A decoração, o buffet, a entrada e a animação do Baile do Copa 2017, celebrando as Geishas






Beleza, beleza! Enchendo os olhos dos foliões do Copacabana Palace, no baile 2017 com cenografia de Mario Borrielo.

Fotos de Veronica Pontes e Marcelo Borgongino

Baile do Copa, instituição imbatível no carnaval carioca

O Baile do Copa, assim como o Bloco da Bola da Preta no mesmo sábado de Momo, é instituição imbatível do carnaval carioca. Consagrada e consagradora. O que nasceu de raiz boa só prospera, disso o Baile do Copacabana Palace é exemplo bom.

Tendo a sabedoria de manter em sua equipe nomes básicos, que há 23 anos brilham no evento, como os iluminadores e a direção musical, o hotel conseguiu superar o difícil trauma da saída do mega-talentoso metteur-en-scène Zéka Markez, que desde o segundo baile, até o de 2015, realizou aquela festa, e agregou ao grupo antigo o ótimo cenógrafo Mario Borrielo, que tem cumprido com grande eficiência e beleza o seu papel.

Neste sábado, pela segunda vez, Borrielo venceu o desafio de fazer bonito no carnaval do Copa, com um lindo décor japa, no tema Geisha.

 

O Baile da Geisha foi uma festa muito boa e milionária. Tão rica que um único folião usava um colar de rivieras de diamantes avaliado em US 1.200.000 dólares. Ele desfilava pelos salões sem nenhum aparato de segurança, uau!

BB Schmitt exibe a riviera de US$ 1.200.000, no pescoço do folião milionário

A diretora-geral do Copa, Andréa Natal, geisha em rouge et noir, recebeu em seu super camarote do fundo do Golden Room

Trinca de geishas belas e desobedientes

Heckel Verri tornou-se um habitué

Felipe Velloso

Eliana Pittman, a voz do Copa

O fenômeno Carol Sampaio, que no mesmo sábado emplacou 750 mil pessoas na Avenida Atlântica com seu bloco Favorita, e Claudia Raia

Claudia Raia e seu filho, Enzo Celulari

Narcisa Tamborindeguy e Nina Stevens, a suíça que não perde Baile do Copa jamais!

Victor Dzenk

Yasmin Brunet

Marcia Veríssimo, geisha loura

Alberto Sabino

Alice Tamborindeguy e Francisco Barreira

Mario Borrielo

Ticiane Pinheiro

Patricia e Gerardo Rabello, diretamente from Paraíba

O cônsul do Kuwait, Narcisa e Nina Stevens

Regina Giacomelli e David Zylbermann

Sabrina Sato com faixa de Rainha do Baile

O Copa siderado com a musa Sabrina

Adooooooorei a almofada dobrada das costas da geishinha Sato

O par de geishas rainhas do Baile do Copa: Sabrina Sato e Andréa Natal

Bruna Costa, Luis e Liege

Beth Pinto. geisha gaúcha

Claudia Fialho à casa torna

Impecáveis

 Paulo Muller e Daniela Martizaki

Rizzo Silva e Ruddy

A japa-patchwork de Vera Loyola

Celebridades várias presentes, mas a grande campeã do sábado de carnaval foi Carol Sampaio (na foto com Claudia Raia), que horas antes fez a Praia de Copacabana explodir com 750 mil foliões, em seu 3º desfile na Atlântica – desde aquele em que surpreendeu adentrando a avenida com o “Baile de favela”.

O mais bacana nisso tudo é que Carol não é celebridade não é global, não é atriz, cantora nem capa de revista. Ela é Carol, competente, que surgiu se fazendo amada pelos famosos, sabendo carreá-los com seu carisma para onde quisesse e bem entendesse, e acabou transformando essa sua credibilidade junto às celebridades numa empresa de eventos e realizações. Fez os Bailes da Favorita na Rocinha, e tudo explodiu colorido nesse bloco espetacular, com o auxílio e a participação de todos os amigos consagrados.

Neste carnaval, Carol Sampaio divide com José Victor Oliva o comando do Camarote Nº 1, como sócia! Uma empresária e tanto. Ah, garota!

Fotos de Marcelo Borgongino e Veronica Pontes









Mirtia Gallotti convidava, e estava em dia de astral particularmente ótimo: aquele sorrisão.

Não era aniversário nem data especial. Saudades também não eram, porque elas volta e meia estão juntas. Era vontade de reunir as amigas e de proporcionar a elas uma tarde de prazer, conversa boa, comida ótima, num ambiente que todas curtem, o Gero. Mirtia Gallotti convidava, e estava em dia de astral particularmente ótimo. Aquele sorrisão.

No fundo do restaurante, aquelas duas mesas redondas, logo preenchidas a hora e a tempo, pois as queridas são super pontuais. À exceção de uma amiga boêmia retardatária, que não usa despertador, foi dormir na hora em que o galo acorda, e chegou na hora da sobremesa – too bad! 

Essa falha, porém, não chegou a atrapalhar a reunião, nem a desmanchar o sorriso de Mirtia, o bom humor de Vânia Badin, o charme de Lourdes Catão

… a elegância de Juju de Almeida Magalhães, a non chalance de Maria Alice de Araújo Pinho…

… a tradição de Juju, a luminosidade in blue de Gisella Amaral…

… o look up to date de Lourdes Catão, com óculos espelhados, e darling Vania Badin…

… o classicismo de Moema Jafet e o prafrentismo de Lourdes….

… as amigas sisters Sandra Naslausky, Silvia Fraga e Maria Helena Chermont de Britto…

… a agora mais magra Belita Tamoyo…

… a adorável Mirna Bandeira de Mello e a encantadora anfitriã Mirtia Gallotti…

Fotos de Hildegard Angel

Lá como cá, praticamente a mesma coisa

O. J. Simpson, jogador de futebol americano, matou barbaramente a mulher, um crime praticamente televisionado de costa a costa nos EUA – pelo menos a fuga espetacular do atleta foi – conseguiu ser absolvido graças a uma defesa espertamente confusa, que misturou alhos com bugalhos, assassinato com racismo, e conseguiu safar seu cliente.

No Brasil, o goleiro Bruno comete um crime bárbaro, o assassinato da mãe de seu filho, com o corpo atirado aos cachorros e depois disso concretado, e é solto pelo STF antes da hora pela inépcia e preguiça do judiciário ineficiente, segunda instância que não emitiu uma decisão sobre o caso.

Nova edição da notícia, agora com fotos do palácio! Final feliz de Jorge Luz e seu Aprendiz Cunha poderá ser no castelo da duquesa de Alba

Jorge Luz, o maior operador da corrupção do país, permanece na ativa desde os militares. Conforme o noticiário, na Petrobras ele age desde 1986, em conluio com o PMDB. Contudo, perto do tamanho de seu próprio enriquecimento, parecem irrisórios os 40 milhões de dólares que ele teria distribuído em propinas ao partido nas negociatas.

Só mesmo o detentor de imensa fortuna poderia ter adquirido, como ele fez, um dos castelos da duquesa de Alba, em Sevilha, após a morte, em 2014, da mulher mais rica da Espanha e maior colecionadora de títulos de nobreza do mundo – e por isso não precisava se ajoelhar nem para o Papa. Naquela ocasião, Luz interessou-se em obter a cidadania espanhola, empenhando-se para isso junto um amigo português, lobista com bom trânsito na realeza de Espanha.

Como é de costume nas transações envolvendo grandes propriedades europeias, o castelo da duquesa de Alba, joia da arquitetura espanhola, foi vendido “com porteiras fechadas”, isto é, com tudo que há dentro, do mobiliário aos quadros nas paredes até às roupas nos cabides.

Vai depender do teor e do sabor das delações premiadas de Luz saber quando ele poderá voltar a desfrutar de seus luxuosos ambientes palacianos…

Em Curitiba, o decano dos lobistas, Jorge Luz, vai compartilhar muros prisionais com seu Aprendiz, aquele a quem dedica particular admiração e por quem se encantou ao conhecer e perceber nele múltiplos e especiais talentos. Foi Jorge quem, desde sempre, o instruiu e orientou nos primeiros passos, introduzindo-o no mundo do lobismo, das articulações, intermediações, pressões e maquinações. Falo de quem? Pensaram que eu fosse dizer Fernando Baiano? Não, meus amores, Baiano é só aparência, figuração. Falo de Eduardo Cunha, o verdadeiro gênio da raça.

Eduardo Cunha, o Aprendiz do decano Jorge Luz


O Palácio Dueñas, a joia da coroa entre a coleção de castelos da duquesa de Alba, em Sevilha, aquisição de Jorge Luz, um homem sofisticado, que sempre soube o que é bom, sempre manteve o perfil baixo, evitou os holofotes, as fotos, a visibilidade, e assim construiu sua fortuna. Até seu paraíso fiscal não é óbvio: Andorra.

Em volta da mesa de jantar, as várias lideranças artísticas do Rio de Janeiro reunidas com o secretário de Cultura Lazaroni

Foi um encontro inédito. Em volta de uma longa mesa de jantar, as várias lideranças artísticas do Rio de Janeiro, as mais expressivas, representando diferentes seguimentos da cultura, ouviram o novo secretário – empossado há quatro dias – de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, deputado André Lazaroni, e todas elas, individualmente, colocaram suas preocupações, propostas e necessidades.

De pé, na cabeceira, o secretário Lazaroni fala na mesa de jantar para aqueles realizadores que alimentam o estado com suas produções, sua coragem e sua criatividade

Amir Haddad, o grande pensador da cultura, que há décadas inaugurou a proposta do teatro a céu aberto, ganhando as ruas, praças, os parques com o seu grupo Tá na Rua, foi o primeiro a falar, identificando a grande transformação que se opera na civilização e na cultura mundial, com os dominados galgando as posições de domínio. Seguido pela atriz e produtora teatral Christiane Torloni; por Kiko Afonso e Daniel de Souza (filho do Betinho), da Ação da Cidadania, anunciaram que deixaram o assistencialismo, depois de terem contribuído com suas campanhas para tirar o Brasil do Mapa Mundial da Fome, e partiram para formação e capacitação através da cultura, “que é o braço civilizatório”.

Amir Haddad, o primeiro a falar, tendo ao lado Kiko e daniel, da Ação Cidadania, e na frente de Myrian Dauelsberg, Roberto Halbouti, Dalal Achcar e Elisa Lucinda

O produtor cultural pioneiro, Fernando Portella, do Instituto Cidade Viva e da gestão do Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, talvez o nosso mais intenso realizador cultural, propôs uma legislação específica para os projetos que têm continuidade, repetem-se a cada ano. Dalal Achcar, do Balé Dalal Achcar, nos lembrou as lições de sabedoria de Darcy Ribeiro. Do Nós do Morro, Luciana Bezerra e Guti Fraga, que reclamou ninguém trabalhar a memória do teatro.

Arte popular, urbana, erudita, tudo junto e misturado. Veio a Myrian Dauelsberg, a dama das grandes produções da ópera e das orquestras, que nos trouxe Pavarotti, Placido Domingo, Zubin Mehta, e ofereceu seus préstimos e de sua Dell’Arte; Renato Saraiva, do Festival Panorama de Dança, lado a lado com o Julio Ludemir, da Flupp  – Festa Literária das Periferias do RJ – e da Batalha do Passinho mais a decana dos museus do Rio de Janeiro, Heloisa Lustosa, presidente da Academia Brasileira de Arte, e o escritor Victorino Chermont de Miranda, também do Instituto Histórico e Geográfico e do Pen Club. Que elenco extraordinário e pródigo em contribuições, ali, generosamente expondo suas experiências ao neo secretário Lazaroni!

Myrian Dauelsberg, ladeada por Dalal Achcar, Elisa Lucinda, Clorys Dale, Guti Fraga, do Nós do Morro. Atrás, Celina de Farias

Na outra cabeceira, a presidente da Academia Brasileira de Arte, Heloisa Aleixo Lustosa. Rosa Magalhães, Guti Fraga, Clorys Dale, do teatro de bonecos. Atrás, Julio Ludemir, da Flupp, e Renato Saraiva, do Panorama da Dança. 

Ah, presente também uma das pioneiras do Teatro de Bonecos no país, 60 anos militando nessa arte, conselheira da Associação Rio de Teatro de Bonecos, Clorys Dale. Compareceu a Christine Nicolay, fundadora da primeira galeria da arte urbana da cidade, no Eixo Rio, liderança do movimento do grafite. A poeta Elisa Lucinda falou de seus projetos de construção do indivíduo através da palavra. Em nome de Jerônimo Vargas, sua colaboradora, Bruna, colocou o Salão Carioca de Leitura – LER – à disposição dos projetos da secretaria.

Pelo carnaval, a notável Rosa Magalhães, imortal da Academia Brasileira da Moda, fez dissertação fascinante sobre as idiossincrasias brasileiras, desde dom Pedro I, e o relato de seu enredo delicioso, que transportará para a Sapucaí o rei de França, Luís 14, com sua corte, no carnaval da São Clemente.

O ator Leonardo Franco, dono do Solar de Botafogo, contou das agruras de ser  produtor e manter um teatro, apenas com a coragem, a cara e recursos pessoais. Marcos Magalhães, responsável pelo festival de animação Anima Mundi, Gabriela Agustini, do espaço premiado Olabi Makerspace, aquele que ‘materializa sonhos’, o advogado de boa parte da classe artística, Roberto Halbouti, a cantora Andréa Dutra prestigiaram com a presença.

Marina Vieira, da Mil e Uma Imagens, produtora com atuação de 19 anos nas artes em todo o país, propôs ao secretário que sua gestão somasse à cultura sua experiência na área ambiental. Marina é quem capitaneia o vitorioso festival internacional Tangolomango, da diversidade cultural.

A conservadora têxtil Manon Salles, dedicada à Coleção Zuzu Angel de Moda, apresentou um Data Show com os trabalhos em andamento na Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil, na Usina da Tijuca. Aplausos Gerais. Celina de Farias, do Instituto Zuzu Angel, falou de nossos quase 25 anos de trabalho de formiguinhas na moda. Este é o 95º aniversário de nascimento de Zuzu, data para ela ser muito lembrada, daí tantos projetos agora alavancados: a Casa Zuzu, o Portal, a restauração da coleção, a peça “Zuzu Angel”, de teatro. Muitos sonhos, muitas vontades.

Diante daquele leque cultural aberto, abanando para ele ventos de boa vontade e promessas de colaboração dos principais realizadores da arte no Estado, o secretário Lazaroni, mesmo na situação de penúria em que nos encontramos, retribuiu com a devida franqueza. Falou que não estava ali para enganar, reconheceu que, com o governo falido, o Teatro Municipal está na eminência de fechar, e prometeu fazer de tudo para isso não acontecer, pois, se o Municipal paralisar sua atividade será a sua federalização ou a sua privatização.

O secretário informou que seu ingresso no cargo foi resultado de uma articulação política, e afirmou: “ninguém ocupa essa função a não ser por injunções políticas”. Propôs-se a voar a Brasília para buscar recursos, nem que tenha que pedir para imprimirem papel moeda. Lembrou da importância de ter na bagagem quatro mandatos e a liderança partidária, o que ajuda muito, pois normalmente quem ocupa tal função não tem poder político. Disse ser homem de diálogo, estar à disposição, e arrematou com uma frase de efeito: “Não tenho preconceito nem conceito”.

Ao fim, retribuiu com elegância os gestos generosos e o coração aberto dos presentes: abriu sua agenda, individualmente, para cada um, assegurando que procurará fórmulas, buscará soluções.

  • Para a atriz Torloni, que objetivamente reclamou dos teatros fechados do Rio –  o Villa Lobos, em obras eternas, o Glória, demolido, o Manchete, interditado aos grupos teatrais pelos novos proprietários, o do Copacabana Palace, fechado “há séculos” – prometeu rápidas ações, “as que forem possíveis”.
  • Para salvar o Municipal, buscará parceiros, como a Firjan ou o Sebrae.
  • O novo MIS já tem em caixa os R$ 42 milhões necessários para a conclusão dos 12% da obra que restam. Mas precisará abrir nova concorrência, já que o empreiteiro responsável desistiu. André fará isso o quanto antes.

A cozinheira passava suas quiches, os sanduíches e salgados. O copeiro enchia os copos. Quem quisesse, se levantava e se servia nos aparadores. Tudo informal, sem cerimônia ou rapapés. Nada de discussões, papo político partidário nenhum. A cultura era a convidada de honra.

A presidente da Academia Brasileira de Arte, a grande dama dos museus, Heloisa Aleixo Lustosa

Casal Bia e André Lazaroni, Christiane Torloni e Juio Ludemir, da Flupp e do Passinho

Fernando Portella e Leonardo Franco

Guti Fraga, do Nós do Morro

Renato Saraiva: Panorama da Dança

O secretário André Lazaroni prometeu, se for necessário, pedir que seja impresso papel moeda para o Municipal não fechar

Marina, Daniel e Kiko, da Ação Cidadania, com Marina Vieira, do Tangolomango e da Casa Zuzu Angel

Bruna, da LER, Salão Carioca de Leitura

A turma do Data Show

Victorino Chermont de Miranda representou três instituições da cultura

Da moda, a conservadora têxtil Manon Salles e a professora Celina de Farias, da Casa Zuzu Angel de Memória da Moda do Brasil

Dame Dalal Achcar

Rosa Magalhães

Kiko Furtado e Daniel de Souza, filho de Betinho, do Ação Cidadania

Clorys Dale, 60 anos de Teatro de Bonecos, desde a inauguração do Parque do Flamengo

Focada na memória da moda e da história de Zuzu Angel, neste seu 95º aniversário de nascimento, coordenei os trabalhos da mesa 

Christiane Torloni lamenta: o espaço para encenações teatrais no Rio é cada vez mais reduzido. Ao que Rosa Magalhães lembrou da lei, ainda vigente, concebida por seu pai, o imortal Raimundo Magalhães Junior, que obriga que um novo teatro seja aberto no local de um que fecha as portas.

Christine Nicolay, a primeira a enxergar a importância do grafite como expressão artística e a abrir espaços para ele no Rio de Janeiro – uma liderança

O ator Leonardo Franco foi franco: ninguém me ajudou

Andréa Dutra reclamou a ausência de espaços para a música, o fim do Canecão e propôs os eventos musicais a céu aberto por todo o Estado do Rio de Janeiro

Maria Célia Moraes, tia do secretário Lazaroni e uma eficiente co-mediadora na mesa do encontro, Claudio e Myrian Dauelsberg e a jornalista

Luciana Bezerra, do Nós do Morro, e Elisa Lucinda com sua produtora, Giovanna

A primeira-dama Bia Lazaroni,  Himallaia, assessor da secretaria de Cultura, Amir Haddad, do Tá na Rua, e Kiko Afonso, da Ação da Cidadania

Francis Bogossian, vice-presidente do Instituto Zuzu Angel, e Roberto Halbouti, advogado do meio literário, da indústria fonográfica e do show business

Fotos de Sebastião Marinho

Minha homenagem final a Marisa Letícia… em céu estrelado pintadinho de balão

Meu jeito de despedir de Marisa Letícia Lula da Silva será este: a republicação de uma coluna minha do jornal O Globo de 16 de junho de 2004, quando os Lula montaram seu primeiro arraial na Granja do Torto, festejando o São João, e a imprensa caiu em cima, com todo o tipo de deboche e desfeita. Como se as Festas Juninas fossem costume de algum país alienígena, completamente avesso à realidade brasileira!…

Eu, em cujo meu coração palpita um céu estrelado pintadinho de balão, reagi com a ardência de uma fogueira flamejante e taquei nos coleguinhas dos punhos das rendas meu chicotinho queimado. De quebra, vou vestir minha saia franzida de chita, em pleno feverê, e dar um caracol geral, para dizer sobre a dança da quadrilha junina que, pra quem desconhece, também sabe falar francês. É quando ela arremeda o aristocrático minueto, e a ‘palavra de ordem’ para os casais irem pra frente é Alavantú (en avant tous), pra irem pra trás, é Anarriê (en arrière), pra trocarem de par, é Changê (changer/changez), pra se cumprimentarem frente a frente, é Cumprimento ‘vis-à-vis’  e, pra repetirem o passo anterior, é Otrefoá (autre fois).

Mas é em sua parte bem brasileira que a dança da quadrilha fica divertida, quando os casais chegam à festança do casamento e os corações se enchem da euforia colorida e festiva de São João.

Assim, espero, seja a chegada de Marisa Letícia, a Marisa dos Casa, ao Reino dos Céus. Santo Antônio, de quem ela é devota desde criança, não pintado no estandarte, que Lula tantas vezes carregou em procissões, mas no comitê receptivo do Firmamento, todo enfeitado com balõezinhos e bandeirolas, ao som dos anjos formando uma banda de forró, tocando sanfoninhas, Luiz Gonzaga, o pai, no acordeon, e o filho, Gonzaguinha, no vocal.  Que recepção!

Bem-vinda seja à casa do Papai do Céu, Marisa!

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Na hora da partida, a honra lavada:

Fonte de consulta:

http://mary-xanxere.blogspot.com.br/2015/06/glossario-da-quadrilha_24.html

São Sebastião abençoa os grandes valores do Rio de Janeiro

A entrega do Prêmio São Sebastião foi ontem, na Casa Julieta de Serpa, lotada, trilotada.

Nelson Sargento, o sambista homenageado, levou um séquito de amigos da Mangueira, entre eles a atriz Bette Mendes e a Célia Domingues, da Amebrás. Gisella Amaral, a homenageada especial, levou séquito familiar, o Ricardo, o Bernardo, o Rick, a neta caçulinha, e alguns amigos de fé, nacionais e internacionais. O ator Marcos Caruso, no palco do Teatro Maison de France naquela hora exata, homenageado ausente, foi representado pela embaixatriz Marilu Seixas Corrêa, que se dirigiu ao Cardeal Arcebispo Dom Orani Tempesta da maneira protocolar correta, Vossa Eminência. A maioria dos homenageados compareceu, numa demonstração forte de prestígio do prêmio. A professora Terezinha Saraiva pelo trabalho social que coordena, junto a várias comunidades, Apostando no Futuro. A jornalista Joana Dale, da Revista de Domingo, de O Globo, pelas reportagens em que propaga a fé católica. O ator Mauro Gonçalves, na categoria Audio Visual, acompanhado da mulher, Rosamaria Murtinho. Recebendo o prêmio por seu pai, a filha do falecido Ferreira Gullar. Todos a acharam a cara dele, eu achei a cara da mãe, a Tereza Aragão. Mas, pensando melhor, concluí que Gullar e  Tereza eram tanto a mesma carne, o mesmo pensamento, que acabaram por se parecer.

Foi uma ocasião para rever muitos amigos de quem gosto. Nélida Piñon, Lycia Gaioso, Suely Vasconcellos, Giovanna Deodato, Gilsse Campos, Fátima Cunha, Eva e Paulo Alcântara. E o registro das palavras da premiada Maria Bethânia, repetidas pelo frade seu orientador espiritual ali presente: “Eu rezo, rezo muito, todos os dias e horas, para Nossa Senhora, eu me acostumei a falar com ela porque não tenho coragem de falar com Deus”.

Terezinha Saraiva recebeu o Prêmio Ação Social pelo projeto Apostando no Futuro

Gisella Amaral recebeu o Prêmio São Sebastião, Categoria Especial, por toda a sua trajetória, décadas de dedicação ao próximo, às entidades de apoio aos desvalidos, sempre com grandes e louváveis resultados – ah, se todos fossem iguais a você, Gisella!

Prêmio Comunicação Pessoa Física, para a jornalista Joana Dale, pelas inúmeras reportagens elevando a fé católica, na Revista de Domingo, O Globo

Prêmio Guilherme Arinos para Nelson Sargento, que levou séquito mangueirense, entre outros a atriz Bette Carvalho, aqui na foto, e Célia Dominguez, presidente da Amebras – Associação das Mulheres das Escolas de Samba

Fotos de Marcelo Borgongino

Prêmio Cesgranrio de Teatro se consagra por seu mérito junto à classe artística nacional

Metas e realizações.

Há quatro anos, na entrega do I Prêmio Cesgranrio de Teatro, no Golden Room do Copacabana Palace, havia personalidades representativas e a confiança de que era um bom começo de uma semente que frutificaria. Quem conhece o ânimo empreendedor de Carlos Alberto Serpa sabe que, com ele, os projetos têm prosseguimento. Zezé Polessa ganhou o prêmio de melhor atriz de teatro e Laila Garin de melhor atriz de musical. Foi uma grande vibração. Uma noite espetacular. A classe artística congratulou-se e brindou e gargalhou no Salão Nobre, como poucas vezes eu vi, mesclando famosos antigos com novos valores. Lindo demais. A mídia moscou.

No II Prêmio Cesgranrio, a frequência dobrou. Os coroados triplicaram. O prêmio já era consagrado e consagrador em sua segunda edição. Ney Latorraca proclamou no palco que ele já era a mais importante premiação teatral do Brasil. E ninguém contestou. O Golden Room estava eletrificado da primeira à última fileira de cadeiras, em superlotação. Suzana Faini abiscoitou o troféu de melhor atriz, ah, emoção! A cada anúncio de nome vencedor, era uma apoteose de alegria. O Cesgranrio, além de sua expressão em dinheiro (25 mil para cada vencedor) tinha agora agregado o mais importante dos valores: o prestígio! A mídia fez cócegas.

No III Prêmio Cesgranrio de Teatro, uma revoada de gaivotas origamis cor de laranja ocupou os ares do Salão Nobre do Copacabana Palace encantando os olhares, exaltando as almas com a beleza de sua novidade. Carlos Alberto Serpa, sempre inovador,  providenciou mise-en-scène nos moldes da noite do Oscar, com transmissão no palco em tempo real, desde a suposta ‘sala dos julgadores’, onde a apresentadora Claudia Raia, numa grande brincadeira, recolheu ‘os votos’, e veio, seguida pela câmera, dos corredores do hotel até o palco do Golden Room, onde os votos foram anunciados. Tudo muito divertido e palpitante, provocando risos e aplausos. Foi uma noite apoteótica. Nathalia Timberg foi homenageada, e Bibi Ferreira estava lá. Marcos Caruso foi apresentador com Raia. E a mídia despertou.

Esta semana, o IV Prêmio Cesgranrio de Teatro, contemplando as produções de 2016, já veio com ares de tradição. Como nas outras edições, Carlos Alberto Serpa anunciou os próximos projetos. Os anteriores anunciados, todos já foram realizados: A Orquestra Sinfônica Cesgranrio, O Teatro Beth Serpa, voltado para o público infantil, o Teatro Cesgranrio, com 380 lugares, as premiações de artes plásticas e literatura, as produções audiovisuais, o projeto Teatro nas Escolas, levando a arte teatral a toda a rede pública escolar carioca…  Desta vez, ele anunciou a construção do Grande Teatro, com 700 lugares, proscênio com 11 ou 12 metros, pé direito possibilitando todos os tipos de urdimentos, profundidade cênica para grandes espetáculos, fosso, coxias, enfim, tudo de que o povo do teatro gosta e precisa no Rio de Janeiro. Será no antigo Le Buffet, no Rio Comprido, que ele está transformando numa Broadway carioca, com seus três teatros. A grande homenageada foi Nicete Bruno, que fez a mais bela das declarações de amor que uma atriz poderia fazer à profissão, e falou estar esperando ainda ser de novo “virada pelo avesso” numa personagem, como Antonio Abujamra fez com ela tantas vezes. A imprensa foi pródiga, correspondeu à expressão conquistada pelo Prêmio, deu-lhe os amplos, merecidos e consagradores espaços.

Algo me diz que a próxima edição do Prêmio Cesgranrio será no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro…

Prêmio Cesgranrio de Teatro: seu nome é Mérito!

Momento ternura e emoção: o encontro de Nicete e Serpa no palco do Golden Room

Beth Serpa vestida por Henrique Filho, seu novo personal designer

Zuleide e Bernardo Cabral

Leticia Birkheuer translumbrou no palco do Golden entregando um troféu

Detalhe fashion mais comentado da night: a bolsinha bordada de Nicete, no mesmo tom de azul do vestido, com que ela subiu ao palco  

O grande premiado da noite: o espetáculo Auê

Débora Bloch e Heckel Verri

Os Serpa e Leandro Bellini, o cumprimentado produtor geral e redator do Prêmio Cesgranrio

Fotos Marcelo Borgongino e Veronica Pontes 

Rio 40º, homens de saias kilt, tocando gaitas de fole

Naquela tarde, o Rio de Janeiro deu uma trégua ao calor intenso e providenciou uma brisa, um sopro marinho vindo lá de longe do Atlântico, pra lá do Morro Cara de Cão, da Fortaleza de São João, bem além de Niterói.

Um ventinho leve, que se espraiava pela Urca, ao pé do Pão de Açúcar, vinha contornando a enseada de Botafogo, o Morro da Viúva, até acariciar as copas das árvores do Parque do Flamengo e bater nas sacadas dos apartamentos da Praia do Flamengo…

Assim, o almoço de despedida para o cônsul-geral do Canadá, Sanjeev Chowdhury, e seu companheiro, o chef vietnamita Kiet To, em que os paletós e as gravatas foram dispensados, o único calor foi mesmo o da amizade e o da saudade já previamente sentida.

Verdade que o ar refrigerado forte, nas salas e varanda do almoço sentado, também ajudou, que seguro morreu de velho e ninguém é de ferro.

De Brasília, veio o embaixador do Canadá, Rick Savone. De São Paulo, o cônsul-geral, Stephane Larue, e a consulesa, Karine. A nova cônsul-geral no Rio de Janeiro, Evelyne Coulombe, e Craig, já instalados na cidade com os filhos, também presentes. Assim como a jornalista, correspondente canadense, Stephanie Nolen.

O presidente da Brookfield no Brasil, Luís Simões Lopes. O ex-Motion Pictures e atual Rio Filmes, Steve Solot, com Kate Lyra –  “brasileiro é tão bonzinho”. Da ‘troika’ de assessores de Turismo do prefeito Crivella, o presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Paulo Manoel Protásio. O ex-presidente da ACRJ, Antenor Barros Leal, com Silvia.

O presidente da Rede Copacabana Praia de Hotéis, Aloysio Maria Teixeira, e Joanna. O diretor do Projeto Música no Museu, Sérgio Costa e Silva, com Ignês; os médicos Volney Pitombo, Francisco Barreira (com Alice Tamborindeguy), Rawlson de Thuin e Fabio Cuiabano; a museóloga Vera Tostes; os casais Claudio Aboim, Gilson Araújo, Gilson Araújo Jr. eram alguns entre os 50 amigos de Sanjeev, convidados da tarde.

Houve discursos. Num deles, a anfitriã parodiou letra de canção do canadense Leonard Cohen e leu as palmas das mãos dos homenageados, “adivinhando” que em futuro muito próximo eles passarão seis meses em Paris, aprimorando saberes vários. De fato, é para lá que Kiet e Sanjeev embarcam hoje.  Depois, retornarão ao Canadá, para Chowdhury servir ao seu ministério, com o brilho e a lealdade que caracterizam seu caráter.

Prosseguindo a leitura das mãos, a ‘quiromante’ predestinou a enorme falta que todos sentirão daqueles que se despedem, e previu que o Canadá estará bem representado, no Rio de Janeiro, pela nova cônsul-geral, Evelyne Coulombe, parabenizando o embaixador Rick Savone por ter bem encaminhado a sucessão consular.

Bem, a sobremesa já estava servida e, quando todos pensavam que a festa terminava, eis que – surpresa! – adentrou o salão a magnífica Brazilian Piper Band, músicos vestidos a caráter com seus saiotes kilt, meias ¾ e boinas, tocando hinos e músicas típicas em gaitas de fole, tradição praticada em toda a British Commonwealth de Sua Majestade, a rainha Elizabeth II, da qual o Canadá é parte.

Emoção, frisson, arrepios. Alguns olhos enternecidos, molhados até. Abraços de amizade verdadeira. E assim Sanjeev e Kiet se despediram da cidade.

1 – Na sala de jantar, eram 20 lugares marcados… 2 – Os homenageados, Kiet To e Sanjeev Chowdhury… 3 – Evelyne Coulombe e Francis Bogossian… 4 – Volney Pitombo e Antenor Barros Leal… 5 – Buffet nos aparadores…

Fotos de Mr. A.