Ah, o Brasil terno, que acarinha, envolve, abraça, o Brasil do Rio Grande do Sul!

Ah, o Brasil!

O Brasil terno, que acarinha, envolve, abraça. Aquele Brasil sem afetações, pronto à hospitalidade. Conheci este Brasil aos meus 19 anos, quando me mudei para Porto Alegre e passei lá temporada, mais curta do que pretendia, mais longa do que deveria, mas no tamanho para eu ser totalmente arrebatada pela capacidade gaúcha de bem acolher.

Agora, num único fim de semana de três dias, a mesma sensação de estar em casa, uma volta ao lar gaúcho, cercada de grande e fraterna família, em que todos falavam a minha língua – 50 colunistas sociais de cada cantinho dos pampas! – afáveis, calorosos, cheios de afeto. Foi bom sentar-me diante deles no bem equipado salão de congressos do Wish Serrano para, como convidada da Associação dos Colunistas Sociais do Rio Grande do Sul, discorrer sobre as experiências de minha vida profissional. Carreira pontuada por festas, entrevistas, viagens, surpresas, relatos extraordinários mesmo, que adoro compartilhar, contadora de histórias fora de meu tempo que sou, insistindo na tradição oral, no olho no olho dos que me escutam – quem sabe resquícios do meu lado atriz?

Depois da palestra, a foto com parte do grupo de  jornalistas reunidos pela ACORS, presidida por Eduardo Bins Ely, colunista do Jornal do Comércio de Porto Alegre (o de gola clara ao meu lado)

Minha primeira parada foi em Porto Alegre, no Plaza São Rafael. O único hotel no mundo que tem suas fundações sobre uma fonte de água mineral com teor altíssimo curativo, radioatividade 91,90 Maches, e, na composição química, 98,05 de cálcio, 24,23 de magnésio. Seus índices têm benefícios triplicados aos das águas famosas de Caldas da Imperatriz. Na penthouse do Plaza, há uma piscina para se nadar de braçada mergulhando-se nessa água fabulosa, e ainda outra piscina menor, com Jacuzzi. Se eu me hospedasse lá uma temporada, ficava 24 horas/dia mergulhada naquela piscinona, batendo perna, embelezando meu shape… ai, ai… Mas nas horinhas que passei deu, pelo menos, pra admirar a beleza do Rio Guaíba, do vistão de minha suíte, com direito ao belo estádio do Grêmio e também ao Beira Rio, mais de longe, e participar do almoço com papo ótimo da trinca de louras inteligentes (acima): a jornalista (sósia da Xuxa e tão bonita quanto) Carmen Diehl, a gerente do hotel e sua gerente de Marketing, Cláudia Peixoto Hörbe. A Alemanha é aqui!

E depois, um tour pelo lobby, onde conheci esta maga das pedras ), às voltas com a remessa para Dubai destes colares de pedras brasileiras preciosas, encomendadas por uma princesa que, há tempos, se hospedou no hotel, encantou-se com a caverna de preciosidades que ela mantém ali, pedras únicas em colares, pulseiras, lapidações várias, e não se cansa de fazer pedidos… O Brasil não conhece o Brasil…

Olha nós aqui embaixo, no ônibus, rumo a Gramado, com Carmen Diehl e Eduardo Bins, e vamos encontrar a cidade serrana ainda com algumas hortênsias em flor, resquícios do verão, e um frio – brrrrrrrr – de 7º ! E eu, carioca despreparada, que não levei sequer um casaqueto…

 

Na primeira noite, o reencontro com o bom amigo João Vicente Corrêa (ó nós aqui
), no grande jantar em Canela, no Containner Bistrot, fechado especialmente para nosso grupo. Parte restaurante, parte loja de decoração, é um dos ambientes mais charmosos daquela região, com a fachada formada por três andares de portas de containners antigas sobrepostas, em cores várias, cobrindo área de um grande pé direito, criando impacto de muita beleza. E a sofisticação do cardápio não fica atrás.

Degustamos, vejam só, coisinhas gostosas como “pastel de cebola caramelizada e gorgonzola”, “brioche de mortadela e queijo gruyère ao molho de pimenta agridoce”, “palitos de berinjela em crosta de parmesão no gergelim”, “massa salernitana”, “iscas de filé ao molho de ostras, queijo coalho e tomate confit”, “tarte de doce de leite”.

 

De novo o João Vicente, desta vez com a Fabiana Costa, relações públicas do Wish Serrano Resort, onde todos nos hospedamos em Gramado, e grande organizadora de nosso encontro, no jantar de encerramento, que teve presença do prefeito e sua linda mulher, Bianca, no Restaurante Spazio Duo, no Wish Serrano, com o diretor Operacional Corporativo Região Sul-Sudeste da GJP, Carlos  Marin, como anfitrião. Carlos dirige o hotel da rede no Rio de Janeiro, no Aeroporto Santos Dumont.

Em seguida, todos corremos para os nossos quartos para aparecermos depois na Festa à Fantasia do Burger Hill, montados e emplumados, para concorrer ao prêmio de melhor look da noite, ao som ótimo da Banda Disco Vinil.

Com Fabiana Costa e Eduardo Bins

A Mesa Redonda (abaixo) foi integrada por Rafael Terra, CEO da agência Fabulosa Ideias e professor de MBAs de Marketing Digital que abordou “Colunas sociais na era das redes Sociais” e o advogado Arlei Dias dos Santos, que falou sobre “Direitos de imagem e responsabilidade de imagem nas colunas sociais, no âmbito impresso e online”. Meu tema foi “Minha trajetória e relevância no colunismo social no Brasil”.

 

Ombrelones brancos, jardim esplendoroso, lago e um casarão de cinema, apenas com oito suítes para hóspedes, no único Seis Estrelas do Brasil, o Saint Andrews, em Gramado.

Depois de todo aquele frenesi, ainda tivemos, no domingo, um brunch de cinema ao ar livre, com mesas dos buffets cobertas com toalhas brancas, sob ombrelones brancos, num jardim de cinema, diante de um lago cinematográfico, dando para uma casa hollywoodiana, cenário do único hotel seis estrelas do Brasil: o Saint Andrews, do Guia Relais et Chateaux.

É pouco ou querem mais?

Falei sem limite de tempo, sem hora pra terminar. Acho que gostaram. Vejam aqui no vídeo como a turma foi carinhosa depois…

 

Na plenitude de seu viço e sorriso, Lourdes Catão celebrou nove décadas de elegância

Invejosa, a Fada Destino costuma ser madrasta para as grandes divas, quando chegam à sua longeva maturidade. Tenha sido o seu estrelato nas artes, nos esportes, na mídia ou até mesmo no universo glamouroso do high, high society, raras as celebridades passam incólumes a esta punição despeitada do destino, como se este quisesse dar um troco final por tantos aplausos, tamanhas glórias, os inúmeros triunfos, as incontáveis manifestações de admiração que as estrelas divas souberam colecionar, ao longo de sua intensa e espetacular trajetória, além dos limites suportáveis pela galáxia ressentida.

Há contudo divas à prova de ressentimentos, invejas, cobiças. Divas tipo ‘de corpo fechado’, que resistem às imprecações do tempo e se mantêm maravilhosas, divinas, em pleno vigor de seu talento e, no caso da diva em questão, de sua beleza e elegância.

Assim, na plenitude de seu viço e sorriso, Lourdes Catão abriu os portões duplos de ferro de 6 metros de altura do Edifício Biarritz para a comemoração de seus 90 anos – e ninguém acreditava. Uns diziam: “Ela está brincando”. Outros especulavam: “São 80”. Sandra Naslausky garantia: “São 70”. E Lourdes, nariz arrebitado, arco vermelho com laço nos cabelos, confirmava: “Noventa”  – o que era endossado pela sucessão de imagens no monitor de TV, registros sociais da década de 50 nas páginas de Jacintho de Thormes, que a elegeu uma das “10 Mais”, e de grandes festas da época…

Lourdes vestindo tomara-que-caia, longos de saias amplas de tafetá. A maternidade de Lourdes, os bebês Catão embrulhados em nuvens de plissados de organdis…

E Lourdes corajosa, rompendo padrões e fronteiras, seguindo a voz do coração, o impulso do sentimento, mudando de país… Lourdes moldando-se ao inesperado, trocando a vida de dondoca pela de career woman, fazendo-se respeitada em sua profissão de decoradora em Nova York…

No mesmo grande estilo, o retorno ao Rio de Janeiro, elegendo como seu pouso carioca o mais dourado dos endereços do Rio – o Biarritz -, retomando amizades, ampliando seu círculo social e dando continuidade ao livro-catálogo ‘Sociedade Brasileira’, da irmã saudosa Helena Gondim.

Sem jamais abandonar o exercício da boa decoração, e para estar perto de seu filho, Antonio, em Santa Catarina, Lourdes construiu um paraíso à beira da Lagoa da Conceição. Com a morte dele, desfez-se da propriedade. De novo, a fibra e a coragem da superação, do engolir em seco, do seguir em frente…

E ali estava a Lourdes, o sorriso largo contornado pela boca vermelha, sua marca registrada, vestindo palazzo pijama preto pontilhado de confetes coloridos – “foi minha filha Bebel quem me deu o pano”. A festa ocupando dois apartamentos – o dela e o da vizinha em frente, vazio e emprestado gentilmente, onde ela montou grande sala de jantar refrigeradíssima, com cadeiras e mesas redondas, buffet, DJ e monitor de TV com a projeção das fotos históricas de sua vida. Lá, houve o bolo, o parabéns pra você e, quem quis, dançou.

Na casa de Lourdes, aquela graça de ambiente, o sumo do bom gosto, os sofás de plumas, houve o coquetel e, noblesse oblige, os da juventude recente foram ficando por ali, enquanto os da juventude passada, na hora do jantar, foram se passando para o outro apê, onde havia mesas com cadeiras. Assim, o apê de Lourdes acabou sendo a sucursal do young people, que ia se servir do outro lado do buffet saboroso, camarão guisado, vitela deliciosa e macia, purê de baroa, arroz negro, farofa de biscoito, nhamnham.

E tanto carinho…  Da filha, Bebel; do filho, Álvaro Luís; de todos os netos a cercar a aniversariante. Carinhos da nora; dos sobrinhos; dos amigos dos netos. Estava ali uma família. Não há energético mais poderoso nem antioxidante mais eficiente do que uma família presente e amorosa. Família boa faz bem pra pele e pra alma, queridos.

Parabéns, Lourdes! Parabéns ao clã Klabin-Catão por saber amar tão bem!

Bebel Klabin e sua mãe, Lourdes Catão

Lourdes e os filhos, Alvaro Luís Catão e Bebel Klabin

Lourdes Catão e netos: David Klabin, Roberto Catão, Rose Klabin, Amanda Klabin, Felipe Catão e Pedro Catão

Pedro Catão, Débora Catão, Lourdes e Luís Otávio Leitão Com o neto, Pedro

Linda foto de Lourdes junto à sua mesa de jantar

Com a neta Rose Klabin e Jean Pierre Cedroni

Com Bebel e Débora Catão

Teresa Muniz e Jonja Assis …… Angela Alhante e Lourdes

Maria Helena e Sergio Chermont de Britto

Embaixadores Helô e Antonio Cantuária com a aniversariante

Diva Leite Garcia e Terezinha Noronha

Rosa e Armando Klabin com Lourdes

Vania e Haroldo Neilor

Guilherme Knabb e Patricia Geyer

Francis e Hilde com Heckel Verri

Manuel Pereira Lopes, Laura e Paulo Simões e Jonja Assis

Nubia Melhem, Lourdes Catão e Marcio Roiter

Com João e Monica Cordeiro Guerra e Mappi Carino

Mirtia Gallotti, Sandra Naslauski e Angela Alhante

Maria Raquel de Carvalho e Rosa Klabin

Lourdes, João Mauricio e Maria Alice Pinho

Com Heckel e Cleuba Verri

Vera Bocayuva Cunha e Vera Bainville com Lourdes

Com Jonja e Kitty Assis, junto ao aparador do lobby social do Edifício Biarritz, usado para os bem-casados

Moema Jafet e Mirtia Gallotti

Vera Bocayuva e Alvaro Luís Catão

O monitor da TV exibia imagens de várias fases da vida de Lourdes, o apogeu dos anos 50, a vida em Nova York, o paraíso de Santa Catarina….

Fotos de Sebastião Marinho

Câmara dos Deputados declara, por unanimidade, Zuzu Angel Heroína da Pátria

Neste 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Câmara dos Deputados, com unanimidade, aprovou a inclusão do nome da costureira Zuzu Angel (que assim fazia questão de ser chamada) no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A criadora estilista, que revolucionou a moda brasileira com a proposta da identidade nacional em sua moda e, através de seus vestidos, fez denúncia internacional contra a ditadura, não só foi uma heroína da costura como também da maternidade, já que sacrificou sua vida na busca do corpo de seu filho, Stuart, torturado e morto pela ditadura. Zuzu desafiou, não se calou, prosseguiu corajosamente na sua luta, denunciando o arbítrio, apesar das perseguições e ameaças.

Tanto, recentemente, a Comissão da Verdade, quanto, em 1998, a Comissão dos Mortos e Desaparecidos confirmaram o assassinato de Zuzu Angel por agentes do Governo Brasileiro.

De autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB/RJ), o projeto de inclusão do nome de Zuzu Angel no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria foi colocado na pauta da Câmara junto a outros projetos que celebravam o Dia da Mulher. O projeto agora segue ao Senado Federal.

“Zuzu Angel foi além do luto pelo sumiço de Stuart e representou a luta pela liberdade durante a Ditadura. Seu nome representa tantas outras mães e mulheres que tiveram um parente morto ou desaparecido no Regime Militar. Sua história merece ser reverenciada”, disse Jandira.

No Dia da Mulher, a Câmara também aprovou projeto que proíbe o uso de algemas em presas grávidas durante o parto, projeto que garante o direito a acompanhamento e orientação às mães com relação à amamentação e a instituição do mês de agosto como Mês da Amamentação.

Zuzu, uma heroína costureira, uma criadora revolucionária

A decoração, o buffet, a entrada e a animação do Baile do Copa 2017, celebrando as Geishas






Beleza, beleza! Enchendo os olhos dos foliões do Copacabana Palace, no baile 2017 com cenografia de Mario Borrielo.

Fotos de Veronica Pontes e Marcelo Borgongino

Baile do Copa, instituição imbatível no carnaval carioca

O Baile do Copa, assim como o Bloco da Bola da Preta no mesmo sábado de Momo, é instituição imbatível do carnaval carioca. Consagrada e consagradora. O que nasceu de raiz boa só prospera, disso o Baile do Copacabana Palace é exemplo bom.

Tendo a sabedoria de manter em sua equipe nomes básicos, que há 23 anos brilham no evento, como os iluminadores e a direção musical, o hotel conseguiu superar o difícil trauma da saída do mega-talentoso metteur-en-scène Zéka Markez, que desde o segundo baile, até o de 2015, realizou aquela festa, e agregou ao grupo antigo o ótimo cenógrafo Mario Borrielo, que tem cumprido com grande eficiência e beleza o seu papel.

Neste sábado, pela segunda vez, Borrielo venceu o desafio de fazer bonito no carnaval do Copa, com um lindo décor japa, no tema Geisha.

 

O Baile da Geisha foi uma festa muito boa e milionária. Tão rica que um único folião usava um colar de rivieras de diamantes avaliado em US 1.200.000 dólares. Ele desfilava pelos salões sem nenhum aparato de segurança, uau!

BB Schmitt exibe a riviera de US$ 1.200.000, no pescoço do folião milionário

A diretora-geral do Copa, Andréa Natal, geisha em rouge et noir, recebeu em seu super camarote do fundo do Golden Room

Trinca de geishas belas e desobedientes

Heckel Verri tornou-se um habitué

Felipe Velloso

Eliana Pittman, a voz do Copa

O fenômeno Carol Sampaio, que no mesmo sábado emplacou 750 mil pessoas na Avenida Atlântica com seu bloco Favorita, e Claudia Raia

Claudia Raia e seu filho, Enzo Celulari

Narcisa Tamborindeguy e Nina Stevens, a suíça que não perde Baile do Copa jamais!

Victor Dzenk

Yasmin Brunet

Marcia Veríssimo, geisha loura

Alberto Sabino

Alice Tamborindeguy e Francisco Barreira

Mario Borrielo

Ticiane Pinheiro

Patricia e Gerardo Rabello, diretamente from Paraíba

O cônsul do Kuwait, Narcisa e Nina Stevens

Regina Giacomelli e David Zylbermann

Sabrina Sato com faixa de Rainha do Baile

O Copa siderado com a musa Sabrina

Adooooooorei a almofada dobrada das costas da geishinha Sato

O par de geishas rainhas do Baile do Copa: Sabrina Sato e Andréa Natal

Bruna Costa, Luis e Liege

Beth Pinto. geisha gaúcha

Claudia Fialho à casa torna

Impecáveis

 Paulo Muller e Daniela Martizaki

Rizzo Silva e Ruddy

A japa-patchwork de Vera Loyola

Celebridades várias presentes, mas a grande campeã do sábado de carnaval foi Carol Sampaio (na foto com Claudia Raia), que horas antes fez a Praia de Copacabana explodir com 750 mil foliões, em seu 3º desfile na Atlântica – desde aquele em que surpreendeu adentrando a avenida com o “Baile de favela”.

O mais bacana nisso tudo é que Carol não é celebridade não é global, não é atriz, cantora nem capa de revista. Ela é Carol, competente, que surgiu se fazendo amada pelos famosos, sabendo carreá-los com seu carisma para onde quisesse e bem entendesse, e acabou transformando essa sua credibilidade junto às celebridades numa empresa de eventos e realizações. Fez os Bailes da Favorita na Rocinha, e tudo explodiu colorido nesse bloco espetacular, com o auxílio e a participação de todos os amigos consagrados.

Neste carnaval, Carol Sampaio divide com José Victor Oliva o comando do Camarote Nº 1, como sócia! Uma empresária e tanto. Ah, garota!

Fotos de Marcelo Borgongino e Veronica Pontes









Mirtia Gallotti convidava, e estava em dia de astral particularmente ótimo: aquele sorrisão.

Não era aniversário nem data especial. Saudades também não eram, porque elas volta e meia estão juntas. Era vontade de reunir as amigas e de proporcionar a elas uma tarde de prazer, conversa boa, comida ótima, num ambiente que todas curtem, o Gero. Mirtia Gallotti convidava, e estava em dia de astral particularmente ótimo. Aquele sorrisão.

No fundo do restaurante, aquelas duas mesas redondas, logo preenchidas a hora e a tempo, pois as queridas são super pontuais. À exceção de uma amiga boêmia retardatária, que não usa despertador, foi dormir na hora em que o galo acorda, e chegou na hora da sobremesa – too bad! 

Essa falha, porém, não chegou a atrapalhar a reunião, nem a desmanchar o sorriso de Mirtia, o bom humor de Vânia Badin, o charme de Lourdes Catão

… a elegância de Juju de Almeida Magalhães, a non chalance de Maria Alice de Araújo Pinho…

… a tradição de Juju, a luminosidade in blue de Gisella Amaral…

… o look up to date de Lourdes Catão, com óculos espelhados, e darling Vania Badin…

… o classicismo de Moema Jafet e o prafrentismo de Lourdes….

… as amigas sisters Sandra Naslausky, Silvia Fraga e Maria Helena Chermont de Britto…

… a agora mais magra Belita Tamoyo…

… a adorável Mirna Bandeira de Mello e a encantadora anfitriã Mirtia Gallotti…

Fotos de Hildegard Angel

Lá como cá, praticamente a mesma coisa

O. J. Simpson, jogador de futebol americano, matou barbaramente a mulher, um crime praticamente televisionado de costa a costa nos EUA – pelo menos a fuga espetacular do atleta foi – conseguiu ser absolvido graças a uma defesa espertamente confusa, que misturou alhos com bugalhos, assassinato com racismo, e conseguiu safar seu cliente.

No Brasil, o goleiro Bruno comete um crime bárbaro, o assassinato da mãe de seu filho, com o corpo atirado aos cachorros e depois disso concretado, e é solto pelo STF antes da hora pela inépcia e preguiça do judiciário ineficiente, segunda instância que não emitiu uma decisão sobre o caso.

Em volta da mesa de jantar, as várias lideranças artísticas do Rio de Janeiro reunidas com o secretário de Cultura Lazaroni

Foi um encontro inédito. Em volta de uma longa mesa de jantar, as várias lideranças artísticas do Rio de Janeiro, as mais expressivas, representando diferentes seguimentos da cultura, ouviram o novo secretário – empossado há quatro dias – de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, deputado André Lazaroni, e todas elas, individualmente, colocaram suas preocupações, propostas e necessidades.

De pé, na cabeceira, o secretário Lazaroni fala na mesa de jantar para aqueles realizadores que alimentam o estado com suas produções, sua coragem e sua criatividade

Amir Haddad, o grande pensador da cultura, que há décadas inaugurou a proposta do teatro a céu aberto, ganhando as ruas, praças, os parques com o seu grupo Tá na Rua, foi o primeiro a falar, identificando a grande transformação que se opera na civilização e na cultura mundial, com os dominados galgando as posições de domínio. Seguido pela atriz e produtora teatral Christiane Torloni; por Kiko Afonso e Daniel de Souza (filho do Betinho), da Ação da Cidadania, anunciaram que deixaram o assistencialismo, depois de terem contribuído com suas campanhas para tirar o Brasil do Mapa Mundial da Fome, e partiram para formação e capacitação através da cultura, “que é o braço civilizatório”.

Amir Haddad, o primeiro a falar, tendo ao lado Kiko e daniel, da Ação Cidadania, e na frente de Myrian Dauelsberg, Roberto Halbouti, Dalal Achcar e Elisa Lucinda

O produtor cultural pioneiro, Fernando Portella, do Instituto Cidade Viva e da gestão do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, talvez o nosso mais intenso realizador cultural, propôs uma legislação específica para os projetos que têm continuidade, repetem-se a cada ano. Dalal Achcar, do Balé Dalal Achcar, nos lembrou as lições de sabedoria de Darcy Ribeiro. Do Nós do Morro, Luciana Bezerra e Guti Fraga, que reclamou ninguém trabalhar a memória do teatro.

Arte popular, urbana, erudita, tudo junto e misturado. Veio a Myrian Dauelsberg, a dama das grandes produções da ópera e das orquestras, que nos trouxe Pavarotti, Placido Domingo, Zubin Mehta, e ofereceu seus préstimos e de sua Dell’Arte; Renato Saraiva, do Festival Panorama de Dança, lado a lado com o Julio Ludemir, da Flupp  – Festa Literária das Periferias do RJ – e da Batalha do Passinho mais a decana dos museus do Rio de Janeiro, Heloisa Lustosa, presidente da Academia Brasileira de Arte, e o escritor Victorino Chermont de Miranda, também do Instituto Histórico e Geográfico e do Pen Club. Que elenco extraordinário e pródigo em contribuições, ali, generosamente expondo suas experiências ao neo secretário Lazaroni!

Myrian Dauelsberg, ladeada por Dalal Achcar, Elisa Lucinda, Clorys Dale, Guti Fraga, do Nós do Morro. Atrás, Celina de Farias

Na outra cabeceira, a presidente da Academia Brasileira de Arte, Heloisa Aleixo Lustosa. Rosa Magalhães, Guti Fraga, Clorys Dale, do teatro de bonecos. Atrás, Julio Ludemir, da Flupp, e Renato Saraiva, do Panorama da Dança. 

Ah, presente também uma das pioneiras do Teatro de Bonecos no país, 60 anos militando nessa arte, conselheira da Associação Rio de Teatro de Bonecos, Clorys Dale. Compareceu a Christine Nicolay, fundadora da primeira galeria da arte urbana da cidade, no Eixo Rio, liderança do movimento do grafite. A poeta Elisa Lucinda falou de seus projetos de construção do indivíduo através da palavra. Em nome de Jerônimo Vargas, sua colaboradora, Bruna, colocou o Salão Carioca de Leitura – LER – à disposição dos projetos da secretaria.

Pelo carnaval, a notável Rosa Magalhães, imortal da Academia Brasileira da Moda, fez dissertação fascinante sobre as idiossincrasias brasileiras, desde dom Pedro I, e o relato de seu enredo delicioso, que transportará para a Sapucaí o rei de França, Luís 14, com sua corte, no carnaval da São Clemente.

O ator Leonardo Franco, dono do Solar de Botafogo, contou das agruras de ser  produtor e manter um teatro, apenas com a coragem, a cara e recursos pessoais. Marcos Magalhães, responsável pelo festival de animação Anima Mundi, Gabriela Agustini, do espaço premiado Olabi Makerspace, aquele que ‘materializa sonhos’, o advogado de boa parte da classe artística, Roberto Halbouti, a cantora Andréa Dutra prestigiaram com a presença.

Marina Vieira, da Mil e Uma Imagens, produtora com atuação de 19 anos nas artes em todo o país, propôs ao secretário que sua gestão somasse à cultura sua experiência na área ambiental. Marina é quem capitaneia o vitorioso festival internacional Tangolomango, da diversidade cultural.

A conservadora têxtil Manon Salles, dedicada à Coleção Zuzu Angel de Moda, apresentou um Data Show com os trabalhos em andamento na Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil, na Usina da Tijuca. Aplausos Gerais. Celina de Farias, do Instituto Zuzu Angel, falou de nossos quase 25 anos de trabalho de formiguinhas na moda. Este é o 95º aniversário de nascimento de Zuzu, data para ela ser muito lembrada, daí tantos projetos agora alavancados: a Casa Zuzu, o Portal, a restauração da coleção, a peça “Zuzu Angel”, de teatro. Muitos sonhos, muitas vontades.

Diante daquele leque cultural aberto, abanando para ele ventos de boa vontade e promessas de colaboração dos principais realizadores da arte no Estado, o secretário Lazaroni, mesmo na situação de penúria em que nos encontramos, retribuiu com a devida franqueza. Falou que não estava ali para enganar, reconheceu que, com o governo falido, o Teatro Municipal está na eminência de fechar, e prometeu fazer de tudo para isso não acontecer, pois, se o Municipal paralisar sua atividade será a sua federalização ou a sua privatização.

O secretário informou que seu ingresso no cargo foi resultado de uma articulação política, e afirmou: “ninguém ocupa essa função a não ser por injunções políticas”. Propôs-se a voar a Brasília para buscar recursos, nem que tenha que pedir para imprimirem papel moeda. Lembrou da importância de ter na bagagem quatro mandatos e a liderança partidária, o que ajuda muito, pois normalmente quem ocupa tal função não tem poder político. Disse ser homem de diálogo, estar à disposição, e arrematou com uma frase de efeito: “Não tenho preconceito nem conceito”.

Ao fim, retribuiu com elegância os gestos generosos e o coração aberto dos presentes: abriu sua agenda, individualmente, para cada um, assegurando que procurará fórmulas, buscará soluções.

  • Para a atriz Torloni, que objetivamente reclamou dos teatros fechados do Rio –  o Villa Lobos, em obras eternas, o Glória, demolido, o Manchete, interditado aos grupos teatrais pelos novos proprietários, o do Copacabana Palace, fechado “há séculos” – prometeu rápidas ações, “as que forem possíveis”.
  • Para salvar o Municipal, buscará parceiros, como a Firjan ou o Sebrae.
  • O novo MIS já tem em caixa os R$ 42 milhões necessários para a conclusão dos 12% da obra que restam. Mas precisará abrir nova concorrência, já que o empreiteiro responsável desistiu. André fará isso o quanto antes.

A cozinheira passava suas quiches, os sanduíches e salgados. O copeiro enchia os copos. Quem quisesse, se levantava e se servia nos aparadores. Tudo informal, sem cerimônia ou rapapés. Nada de discussões, papo político partidário nenhum. A cultura era a convidada de honra.

A presidente da Academia Brasileira de Arte, a grande dama dos museus, Heloisa Aleixo Lustosa

Casal Bia e André Lazaroni, Christiane Torloni e Juio Ludemir, da Flupp e do Passinho

Fernando Portella e Leonardo Franco

Guti Fraga, do Nós do Morro

Renato Saraiva: Panorama da Dança

O secretário André Lazaroni prometeu, se for necessário, pedir que seja impresso papel moeda para o Municipal não fechar

Marina, Daniel e Kiko, da Ação Cidadania, com Marina Vieira, do Tangolomango e da Casa Zuzu Angel

Bruna, da LER, Salão Carioca de Leitura

A turma do Data Show

Victorino Chermont de Miranda representou três instituições da cultura

Da moda, a conservadora têxtil Manon Salles e a professora Celina de Farias, da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil

Dame Dalal Achcar

Rosa Magalhães

Kiko Furtado e Daniel de Souza, filho de Betinho, do Ação Cidadania

Clorys Dale, 60 anos de Teatro de Bonecos, desde a inauguração do Parque do Flamengo

Focada na memória da moda e da história de Zuzu Angel, neste seu 95º aniversário de nascimento, coordenei os trabalhos da mesa 

Christiane Torloni lamenta: o espaço para encenações teatrais no Rio é cada vez mais reduzido. Ao que Rosa Magalhães lembrou da lei, ainda vigente, concebida por seu pai, o imortal Raimundo Magalhães Junior, que obriga que um novo teatro seja aberto no local de um que fecha as portas.

Christine Nicolay, a primeira a enxergar a importância do grafite como expressão artística e a abrir espaços para ele no Rio de Janeiro – uma liderança

O ator Leonardo Franco foi franco: ninguém me ajudou

Andréa Dutra reclamou a ausência de espaços para a música, o fim do Canecão e propôs os eventos musicais a céu aberto por todo o Estado do Rio de Janeiro

Maria Célia Moraes, tia do secretário Lazaroni e uma eficiente co-mediadora na mesa do encontro, Claudio e Myrian Dauelsberg e a jornalista

Luciana Bezerra, do Nós do Morro, e Elisa Lucinda com sua produtora, Giovanna

A primeira-dama Bia Lazaroni,  Himallaia, assessor da secretaria de Cultura, Amir Haddad, do Tá na Rua, e Kiko Afonso, da Ação da Cidadania

Francis Bogossian, vice-presidente do Instituto Zuzu Angel, e Roberto Halbouti, advogado do meio literário, da indústria fonográfica e do show business

Fotos de Sebastião Marinho

Minha homenagem final a Marisa Letícia… em céu estrelado pintadinho de balão

Meu jeito de despedir de Marisa Letícia Lula da Silva será este: a republicação de uma coluna minha do jornal O Globo de 16 de junho de 2004, quando os Lula montaram seu primeiro arraial na Granja do Torto, festejando o São João, e a imprensa caiu em cima, com todo o tipo de deboche e desfeita. Como se as Festas Juninas fossem costume de algum país alienígena, completamente avesso à realidade brasileira!…

Eu, em cujo meu coração palpita um céu estrelado pintadinho de balão, reagi com a ardência de uma fogueira flamejante e taquei nos coleguinhas dos punhos das rendas meu chicotinho queimado. De quebra, vou vestir minha saia franzida de chita, em pleno feverê, e dar um caracol geral, para dizer sobre a dança da quadrilha junina que, pra quem desconhece, também sabe falar francês. É quando ela arremeda o aristocrático minueto, e a ‘palavra de ordem’ para os casais irem pra frente é Alavantú (en avant tous), pra irem pra trás, é Anarriê (en arrière), pra trocarem de par, é Changê (changer/changez), pra se cumprimentarem frente a frente, é Cumprimento ‘vis-à-vis’  e, pra repetirem o passo anterior, é Otrefoá (autre fois).

Mas é em sua parte bem brasileira que a dança da quadrilha fica divertida, quando os casais chegam à festança do casamento e os corações se enchem da euforia colorida e festiva de São João.

Assim, espero, seja a chegada de Marisa Letícia, a Marisa dos Casa, ao Reino dos Céus. Santo Antônio, de quem ela é devota desde criança, não pintado no estandarte, que Lula tantas vezes carregou em procissões, mas no comitê receptivo do Firmamento, todo enfeitado com balõezinhos e bandeirolas, ao som dos anjos formando uma banda de forró, tocando sanfoninhas, Luiz Gonzaga, o pai, no acordeon, e o filho, Gonzaguinha, no vocal.  Que recepção!

Bem-vinda seja à casa do Papai do Céu, Marisa!

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Na hora da partida, a honra lavada:

Fonte de consulta:

http://mary-xanxere.blogspot.com.br/2015/06/glossario-da-quadrilha_24.html

São Sebastião abençoa os grandes valores do Rio de Janeiro

A entrega do Prêmio São Sebastião foi ontem, na Casa Julieta de Serpa, lotada, trilotada.

Nelson Sargento, o sambista homenageado, levou um séquito de amigos da Mangueira, entre eles a atriz Bette Mendes e a Célia Domingues, da Amebrás. Gisella Amaral, a homenageada especial, levou séquito familiar, o Ricardo, o Bernardo, o Rick, a neta caçulinha, e alguns amigos de fé, nacionais e internacionais. O ator Marcos Caruso, no palco do Teatro Maison de France naquela hora exata, homenageado ausente, foi representado pela embaixatriz Marilu Seixas Corrêa, que se dirigiu ao Cardeal Arcebispo Dom Orani Tempesta da maneira protocolar correta, Vossa Eminência. A maioria dos homenageados compareceu, numa demonstração forte de prestígio do prêmio. A professora Terezinha Saraiva pelo trabalho social que coordena, junto a várias comunidades, Apostando no Futuro. A jornalista Joana Dale, da Revista de Domingo, de O Globo, pelas reportagens em que propaga a fé católica. O ator Mauro Gonçalves, na categoria Audio Visual, acompanhado da mulher, Rosamaria Murtinho. Recebendo o prêmio por seu pai, a filha do falecido Ferreira Gullar. Todos a acharam a cara dele, eu achei a cara da mãe, a Tereza Aragão. Mas, pensando melhor, concluí que Gullar e  Tereza eram tanto a mesma carne, o mesmo pensamento, que acabaram por se parecer.

Foi uma ocasião para rever muitos amigos de quem gosto. Nélida Piñon, Lycia Gaioso, Suely Vasconcellos, Giovanna Deodato, Gilsse Campos, Fátima Cunha, Eva e Paulo Alcântara. E o registro das palavras da premiada Maria Bethânia, repetidas pelo frade seu orientador espiritual ali presente: “Eu rezo, rezo muito, todos os dias e horas, para Nossa Senhora, eu me acostumei a falar com ela porque não tenho coragem de falar com Deus”.

Terezinha Saraiva recebeu o Prêmio Ação Social pelo projeto Apostando no Futuro

Gisella Amaral recebeu o Prêmio São Sebastião, Categoria Especial, por toda a sua trajetória, décadas de dedicação ao próximo, às entidades de apoio aos desvalidos, sempre com grandes e louváveis resultados – ah, se todos fossem iguais a você, Gisella!

Prêmio Comunicação Pessoa Física, para a jornalista Joana Dale, pelas inúmeras reportagens elevando a fé católica, na Revista de Domingo, O Globo

Prêmio Guilherme Arinos para Nelson Sargento, que levou séquito mangueirense, entre outros a atriz Bette Carvalho, aqui na foto, e Célia Dominguez, presidente da Amebras – Associação das Mulheres das Escolas de Samba

Fotos de Marcelo Borgongino