Um Brasil de Eduardos. O Eduardo trigo e o Eduardo Joio

Prenderam o Eduardo Suplicy! O mais elegante dos senadores que já passaram por nosso Congresso. O filho de dona Filomena Matarazzo Suplicy. E olhem na foto de que maneira truculenta fizeram isso. Suplicy protestava numa reintegração de posse em São Paulo, apoiando os que estavam sendo despejados sem ter para onde ir. Queria uma solução para eles. É um homem de bom coração, amado por todos onde quer que vá em São Paulo. Isso, testemunhei, quando caminhamos juntos, no Ibirapuera, em marcha pelos Desaparecidos e Mortos políticos, e Suplicy, não mais senador, era parado a cada passo para ser abraçado até por quem não vota em seu partido. Muito respeitado e considerado. Menos pela polícia paulistana, que o carregou como a um saco de farinha de trigo.

Este o Brasil de hoje. Não sabe discernir os Eduardos. Prende o Eduardo trigo, enquanto o Eduardo joio janta no Fasano.

suplicy

Admirável e talentoso transgressor, corajoso-frágil, afetuoso-maldito, Michael Koellreutter ganha homenagem da Bazaar

A Harper’s Bazaar deste mês de julho traz um perfil de despedida do jornalista Michael Koellreutter, na página dupla Snapshot, assinada por Mario Mendes, com fotos de Tripoli e Lygia Durand.

Um admirável e talentoso transgressor, corajoso-frágil, afetuoso-maldito. O desejo de ser muito bom na linha jornalística que escolheu seguir era mais forte do que o senso de auto-preservação. Escrevia as matérias magistrais, com humor único e revelações estarrecedoras muito bem pesquisadas, e depois esperava encolhido o mundo explodir sobre sua cabeça. Mas não podia resistir à tentação de ser um excelente cronista ácido dos costumes das altas gentes. Em acertas horas de grande aperto, recorreu a meu auxílio contra a truculência de terceiros. Fiquei feliz de poder atendê-lo. Éramos amigos. Foi o mais audacioso dos jornalistas angry que conheci.

Desafiar convenções era seu lema. Chegou a morar dentro de um automóvel com a namorada, onde dormiam todas as noites e, pela manhã, pulavam às escondidas a janela da casa da avó dela para tomar banho. Ah, Michael também vivia em permanente estado de paixão por uma mulher, uma de cada vez, e todas sempre belas, chiques, extravagantes.

Tinha um “look” próprio: o lenço de pirata amarrado na testa. Um “pirata do Caribe” navegando perigosamente nas águas frenéticas deste aquário social-pop-boêmio que é a Baía da Guanabara, volta e meia atracando em Londres, nas raves da Espanha ou onde mais houvesse risco e trepidação.

Sua missa de sétimo dia lotou a Igrejinha da Urca. Parecia a missa de um carola. Uma confraternização de boêmios transgressores e socialites comportados, que, como ponto comum, tinham a admiração pelo texto inteligente do, mais que jornalista, escritor de uma época. Pena que de forma tão inconstante, por força de seu próprio temperamento.
michael
A Snapshot da Harper’s Bazaar, importante homenagem e merecida

michael-koellreutter-e-tania-caldas-0194
Koellreutter e uma de suas boas amigas do Rio, Tania Caldas

O mundo visto de cima, com Cor e Movimento, por Fernanda Cruzick

Fernanda Cruzick é chamada de “artista múltipla”. Escreve livros, faz moda, desenha estamparias, atua no teatro e cria figurinos, quando não está fazendo sua atividade principal: a pintura. Voa alto na sua pretensão de abraçar múltiplas artes com as pernas e talvez este o motivo de seu trabalho retratar uma visão aérea sobre o mundo.

Cruzick não enxerga o universo de frente, de lado ou de baixo pra cima. Tudo o que pinta é na perspectiva de cima pra baixo. E seu mundo é todo enladrilhado com os mais lindos mosaicos, referências que vieram desde a infância, em sua Juiz de Fora, onde havia uma fábrica de ladrilhos hidráulicos, a Pantaleoni Arcuri.

Suas telas se completam umas nas outras, interagem, se multiplicam, acoplam, formam conjuntos, montam jogos. Como peças articuladas infinitamente múltiplas, conjugam misteriosas composições de uma beleza espetacular. Dizem os místicos que não existem coincidências, e não deve ser mesmo por acaso que tais obras de Fernanda estão expostas numa galeria com o nome Cor e Movimento, pois elas são puro movimento e cor.

A mostra Jogos Múltiplos soma duas séries de trabalhos de Fernanda. As 15 pinturas “Multiplicidade” e as telas e objetos “Games”.

Fernanda Cruzick está no Facebook, seu contato é [email protected], e seu trabalho pode ser visto belamente exposto na Cor e Movimento, ali na Praça Antero de Quental, no Leblon, Rua General Urquiza 67, Loja 7

fotos vernissage Rosa Cordeiro Guerra - Fernanda Cruzick - Bia Martins Costa
A artista Fernanda Cruzick no vernissage de seus Jogos Múltiplos

fotos vernissage Marcos Caruso - Fernanda Cruzick
Com o ator Marcos Caruso

fotos vernissage Rosa Cordeiro Guerra - Fernanda Cruzick - Bia Martins Costa
A artista com as galeristas Rosa Cordeiro Guerra e Bia Martins Costa

fotos vernissage Lucia Flecha de Lima- Thera Regouin- Bernadete Braga-Rosa Cordeiro GUerra-BiaMartinsCosta
Lucia Meira Lima e Thera Regouin, a próxima artista plástica a expor na Cor e Movimento

A casa falante de Maria Pia, o livro borbulhante de Silvia Amélia

A casa de Maria Pia fala. Ela diz: “Sou clara e luminosa, reflito a alma e o momento de minha dona”. Ela é florida, e seu interior mistura pássaros de porcelana a orquídeas em cache pots de palha, porcelana Vista Alegre a louça Bleu de Chine, quadros contemporâneos a aquarelas românticas, móveis ingleses a tapeçarias da França. Tudo na mais completa e harmoniosa combinação, ao balanço dos cabelos de Pia, cada vez com mais volume e brilho, como se sua atual felicidade tivesse o poder revitalizador da lua cheia.
 
Sim, tudo à volta de Maria Pia entra em harmonia com sua energia boa. Já que ela não se aflige com a convidada que se atrasa para o almoço, o suflê, que espera no forno para ser servido, vibra na mesma onda positiva e, quando chega à mesa, ainda está estufado, inflado, no ponto exato, como se uma convergência mágica conspirasse a favor de tudo.
 
Éramos dez amigas no almoço sem lugares marcados. Às cabeceiras, Maria Pia e a aniversariante, Vera Bocayuva Cunha, chemise e colar, très parisienne. No mais, Dorita Moraes Barros, Graça Oliveira Santos, Maria Lucia Moura e sua filha, Luciana Almeida Braga, Maria Celina Saboya Gomes, Ana Paula Leão Teixeira, Fátima Andrada Tostes e eu. A louça Limoges assinada por Alberto Pinto traz cada uma um pássaro pinto à mão. O jogo americano era de organza bordada, com aplicações, renda e forro solto, da incomparável mineira Lygia Mattos. Falamos sobre isso. Lygia não está mais entre nós. Foi a melhor dos bordados do mundo. Daquelas que não deixam substitutos.
 
O buffet foi servido na varanda sobre a mesa pura, só a nobreza da madeira. Há um caramanchão florido contornando os arcos da varanda. Bonito. Bem Maria Pia. A gaiola com flor no interior que, da outra vez, estava na frente da casa, agora está atra´s, na pérgula. Pia diz: “A minha casa é dinâmica. Mudo tudo o tempo todo”.
 
Há bolo coberto com corações vermelhos. Há fotos a meu pedido. Há discurso da Vera. Há cafezinho na volta à sala de estar. E há – mas que delícia! – uma avant prémière do livro de Silvia Amélia, que todas folheiam ávidas na versão francesa, da dedicatória à última página, passeando pelo seu castelo, o “manoir”, o apartamento em Paris, na rue du Faubourg Saint Honoré, a casa palacete do melhor amigo Givenchy, o poema que Manuel Bandeira fez pra ela, enfim, o livro é uma fotobiografia, resumindo o que Silvia é, vive e viveu. Com classe e elegância.
 
A obra será lançada no Rio, na próxima Casa Cor, 1 mil exemplares, Silvia Amélia presente. A Casa Cor será na casa magnífica de Malu da Rocha Miranda na Rua Marquês de São Vicente, marcando a volta de Maria Pia Marcondes Ferraz Montenegro à decoração, assinando um espaço seu.
 
mp3
A capa
 
mp19
Dedicatória de Silvia : pra filha, genro e netos
 
mp20
Página de abertura
 
mp
Palavras dela no encerramento: “Sempre sonhei fazer um livro bonito para a família, os amigos e todos os que amam a vida colorida, Silvia Amélia, Primavera 2016”. Edições Imagine
 
Ao me levar no carro, na calçada, Maria Pia me diz: “Hilde, estou cada vez mais feliz e apaixonada pelo Carlos Augusto, ele é um marido maravilhoso”. Montenegro também está na calçada. Ele teve a delicadeza de voltar para casa a tempo de se despedir das amigas que foram almoçar com sua mulher. Assim como passou pela sala, antes do almoço, vestido esportivamente, falou com todas nós e partiu. Uma gentileza com as amigas de Pia e também um modo de dizer “Vejam, que homem de sorte eu sou”.

mp5

 

mp4

mp7

 

mp12

 

mp6

 

mp17

 

mp16

mp14

mp11

mp 2

 

mp8

 

mp9

Fotos de Ana Paula de Almeida Magalhães Leão Teixeira

E continua o festival da elegância: aniversário de Maria Alice Araujo Pinho

E prosseguem as homenagens a Maria Alice de Araújo Pinho. O que seria dessa temporada social carioca sem este aniversário na agenda? Agora foi Therezinha Noronha que recebeu na sala privada do restaurante do Country Club, em mesa única, quadrada e florida, para 15 amigas. Serviço perfeito. Almoço impecável. Tarde irrepreensível. Melhor de  tudo: a conversa do grupo de amigas de Maria Alice, que Therezinha soube tão bem reunir e distribuir. Sobre a mesa coberta por toalha branca, escreveram-se, naquela tarde histórias de filhos e netos…

Como a da neta da embaixatriz Sandra Naslausky, que vive em Nova York e viaja pela América fazendo palestras sobre a moda de Alberta Ferreti. Como a história do filho de Mirtia Gallotti, Luciano Saldanha, que guarda e preserva o acervo do pai, o saudoso jornalista Saldanha Coelho, homenageado pelo escritor britânico Somerset Maugham.

Vãnia Badin foi paparicadíssima por voltar a circular. As amigas estavam com saudades. Diva Leite Garcia e Lourdes Catão combinavam uma visita ao novo hotel que abriu atrás do Aeroporto Santos Dumont, onde antes funcionava o prédio da Varig, e de quebra farão um tour na nova Marina da Glória. O point é delas, que moram no Flamengo.

Silvia Fraga foi a primeira sair para… cortar os cabelos! “Está muito longo, já está me incomodando”. Silvinha Fraga de cabelos longos e coque, decisivamente, ficou num passado remoto para nunca mais. New Silvinha, a do Luís Fernando Santos Reis, é de cabelos curtíssimos, à la garçonne, transgressora. Uma nova mulher.

silvinha old and New

country club 3

Maria Alice Araujo Pinho e a anfitriã, Therezinha Noronha

country club

Belita Tamoyo, Kiki Almeida Braga, Sarita de Vincenzi

country club 15

Denise Cortez, Luciana Araujo Pinho e Angela Alhante, que rima com brilhantes

country club 13

A mesa com toalhas brancas e flores coloridas

country club 9

Silvia Fraga, Maria Helena Chermont e Vania Badin

country club 11MAria Lice: mais um bolo, mais um happy birthday…

country club 8

Diva Leite Garcia, Lourdes Catão, Hildegard Angel (eu!) e a embaixatriz Sandra Naslausky

country club 6

 

Mirtia Gallotti, Sandra Salles Coelho e Silvinha Fraga

country club 4Sarita de Vincenzi e Kiki Almeida Braga: a mesma geração, a mesma proposta de elegância clássica, o mesmo acerto.

Fotos: Hildegard Angel, Maria Helena Chermont de Britto e Luciana Araujo Pinho

A nata médica do Rio de Janeiro em noite de saudável amizade

A tônica: a admiração, o reconhecimento, a amizade. Era o aniversário do médico clínico geral João Gaspar Corrêa Meyer, homem avesso a homenagens, a ser o centro das atenções. Sempre reservado, sóbrio. Foi preciso persistência e uma paciente espera de alguns anos, até ele aceitar a homenagem de um jantar de aniversário seu, desde que o grupo fosse restrito, o evento, informal, eque

não houvesse menção à data do aniversário. Desejos cumpridos, jantar realizado, amigos presentes, conversa solta, noite amena, uma reunião de bons companheiros de trabalho e de vida. Alguns eram amigos desde o tempo do Santo Inácio, muitos com histórias para contar de plantões no mesmo Hospital de Ipanema, do início da carreira médica, todos jovens, sem saber o que lhes destinaria o futuro.

Agora, consagrados, grandes nomes de nossa medicina, confraternizavam descontraídos diante do vaivém do bondinho do Pão de Açúcar… O Rio de Janeiro continua lindo, e a vida continua sendo.

joao gaspar 18

A sala de jantar pronta para ser aberta para os 26 convidados do jantar em torno do aniversariante João Gaspar Corrêa Meyer e sua Samira Assuf

joao gaspar 14

João Gaspar, um dos médicos clínicos mais respeitados do país, e sua mulher Samira Assuf, médica também

joao gaspar 13

Luciana Dale, casada com o médico obstetra Carlos Dale, e Yolanda Atherino, com o médico oftalmologista Cristóvão Atherino

joao gaspar 6

O cirurgião top Celso Portela e Marucha

joao gaspar 12

A jornalista com o ortopedista Guilherme Sampaio Ferraz

joao gaspar 2

Claudia Fialho e o marido, Guilherme Sampaio Ferraz
joão gaspar dessaturado

Octavio Vaz, Cristóvão Atherino José Maurício Weneck, Claudia Fialho Como está bonita!) e João Gaspar Corrêa Meyer, o homenageado

joao gaspar 7

A médica dermatologista Gisela Pitanguy e Raul Chamma

joao gaspar 3

Os médicos Cristóvão Atherino, otorrino, José Maurício Godoy, neurologista, os clínicos João Gaspar e Samira, Claudia Fialho, os cirurgiões Octavio Vaz e Celso Portela e Raul Chamma

joao gaspar 15

A oftalmologista Rosa Atherino e Ana Maria Magalhães Costa, casada com o mastologista Maurício Magalhães Costa

joao gaspar 5

Francis Bogossian e Octavio Vaz

joao gaspar 10

A clínica Geral Valentina Godoy, Marucha Magalhães Costa e Rosa Atherino

joao gaspar

Esta blogueira com Ana Maria Magalhães Costa e Raul Chamma….. Estavam presentes, ainda, porém não mostrados nas fotos, os médicos urologista Fernando Vaz, com Malu, o cardiologista Claudio Benchimol, com Carla, e o obstetra Carlos Dale. Um timaço que poderia até formar sozinho a sua própria Academia de Medicina.

Fotos de Yolanda Simões Atherino

 

Óleos de cozinha deveriam trazer um alerta da Anvisa sobre os riscos de seu consumo excessivo

Leio hoje a manchete do jornal: “Óleo de cozinha é o vilão do esgoto no centro de SP, região líder em reparos”.

Pois é… Há 20 anos, almoçando na cidade de Tiradentes com a chef mineira dona Lucinha, ouvi dela a teoria, que me acompanhou como sábia lição pelo resto dessa vida.

Segundo a chef, por ocasião do advento do óleo de cozinha, com a substituição das tradicionais banha de porco e gordura de coco, então vendida em latas redondas, inventaram o detergente líquido, pois os simples sabão português e sabão de coco não mais davam conta de limpar as panelas e frigideiras gordurosas.

E d. Lucinha refletia: “Se o óleo de cozinha gruda de tal forma nos metais e louças, o que não fará ele com nossas artérias?”. E concluía: “Presta atenção: você reparou como, do final da década de 50 para cá, cresceu o número de acidentes vasculares, com infartos cardíacos?”.

Por esse motivo, dona Lucinha é uma apologista da banha do porquinho tenro, que considera saudável para os corações, contrariando a propaganda das corporações multinacionais, que nos enfiaram goela abaixo, como mais saudáveis, os óleos de cozinha e, pelas goelas dos canos de nossas pias, os seus detergentes, alimentando indústrias bilionárias e, de quebra, turbinando a próspera indústria do infarto do miocárdio, derrames e correlatos.

Se o óleo de cozinha entope rede de esgotos, entope os boeiros até a borda causando inundações, o que não fará com nossas veias precárias, com nossas artérias delicadas?

E ainda há quem se pergunte e pesquise sobre o motivo do aumento da incidência de doenças como demência senil, senilidade precoce, Alzheimer etc…

Não seria o caso de, a exemplo dos maços de cigarro, o óleo de cozinha também trazer na embalagem um alerta da Anvisa ou da OMS sobre os riscos advindos de seu consumo excessivo?

 Gordura-de-Coco

O anúncio avisava às noivas belas, recatadas e do lar dos anos 50: “O futuro dêle está em suas mãos”. Mas eis que no final da década surgiria o óleo de cozinha…  e bye-bye futuro “dêle”…

Uma contribuição ao prefeito Eduardo Paes e ao COI para elevar o astral nas Olimpíadas

Em tempo de Olimpíadas, a população motivada quer dar sua contribuição. E há ideias que bem merecem ser consideradas, como a do engenheiro civil Ricardo Khcichfy, chefe da Divisão de Ciência e Tecnologia do Clube de Engenharia. Eis o que ele, através deste blog,  sugere ao prefeito Eduardo Paes, para elevar o astral dos cariocas nesta fase “baixo astral” que o Rio vive:

“Que, durante as premiações aos atletas vencedores, após serem executados os hinos de seus países, o público presente cante o hino Cidade Maravilhosa”.

Khcichfy acredita que a inovação poderá revolucionar as comemorações esportivas, mostrando ao mundo o belo hino da nossa cidade, encantando a todos – os estrangeiros que estiverem aqui, nos locais de premiação, e os que estiverem no exterior assistindo às transmissões.

Para que isso aconteça, ele propõe grupos situados estrategicamente, no estádio, na arena ou ao ar livre, instruídos para dar início, a todos os pulmões, à marchinha composta por André Filho, cantando os encantos mil de nossa cidade.

Recado dado ao prefeito Paes… e também ao COI, a quem de fato cabe esse Cerimonial das premiações. Esperamos que chegue a eles.

No Biarritz e com Lourdes Catão, um Rio de Janeiro com requinte, bom gosto e refinamento

É obrigatório. Desde que, há cinco anos, mudou-se para o Edifício Biarritz, na Praia do Flamengo, Lourdes Catão dá a partida no Festival de Comemorações do aniversário de Maria Alice Araujo Pinho, com um almoço reunindo o grupo de mulheres mais elegantes da cidade.

O que caracteriza os almoços de Lourdes não é somente a frequência, é sua atitude de dona de casa que se coloca, com prazer, em cada item do preparo de seu evento. E tudo é Lourdes. Em cada canto lá está ela. Na papeleira com porta-retratos de prata e pequenas peças Cia. das Indias. No altarzinho com ícone russo e velas. Na mesa inglesa com porcelanas Vieux Paris. No biombo chinês de seda e a orquídea também de seda sobre o gueridon. A mesa de centro de laca e, em cima dela, uma coleção de esculturas de bronze. A grande estante iluminada, que faz moldura para toda a sala, com uma harmoniosa coleção de peças chinesas reunidas ao longo da vida.

Mesa posta, o mesmo garçon Mendonça, de todos os almoços e jantares de Lourdes, era quem servia, com a ajuda de um auxiliar. Em vez de toalha, paninhos de linho branco com bordados Richelieu em azul. O camarão ao curry foi servido em bacia de porcelana chinesa. A salada taboule, em saladeira de vidro dentro de travessa redonda de jacarandá. O cuscuz, o purê de banana, a carne e seus acompanhamentos… Lourdes explicava: “Tudo feito em casa, pela minha cozinheira”.

Grandes bandejas individuais estão disponíveis, para cada convidada, junto à mesa do buffet, vestidas com fronhas de cambraia branca engomadas, imaculadas. Tudo muito prático, bonito e refinado.

Houve parabéns pra você, com velas no bolo de dona Regina Rodrigues. E todo bolo de dona Regina é realmente delicioso. Esquecemos a dieta.

Saí de lá, pensando… Enquanto houver Lourdes, há glamour. Enquanto houver Edifício Biarritz, há memória. Enquanto houver tal grupo de mulheres elegantes, há motivos para se acreditar em um Rio de Janeiro com todas as possibilidades de requinte, qualidade, bom gosto e refinamento .

maap33

A anfitriã Lourdes Catão deu a partida no festival anual Maria Alice Araujo Pinho

maap24

A sala Lourdes Catão no Edifício Biarritz

maap41

Luciana Araujo Pinho, Mirtia Gallotti, Sandra Naslausky e Maria Alice de Araujo Pinho

maap4

Kiki Almeida Braga, Terezinha Noronha e Juju de Almeida Magalhães

maap2

Angela Alhante, Lourdes Catão e Vera Bainville

maap18

Márcia Junqueira e Sandra Salles Coelho

maap50

Kitty Assis, Vera Bocayuva e Vania Neylor

maap39

Esta jornalista com Cecília Dornelles, saboreando o camarão ao curry com o cuscuz

maap

Laís Gouthier e Thereza Muniz

maap51

Cecília Dornelles e Diva Leite Garcia

maap15

Vera Bocayuva

maap52

maap21

Lourdes e a aniversariante homenageada, Maria Alice de Araujo Pinho
maap16

A bolsa de Kitty Assis

maap22

O maître Mendonça

maap30

Vera, Lourdes, Maria Alice, Maria Helena e Thereza Muniz

maap38

Mendonça corta o bolo de Regina Rodrigues

maap54

maap55

Fotos de Hildegard Angel

Deputados aprovam projeto de Serra que tira da Petrobras exclusividade do Pré-Sal – e você sabe mesmo o que isso significa?

Este 7 de julho de 2016 prenuncia-se data para ser lembrada pelo povo brasileiro, em  breve futuro, com choro e ranger de dentes.

Hoje, no mesmo exato horário em que nossos deputados federais aprovavam o Projeto de Lei de José Serra, que tira da Petrobras a exclusividade no Pré-Sal, nossa imprensa distraída preocupava-se em dar todo espaço ao discurso com choro de Eduardo Cunha.

O texto original de Serra foi aprovado na íntegra, conforme o relatório do deputado da Bahia José Carlos Aleluia, à revelia da análise da Comissão Especial da Petrobras e Exploração do Pré-Sal, cujas mudanças propostas ao projeto foram todas rejeitadas… Bingo!

As Chevron da vida devem estar estourando champagne nas praias de Tio Sam.

Agora, o texto segue direto para o Plenário da Câmara, aquele que vota para “o meu filho”, “o meu pai”, a mamãe”, e todos os ilustres familiares seguem presos no dia seguinte…

Como bem alertou durante a votação o deputado Glauber Braga, “o que estamos votando aqui é o início do processo de privatização da Petrobras e o deputado Aleluia sabe muito bem disso”.

Irão os lucros de nossa descoberta para a próspera, abastada, gula estrangeira e não mais para as magras, descarnadas, carentes mãos de nossa saúde pública e de nossa educação, como tanto necessitamos e pretendíamos.

 
Para discutir nosso país, é preciso estar bem informado, e infelizmente a grande imprensa não tem sido boa conselheira nesse item.
Leiam abaixo a contribuição valiosa do engenheiro especialista no assunto,  Ricardo Maranhão, ao debate:
AINDA O PRÉ-SAL

*Ricardo Maranhão

O PRÉ-SAL é um conjunto de rochas carbonáticas, situadas no litoral brasileiro, com grandes acumulações de óleo e gás. Sobre estas rochas foi depositada, a milhões de anos, uma extensa camada de sal que pode ter até dois mil metros de espessura. A profundidade total dessas rochas é de até 8000 metros, em relação à superfície do mar, onde a lâmina d’água é superior a dois mil metros.

O PRÉ-SAL constitui uma nova fronteira exploratória, com características inéditas. Empresas multinacionais estão explorando áreas semelhantes, na Costa Ocidental da África. Algumas aproveitando o aprendizado obtido nas parcerias com a PETROBRÁS.

Registro que o PRÉ-SAL é uma das maiores, senão a maior, descoberta de petróleo, no mundo, nos últimos 20 anos. Estudos bem fundamentados, do Instituto Nacional de Óleo e Gás – INOG, vinculado à UERJ – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, elaborados por CLEVELAND JONES e HERNANE CHAVES, sinalizam, com 90% de probabilidade, para reservas da ordem de 176 bilhões de barris. Estas reservas, com possibilidade de 10%, podem chegar a 273 bilhões de barris, suficientes para atender ao consumo de todo o mundo, por seis anos.

Destaco que os números acima não incluem os 30 a 40 bilhões de barris que já foram descobertos.

Os reservatórios podem estar a até 340 quilômetros do continente, onde a lâmina d’água atinge 2400 metros e os poços profundidades de 7000 a 8000 metros.

O PRÉ-SAL foi descoberto por brasileiros. Pelo corpo técnico da PETROBRÁS, competente, motivado e impulsionado pelo sentimento de patriotismo, cônscio de sua missão criadora de condições necessárias à Soberania Energética de nosso País. Mas, não somente pelos combatentes da PETROBRÁS. Eles contaram e contam com apoio de dezenas de universidades e centros de pesquisas, fornecedores de materiais e equipamentos e empresas de engenharia brasileiras, que atuam em articulação com a nossa maior Companhia.

O polígono do PRÉ-SAL se estende pelo litoral dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com área aproximada de 149 mil quilômetros quadrados, abrangendo as bacias de Santos e Campos. Esta área corresponde a 3,4 vezes o tamanho do Estado do Rio de Janeiro. Os limites da área foram fixados a partir de avaliações e interpretações geológicas. Não está descartada a possibilidade dos reservatórios do PRÉ- SAL estarem interligados.

Os desafios foram e são enormes. As grandes distâncias do continente, dificultando  logística. As elevadas pressões e temperaturas exigem o desenvolvimento de materiais inéditos. A presença de gases, como o dióxido de carbono e gás sulfídrico. Os agentes que provocam forte corrosão e as características da crosta terrestre, que ensejam a possibilidade de desmoronamento dos poços. Tudo isto, e muito mais, foi superado, com obstinação, pelos brasileiros.

O esforço hercúleo, que persiste, foi recompensado.

As jazidas são monumentais. O óleo é leve, de excelente qualidade, com cotação elevada no mercado. Os poços têm produtividade extraordinária. Alguns produzem até 35.000 barris/dia de óleo ou 41.000 barris/dia de óleo equivalente (1000 m³ de gás natural = 1 m³ de óleo = 6,29 barris).

É preciso destacar este número: QUARENTA E UM MIL BARRIS POR DIA, DE ÓLEO EQUIVALENTE. Para entendermos o que significa isto damos um exemplo.

A PETROBRÁS produz petróleo no Brasil, em terra (onshore) e offshore (na plataforma continental). Os estados produtores são Amazonas (terra), Maranhão (terra), Ceará (terra e mar), Rio Grande do Norte (terra e mar), Sergipe (terra e mar), Alagoas (terra), Bahia (terra e mar), Espírito Santo (terra e mar), Rio de Janeiro (mar), São Paulo (Mar), Paraná (terra, óleo de xisto, em São Mateus do Sul).

Para que possamos entender melhor o significado dos quarenta e um mil barris /dia de um único poço no PRÉ-SAL, consideremos o CAMPO DE FAZENDA BELÉM, no Estado do Ceará. FAZENDA BELÉM é um campo gigante, descoberto em março de 1980, reserva da ordem de 700 milhões de barris. Nele foram perfurados nada menos de 1.000 poços, dos quais 395 permanecem em produção. Este conjunto de 395 poços produz, apenas, 1.800 barris/dia ou pouco menos de 5 barris/dia por poço!!! Ou seja, em FAZENDA BELÉM um poço produz, em média, 5 barris/dia. No PRÉ-SAL, de um único poço são extraídos nada menos de quarenta e um mil barris de óleo equivalente por dia!!!

Outra característica importantíssima do PRÉ-SAL é o baixo risco geológico que foi comprovado pela Petrobrás, após pesados investimentos em vários poços pioneiros exploratórios, com grande risco, o que certamente nenhuma empresa estrangeira faria.

Exemplo desta inapetência das empresas petrolíferas estrangeiras em investir no Brasil é o da  a Shell, que detinha a concessão do bloco onde depois a Petrobrás enfrentou o risco exploratório com extrema competência, investiu pesadamente na perfuração de  um poço pioneiro profundo e descobriu a mega acumulação de Libra. As empresas estrangeiras não investem quando há risco, aguardam a Petrobrás investir e quando a Petrobrás descobre, como no caso do pré-sal, atuam como verdadeiros corsários, em nome de seus países de origem, para abocanhar riquezas que foram descobertas com a competência de brasileiros, com recursos financeiros brasileiros, no Brasil. O ÍNDICE DE SUCESSO (relação entre poços com óleo / poços perfurados) CHEGA A 100%, OU SEJA RISCO ZERO.

Ao superar desafios extraordinários no PRÉ-SAL, a PETROBRÁS consolida sua inquestionável liderança na exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas.

Esta liderança, que já havia sido reconhecida pela OTC – Offshore Technology Conference, em 1992 e 2001, foi reafirmada, pela 3ª vez, em 2015, com a concessão do DISTINGUISHED ACHIEVEMENT AWARD FOR COMPANIES.

Descoberto em 2006, em apenas 2 anos o PRÉ-SAL já estava produzindo. Foram necessários somente 8 anos para que a produção atingisse 400 mil barris/dia. Províncias semelhantes demoraram mais tempo para superar este patamar de produção, como o Mar do Norte (9 anos), Bacia de Campos (16 anos) e a porção americana do Golfo do México (19 anos). Em apenas 10 anos, agora, em 2016, a produção do PRÉ-SAL já ultrapassa um milhão de barris/dia, atingida no dia 08 de maio.

À medida que avança na exploração a PETROBRÁS vai colhendo resultados cada vez mais expressivos e encorajadores. O primeiro poço perfurado, custou US$ 240 milhões. Dificilmente uma empresa privada correria este risco.

Em 2013 o índice de sucesso da PETROBRÁS, no PRÉ-SAL, foi de 100%.

O custo de extração vem caindo, sistematicamente, e, no final de 2015, foi de US$ 8,00/barril. Contribuem para a redução dos custos de exploração/produção, diferentes fatores dos quais podemos destacar:

– as inovações tecnológicas introduzidas pela PETROBRÁS; – a produtividade dos poços, com redução nas atividades de perfuração; – novas técnicas de perfuração, com diminuição na completação dos poços.

O custo de locação das sondas, parcela de enorme expressão no custo total, também se reduziu muito (podia chegar a US$ 500 mil/dia).

A descoberta do PRÉ-SAL nos colocou diante de duas realidades, até então não verificadas na indústria brasileira do petróleo: – a dimensão extraordinária das jazidas, em áreas de baixíssimo risco, ou mesmo de risco inexistente; – a elevada produtividade dos poços; – a possibilidade, praticamente já concretizada, da autosuficiência brasileira; – o posicionamento do Brasil como um dos líderes na produção mundial de petróleo; – a geração de excedentes de óleo, para exportação.

Estas circunstâncias tornaram imperiosa a mudança no marco regulatório, disciplinado pela Lei 9478, de 06 de agosto de 1997, que estabeleceu o regime de concessão. Regime em desuso. Anacrônico. Com diversos inconvenientes. Dentre eles o principal – a propriedade do óleo é do Concessionário. O Estado Nacional tem dificuldades em controlar a produção. O ritmo de extração é fixado pelo Concessionário que pode, no objetivo do lucro máximo, levar â exploração predatória das jazidas.

Decidiu então o Congresso Nacional aprovar a Lei nº 12.351, de 22.12.2010, conhecida como LEI DA PARTILHA, que trouxe importantes medidas para a defesa do interesse Na partilha o óleo é de propriedade do Estado Brasileiro. Pela Lei 12.351 todos os Consórcios que venham a ser formados para exploração do PRÉ-SAL devem ter, OBRIGATORIAMENTE, a presença da PETROBRÁS, que é OPERADORA ÚNICA, com a participação mínima de 30%. Também foi estabelecida uma política de CONTEÚDO LOCAL para assegurar uma participação mínima da indústria e da engenharia nacional nos projetos do PRÉ-SAL.

Os Consórcios são contratados mediante licitações, conduzidas pela ANP –Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. Havendo necessidade deresguardar o INTERESSE NACIONAL, a PETROBRÁS pode ser contratada diretamente, sem licitação.

Fora de dúvidas um avanço em relação às concessões.

A lei permite a participação de empresas estrangeiras, em até 70% nos consórcios a serem formados. Não é, portanto, restritiva! Seus dispositivos, visam apenas à defesa do INTERESSE NACIONAL. Objetivam dar ao Estado Brasileiro um mínimo de controle sobre a extração de produto mineral, não renovável, estratégico, para a segurança econômica, energética e militar de nosso País.

Não obstante a lei ser o mínimo do que se deve exigir para salvaguardar o INTERESSE NACIONAL, há fortes pressões para tirar da PETROBRÁS o direito de sua presença obrigatória em todos os consórcios e, conseqüentemente, a condição de OPERADORA ÚNICA, nos consórcios em que esteja ausente.

Argumentam, falaciosamente, que “a PETROBRÁS terá a preferência e assumirá a participação no Consórcio, se desejar e se lhe for conveniente”.

Ora, basta um governo descuidado, incapaz de entender a importância estratégica do petróleo, para que a PETROBRÁS decline da participação.

O argumento é a falta de recursos. “A PETROBRÁS ESTÁ QUEBRADA. FALIDA”. O argumento é usado para justificar duas soluções equivocadas.

A VENDA DE ATIVOS, privatização subreptícia, disfarçada. A privatização pode desintegrar, tirar da PETROBRÁS a condição de COMPANHIA INTEGRADA. Uma das condições para o sucesso de qualquer petroleira. A venda de ativos, diminuindo o PORTE da Companhia, também inviabiliza a PETROBRÁS.

PORTE e INTEGRAÇÃO, são condições de sucesso para qualquer petroleira, segundo o INSTITUTO FRANCÊS DO PETRÓLEO.

Não negamos a dimensão do endividamento da PETROBRÁS. Todos os números da PETROBRÁS são grandes. (produção, vendas, contribuições fiscais, faturamento, etc) Mas há propostas, consistentes, para diminuir o endividamento, para limitar a venda dos ativos ao mínimo necessário, seletivamente (baixa rentabilidade, ativos ociosos, etc), sem desintegrar a empresa, sem paralisar investimentos essenciais, sem descontinuar obras que estão em fase de conclusão e que são importantes para o País.

*Ricardo Maranhão, engenheiro, ex-deputado federal, é Conselheiro do Clube de Engenharia.