Tony Mayrink Veiga, uma legenda social brasileira. Os amigos se preocupam, Carmen já se despediu…

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Tony Mayrink Veiga, com a mulher, Carmen I e Única, e a filha, Antonia Frering

É preocupante o estado de saúde de um dos mais emblemáticos personagens masculinos da sociedade brasileira. São poucas as esperanças de seus familiares. Apesar das várias cirurgias cardíacas já sofridas, não foi este o motivo que levou ao estado comatoso em que se encontra o empresário Antonio Mayrink Veiga, o Tony.

Ao lado da incomparável Carmen, ele formou, ao longo de décadas douradas, um dos casais mais elegantes, incensados e proclamados de nosso high, chegando ao Olimpo do grand monde internacional, aquele dos sobrenomes mais aristocráticos e inacessíveis, em se tratando de nobreza e em se tratando de negócios.

Frequentaram as páginas das revistas, jornais e colunas mais faiscantes, os flashes foram deles, as primeiras páginas, as primeiras filas, as melhores mesas, os lugares mais destacados. Ao lado de Carmen, Tony recebeu como lorde, foi recebido como rei. Eram convidados frequentes de caçadas em castelos europeus, bailes espetaculares, festas ímpares, ao lado de Patiños, Schlumbergers, Agnelis, Onassis, Niarchos e outros bilionários que fizeram história.

Andou nos melhores carros, voou nos jatos mais potentes, flutuou nas lanchas mais velozes. Com Carmen, frequentou os melhores restaurantes, bebeu os melhores vinhos (ela, pouco, pois praticamente não bebe). O mundo foi deles. E eram lindos, jovens, vigorosos, especiais.

Viveram o melhor que puderam, luxaram muito, se vestiram com extrema elegância. The best of the best. Juntos, souberam exercer com maestria o savoir faire, o savoir vivre, a verve, a sofisticação. Tudo isso com muito dinheiro, e sabendo gastar com requinte todo o dinheiro que tinham.

No peneirar de tanta abastança, Tony foi premiado com dois filhos carinhosos, Antonia e Antenor, que o acompanham desde sempre. E com a inigualável Carmen, que se compadece e se preocupa com o marido, independentemente das muitas feridas que uma vida conjugal sujeita a tantas variações possa provocar, ora ensolarada, ora assolada por intempéries. Prevalecem em Carmen os valores familiares da mamma italiana, o companheirismo, a memória dos momentos bons, a compaixão.

Antenor e Antonia estão com eles. Segurando a mão. Cuidando, atentos. Acompanhando, confortando. Carmen já se despediu de Tony. Os filhos já preparam os amigos mais próximos para o pior.

Os amigos torcem para que Antonio Mayrink Veiga, o Tony, esteja o melhor que uma pessoa possa estar num quadro preocupante como o que agora atravessa.

Ao aniversariante Santo Antonio, devoção de minha mãe, um presente divino: a obra de Chico e Miltinho

Muito obrigada, Chico Buarque e Miltinho MPB-4, por esse extraordinário hino da tragédia brasileira, que consagra e consolida a memória de luta, bravura e sofrimento de minha mãe, Zuzu Angel!

Chico cantando “¿Que hay de tu silencio?” (Angélica), composta para Zuzu Angel, legendas em espanhol. Vídeo inédito, porém sem data.

O vídeo de Tassia e a piscina de ratos

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Tassia combativa e sempre ascendente, no pensamento e nas causas

A atriz Tassia Camargo está sendo alvo de perseguição pelos blogs marrons, que a rotulam de “decadente”, por se posicionar a favor da Presidenta Dilma no episódio do corte da verba de suprimento do Palácio da Alvorada.

Tassia gravou um vídeo que se espalhou “feito rastilho de pólvora” pedindo doações em comida para o Alvorada enquanto durar esse corte. Por isso é desconsiderada desse modo grosseiro.

Com um longo currículo de trabalhos realizados, Tassia é muito querida e respeitada no meio artístico, onde se destaca também por seu desassombro em abraçar causas que mobilizam a sociedade – e não nos ocorre que isso seja proibido ou criminalizado no Brasil. Pelo menos por enquanto.

O apelo de Tassia é perfeito e oportuno. Se se corta a verba de suprimento do palácio não há comida, óbvio. Nem pra Dilma nem pra ninguém no Alvorada. Ela terá de pagar com recursos pessoais para si e todos que servem ao Alvorada e no Alvorada. Ou então pedir ao pessoal que leve marmita de casa, o que não é tradição dos palácios, muito menos quando os funcionários dormem no local do serviço. Um contra senso, uma mesquinharia, enfim, perseguição e falta do que fazer.

O governo provisório parece agir inspirado naquele grã-fino paulista, barrado no Harmonia, que de vingança furou um buraco no muro da casa vizinha e introduziu no clube, por aquela passagem, milhares de ratos vivos, além de alugar um helicóptero e jogar na piscina do clube centenas de ratos mortos.

Fará também assim o interinato até obter o Alvorada pra si?

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Cuba liga seu alerta vermelho contra os riscos da invasão do ‘big money’ da cultura pop

Os zeladores da cultura cubana reagem ao primeiro alerta.

Artistas, intelectuais, escritores, mesmo favoráveis à abertura de Cuba ao mundo, acendem o sinal vermelho e chamam a atenção dos gestores da ilha sobre os riscos da investida do dinheiro grande da cultura pop sobre os valores cubanos, que devem ser preservados. Eles querem o intercâmbio cultural, mas mantendo preservada sua identidade e sem importar “o ruim dos americanos”, como foi nos anos 30 e 40.

Houve Rolling Stones. Houve a produção de mais um filme da série “Velozes e Furiosos”. Houve desfile da coleção verão 2017 da Chanel. E vai haver a produção do quinto filme da série “Transformers”…. Tudo isso na simpática ilha do Buena Vista Social Club..

Após ler o artigo abaixo, que traduzi para vocês – e cuja leitura recomendo – fui conferir mais atentamente a coleção criada por Lagerfeld para Chanel e desfilada na Ilha de Cuba, para frisson dos fashionistas em geral. É bonita, é fosforescente, mas é um desperdício de tema, pois ignora a história de resistência daquele povo corajoso, brioso e sofrido, a emoção, a garra, o destemor, ignora muita informação, um tanto de sacrifício, memória, drama e superação. Muito ingrediente para um caldo substancial de inspiração extraordinária, que não foi, contudo, exibida na passarela.

Foi vista uma coleção bonita, graciosa, mas perdeu-se a oportunidade de uma coleção histórica de moda, no contexto internacional. Cruise é mais uma coleção glamourosa, em mais um cenário instigante.

O intenso ritmo de produção criativa de Lagerfeld, o último dos veteranos em atividade, talvez não lhe tenha permitido a oportunidade de um trabalho extraordinário, talento para isso ele tem. Quem sabe precisasse ter também o ímpeto de um Galliano, o voo de um McQueen, a ousadia de um Mugler ou um Lacroix. O atrevimento de uma Chanel.

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Leiam aqui esse artigo de Michael Weissenstein, da Associated Press, do BoF, Business of Fashion, http://www.businessoffashion.com/

AS FÉRIAS DE CHANEL EM CUBA

O tsunami triplo do capitalismo global que se abateu sobre a socialista Cuba este mês gerou um intenso debate sobre a desvantagem da distensão com os Estados Unidos.

Artistas, escritores e intelectuais, que acreditam profundamente na abertura de Cuba ao mundo, estão questionando a gestão do seu governo de um ataque do grande dinheiro da cultura pop.

Em uma ilha que se orgulha de igualitarismo,  soberania e o seu longo histórico de realizações nas artes, muitos estão criticando abertamente ofertas opacas de empresas multinacionais, que procuram cenários pitorescos para perseguições de carros e desfiles de vestidos de verão. “A essência da coisa é que somos um país com uma história particular, que tem uma cultura particular. Temos que ser conscientes desses valores e mantê-los em mente quando é hora de negociar”, disse Graziella Pogolotti, uma crítica cultural de 84 anos, que escreveu um longo editorial na mídia estatal clamando a uma reflexão mais profundo sobre o intercâmbio de Cuba com marcas do entretenimento internacional.

Os cubanos começaram a reclamar logo após o início da filmagem em Havana da oitava edição da franquia altamente lucrativa do filme de ação “Velozes e Furiosos”. Nas esquinas e nas salas de estar, homens e mulheres trabalhadores questionaram como eles iriam beneficiar de uma produção que estava causando engarrafamentos aparentemente intermináveis ​​- um fenômeno novo em uma cidade onde relativamente poucas pessoas possuem carros.

Então veio a chegada do “Adonia”, o primeiro navio de cruzeiro dos EUA a atracar em Cuba em quase 40 anos.

Em todo o mundo, os telespectadores assistiram a americanos, com aspecto próspero, recebidos por bandejas de bebidas de rum e dançarinos afro-cubanos em acanhados trajes de banho, modelados com a bandeira cubana. Para muitos cubanos, um espetáculo unindo os piores estereótipos exóticos sobre seu país com desrespeito a um símbolo da independência.

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Em 24 horas, o mundo de ricos e famosos já estava descansando nos bancos dos parques, no majestoso boulevard colonial Prado, onde modelos esbeltas exibiram roupas de Chanel, da sua “Cruise Collection – verão 2017”, que pareciam inspiradas na Cuba pré-revolucionária.

A audiência majoritariamente estrangeira chegou ao local em carros clássicos americanos, especialmente contratados para a ocasião.

Os moradores de Havana tiveram que assistir ao show de moda por trás das cercas da polícia, mais do que a uma quadra de distância.

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Um ano e meio depois de os EUA e Cuba declararem a distensão, e um mês depois de o presidente Barack Obama visitar Havana, parecia que o mundo do comércio e do entretenimento global finalmente desembarcava em Cuba com toda força.

Muitos cubanos ficaram exultantes. Consumidores ávidos de cultura americana em TV e filmes pirateados congratularam-se ante a visão de estrelas de cinema andando pelas ruas de um país, que muitas vezes se sentiu isolado do mundo exterior.

Muitos se disseram esperançosos de que os milhões gastos nessas produções iriam melhorar a vida para aqueles que ainda não se beneficiaram do aumento do turismo pós-distensão. Mas a atitude de pessoas, que se sentiram pessoalmente ofendidas e excluídas dos eventos, começou a se traduzir no ceticismo sobre se o novo status “inn” de seu país ajudaria a melhorar suas vidas. “Eu amo o fato de o mundo estar olhando para nós, estar se voltando para Cuba, mas até agora eu não percebo que isso esteja trazendo benefícios reais e concretos”, disse Alberto O’Reilly, um  bibliotecário de 22 anos expulso pela polícia da esquina de uma rua enquanto tentava assistir ao desfile de Chanel.


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Para alguns cubanos, os óculos chamativos usado pelas modelos recordaram os dias pré-revolucionários, quando os americanos ricos viam Cuba como um playground tropical e sexy, ignorando os problemas das pessoas que viviam na ilha. Época famosa pelo fechamento, por Fidel Castro, dos casinos e nightclubs mais sórdidos, assim que ele chegou ao poder. “É muito importante que nós não endossemos o retorno do que os americanos têm de pior”, disse Desiderio Navarro, um editor e crítico amplamente respeitado. “Nós não estamos na década de 1930 ou nos anos 40 e não devemos repetir os erros do passado.”

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Essa reação pública começou um dia após o fashion show de Chanel, com um post notável escrito por Sergio Gomez, o editor internacional do Granma, jornal oficial do Partido Comunista de Cuba.

Gomez, 28, registrou no site de blogs Médio um post dilacerante em que pediu aos líderes de Cuba para explicarem melhor suas relações com os objetivos de Chanel e da NBC Universal, a gigante do entretenimento, que rodou “Velozes e Furiosos” em Havana.

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“Seria difícil derrubar a revolução, muito menos a revolução de Cuba, com as filmagens de um blockbuster de Hollywood, helicóptero incluídos, ou com o fechamento da Avenida Prado para mostrar a “Cruise Collection” de uma famosa marca da moda francesa”, ele escreveu. “Mas a maneira como estes eventos são interpretados no contexto de um processo de mudança, que vai definir o destino de 11 milhões de pessoas, pode subverter o consenso social que o país manteve por mais de meio século.”

“Havia muitas pessoas na Avenida Prado tentando ver o show”, escreveu, “mas havia ainda mais gente nas lojas, tentando encontrar bens básicos com preços reduzidos recentemente, como frango e óleo de cozinha.”

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A crítica de arte Pogolotti chegou perto. Em uma carta aberta no jornal estatal Juventud Rebelde ela reconheceu que “Cuba precisa de comércio, investimento e turismo, a fim de enfrentar as dificuldades econômicas que nos afligem”.

“Mas as exigências da realidade não podem nos fazer esquecer que devemos, acima de tudo, lutar pela soberania nacional”, escreveu. “Isso significa que devemos, em cada caso, definir as regras do jogo. É responsabilidade de todos exigirem o respeito à dignidade de nossos cidadãos.”

Três dias depois, o Juventud Rebelde publicou uma entrevista trazendo um confronto invulgar entre o repórter Onaisys Fonticoba Gener e Roberto Smith, presidente do Instituto do Cinema, que lida com produções estrangeiras.

Onaisys perguntou a Smith quanto a NBC Universal estava pagando para filmar “Velozes e Furiosos” em Cuba e onde o dinheiro estava indo. Smith pulou a primeira pergunta e assegurou que o dinheiro iria para apoiar cineastas cubanos.

A União Oficial de Escritores e Artistas de Cuba também se queixou de que a recepção aos cruzeiros oferecia “uma visão deplorável para aqueles que visitam o nosso país pela primeira vez.”

Ainda assim, parece que não faltarão a Cuba oportunidades para acertar.

Michael Bay, diretor da série “Transformers”, baseada nos robôs de brinquedo de 1980, disse em seu blog esta semana que a produção de seu quinto filme está prestes a começar, esta semana … em Cuba!

“Coleção Cruise Chanel 2017” | Fonte: Cortesia HAVANA, Cuba – “Fast and Furious”. navios de cruzeiro dos EUA. A celebração privada repleta de estrelas de Chanel.

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Mandatory Credit: Photo by Giovanni Giannoni/WWD/REX/Shutterstock (5673696ci) Models and dancers on the catwalk Chanel fashion show, Havana, Cuba - 03 May 2016

Mandatory Credit: Photo by Giovanni Giannoni/WWD/REX/Shutterstock (5673696ci)
Models and dancers on the catwalk
Chanel fashion show, Havana, Cuba – 03 May 2016

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A Associação Comercial abre a caixa preciosa da joalheria nacional… e você está convidado!

A Associação Comercial RJ, seu presidente, Paulo Manoel Protásio, o Instituto Zuzu Angel, a vice-presidente da ACRJ e notável concertista, Maria Luiza Nobre, a connaisseuse da alta joalheria Laja Zylberman, da Sara Joias, a internacional H Stern, e seu embaixador, Christian Hallot, o pesquisador e presidente do Conselho de Cultura, Ricardo Cravo Albin, a museóloga e vice-presidente do Conselho de Cultura, Vera Tostes,  a ‘Joia Brasil’ Anna Clara Herrmann, o designer Pepe Torras, a luxuosa Márcia Veríssimo, a joalheira Francisca Lessa Bastos, só nomes top envolvidos e convidando para o Seminário ‘O Mercado Criativo de Joias’, dia 30, na ACRJ, 15h, para quem se interessa pelo tema precioso e quer saber como gira esse mundo de cositas belas e refinadas, que, desde que o mundo é mundo, faz girarem as cabeças e os olhos de homens e mulheres fascinados pelo brilho das gemas, o poder dos metais, o talento dos ourives.
 
A ACRJ desvenda esse baú de revelações preciosas, em tarde especialíssima, com direito a palestras, perguntas e Coffee Break, encerramento previsto para às 18h10.
 
Uma iniciativa do Comitê Zuzu Angel de Moda, do Conselho Empresarial de Cultura da Associação-CRJ, com Entrada Franca.
 
Agora, eu pergunto: E você VAI PERDER ESSA?!!!

Stuart: 45 anos de não esquecimento

São 45 anos de não esquecimento.

Heróis como Stuart não morrem, se fazem mais vivos e presentes a cada dia, fato, turbulência ou crise quando seus exemplos de bravura se tornam referências necessárias. Eles são a nossa esperança de coragem, o estímulo ao brio, o alento por transformação.

Stuart vive, assim como palpitam intensamente vivos na memória brasileira os 379 mortos e desaparecidos políticos, que sucumbiram submetidos a sofisticados e indescritíveis, em suas maldades, métodos de tortura.

Tombaram em nome de ideais, pensando, não em si, mas na coletividade. Num certo momento, em nosso Brasil democrático, me animei a pensar que meu irmão não morrera em vão. Isso me confortava a alma, mesmo não tendo seu corpo.

Agora, nem corpo, nem conforto.

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Os 379 Mortos e Desaparecidos Políticos em memória dos quais também rezaremos

  1. Abelardo Rausch de Alcântara
  2. Abílio Clemente Filho
  3. Adauto Freire da Cruz
  4. Aderval Alves Coqueiro
  5. Adriano Fonseca Filho
  6. Afonso Henrique Martins Saldanha
  7. Aides Dias de Carvalho
  8. Albertino José de Farias
  9. Alberto Aleixo
  10. Alceri Maria Gomes da Silva
  11. Aldo de Sá Brito Souza Neto
  12. Alex de Paula Xavier Pereira
  13. Alexander José Ibsen Voerões
  14. Alexandre Vannucchi Leme
  15. Alfeu de Alcântara Monteiro
  16. Almir Custódio de Lima
  17. Aluízio Palhano Pedreira Ferreira
  18. Alvino Ferreira Felipe
  19. Amaro Felix Pereira
  20. Amaro Luiz de Carvalho
  21. Ana Maria Nacinovic Corrêa
  22. Ana Rosa Kucinski Silva
  23. Anatália de Souza Melo Alves
  24. André Grabois
  25. Angelina Gonçalves
  26. Ângelo Arroyo
  27. Ângelo Cardoso da Silva
  28. Antogildo Pascoal Viana
  29. Antônio Alfredo de Lima
  30. Antônio Bem Cardoso
  31. Antônio Benetazzo
  32. Antônio Carlos Bicalho Lana
  33. Antônio Carlos Monteiro Teixeira
  34. Antônio Carlos Nogueira Cabral
  35. Antônio de Araújo Veloso
  36. Antônio de Pádua Costa
  37. Antônio dos Três Reis de Oliveira
  38. Antonio Ferreira Pinto
  39. Antonio Guilherme Ribeiro Ribas
  40. Antônio Henrique Pereira Neto
  41. Antônio Joaquim de Souza Machado
  42. Antônio José dos Reis
  43. Antonio Luciano Pregoni
  44. Antônio Marcos Pinto de Oliveira
  45. Antônio Raymundo de Lucena
  46. Antônio Sérgio de Mattos
  47. Antônio Teodoro de Castro
  48. Ari de Oliveira Mendes Cunha
  49. Ari Lopes de Macêdo
  50. Arildo Valadão
  51. Armando Teixeira Fructuoso
  52. Arnaldo Cardoso Rocha
  53. Arno Preis
  54. Ary Abreu Lima da Rosa
  55. Ary Cabrera Prates
  56. Augusto Soares da Cunha
  57. Aurea Eliza Pereira
  58. Aurora Maria Nascimento Furtado
  59. Avelmar Moreira de Barros
  60. Aylton Adalberto Mortati
  61. Batista
  62. Benedito Gonçalves
  63. Benedito Pereira Serra
  64. Bergson Gurjão Farias
  65. Bernardino Saraiva
  66. Boanerges de Souza Massa
  67. Caiupy Alves de Castro
  68. Carlos Alberto Soares de Freitas
  69. Carlos Antunes da Silva
  70. Carlos Eduardo Pires Fleury
  71. Carlos Lamarca
  72. Carlos Marighella
  73. Carlos Nicolau Danielli
  74. Carlos Roberto Zanirato
  75. Carlos Schirmer
  76. Cassimiro Luiz de Freitas
  77. Catarina Helena Abi-Eçab
  78. Célio Augusto Guedes
  79. Celso Gilberto de Oliveira
  80. Chael Charles Schreier
  81. Cilon Cunha Brum
  82. Ciro Flávio Salazar de Oliveira
  83. Cloves Dias de Amorim
  84. Custódio Saraiva Neto
  85. Daniel José de Carvalho
  86. Daniel Ribeiro Callado
  87. Darcy José dos Santos Mariante
  88. David Capistrano da Costa
  89. David de Souza Meira
  90. David Eduardo Chab Tarab Baabour
  91. Dênis Casemiro
  92. Dermeval da Silva Pereira
  93. Devanir José de Carvalho
  94. Dilermano Mello do Nascimento
  95. Dimas Antônio Casemiro
  96. Dinaelza Santana Coqueiro
  97. Dinalva Oliveira Teixeira
  98. Divino Ferreira de Souza
  99. Divo Fernandes D’ Oliveira
  100. Dorival Ferreira
  101. Durvalino Porfirio de Souza
  102. Edgar de Aquino Duarte
  103. Edmur Péricles Camargo
  104. Edson Luiz Lima Souto
  105. Edson Neves Quaresma
  106. Edu Barreto Leite
  107. Eduardo Antônio da Fonseca
  108. Eduardo Collen Leite
  109. Eduardo Collier Filho
  110. Eduardo Gonzalo Escabosa
  111. Eiraldo de Palha Freire
  112. Eliane Martins
  113. Elmo Corrêa
  114. Élson Costa
  115. Elvaristo Alves da Silva
  116. Emmanuel Bezerra dos Santos
  117. Enrique Ernesto Ruggia
  118. Epaminondas Gomes de Oliveira
  119. Eremias Delizoicov
  120. Esmeraldina Carvalho Cunha
  121. Eudaldo Gomes da Silva
  122. Evaldo Luiz Ferreira de Souza
  123. Ezequias Bezerra da Rocha
  124. Feliciano Eugenio Neto
  125. Felix Escobar
  126. Fernando Augusto da Fonseca
  127. Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira
  128. Fernando Borges de Paula Ferreira
  129. Fernando da Silva Lembo
  130. Flavio Carvalho Molina
  131. Flávio Ferreira da Silva
  132. Francisco das Chagas Pereira
  133. Francisco Emanuel Penteado
  134. Francisco José de Oliveira
  135. Francisco Manoel Chaves
  136. Francisco Seiko Okama
  137. Francisco Tenório Cerqueira Júnior
  138. Frederico Eduardo Mayr
  139. Gastone Lúcia de Carvalho Beltrão
  140. Gelson Reicher
  141. Geraldo Bernardo da Silva
  142. Geraldo da Rocha Gualberto
  143. Gerardo Magela Fernandes Torres da Costa
  144. Gerson Theodoro de Oliveira
  145. Getulio de Oliveira Cabral
  146. Gilberto Olímpio Maria
  147. Gildo Macedo Lacerda
  148. Gilson Miranda
  149. Grenaldo de Jesus da Silva
  150. Guido Leão
  151. Guilherme Gomes Lund
  152. Gustavo Buarque Schiller
  153. Hamilton Fernando Cunha
  154. Hamilton Pereira Damasceno
  155. Helber José Gomes Goulart
  156. Hélcio Pereira Fortes
  157. Helenira Resende de Souza Nazareth
  158. Heleny Ferreira Telles Guariba
  159. Hélio Luiz Navarro de Magalhães
  160. Henrique Cintra Ferreira de Ornellas
  161. Higino João Pio
  162. Hiran de Lima Pereira
  163. Hiroaki Torigoe
  164. Honestino Monteiro Guimarães
  165. Horacio Domingo Campiglia
  166. Iara Iavelberg
  167. Ichiro Nagami
  168. Idalísio Soares Aranha Filho
  169. Ieda Santos Delgado
  170. Iguatemi Zuchi Teixeira
  171. Inocêncio Pereira Alves
  172. Iris Amaral
  173. Ismael Silva de Jesus
  174. Israel Tavares Roque
  175. Issami Nakamura Okano
  176. Itair José Veloso
  177. Iuri Xavier Pereira
  178. Ivan Mota Dias
  179. Ivan Rocha Aguiar
  180. Izis Dias de Oliveira
  181. Jaime Petit da Silva
  182. James Allen da Luz
  183. Jana Moroni Barroso
  184. Jane Vanini
  185. Jarbas Pereira Marques
  186. Jayme Amorim de Miranda
  187. Jean Henri Raya Ribard
  188. Jeová Assis Gomes
  189. João Alfredo Dias
  190. João Antônio Santos Abi-Eçab
  191. João Barcellos Martins
  192. João Batista Franco Drumond
  193. João Batista Rita
  194. João Bosco Penido Burnier
  195. João Carlos Cavalcanti Reis
  196. João Carlos Haas Sobrinho
  197. João de Carvalho Barros
  198. João Domingos da Silva
  199. João Gualberto Calatrone
  200. João Leonardo da Silva Rocha
  201. João Lucas Alves
  202. João Massena Melo
  203. João Mendes Araújo
  204. João Pedro Teixeira
  205. João Roberto Borges de Souza
  206. Joaquim Alencar de Seixas
  207. Joaquim Câmara Ferreira
  208. Joaquim Pires Cerveira
  209. Joaquinzão
  210. Joel José de Carvalho
  211. Joel Vasconcelos Santos
  212. Joelson Crispim
  213. Jonas José de Albuquerque Barros
  214. Jorge Alberto Basso
  215. Jorge Aprígio de Paula
  216. Jorge Leal Gonçalves Pereira
  217. Jorge Oscar Adur
  218. José Bartolomeu Rodrigues de Souza
  219. José Campos Barreto
  220. José Carlos da Costa
  221. José Carlos Novaes da Mata Machado
  222. José Dalmo Guimarães Lins
  223. José de Oliveira
  224. José de Souza
  225. José Ferreira de Almeida
  226. José Gomes Teixeira
  227. José Guimarães
  228. José Huberto Bronca
  229. José Idésio Brianezi
  230. José Inocêncio Barreto
  231. José Isabel do Nascimento
  232. José Jobim
  233. José Júlio de Araújo
  234. José Lavecchia
  235. José Lima Piauhy Dourado
  236. José Manoel da Silva
  237. José Maria Ferreira de Araújo
  238. José Maurílio Patrício
  239. José Maximino de Andrade Netto
  240. José Mendes de Sá Roriz
  241. José Milton Barbosa
  242. José Montenegro de Lima
  243. José Nobre Parente
  244. José Porfirio de Souza
  245. José Raimundo da Costa
  246. José Roberto Arantes de Almeida
  247. José Roberto Spiegner
  248. José Roman
  249. José Sabino
  250. José Silton Pinheiro
  251. José Soares dos Santos
  252. José Toledo de Oliveira
  253. José Wilson Lessa Sabbag
  254. Juan Antônio Carrasco Forrastal
  255. Juares Guimarães de Brito
  256. Juarez Rodrigues Coelho
  257. Juvelino Andrés Carneiro da Fontoura Gularte
  258. Kleber Lemos da Silva
  259. Labibe Elias Abduch
  260. Lauriberto José Reyes
  261. Leopoldo Chiapetti
  262. Líbero Giancarlo Castiglia
  263. Lígia Maria Salgado Nóbrega
  264. Liliana Ines Goldemberg
  265. Lincoln Bicalho Roque
  266. Lincoln Cordeiro Oest
  267. Lorenzo Ismael Viñas
  268. Lourdes Maria Wanderley Pontes
  269. Lourenço Camelo de Mesquita
  270. Lourival Moura Paulino
  271. Lúcia Maria de Souza
  272. Lucimar Brandão Guimarães
  273. Lucindo Costa
  274. Lúcio Petit da Silva
  275. Luís Alberto Andrade de Sá e Benevides
  276. Luisa Augusta Garlippe
  277. Luiz Almeida Araújo
  278. Luiz Antônio Santa Barbara
  279. Luiz Carlos Augusto
  280. Luiz Carlos de Almeida
  281. Luiz Eduardo da Rocha Merlino
  282. Luiz Eurico Tejera Lisbôa
  283. Luiz Fogaça Balboni
  284. Luiz Ghilardini
  285. Luiz Gonzaga dos Santos
  286. Luiz Hirata
  287. Luíz Ignácio Maranhão Filho
  288. Luiz José da Cunha
  289. Luiz Paulo da Cruz Nunes
  290. Luiz Renato do Lago Faria
  291. Luiz Renato Pires de Almeida
  292. Luiz René Silveira e Silva
  293. Luiz Vieira
  294. Lyda Monteiro da Silva
  295. Manoel Aleixo da Silva
  296. Manoel Alves de Oliveira
  297. Manoel Custódio Martins
  298. Manoel Fiel Filho
  299. Manoel José Mendes Nunes Abreu
  300. Manoel José Nurchis
  301. Manoel Lisbôa de Moura
  302. Manoel Raimundo Soares
  303. Manoel Rodrigues Ferreira
  304. Márcio Beck Machado
  305. Marco Antônio Braz de Carvalho
  306. Marco Antônio Dias Baptista
  307. Marcos Antônio da Silva Lima
  308. Marcos Basílio Arocena da Silva Guimarães
  309. Marcos José de Lima
  310. Marcos Nonato da Fonseca
  311. Margarida Maria Alves
  312. Maria Ângela Ribeiro
  313. Maria Augusta Thomaz
  314. Maria Auxiliadora Lara Barcellos
  315. Maria Celia Corrêa
  316. Maria Lúcia Petit da Silva
  317. Maria Regina Lobo Leite de Figueiredo
  318. Maria Regina Marcondes Pinto
  319. Mariano Joaquim da Silva
  320. Marilena Villas Boas Pinto
  321. Mário Alves de Souza Vieira
  322. Mário de Souza Prata
  323. Massafumi Yoshinaga
  324. Maurício Grabois
  325. Mauricio Guilherme da Silveira
  326. Merival Araújo
  327. Miguel Pereira dos Santos
  328. Miguel Sabat Nuet
  329. Milton Soares de Castro
  330. Miriam Lopes Verbena
  331. Monica Suzana Pinus de Binstock
  332. Napoleão Felipe Biscaldi
  333. Nativo da Natividade de Oliveira
  334. Neide Alves dos Santos
  335. Nelson José de Almeida
  336. Nelson Kohl
  337. Nelson Lima Piauhy Dourado
  338. Nestor Vera
  339. Newton Eduardo de Oliveira
  340. Nilda Carvalho Cunha
  341. Nilton Rosa da Silva
  342. Norberto Armando Habegger
  343. Norberto Nehring
  344. Odair José Brunocilla
  345. Odijas Carvalho de Souza
  346. Olavo Hanssen
  347. Onofre Ilha Dornelles
  348. Onofre Pinto
  349. Orlando da Silva Rosa Bomfim Junior
  350. Orlando Momente
  351. Ornalino Cândido da Silva
  352. Orocilio Martins Gonçalves
  353. Oswaldo Orlando da Costa
  354. Otávio Soares Ferreira da Cunha
  355. Otoniel Campos Barreto
  356. Paschoal Souza Lima
  357. Pauline Philipe Reichstul
  358. Paulo César Botelho Massa
  359. Paulo Costa Ribeiro Bastos
  360. Paulo de Tarso Celestino da Silva
  361. Paulo Guerra Tavares
  362. Paulo Mendes Rodrigues
  363. Paulo Roberto Pereira Marques
  364. Paulo Stuart Wright
  365. Paulo Torres Gonçalves
  366. Pedro “Carretel”
  367. Pedro Alexandrino Oliveira Filho
  368. Pedro Domiense de Oliveira
  369. Pedro Inácio de Araújo
  370. Pedro Jerônimo de Souza
  371. Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar
  372. Péricles Gusmão Régis
  373. Raimundo Eduardo da Silva
  374. Raimundo Ferreira Lima
  375. Raimundo Gonçalves de Figueiredo
  376. Raimundo Nonato Paz
  377. Ramires Maranhão do Valle
  378. Ranúsia Alves Rodrigues
  379. Raul Amaro Nin Ferreira
  380. Reinaldo Silveira Pimenta
  381. Roberto Adolfo Val Cazorla
  382. Roberto Cietto
  383. Roberto Macarini
  384. Roberto Rascado Rodriguez
  385. Rodolfo de Carvalho Troiano
  386. Ronaldo Mouth Queiroz
  387. Rosalindo Sousa
  388. Rubens Beyrodt Paiva
  389. Rui Osvaldo Aguiar Pfutzenreuter
  390. Ruy Carlos Vieira Berbert
  391. Ruy Frasão Soares
  392. Sabino Alves da Silva
  393. Santo Dias da Silva
  394. Sebastião Gomes dos Santos
  395. Sebastião Tomé da Silva
  396. Sebastião Vieira da Silva
  397. Sérgio Fernando Tula Silberberg
  398. Sergio Landulfo Furtado
  399. Sérgio Roberto Corrêa
  400. Severino Elias de Mello
  401. Severino Viana Colou
  402. Sidney Fix Marques dos Santos
  403. Silvano Soares dos Santos
  404. Solange Lourenço Gomes
  405. Soledad Barret Viedma
  406. Sônia Maria de Moraes Angel Jones
  407. Stuart Edgar Angel Jones
  408. Suely Yumiko Kanayama
  409. Telma Regina Cordeiro Corrêa
  410. Therezinha Viana de Assis
  411. Thomaz Antônio da Silva Meirelles Netto
  412. Tito de Alencar Lima
  413. Tobias Pereira Júnior
  414. Túlio Roberto Cardoso Quintiliano
  415. Uirassú de Assis Batista
  416. Umberto de Albuquerque Câmara Neto
  417. Valdir Salles Saboia
  418. Vandick Reidner Pereira Coqueiro
  419. Virgilio Gomes da Silva
  420. Vitor Carlos Ramos
  421. Vitorino Alves Moitinho
  422. Vladimir Herzog
  423. Walkíria Afonso Costa
  424. Walter de Souza Ribeiro
  425. Walter Kenneth Nelson Fleury
  426. Walter Ribeiro Novaes
  427. Wânio José de Mattos
  428. Wilson Silva
  429. Wilson Souza Pinheiro
  430. Wilton Ferreira
  431. Yoshitane Fujimori
  432. Zelmo Bosa
  433. Zoé Lucas de Brito Filho
  434. Zuleika Angel Jones (Zuzu Angel)

 

O repouso de um guerreiro de nossa imprensa

Faleceu hoje um dos mais corajosos jornalistas da verdadeira imprensa brasileira, o combativo homem de imprensa Laerte Braga, mineiro de Juiz de Fora. Uma triste e lamentável perda, sobretudo neste momento em que se fazem necessários cidadãos de fibra, lucidez e bravura, como sempre ele demonstrou ser. Estava profundamente abalado pela situação política brasileira. Acompanhou diligentemente, com total comprometimento, cada desdobramento da crise que levou à destituição da presidente Dilma, causando-lhe grande revolta. Em seu blog e aqui no Facebook era uma das vozes mais ativas e presentes, sempre com seus comentários pertinentes e audazes. Jornalista político atilado, via além do momento. E infelizmente costumava acertar em seus prognósticos, que nos últimos tempos apontaram para o lamentável desfecho que agora testemunhamos. Laerte morreu hoje, de infarto, horas depois de, como fazia todas as sextas ou todos os sábados, enviar-me os votos de um bom fim de semana. Sua última mensagem foi postada às 9h24m desta manhã. Dizia: “Um bom fim de semana, a despeito de toda essa barbárie. Hoje vou enfrentar um repouso forçado, uma gripe daquelas.”
O repouso de um guerreiro.
Dados Biográficos de Laerte Braga
Jornalista, trabalhou no Diário Mercantil e no Diário da Tarde de Juiz de Fora, para os Diários Associados e pela agência Meridional (primeira grande agência de notícias do Brasil) e também para os Diários e Emissoras Associadas, tendo sido correspondente do Estado de Minas de Juiz de Fora e Zona da Mata. Também trabalhou como freelancer para revistas e jornais do Brasil e de outros países. Laerte escrevia semanalmente ao Diário Liberdade.

BRASIL EM DESENCANTO

Hoje a escuridão debruça-se sobre nosso país, dia que haveremos de lamentar, não apenas por alguns ou muitos anos, mas para sempre. Aquele dia em que se escoarão pelo ralo a soberania nacional, as perspectivas de um futuro igualitário para todos e de justiça social. Dia em que abriremos mãos de direitos humanos, direitos civis arduamente conquistados, direitos trabalhistas. Direito a ter cultura e a ter memória. O dia do retrocesso. Onze de maio, a data da grande escuridão constitucional e democrática que não sabemos por quanto tempo se prolongará. O Dia dos Usurpadores. Pobres brasileiros de boa fé, que acreditaram no mantra exaustivamente repetido pela midiazona, ao longo dos últimos anos, visando derrubar um governo instituído pelo legítimo voto de 54 milhões de eleitores. Mantra que contaminou ouvidos, mentes, corações, gerou um ódio coletivo, cego e compulsivo, impedindo qualquer tipo de diálogo ou reflexão, numa população robotizada, repetindo ad libitum o discurso único dos telejornais, do interesse das entidades patronais.
Vimos emergirem lideranças e personagens impensáveis, Kims, Cunhas, Frotas, Janaínas, Bolsonaros, sob o impulso e a chancela desse projeto de manipulação das mentes brasileiras.
Restam-nos as nossas convicções e a esperança de uma fresta de liberdade para que ainda se possa fazer algum tipo de oposição neste país após este lamentável 11 de maio de 2016.

Aniversário de Carmen, o maior ícone da elegância brasileira

Um programa obrigatório em minha agenda anual é o aniversário de Carmen Mayrink Veiga. Algumas vezes, driblo as outras amigas e consigo ser premiada com o posto de autora da homenagem, como aconteceu este ano. E para celebrar o maior ícone da elegância brasileira. local melhor não há do que o maior ícone da tradição social do país: o Copacabana Palace. Mais ainda: a sala “The Library”, atual joia da coroa do Copa, síntese de sua tradição e refinamento.

Toda revestida em boiserie, The Library já foi a entrada do Anexo, do hoje Belmond Copacabana Palace Hotel. Ali funcionavam Concierge e Portaria. A diretora-geral do hotel, Andréa Natal, teve então a boa ideia de aproveitar o local desativado, transformando-o, com auxílio do antiquário Arnaldo Danemberg, no local mais exclusivo e elegante da cidade. Lá acontecem almoços e jantares sentados, para grupos de até 38 pessoas, num décor de mobiliário antigo em estilo inglês, e têm-se a impressão de estar numa biblioteca de algum nobre britânico ou num clube privado aristocrático.

O lugar certo para a homenageada perfeita.

Éramos 22 amigas. Para recebê-las, caprichei no pijama de seda com imprimée florido oriental, de Heckel Verri, que combinei com o colar de corais e turquesas assinado pela Cookie Richers. Ah, eu me senti a própria It-Lady do dia!

Pura pretensão, pois, ao ver chegar a primeira convidada, Marlene Rodrigues dos Santos, absoluta, de azul marinho, com colar de jade e aquele seu allure insuperável, imediatamente abdiquei do trono de It Lady. Quem sou eu para competir com essas minhas amigas gloriosas?!

Quem não precisou abdicar de seu trono foi o artista das flores Raimundo Basílio. Num piscar de olhos, ele floriu a Library em todas as cores, como uma pintura de Limoges, e ficou tão lindo! Como o Raimundo tem sensibilidade, que olhar refinado para o belo, e de que forma gentil ele sabe representá-lo!

Assim, uma fileira de canecas de chá de porcelana chinesa fez as vezes de chemin de table, permitindo a conversa, pois não cobriu ninguém. Nada mais inconveniente numa mesa de refeição do que arranjos floridos altos que atrapalham a visão de quem está em frente.

Cecília Dornelles, outra britanicamente pontual, encantou-se com o espaço, que não conhecia. Bem como Dalal Achcar, chegando junto da Andréa Natal, diretora-geral do hotel.

Andréa foi  homenageada na saudação que fiz à Carmen à sobremesa . Falei de seu carinho, tornando possível a realização do almoço para nossa ícone querida, na data pedida com antecedência de apenas quatro dias; providenciando excepcionalmente a abertura da porta (que jamais se abre) do Anexo para a Av. Copacabana, para o acesso de Carmen; acionando o chef, não só para a escolha do menu, mas para as dietas das que não comem carne ou têm alergia à lactose. Noves fora tudo isso, o custo foi compatível com a importância do encontro.

Andréa, cheia de graça, estava com uma saia de couro, onde palpitavam corações. Se meu faro funcionou, parecia ser de outra Andréa, a Viera.

As amigas estavam lindas. Realmente, não havia 1 trono de It Lady, havia 21! A começar pelo ocupado por Carmen. Vestindo um tailleur de lã do Missoni, ela teve à sua direita a atual primeira-dama, Cecília Dornelles, e à esquerda, na cabeceira dupla, a embaixatriz Laís Gouthier. Os lugares eram marcados, com os nomes manuscritos nos menus individuais impressos, colocados sobre cada prato.

Antonia Frering, a filha, e Maria Gallotti Mayrink Veiga, a nora, cercaram Carmen com carinho na hora do bolo e dos brindes. Maria Pia Marcondes Ferraz Montenegro e Fátima Andrada Tostes conferiam aragem fresh à tarde, com sua juventude, apesar de que nós todas nos sentimos umas garotas e temos frescura pra dar e vender. Em todos os sentidos…. risos…

Por fim, o gentleman dos cliques, Sebastião Marinho, com seu paletó de cashmere, fez esses flagrantes irretocáveis, que exprimem a elegância das convidadas, a alegria e o bom humor da tarde com Carmen, na Library do Copa. E que venham muitas outras tardes, muitos outros aniversários de Carmen, muitas outras Libraries!

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Carmen e eu

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A mesa na expectativa das It Ladies

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Canequinhas de chá de porcelana, que eu trouxe da China em 1978 e estava inaugurando naquele almoço!

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Escolhi escrever a marcação dos lugares nos cardápios, para deixar a mesa clean

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O bolo confeitado pela Eliane, secretária de Carmen, lembrava os vestidos curtos de Coco Chanel

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Basílio decorou a sala inteira, usando buganvílias desidratadas

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A mesa já ocupada, eu e Andréa Natal À cabeceira, de costas para vocês – mas anjos não têm costas, vocês sabem.

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Curtam o look da imbatível Marlene Rodrigues dos Santos, milimetricamente perfeita.

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Cecília Dornelles, amiga de Carmen e atual primeira-dama do Estado, com Dalal Achcar, primeira-dama do nosso balé.

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Lourdes Catão sempre com seu ar brejeiro e a vivacidade quase de adolescente.

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Com Yara Andrade e seu colar elogiado e Fátima Tostes, que voltou aos bancos universitários. Está cursando Direito.

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Terezinha Pìttigliani e Vania Badin, ótima, recuperada.
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A diretora Natal e Cecília em tons de bric.

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As garotas do Leblon: BElita Tamoyo e Mariza Coser.

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Na hora dos parabéns a foto da anfitriã, com a homenageada, sua filha, Antonia, e a nora, Maria. Quem clica? Fátima Tostes.

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Maria Mayrink Veiga, Maria Pia Marcondes Ferraz, Antonia Frering, Idinha Seabra e Fátima Tostes

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Gisella Amaral e Carmen I e Única

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Tem coisa melhor do que o carinho da filha?

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Angela Fragoso Pires, Maria Celia Moraes, Maria Pia, Hilde e Lourdes

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Angela e Maria Célia: best friends.

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Duas gerações de refinamento: Maria Pia e Marlene

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Com Vania, lembramos do estimado Ted.

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Idinha Seabra em foto ótima, digna de porta-retrato.

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Don Perignon para Donna Carmen

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Carmen e Beth Serpa, discípula de seu bom gosto, como eu.

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A dama do Copa e a Mais Bem Vestida do Mundo, no Hall of Fame

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Carmen e a embaixatriz Gouthier em uma das cabeceiras

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Meu discurso foi breve: “Carmen é mulher de muitos méritos, entre eles, o mais encantador é que não julga ninguém, é agregadora. O que conquista para si, gosta de multiplicar, como foi o caso da cultura da acessibilidade. Foi a pioneira dessa luta, no Rio de Janeiro, quando começou a ter sua dificuldade de locomoção, e tanto o Theatro Mjunicipal quanto o próprio Copacabana Palace, através de Andréa Natal, a convidaram para inaugurar seus equipamentos de acessibilidade, reconhecendo o esforço feito por ela junto à mídia ao difundir essa necessidade”.

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La Catão e La Achcar

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Maria Galloti MV e Maria de Fátima AT

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Afetiva Laís

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Il brindisi: auguri!

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Vejam que bonitas as mulheres e a Library

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O artista Raimundo Basílio e a obra

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Uma recordação para nós todas!

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Carmen com dois amigos que a celebram, Sebastião e eu

Fotos de Sebastião Marinho

A Grande Conspiração

Venho aqui tentar concluir missão inconclusa. Porque de fato minha mãe Zuzu Angel deixou por concluir sua penosa missão. Ela permanece encarcerada nos ferros retorcidos de seu Karman Ghia, no desespero de sua voz engasgada e de sua denúncia calada a respeito dos interesses dos grandes conspiradores, que levaram o país, naqueles anos, àquela situação opressiva ao custo de vidas e do sofrimento de tantos.

Sabemos, porém, que no Brasil não há conspirações. Afinal, estabeleceu-se como politicamente correto que as conspirações são alegações de ingênuos e tolos.

Duas vezes investigado o acidente em que morreu minha mãe, Zuzu Angel, por comissões criadas pelo Governo do Brasil, duas vezes ele foi confirmado como um crime de assassinato por agentes do Estado. A mais recente comissão, a da Verdade, foi mais longe: o coronel Freddy Perdigão, fotografado no local, respondia diretamente ao gabinete do ditador Geisel,conforme depoimento de Claudio Guerra, agente do Dops.

Contudo, ainda hoje, grandes colunistas e órgãos de imprensa, mesmo os que deram cobertura aos resultados das comissões, ainda repetem, como um cacoete, que Zuzu “morreu em acidente obscuro de causas ainda não esclarecidas”. A verdade parece não interessar nem convencer ao establishment.

Porém, o Brasil não acredita em conspirações. Assim como não acreditou quando, no crepúsculo do período de Exceção, ao sairmos dele derrotados, acabrunhados, vencidos, a ponto de engolir a Anistia bi-lateral, também aceitamos a eleição indireta com a esdrúxula chapa Tancredo (PMDB) – Sarney (PFL).

Antes mesmo da posse adveio o episódio fatal que levou ao poder o vice, Sarney, egresso do partido Arena, representante da ditadura. E desse período Sarney emergiu um monstrengo, cujos tentáculos há décadas açambarcam cargos-chave em todos os níveis de governo no país: o atual PMDB, fazendo do honrado PMDB de dr. Ulysses apenas uma difusa sombra do passado.

Tudo isso foi um acaso. Não vem ao caso.

Não, no Brasil não há conspiração. Dela não se tratou o Mensalão, que desconstruiu a mística heroica da brava gente brasileira de 68, de que tanto nos orgulhamos. Aqueles que, esfacelados no corpo, não estavam mais entre nós; aqueles que, dilacerados na alma, resistiram e retornaram ao país para cumprir seu projeto de um Brasil mais justo.

Mas o Mentirão, mesmo condenando sem provas, mesmo condenando e depois descondenando, mesmo seu encapado mor se desencapando, ao fim do processo, para ir viver o far niente em praias internacionais, não foi uma conspiração, pois delas estamos imunes.

Sorte temos por não possuirmos entre nós conspiradores e de ser por força do acaso que uma investigação em primeira instância desmonta a nossa economia e demole pedra por pedra a nossa construção civil, empregadora de um milhão e meio de brasileiros – isso não vem ao caso, não se trata de uma conspiração.

Como não vem ao caso a empresa que significa 10% de nosso PIB ser sistematicamente perseguida e bombardeada pelos órgãos de comunicação, omitindo todas as suas atuais conquistas e méritos para valorizarem apenas os erros e desvios dos maus dirigentes anteriores.

Não vêm ao caso a soberania brasileira, os empregos, a perda de ativos que é o desmonte de equipes técnicas e científicas criadas ao longo de décadas nos setores petrolífero, nuclear, de engenharia civil e pesada. Não, não vêm ao caso.

Conspira-se contra o Brasil? Isso não está em questão.

Na verdade, o que me parece que efetivamente não vem ao caso são as múltiplas conquistas sociais desta última década e meia em prol do Brasil e dos brasileiros.

Vêm ao caso os interesses de uma classe dominante inconformada por não se manter em completo controle de todas as situações de poder no Brasil, para delas obter absoluto proveito pessoal.

E assim tem sido desde o Brasil Colônia.

Enfim vislumbramos a luz no fim do túnel. O povo brasileiro não abrirá mão desta conquista. Desta vez, isso vem ao caso. Não será fácil, mesmo com uma grande conspiração (se no Brasil houvesse conspirações), tentar tapar o sol com peneira de trama cerrada, pretendendo impedir a nós, o povo, de enxergarmos um futuro luminoso.

Por isso estamos aqui. Para unir a nossa voz aos que clamam para que não haja golpe – porque o povo brasileiro há de continuar a querer ver a luz da JUSTIÇA SOCIAL.

É ela que vem ao fim do túnel tão celebrado!

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O texto acima foi a palestra proferida pela jornalista e blogueira, esta semana, por ocasião da mesa de debates do Ciclo “Que país é este?”, promovido pelo Centro de Estudos Barão de Itararé, cujo tema foi “A democracia e o sistema político no Brasil”, na Fundação Escola de Sociologia e Estudos Políticos de São Paulo. A mesa contou com a presença do jurista Fábio Konder Comparato, Magda Blavaschi, desembargadora aposentada e doutora pela Unicamp, Gilberto Carvalho, presidente do Conselho Nacional do Sesi.