Olivier Mourão anuncia exposição na Polônia e, depois, Suécia

O artista mineiro de Divinópolis, Olivier Mourão, que foi lançado ainda criança pintando portraits de crianças, inclusive os dos filhos do presidente da República, Jango, Denise e João Vicente, hospedado por  Maria Tereza Goulart,  no Alvorada, em Brasília , foi para a Europa, fixou-sena Swinging London, fez carreira, tornou-se celebrity e ,todos os anos, expõe, em Ibiza, na Galeria K5, quando vende praticamente todas as suas obras para tradicionais colecionadores europeus e americanos…
olivier mourão
Olivier Mourão 
Agora, fará sua primeira exposição na Polônia. A iniciativa de apresentá-lo no país é da mulher do presidente, Anna Komorowska. Os príncipes Lubormirski e sua família serão os convidados de honra do vernissage da mostra, que terá como inspiração a ilha de Ibiza, com seu ambiente livre, hedonista, com alto valor cultural.
Porque engana-se quem pensa que Ibiza não é só uma ilha de festas. É uma das cidades fortificadas mais antigas do mundo. Tanto os romanos quanto os fenícios estiveram lá, 2.000 anos antes de Cristo. E sempre foi povoada por piratas. Olivier se inspirou em seus trabalhos o nas camponesas da região, na forma como vivem. E também nas festas alucinantes da burguesia, personificadas pela badalada e espetaculosa Dita Von Teese.
Entre os quadros, um se chama “Party Time”.
“Ibizology” é outra obra representativa da ambiência feérica de Ibiza.
As obras com a temática do futebol são as “Moving Figures”, apresentando “o opium do povo”.
Para o artista, “se não existisse o futebol teríamos mais crime e guerras, é a salvação do mundo”.
Neymar, visto em portrait, é mostrado como “Gladiador Moderno”, aquele escolhido pelo povo para entreter e saciar as vontades malabaristas do futebol. Cristiano Ronaldo, visto na mesma linha heroica.
Em seguida, o artista prossegue em seu périplo europeu, levando a mesma exposição até a Suécia, num projeto do embaixador Marcio Gama, com apoio da rainha Sílvia.
Veremos como os poloneses e os suecos reagirão à ótica e à estética desse controvertido mineiro de Divinópolis, que tem como premissa sempre surpreender. Seja chegando a bordo de um elefante abertura na abertura de suas exposições ou celebrando a vida em banquetes para mil pessoas, cercado por valquírias alemãs completamente nuas.
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Neymar – “Gladiador Moderno”
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 Três obras de Olivier Mourão da série “Moving Figures”, com o futebol como temática

A grande família de Gilberto Chateaubriand e seus 7.000 rebentos

Se há alguém nesse mundo que pode chamar um museu de Lar Doce Lar este é Gilberto Chateaubriand. Só mesmo um prédio das dimensões do MAM, no Rio de Janeiro, para abrigar toda sua prole, a maior coleção de arte brasileira, em torno de 7.000 obras.

Essa grande “família” foi sendo perfilhada por Gilberto ao longo de várias décadas, com sensibilidade e um extraordinário tino.

O primogênito foi um quadro de Pancetti, presenteado a ele pelo pintor em seu atelier, em 1953, durante uma viagem à Bahia. Gilberto tomou gosto e adquiriu outras obras do artista, e também de Scliar, Ismael Nery, Lasar Segall e outros que marcaram aquela década.

Dono de privilegiado olhar clínico para a arte, na função de diplomata em Paris, adquiriu obras de estrangeiros, retornando ao Brasil já determinado a focar sua coleção nos artistas brasileiros. Vieram os modernos Guignard, Di, Djanira, Tarsila.

Ingressou na década de 60 com o faro atilado. Habitué dos estúdios dos artistas, amigo dos galeristas, Gilberto, menos do que um enricado colecionador, sempre foi visto como uma chancela, passaporte para a consagração de quem tivesse obra adquirida por ele. Um crítico sincero e sem rodeios, um amigo. Um insider com ingresso no tão restrito e restritivo mundo paralelo em que transitam, vivem, trocam, vibram, disputam, sofrem e criam os sensíveis das artes plásticas.

É ele quem, nos anos 60, percebe o potencial de novos artistas emergentes e soma ao seu time de consagrados os caçulas Glauco Rodrigues, Carlos Zilio, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Duke Lee , Antonio Manuel.

Em seguida, no fim da década, virão nomes, hoje unanimidade no mercado internacional, como Waltercio Caldas.

Nos anos 80, novas aquisições de Gilberto projetam Jorge Guinle Filho e leda Catunda. E ‘a filharada’ não tem limite.

O crítico Roberto Pontual pontua que, através da coleção de Chateaubriand, “a arte brasileira do século XX, do modernismo à contemporaneidade, tem a sua mais completa e melhor ilustração”.

Em 1993, Gilberto Chateaubriand transfere, em regime de comodato, seu acervo ao MAM/RJ, dando ao público oportunidade de conhecê-lo, através das exposições, também em outras instituições do Brasil e do exterior.

Gilberto hoje é fazendeiro em Porto Ferreira, São Paulo, onde planta laranja e cana-de-açúcar e guarda pequena parte de seu acervo – são os ‘filhos preferidos’.

Na sexta-feira, no restaurante do Museu de Arte Moderna, incontáveis amigos de Gilberto Chateaubriand se reuniram e, torno dele, em almoço de 90 anos organizado por seu filho, Carlos Alberto, e sua nora, Sylvia. Foi uma tarde vibrante, feliz, espontânea. Uma festinha em casa. Na casa da grande família de Gilberto Chateaubriand e seus 7.000 rebentos.

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Gilberto Chateaubriand ladeado pela nora, Sylvia, e o filho, Carlos Alberto Chateaubriand

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Gilberto Chateaubriand e Carlos Vergara

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Com Waltércio Caldas, sua descoberta, seu lançamento, seu orgulho

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Maria Helena e Sergio Chermont de Britto

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João de Orléans e Bragança, Mirtia Gallotti e Marcelo Torres

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Lucia e Leonel Kaz

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A amiga Lyra Lima Rocha

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Com a curadora de arte Vandinha Klabin

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Beatriz Milhazes, Vanda Pimentel, Vergara e Tereza Miranda

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O embaixador Márcio de Oliveira Dias, Sonia Romano e Gilberto

IMG_025  gilberto chateaubriand dando bolo para TERESA MIRANDA

E o primeiro pedaço foi para… a gravadora Tereza Miranda!

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Gilberto Chateaubriand e Norma Rodrigues, viúva de Glauco Rodrigues

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Milhazes, Chateaubriand e Emílio Kalil

IMG_025  GILBERTO CHATEAUBRIAND E CLAudia noronha

Gilberto com Cláudia Noronha

IMG_0094 JOSE OLIMPIO PEREIRA E GILBERTO CHATEAUBRIAND

Olimpio Pereira, outro admirador

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Aperto de mão do marchand Max Perlingeiro

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Vergara e Carlos Alberto Chateaubriand

IMG_0173 GILBERTO CHATEAAUBRIAAND E JÃO MAURICIO DE ARAUJO PINHO

Chermont assiste ao encontro dos colecionadores Gilberto Chateaubriand e João Maurício de Araujo Pinho

IMG_0200Com o casal Marcelo Torres

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Obras de arte e seus cachorros, representados no bolo de pois

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O ortopedista Carlos Giesta

IMG_0243 O PARABENS (1)

Amigos lotam o restaurante do MAM, com seus aplausos, sua presença e a vibração – quantos chegam aos 90 somando tantas legítimas admirações, afetos assim multiplicados?

IMG_0223 HOMENAGEM DE CARLOS VERGARA PA GILBERTO CHATEAUBRIAND,NA FOTO, GILBERTO, CARLOS ALBERTO E SYLVIA CHATEAUBRIAND

Hora dos discursos

Fotos de Sebastião Marinho

O Navio Negreiro de Castro Alves atraca na Urca, todos choram os versos de uma tragédia que continua a singrar e sangrar os mares…

E tudo começou com Vinicius de Moraes, quando o Poetinha identificou, no belo e jovem Haroldo Costa, o ator ideal para personificar, no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, o personagem Orfeu da Conceição, na montagem épica de 1956, que teve cenários de Oscar Niemeyer e músicas do iniciante Antonio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom.

Estava então plantada, inexoravelmente, a semente do incansável escritor Haroldo Costa, pesquisador da cultura popular, produtor, diretor e encantador de plateias no mundo todo, com shows memoráveis, que seduziram milhares e milhares, a partir da década de 60, enaltecendo a grandeza da cultura negra, “que enobrece nosso estrato cultural, como elemento fundador de nossa própria nacionalidade” –  como disse Ricardo Cravo Albin, com o discurso inspirado com que o saudou em sua posse na Academia Brasileira de Arte.

A solenidade da posse de Haroldo foi na varanda do Instituto Cravo Albin, transformada em auditório superlotado. O sincretismo “social” dos convidados combinava com o sincretismo cultural da obra e da vida do homenageado. Lá estavam, dos embaixadores Marcos Azambuja, que ocupou nossa embaixada na França, e René Haguenauer, às divas das letras, Nélida Piñon, da MPB, cantora Ellen de Lima, e do show business, a performática Rogéria.

Também, os cartunistas Lan e Chico Caruso, os escritores Geraldinho Carneiro e Sérgio Fonta, o pintor Israel Pedrosa, a presidente do Museu da Imagem e do Som, Rosa Maria Araújo, a produtora cultural Lygia Marina Sabino, a jornalista Gilsse Campos, a pianista Maria Luiza Nobre… e assim seguia a relação multifacetada, que incluía Andréa Natal, a general manager do Copacabana Palace, hotel cuja história se cruza, desde a década de 60, com a do acadêmico empossado Haroldo Costa.

Foi no Golden Room daquele hotel que Haroldo deu vazão ao seu talento, montando espetáculos inesquecíveis. Rio Zé Pereira, Sua Excelência o Samba, Aquarela Musical fascinaram plateias, somando naquele palco estrelas como Grande Otelo, Marlene, Zezé Motta, Angela RoRo, Luiz Melodia, Martinho da Vila, Maria Bethania, Dona Ivone Lara.

No mesmo hotel, há mais de 20 anos trepida o Magic Ball do Copa, sob a batuta do Mr. Samba Haroldo Costa, diretor musical deste baile sem concorrentes.

É naquele Golden Room que esperamos assistir, em julho-agosto de 2016,  no período do frisson olímpico que o Rio de Janeiro vai viver, ao show de Haroldo ainda em construção Esse Rio Que Eu Amo 450 Anos.

Palco melhor não haverá para um projeto com tal conteúdo na Cidade do Rio de Janeiro, durante uma temporada internacional glamourosa como as Olimpíadas! – Registro feito.

Esse Haroldo elegante, discreto, altivo, porém com a modéstia das almas grandes, estudou Etimologia Musical em Paris, com o monstre sacré Roger Bastide. Na mesma Paris, falou na Unesco sobre Teatro Popular Brasileiro, e, em Cuba, sobre A Poesia Como Instrumento de Libertação.

É estimado e respeitado por todos que o conhecem e frequentam, das rodas de samba às ditas “altas rodas”. Do presidente Fernando Henrique Cardoso, em Brasília, recebeu a Ordem do Mérito Cultural. Em Londres, foi recebido, junto com a mulher, Mary Marinho, como very special guests, para longas e várias temporadas em casa do Mais Bem Vestido do Mundo Marc Birley, dono do exclusivo Annabel’s club, frequentado pela família real. Haroldo é múltiplo!

É ele o autor das indispensáveis biografias dos mitos de nossa música Ernesto Nazareth e Catulo da Paixão Cearense.

Haroldo soma incontável coleção de homenagens, que vão da Medalha Pedro Ernesto, da Câmara do Rio, ao título Embaixador do Rio, pela Univercidade, sem esquecer o cargo de Conselheiro de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, em 2004, à Medalha de Honra da  Academia de Letras e Arte Zumbi dos Palmares – SP.

Por fim, honraria maior não há do que a sua biografia, lançada pela Editora Rio, na coleção Gente, realizada pela Universidade Estácio de Sá.

“A defesa da negritude, em meio à placidez e à elegância de suas atitudes, faz dele uma liderança na comunidade afro-brasileira”, palavras ditas por Ricardo Cravo Albin no encerramento de sua saudação, sucedidas pelo discurso de Haroldo Costa, sóbrio na atitude, contudo impetuoso no conteúdo, levando a audiência a se levantar comovida, ao final, e aplaudi-lo.

Sua Cadeira na Academia Brasileira de Arte, a nº 32, tem como patrono Castro Alves: “Para uns, o “poeta dos escravos”, para outros, o “poeta da abolição”, para todos, o “poeta da liberdade” – iniciou assim sua fala, o novo imortal das artes.

Foi então que, mesmo sem nos darmos conta, “embarcamos”, através de suas palavras, ditas de forma compassada e firme, junto com os passageiros das grandes naus do sofrimento, traduzidas pelo poeta do Navio Negreiro.

Lá discorreu Haroldo Costa sobre o “porta-voz das lágrimas e das dores de uma legião de desafortunados, caçados nas matas e nas savanas africanas, sem a sua identidade, eles se tornavam carga anônima, peças a serem repartidas e negociadas em leilões do lado de cá do Atlântico”.

Eu lhes peço, pois, atenção ao relato seguinte, por não haver maior atualidade no martírio que descreve e conta, nesses tempos em que vemos, todos os dias, milhares e milhares de refugiados asiáticos e africanos vagarem pelos oceanos em barcos superlotados, à espera de água e um prato de comida e à procura de países que os aceitem e isso lhes é negado. Conta Haroldo:

“Foram cerca de seis milhões de pessoas (NR: os escravos saídos da África). Aqui, um ponto de interrogação se faz necessário: Pessoas? Poder-se-ia dizer que, aos olhos de hoje, era um verdadeiro holocausto levado por navios, que, no dizer do professor Robert Farris Thompson, antropólogo da Universidade de Yale, eram verdadeiros campos de concentração flutuantes.

Os iorubás, também denominados como nagôs, os gêges, os haussás, os malês, os bantos eram personagens e testemunhas de um dos maiores crimes já perpetrados contra seres humanos, condição que iam perdendo à medida em que os barcos avançavam oceano adentro.

Caçados nas vilas e nas florestas, com a identidade raspada por aquela promiscuidade dos porões infectos, os idiomas se entrecruzavam e, muitas vezes, o próprio Deus não era comum a todos.

Lá estavam eles, unidos pelas correntes, que rasgavam a carne, e as lembranças, sob o céu imenso, que a tudo encobria, e sobre as águas, que, para tantos, seria o túmulo. Entre preces e gemidos, sussurros para Olorum ou Alá, os prisioneiros tentavam sublimar de alguma forma aquele sofrimento que ninguém sabia onde, como e quando terminaria.

Certamente, não para mitigar o sofrimento, mas para exercitar a musculatura, que ia se definhando, o comandante ordenava que dançassem, terrível paradoxo. Aí é que, como se fosse testemunha, toma a força da linguagem, para reportar as cenas terríveis, a voz do poeta Castro Alves nos versos de Navio Negreiro, o libelo da poesia.

Era um sonho dantesco… o tombadilho
Que das luzernas avermelham o brilho
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros.
Estalar de açoite.
Legião de homens negros como a noite.
Horrendos a dançar.
Negras mulheres, suspendendo às tetas,
Magras crianças, cujas bocas pretas
Regam o sangue das mães!
Outras, moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsias e mágoas vãs!
E ri-se a orquestra, irônica, estridente…
E da ronda fantástica a serpente
Faz doidas espirais…
Se o velho arqueja… se no resvala,
Ouvem-se gritos… o chicote estala.
E voam mais e mais…
Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!

“E lá ficavam, socando o tombadilho, numa dança macabra, destilando a vergonha, mascando a saliva amarga do infortúnio registrado nos versos de Castro Alves”, diz Haroldo.

Senhor, Deus dos desgraçados!

Dizei-me vós, Senhor Deus!

Se é loucura… se é verdade

Tanto horror perante os céus!

Ó mar! por que não apagas

Com a esponja de tuas vagas

Do teu manto este borrão?

Astros! Noites! Tempestades!

Rolai das imensidades!

Varrei os mares, tufão!

 

A esta grande tragédia humana, o pesquisador Haroldo Costa lança seu olhar consequente e dela colhe resultados frutíferos, ditos abaixo:

“Estava sendo vivido, naqueles momentos, o prólogo da musicalidade que brotaria no Novo Mundo, que seria erguida sobre lagrimas, suor, gemidos e soluços. Os mandingas, congos, cambindas, retalhados em lotes eram despejados nos portos de Charleston, Havana, Salvador, Rio de Janeiro e Montevidéo, espalhando seus cânticos e suas danças, seus deuses e suas crenças, que algum tempo depois refloresceriam nos passos do cakewalk, no trompete de Louis Armstrong, na flauta de Pixinguinha, nas cerimônias da santeria cubana, nas cantigas dos candomblés e nos sambas de enredo, que se tornaram a interpretação mais intrínseca da alma brasileira e a narrativa eloquente de fatos da nossa historia não oficial”.

Ele rememora o encontro de Pablo Picasso com máscaras africanas no atelier de Cézanne em Paris, fazendo-lhe surgir fagulhas no olhar e gestando o cubismo. Que o diga o quadro Les Demoiselles D’Avignon, que, segundo Haroldo, “tem o umbigo enterrado na África”.

Cita os versos Vozes D’África, em que Castro Alves preconizava que “aquelas viagens malditas, os corpos retalhados a chicote no Pelourinho, as celebrações animistas, seriam o alicerce, a argamassa orgânica para o florescimento cultural em vários países americanos e até europeus”.

Lembra a Semana de Arte Moderna de 1922 como “ponto de partida para o reconhecimento da contribuição do negro, no que se convencionou chamar o Perfil Brasileiro”. Fazendo abranger aí as obras de Malfati, Portinari, Di, Tarsila, Milliet, os Andrade, mestre Villa, Guarnieri, Mignone,  Nepomuceno, Brecheret, Gilberto Freire, Lins do Rego, Jorge Amado.

Conclui: “A partir daquele momento histórico de 22, o olhar dos nossos artistas em direção ao Brasil passou a ter uma profundidade reveladora, que a miscigenação racial produz e reproduz”.

Em tudo identifica “as digitais dos descendentes dos escravos, que chegaram aos entrepostos sem saber onde estavam e que destino lhes seria imposto”.

Torna a Castro Alves: “O Condoreiro* , como o chamou Capistrano de Abreu, o romântico que cantava os perigos e as doçuras de amar”:

Boa noite!… E tu dizes – Boa noite.
Mas não digas assim por entre beijos…
Mas não me digas descobrindo o peito,
Mar de amor onde vagam meus desejos.(…)

Em sua ode a Castro Alves, Haroldo o descreve como “paladino incansável na solidariedade e na exposição poética; com a grandeza e o clamor dos seus versos para exaltar os que traziam o que restava do seu maltratado ser e do seu insuspeitável saber”.

Encerra solenemente triste:

“Meu bisavô estava lá”.

Todos se comovem. Aplaudem.

E a tragédia continua a singrar e sangrar os mares nossos de cada dia…

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Haroldo Costa convidou para o encaminharem até à mesa da solenidade em que receberia as insígnias, os acadêmicos embaixador Marcos Azambuja, o pintor Israel Pedrosa e esta jornalista, Hildegard Angel, membro da Academia Brasileira de Arte, na condição de presidente do Instituto Zuzu Angel de Moda

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Ricardo Cravo Albin, presidente do Instituto Cravo Albin, saudou o homenageado, Nélida Piñon, imortal das letras, representou a Academia Brasileira de Letras, a presidente da Academia Brasileira de Arte, Heloísa Aleixo Lustosa, e o secretário-Geral, professor Victorino Chermont de Miranda

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Mary Marinho – uma das lendária Irmãs Marinho – colocou o Colar Acadêmico em seu marido, Haroldo Costa

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Com a produtora cultural Lene Devictor

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Israel Pedrosa, o colecionador de arte Paulo Barragat, o escritor Sergio Fonta e o professor Patrick Meyer

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Mary Marinho e Heloísa Lustosa

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Embaixador Marcos Azambuja

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Haroldo Costa e Rosa Maria Araujo

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Haroldo, Israel Pedrosa e Geraldinho Carneiro

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O homenageado, já com seu colar acadêmico, a bela Rogéria, Nélida Piñon

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Recebendo os cumprimentos de Andréa Natal, general Manager do Copacabana Palace Hotel

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Haroldo Costa entre Gilsse Campos e Eliane Caruso

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Lygia Marina Sabino, Anna Arruda Callado e Heloísa Lustosa

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Ellen de Lima e Haroldo Costa

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Com o embaixador René HAguenauer

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Com o cartunista Lan

*Condoreirismo – escola literária da poesia brasileira, fundada por Tobias Barreto, da qual Castro Alves era o grande representante, marcada pela temática social e a defesa de ideias igualitárias. Em geral comprometidos com a causa abolicionista e republicana. O condor, a águia, o infinito são metáforas recorrentes, inspirando liberdade.

Ivo Pitanguy um homem comprometido com o mundo, a espécie humana, todas as espécies

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Nosso orgulho nacional – salve! salve! – o professor Ivo Pitanguy, recebe amanhã na  Escola Médica de Pós-Graduação da PUC-Rio o título de professor emérito.

Será uma cerimônia no prédio Cardeal Leme, com a nomeação de mais três professores.

Foi o professor Pitanguy quem criou, em 1960, o Curso de Pós-graduação Médica em cirurgia plástica, um dos mais completos programas de treinamento em cirurgia plástica, com a duração de três anos, abrangendo a 38ª Enfermaria da Santa Casa, a Clínica Ivo Pitanguy e serviços associados auxiliando na complementação do campo vastíssimo da cirurgia plástica.

Pitanguy é um pioneiro, não só por suas técnicas, não apenas por seus exemplos construtivos e as causas humanitárias que abraça. Ele se empenhou e fez ver que a cirurgia plástica não é um instrumento estético de frivolidade. Pitanguy é um cientista educador, fez da transmissão do conhecimento um ponto de honra. Plantou uma vida com nobreza. Uma grande história. Marcou e marca sua presença como homem da ciência, da vida médica, da experiência humana, como um criativo comprometido com seu tempo, com seu mundo. Merece todas as láureas. Elas serão sempre poucas.

 

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O romantismo clássico, a alegria esfuziante, no casamento de Raphinha e Pedro Paulo

Já na mesa dos doces, elogiando a beleza da recepção com os pais da noiva, Glória e Luís Severiano Ribeiro, ouvi de Luís: “Foi a última filha a casar, e eu tinha que dar a ela a mesma coisa que as outras tiveram. Agora encerrou”.

Ele estava feliz, sorridente, descontraído. O que não é muito comum em Luís, quase sempre sério e compenetrado. Glória Trussardi Severiano Ribeiro plantava sua felicidade por onde passava e em quem encontrava, abraçava, beijava. Ela é assim, uma distribuidora incansável de energias boas. E no dia do casamento de sua caçula, Raphaela, então, vocês podem imaginar como estava pródiga.

Essas Trussardi têm um carisma especial. Vem desde a avó, dona Quetinha Raggio, devota convicta de Nossa Senhora, fé inquebrantável. Assim, Quetinha conduziu a família, as belas filhas, Maricy (Maria da Conceição Aparecida) e Maria José, e o filho, Mariano. Produzindo netos com a mesma religiosidade. E assim são também os bisnetos e trinetos.

Partiu dona Quetinha, mas deixou muito bem pavimentado o caminho traçado. Maricy, casada com Romeu Trussardi, teve dez filhos, todos belos, meninas na maioria. Casou a todas com cerimônias lindas na N. Sra. do Brasil, em São Paulo, e recepções com toldo no jardim de casa e a visita obrigatória à sala dos presentes, muito bem montada, exibindo o cartãozinho de cada presenteador, como era costume. Eu, encantada, conferia presente por presente. Tudo era bonito, chique, perfumado.

As Trussardi sempre tiveram um perfume leve de felicidade. Fragrância que Adriana e Romeu Trussardi Neto desenvolveram quimicamente e a gente sente quando entra numa das lojas de sua rede Trousseau,

As filhas e os filhos de Maricy e Romeu seguiram a tradição familiar, casando as bisnetas de dona Quetinha também em cerimônias e recepções memoráveis.

Assim foi o casamento de Maria Raphaela Severiano Ribeiro e Pedro Paulo Costa. Vou contar.

Na Nossa Senhora do Carmo, desde a entrada, buquês de rosas brancas e cor de rosa nos saudavam. Como há duas igrejas belas e barrocas, lado a lado na Rua 1º de Março, com portarias e toldos idênticos, naquela noite decoradas para casamentos e ambas com o cabeçalho “Nossa Senhora da Glória”, houve quem se confundisse. Mas quem conhece bem a devoção da família por Nossa Senhora das Rosas não erraria de porta…

Ninguém errou. Igreja superlotada. E as rosas traçavam sua caminhada desde as portas duplas entalhadas até o altar, onde se distribuíam em guirlandas. Padre Alexandre, que corajosamente desafia posturas retrógradas do catolicismo, oficiou de modo profundo, mas leve, arejado, voltado para um futuro belo e construtivo. Ofício tocante. O cortejo de pajens e demoiselles era como um mar de fadas e elfos em alguma floresta shakespeareana, com suas coroinhas floridas. Ou seria alguma pintura de Botticelli que escapou do quadro?

E jamais se viu um tão harmonioso desfilar de padrinhos, todos jovens e belos – bem poderiam ter sido escalados pela Ford Models. Mas, não, eram todos primos e primas dos noivos. Que linda família!

Durante o ofício, falou a tia Ricci Aranha, que tem a voz da avó Maricy Trussardi – o que é a genética! E cantou a tia Clara Magalhães, com o timbre de contralto, a voz poderosa repercutindo em toda a Igreja da Glória, arrepiando, tocando os corações. Cantou “Nossa Senhora” e encerrou com Roberto Carlos, no mesmo clima de romantismo que prosseguiria, minutos depois,  no Copacabana Palace, na ambientação Belle Époque de Cristina Lips…

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No décor Belle Époque de Cristina Lips, a Mesa de Doces foi montada na Sala de Leitura do Copacabana Palace. Na verdade, duas mesas envidraçadas, servidas por um par de longas banquetas estofadas em Gobelin como apoio. Sobre as mesas, lustres magníficos de cristal e, flutuando, imensas corbeilles de rosas brancas e rosadas, em forma de anéis, como auréolas floridas magníficas, sobrevoando aquelas doçuras que brotavam de formas floridas. Uma visão inimaginável!

Uma preciosa baixela de prata – reunindo muitos acervos, certamente – de temáticas art nouveau e art déco, disputava com os doces e as flores a atenção dos olhares. Tudo era magnetismo e beleza. Ao fundo, a parede neutra de hera nos ajudava a nos concentrarmos no principal: a apoteose branca e rosa do sonho de uma noite outonal protagonizado por Raphinha e Pedro Paulo

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Quebrando o classicismo da Mesa de Doces romântica, a presença super vanguarda da Joana Nolasco, empresária de moda da Via Flores, no look mais descolado da festa: um Reinaldo Lourenço de franjas com nós e contas, chic e impactante. Causou geral quando deu uma circulada entre as mesas.

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Raphinha chegando ao altar, levada pelo pai compenetrado, Luís Severiano Ribeiro Neto

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O beijo na boca dos recém casados

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Os noivos à saída da Nossa Senhora da Glória – visão iluminada!

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Raphinha, num clássico fourreau de renda, com o atual recurso do novo tule nude como forro, que encorpa mais a roupa –  a moda evoluiu com as tecnicidades da indústria têxtil.

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Close de Raphinha Severiano Ribeiro, vejam como estava linda!

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O cortejo de fadas shakespeareanas em noite de fog na floresta…

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Bia Stewart e Pedro Tostes Raggio, primo da noiva, no cortejo de padrinhos

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Rosas na decoração e até nos cabelos da convidada

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Hans Muller ladeado pela mulher, Juju, e a sogra, Maria Amália

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Ana Paula Leão Teixeira, Fátima Tostes, Maria Pia Montenegro, Bebel Niemeyer

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Teresa e Ivan Nunes Ferreira

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Patricia Mayer e Joy Garrido

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Marina Sauer e Teresa Nunes Ferreira

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Joana Nolasco, Paula Merlo e Giovana Lamastra

No Salão Nobre, tulipas brancas pendiam do teto e muros de hera ondulados, encimados por tulipas cor de rosa, funcionavam como divisórias de grupos de mesas, quebrando a monotonia do déjà vu. Funcionou muito e ficou realmente bonito. A decoradora Ana Maria Índio da Costa fazia grandes elogios.

E no Golden Room, ah no Golden Room! Era ali que o bicho pegava. O DJ se soltava e todos se largavam na pista e fora dela ao som da trilha trepidante. Uma noite sem hora para começar e muito menos para terminar. Uma festa transbordando alegria e gente bonita, tal e qual Glória e Luís sonharam para a última das filhas a dizer “sim, aceito!”.

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Glorinha Trussardi Severiano Ribeiro e Trussardis várias

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Maria Mayrink Veiga Frering e Dandinha Barbosa

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Conny Lowndes e Maninha Barbosa

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Glória e Luís Severiano Ribeiro Neto, pais da noiva e anfitriões da recepção

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A noiva Raphinha e a amiga Dandynha Barbosa

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Luciana Ribenboim Dale, Maninha e Maritza de Orléans e Bragança

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A beleza da Nossa Senhora da Glória

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Laura Pederneiras, Carolina Arrigoni, Alexia Mayer; a demoiselle mais fofinha do mundo; Nossa Senhora das Graças saudando os convidados à entrada, esparramando graças e bem casados com seus tercinhos; o bolo de sete andares coberto de rosas….

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Raphaela Severiano Ribeiro, Sabine Arias e Victoria Rodrigues dos Santos

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Gisella Amaral, Alda Soares, Maninha e Renata Fraga

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A demoiselle d’honneur Maria Victoria brinca com a franja do vestido da mãe fashionista, Joana Nolasco

Fotos de Hildegard Angel & friends

Mulheres criativas tornam as economias mais criativas e conferem agilidade a este século 21

Termina hoje em São Paulo a Cúpula Global das Mulheres – Global Summit of Women – criada em 1990 pensando em ampliar oportunidades para mulheres, através de soluções de trabalho e estratégias criativas em diversas partes do mundo. Ela tem sede em Washington e apoio dos setores público, privado e ONGs.

Com o  tema “Mulheres Criativas, Economias Criativas”, esta cúpula enalteceu a importância das mulheres no mercado global e o quanto elas inovam a economia do século XXI, com seu olhar diferenciado sobre tudo.

Brasileiras exemplares nesse aspecto frequentaram a Cúpula 2015, como Luiza Trajano, do Magazine Luiza, Andrea Alvarez, da Pepsico, Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas Sociais para as Mulheres.

Não é apenas na condução da economia que o poder feminino agrega sua criatividade. Ele também dinamiza os ambientes, com seu poder transformador através de sua moda e indumentárias. Como aconteceu durante este Summit, praticamente transformado em passarela de roupas típicas, com 1200 mulheres de 63 países desfilando suas sedas chinesas e coreanas, estampas africanas, lenços indianos, agregando colorido e elegância às discussões da 25ª edição do Global Women Forum.

Como “plus” do evento: a entrega do Global Women’s Leadership Award (prêmio) a Phumzile Mlambo-Ngucka, sub-secretária geral e diretora executiva da ONU, por sua longa trajetória em defesa do empoderamento das mulheres, globalmente e na África do Sul, país que vice presidiu.

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As 1200 mulheres de 63 países alegraram e coloriram o Global Summit of Women agregando sua elegância com trajes típicos e criatividade 

Fotos: Adriana Elias

Mulheres Superpoderosas do Canadá aterrissam em São Paulo… para fazer negócio$$$

 Desembarca domingo no Brasil um grupo das Superpoderosas do Canadá. Todas elas mulheres empresárias de grande expressão naquele país.

Afinal de contas, as mulheres estão com tudo no Canadá. Em 2011, sua participação na economia significou US$148 bilhões (!), de acordo com o BMO Financial Group, que também afirma que, no Canadá, empresas de mulheres empregam mais de 1,5 milhões de canadenses.

Elas aterrissam em São Paulo, em missão empresarial liderada pela ministra do Trabalho e da Condição da Mulher do Canadá, doutora Kellie Leitch, para travar contatos com nosso mercado, participar de uma série de encontros, focando especialmente as pequenas e médias empresas, e promover diversos setores de seu país: ciência e tecnologia, inovação, biomedicina, pesquisa e desenvolvimento.

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 A visita também tem a chancela de Ed Fast, o influente ministro do Comércio Internacional do Canadá. 

O comércio bilateral  Brasil e Canadá aumenta de modo extraordinário. De 2009 para 2014, cresceu mais de 35%, chegando a quase US$ 5,7 bilhões. Há dois anos, éramos a sexta maior fonte de investimento estrangeiro direto no Canadá, com US$ 18.3 bilhões. Nestes primeiros meses de 2015, já somos o 11º maior alvo de investimento direto do Canadá no exterior, com cerca de US$11,1 bilhões. E la nave vá… mas vai longe: são em torno de 500 empresas canadenses ativas no Brasil, o que não é pouca coisa, convenhamos.

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Kellie Leitch

Kellie Leitch lidera o time das Superpoderosas canadenses. Ela foi eleita em maio de 2011 para a Câmara dos Comuns e em 2013 Leitch foi nomeada Ministra do Trabalho e Ministra da Condição da Mulher, depois de já ter sido Secretária de Estado do Ministro de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Competências e do Ministro do Trabalho.

Com doutorado em Medicina pela Universidade de Toronto, ela é médica, cirurgiã pediátrica ortopédica, e professora associada de cirurgia. Presidiu o Ivey Centre for Health Innovation and Leadership e serviu em vários conselhos incluindo a Associação Cristã de Moços e o Community Living, que oferece serviços inovadores para pessoas com mobilidade reduzida. Ela fundou o Projeto Sandbox, visando melhorar a saúde das crianças em relação à prevenção de lesões, obesidade, saúde mental e o meio ambiente.

Não bastassem as Superpoderosas canadenses, líderes Superpoderosas do mundo todo estarão em São Paulo semana que vem para o Global Summit of Women 2015, quando discutirão a importância da presença das mulheres no mercado de trabalho global. A ministra Kellie Leitch é presença confirmada.

Agora vejam a esquadra de Superpoderosas que pousa em Guarulhos, domingo, na missão empresarial da ministra Kellie Leitch

  • Rosemary Chapdelaine, vice presidente e gerente geral da Lockheed Martin Canadá
  • Carolyn Cross, diretora e CEO da Ondine Biomedical Inc.
  • Janice McDonald, presidente da The Beacon Agency
  • Susan Schafers, fazendeira proprietária da STS Farms Ltd.
  • Dr. Leslie Scott, chefe da divisão de cirurgia pediátrica da Associação de Professores da Western University, Escola de Medicina Schulich
  • Dr. Anne Snowdon, diretora acadêmica da Ivey International Centre for Health Innovation
  • Carol Stewart, diretora-fundadora e ex presidente interina da associação do setor de pesquisa da Universidade de Waterloo
  • Margaret Stuart, vice-presidente do Programa Global de Vendas da BlackBerry
  • Powerful girls do Canadá

Gabriela Ezcurra lota a CorMovimento em seu vernissage

Tal e qual diz o nome da Galeria de Arte Cor Movimento, foi um vernissage com muito colorido e movimento, pois, além dos cariocas, a audiência portenha foi grande. Os admiradores do trabalho artístico de Gabriela Ezcurra, que alguns qualificam como “uma nova Beatriz Milhazes made in Argentina”, vieram especialmente de Buenos Aires prestigiar a inauguração da mostra da pintora, aquarelista e escultora.

Desta vez, ela apresentou um trabalho cuja temática gira em torno da flora das florestas da América do Sul e os cavalos puro sangue, motivo de grande fascínio para ela.

Galeria superlotada. Oito trabalhos vendidos de estalo, e eram só bolinhas vermelhas pipocando a cada minuto ao lado das obras. Gabriela teve um lançamento, em sua primeira exposição no país, à altura da artista admirável que é.

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Gabriela e seu marido Michael Stewart

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Bia Kuhn e Mario Poppe com Gabriela

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Georgie Vartparonian, Gabriela e Martina Ezcurra, Barbara de Fortabat Bengolea e Eloisa Ezcurra

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Na vitrine da Galeria CorMovimento, um dos puros sangues de Ezcurra, na técnica ‘giclée’, adquirido pela colecionadora Beth Winston, e ao lado uma escultura de antúrios de cerâmica no vaso.

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A galerista Rosa Cordeiro Guerra entre os arquitetos Luiz Fernando Grabowsky e Mario Brasil com Renata Cardim

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Regina Lauria, Ricardo Cordeiro Guerra e Lucia de Meira Lima

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Gabriela e a filha Isabel

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Marina Sauer e Gabriela Ezcurra, amigas desde a Argentina, Teresa Seiler, Bia Martins Costa e Rosa Cordeiro Guerra

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Rosa  Cordeiro Guerra, a artista plástica Gabriela Ezcurra e a colecionadora Josefina Durini

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Ana Maria Gradin e Jean Mark Salah com a artista expositora

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As artistas plásticas Gabriela Ezcurra e e Pietrina Checcacci_CLD7580Ted e Tereza Seiler, Rosa Cordeiro Guerra, Caetano Lacerda e Solange Montenegro, Rodrigo e Carol Cordeiro Guerra

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Josefina Wollak, Eloisa Ezcurra com a irmã, Gabriela Ezcurra, e Josefina Durini (mãe de Josefina Wollak)

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Anna Thereza Magalhaes, Ana Medrado Dias, Rosa Cordeiro Guerra, Vitoria Dietrich, Sylvia Brautigan

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A galerista Rosa com Vanja Chermont de Britto e Ricardo de Castro

Fotos de Claudia Dantas

_CL Rosa Cordeiro Guerra, Beth Winston e CarmenMayrink Veiga

No dia seguinte ao vernissage, nem bem Rosa Cordeiro Guerra abriu as portas de sua CorMovimento, lá estavam Beth Winston e Carmen Mayrink Veiga para conferir com tranquilidade as peças expostas

_CL Carmen e HILDECarmen Mayrink Veiga e esta jornalista

Povo da Barra da Tijuca, prepare seus corações, vem aí o réveillon que vai marcar o novo tempo do bairro!

Este réveillon não vai ser igual àquele que passou para a turma da Barra da Tijuca. Está sendo planejada uma festa extraordinária, para deixar o 31 de Copacabana encabulado, morrendo de vontade de atravessar o Túnel Zuzu Angel e ir ver tudo o que acontece do lado de lá.

A iniciativa é do Rio Convention Bureau, de Alfredo Lopes. O diretor geral do evento é o Cláudio Magnativa, ex Secretário de Turismo do Estado do Rio de Janeiro, que além de ser um homem de marketing, é extremamente criativo.

O réveillon da Barra terá dois focos: a praia e as lagoas. Na praia, serão os fogos de artifício usuais, aqueles capotantes que a gente já conhece, lançados das balsas flutuantes no mar, para encantamento dos que moram na orla e dos que serão atraídos para o calçadão.

Nas lagoas, serão fogos aéreos, lançados dos topos das coberturas, numa engenharia complicada, mas com tecnologia de ultraponta, já sendo trabalhada para os locais.

Os prédios no entorno das lagoas se sentirão envolvidos por um ambiente de deslumbramento, numa grande festa privée de luz, com fogos que virão de todos os lados e direções, e balsas de fogos também no centro das lagoas. Tudo planejado milimetricamente, em segurança máxima.

A sonorização será outro item de extrema delicadeza. Para não transformar a festa numa dor de cabeça enlouquecedora e  ensurdecedora para os moradores, Magnavita está fechando parceria com uma rádio FM, que transmitirá a trilha da festa, e todos serão instados a sintonizá-la, proporcionando uma harmonia geral, e a melhor música do mundo garantida, no volume que cada um bem entender dentro de casa.

Agora o som mágico, o “som Disney” que nós conhecemos, enchendo os ambientes abertos nas lagoas da Barra com aquela vibração de energia que nos arrebata e causa frisson geral, se dará nos minutos próximos à meia noite. Aí, sim, todos os prédios e condomínios serão irmanados pelo alto volume da mesma música vibrante e emocionante da passagem para o ano 2016.

Será quando todos – edifícios e condomínios – entoarão juntos o mantra da passagem, o “10 – 9 – 8 – 7 – 6 – 5 – 4 – 3 – 2 – 1!!!”. Brindando com suas flütes espumantes, chupando as uvas verdes, beijando muuuuito, abraçando, confraternizando, amando seus amores, seus filhos, a família, os melhores amigos,  e a noite é bela, e a vida é linda…. e um novo tempo vai começar para a Barra da Tijuca.

Um réveillon à la Disneyworld, para as nossas Cinderelas se sentirem princesas de fato.

Será a grande virada do ano da Barra, uma festa popular com bom gosto e sofisticação, marcando o conceito de que o luxo no bairro também se traduz em refinamento.

Ah, é claro que o empreendedor da, Barra, Carlos Carvalho está envolvido nesta!

heliana e Carlos

 

Heliana Lutsman e Carlos Carvalho, o casal number one da Barra da Tijuca, de branco, já prontinhos para celebrar o réveillon 2015-2016