda

Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil   

Acervo, Conservação e Restauração de Têxteis

Um estúdio fotográfico foi montado na Casa Zuzu Angel para serem feitos os registros, em fundo infinito, das 160 peças de Indumentária. Vinte vestidos giram em 360º no portal.

As Reservas Técnicas de Indumentária 3 e 4 são conectadas por porta com vitral Art-Nouveau emoldurada por azulejos portugueses, parte dos ornamentos da Casa Zuzu

As caixas foram especialmente executadas de acordo com as especificações de tamanho, material, ventilação e manuseio exigidas.

Cada caixa traz sua etiqueta com QR Code, podendo ter acesso às informações no portal

O cuidado no acondicionamento dos lenços, sem dobraduras. Todo o material utilizado nas embalagens, papel, papelão, é não ácido

Rolinhos nas dobras das roupas, para o tecido não ficar marcado

Os anjinhos estampados de Zuzu dormem em berço esplêndido…

Dataloggers controlam a umidade 24h/dia

A Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil – Acervo, Conservação e Restauração de Têxteis, na Usina, é cercada por jardins floridos.

Instituto Zuzu Angel

Zuzu foi pioneira no Brasil da exposição de sua marca no produto

Instituto Zuzu Angel

Os caftans com a estampa de anjinhos de Zuzu eram um sucesso

Instituto Zuzu Angel

Oriental look

Fotos estúdio: Mirian Fichtner e Masao Goto Filho / Fotos ambientes: Manon Salles