Nordestino é agredido por desejar melhoras de Dilma… a que ponto chegamos!

Prossigo aqui com a série de depoimento de leitores fiéis deste blog, incomodados com as hostilidades que enfrentam nas mídias sociais.

Antes, vou lhes apresentar Jamill. É um rapaz nordestino, sensível, inteligente, fascinado pelo mundo da moda, da beleza e da sofisticação. Especialmente, é um admirador do mito social Carmen Mayrink Veiga, de quem ele é sócio fundador do Fã-Clube. Sabe tudo sobre os fatos que envolvem a história da vida e da elegância daquela que é referência na alta moda e na chamada alta sociedade.

Conheci Jamill através de um e-mail, quando me escreveu pedindo-me que intermediasse seu contato com a “diva” Carmen. Atendi o pedido e logo ele e Carmen estabeleceram uma boa relação, falando-se por telefone frequentemente. Hoje, chego a pensar que Jamill sabe mais sobre Carmen do que eu. Ou até do que ela própria!

Agora vejam o comentário que ele acaba de enviar a este blog:

“Hilde,

Infelizmente, fui chamado de “analfabeto”, de “pobre coitado”, e outras ofensas meio pesadas, por eu ser nordestino e por ter “curtido” a página da Dilma Rousseff e desejado, numa postagem, melhoras para ela depois que se sentiu mal após o debate. Meu voto é na Dilma, mas, eu não ataco em nada os que votam no Aécio.

A verdade é que, por mais que ataquem a presidente e seus eleitores, muita coisa melhorou no Nordeste depois que o Lula e a Dilma entraram no poder. Não é um mar de rosas, como é a ideia que jornalistas sociais vendem em benefício próprio, enquanto comercializam agendas, eventos e livros com endereçamento, sobre a fantasia dos nordestinos que gostariam de ser alguém com sobrenome tradicional e tal.

A realidade é muito dura e nada tem a ver com ilusões. Porém, descontando os exageros, o povo passou a ter dignidade. Muitas vezes, os comerciantes, industriais, se juntavam para comprar insulinas para diabéticos, remédios, que eram doados ao povo de suas cidades, aos funcionários, na época do FHC. O salário mínimo aumentava R$ 6,00 no ano. Está bem que o FHC fez algo bom com o Real, mas, na prática, é preciso enxergar as boas mudanças ocorridas desde que o Lula e a Dilma entraram na presidência: qualquer pessoas da Paraíba pode viajar de avião agora, com o Bolsa Família, as famílias moram juntas (antes o marido tinha de ir para o sudeste, de ônibus, 3 dias de viagem, para trabalhar e enviar dinheiro por carta – que muitas vezes se perdia -, pelo Correio, para casa) e podem aumentar o comércio local, comprando comida nos mercadinhos, e roupas.

Hoje, todos têm uma televisão, uma moto, um carro, seja para o trabalho rural ou para estudarem e, o principal, podem usar água de poços artesianos. O acesso às universidades ficou muito mais fácil. Pessoas que antes pediam comida nas portas e feiras livres, hoje têm filhos universitários e conseguem ter dignidade, isso era algo inimaginável na época do FHC.

Eu tenho muita pena do povo pobre, me refiro aos que antes moravam em casas de taipa (madeira e barro), esperando o dinheiro chegar pelo Correio. Mesmo os que são muito ricos deveriam pensar o mesmo, pois, não se sabe do dia de amanhã.

Eu voto na Dilma para ajudar a todos que vi melhorarem de vida, para que todos sejamos cada vez mais iguais e apesar das ofensas de ser chamado de “analfabeto” e “pobre coitado” por eu ter “curtido” e desejado melhoras à presidente na página dela, eu não tenho dúvidas de que a desigualdade social diminuiu e que as pessoas, hoje, são mais felizes e têm boas oportunidades para o hoje e para o amanhã, votando Dilma 13.

Graças a Deus tenho a sorte de ter bons pais que me deram educação e outros “luxos”, mas, não sou egoísta de pensar somente em mim. Sugiro que a maioria das pessoas, ao invés de irem a NYC para estreia na Broadway, que possam visitar interior nordestino e conhecer, conversando com as pessoas, essas mudanças que eu citei e como o Bolsa Família e outros recursos são bem aplicados para aumentar o comércio local e a produção de cada família.

Obrigado pela atenção.

Abraço do seu leitor e fã da linda Carmen,

Jamill.”

Na última semana da eleição, o ponteiro das pesquisas salta

Na última semana, cinco dias antes da eleição, o ponteiro das pesquisas salta, dando preferência ao candidato que a imprensa mais poderosa, durante todo o tempo desse processo, hostilizou.

Ritual repetitivo, fazendo pensar que bastaria se adaptar as pesquisas dos pleitos anteriores à atualidade, poupando despesa. Apertava o botão do replay e pronto.

E a gente fica até imaginando se esse jogo de pesquisas desencontradas, encomendadas quase sempre pela grande mídia, ao invés de um ardil para privilegiar o candidato de sua predileção (como podem supor as mentes maledicentes), não seria uma bem pensada instrumentalização dramatúrgica (o que nossas televisões dominam bem), para manter o telespectador cativo e dominado – tudo dominado – durante meses, na expectativa de um the end.

Assim seguem as campanhas, em capítulos diários, tal e qual uma novela de TV, com permanente audiência garantida por idas e vindas, desencontros, percalços, ignomínias, ofensas, maldades, manipulações, todo o tipo de recursos questionáveis, autores jogando irmãos contra irmãos, filhos contra pais, traições incontáveis, mentiras inomináveis, ofensores fazendo-se de ofendidos, chegando a situações de clímax, que beiram ao insuportável, causando histeria e dor no povo, até culminar nas urnas. Quando se dá, enfim, o desenlace, o momento da audiência máxima, a hora da verdade.

Desvenda-se, ao olhar da Nação, o véu e, como em todos os últimos capítulos novelescos, surgindo, vitoriosa, a noiva!

Leitores indignados continuam a se manifestar contra a fogueira do ódio que arde no país

Logo após eu postar o e-mail desabafo da leitora Yone Kegler, chegou-me outra manifestação de leitor contra esta guerra em que foi mergulhado o país nessa fase pré-eleitoral, com brasileiros em confronto aberto contra brasileiros, numa raiva histérica instigada por conveniências outras que não o bem de nosso país.

Aí está ela:

“Prezada amiga Hilde,

Segue abaixo a carta que enviei hoje à Presidenta Dilma:

Meu nome é Raphael Vargas Netto, sou economista, casado, 34 anos, pai de dois filhos, sou bisneto do poeta Manuel do Nascimento Vargas Netto, sobrinho e secretário do Presidente Getúlio Dornelles Vargas, trisneto do Ministro Viriato Dornelles Vargas e tetraneto do General Manuel Nascimento Vargas, herói da guerra do Paraguai.

Como brasileiro, pai de dois filhos que herdarão o legado por nós deixado e como testemunha do legado e tradição de minha família, não posso me calar nesse momento de divisão que vive o Brasil, um momento singular e talvez o mais importante desde a Redemocratização. Afinal os Vargas nunca se esquivaram nem se esquivarão diante das situações difíceis que este país que tanto amamos, e pelo qual lutamos, possa enfrentar.

Muito se tem falado sobre Getúlio, sobre a Consolidação das Leis do Trabalho, os avanços que por ele iniciados, a criação das Estatais, enfim sobre os aspectos positivos frutos da visão e da luta de Getúlio e dos seus pares, que fundaram, mesmo diante de oposição constante e ferrenha, o arcabouço institucional que permitiu e serviu como base para o Brasil almejar a liderança industrial, econômica e política de nosso continente sul-americano.                         

Mas, o que não se tem comentado, nem se dado a devida importância, é a escalada de ataques antidemocráticos que vimos surgir nesses últimos dias de campanha. Ataques, curiosamente similares aos que sofreu meu tio-trisavô, perpetrados pelo Sr. Carlos Lacerda, que, patrocinado pela União Democrática Nacional, sob a bandeira do “liberalismo clássico”, da moralidade  e do fim do dito “populismo”, orquestrou um plano cuidadosamente arquitetado para pôr fim ao estado democrático de direito no Brasil, e culminou na cortina de ferro da ditadura no Golpe de 1964.

Esse plano, capcioso e vil, consistiu na ridicularizarão do Governo e das estruturas governamentais, mediante a insinuação de que o Governo brasileiro estava envolto em um “Mar de Lama” – um termo generalista, ardilosamente utilizado para que o Povo ficasse contra “tudo o que está aí”, que, abastecido pela mídia golpista, virou o cidadão contra a política, contra o Governo e contra a própria nação, forçou o maior líder político da nação a escolher entre o golpe de estado e o suicídio, que somente conseguiu adiar, mas não evitar o desfecho pretendido por seus algozes.

Muito se tem falado sobre Getúlio, sobre a Consolidação das Leis do Trabalho, os avanços que por ele iniciados, a criação das Estatais, enfim sobre os aspectos positivos frutos da visão e da luta de Getúlio e dos seus pares, que fundaram, mesmo diante de oposição constante e ferrenha, o arcabouço institucional que permitiu e serviu como base para o Brasil almejar a liderança industrial, econômica e política de nosso continente sul-americano.                                                            

Mas, o que não se tem comentado, nem se dado a devida importância, é a escalada de ataques antidemocráticos que vimos surgir nesses últimos dias de campanha. Ataques, curiosamente similares aos que sofreu meu tio-trisavô, perpetrados pelo Sr. Carlos Lacerda, que, patrocinado pela União Democrática Nacional, sob a bandeira do “liberalismo clássico”, da moralidade  e do fim do dito “populismo”, orquestrou um plano cuidadosamente arquitetado para pôr fim ao estado democrático de direito no Brasil, e culminou na cortina de ferro da ditadura no Golpe de 1964.

Esse, plano, capcioso e vil, consistiu na ridicularizarão do Governo e das estruturas governamentais, mediante a insinuação de que o Governo brasileiro estava envolto em um “Mar de Lama” – um termo generalista, ardilosamente utilizado para que o Povo ficasse contra “tudo o que está aí”, que abastecido pela mídia golpista, virou o cidadão contra a política, contra o Governo e contra a própria nação, forçou o maior líder político da nação a escolher entre o golpe de estado e o suicídio, que somente conseguiu adiar, mas não evitar o desfecho pretendido por seus algozes.

Ora, muito me assusta que o candidato Aécio Neves, talvez descontente por não ter sido vitorioso no seu próprio Estado de Minas Gerais, talvez mal orientado pelos seus correligionários do PSDB, tenha trazido de volta, no último debate presidencial no SBT, o fantasma do “Mar de Lama” e a retórica udenista de que todo o Governo estaria no mesmo barco.

Não foi à toa que, concomitantemente ao início do uso dessa retórica retrógrada e golpista, tenham surgido na Internet, em especial no vídeo intitulado “Em dia de debate, sutileza zero nas ruas de SP”, divulgado pela TV Folha em http://www.youtube.com/watch?v=zb9_4yRJsvY#t=38 , vídeos escabrosos, em que pessoas, aparentando ter sofrido uma lavagem cerebral, são tomadas pelo ódio, pregam o voto em Aécio Neves como solução para problemas como erradicação dos negros e volta do governo militar.

A retórica do ódio, do totalitarismo, do racismo, deve ser banida, extirpada desde o seu concebimento. Não cabe no mundo moderno, multicultural e interconectado, um país progressista, de dimensões continentais e relevância mundial, que viveu na história recente um tremendo e necessário avanço socioeconômico, patrocinado pela liderança do presidente Lula, retornar ao golpismo udenista.

Não é esse país que queremos para nossos filhos, o Brasil não merece cometer novamente os erros do passado e certamente os Vargas não podem concordar com isso.

É por isso que venho, por meio desta carta, declarar apoio à presidente Dilma Roussef e conclamar todos aqueles que acreditam no trabalhismo, no legado de Getúlio Vargas e no respeito às instituições deste Brasil a dar uma resposta, exercendo  a nossa cidadania no próximo dia 26 de outubro de 2014.

Raphael Vargas”

O ódio crepita na fogueira do Facebook nesta campanha eleitoral

Sentindo-se bastante desconfortável no ambiente de guerra campal deflagrada nas mídias sociais nesta campanha política, a arguta leitora Yone Kegler, ativa alimentadora deste e de outros blogs com seus comentários opinativos, o que a fez estabelecer algumas relações de amizade e de cordialidade – comigo, no Brasil, com Jane Fonda, nos EUA –  envia-me o email-desabafo abaixo transcrito:

“Hilde,

Estou totalmente chocada com a hipocrisia, a falsidade, a violência, o preconceito, a homofobia e o machismo enrustidos de muitas e muitos de seus amigos colunáveis, nos comentários no Facebook sobre suas escolhas políticas!

É ali que caem suas máscaras, quando sua absurda agressividade vem à tona e podemos conhecer sua verdadeira FACE-book!

Pessoas que posam de “boazinhas, educadas, cultas, esclarecidas, sem preconceitos etc”, mas, ali, ocultas de muitos, extravasam sua verdadeira personalidade!

Pessoas que nunca fizeram campanha igualmente agressiva contra estupradores, assassinos de crianças, assassinos de pai e mãe, ladrões políticos há anos roubando o país, com fortunas incalculáveis na Suíça, ou “donos” de um  Estado, e nenhum desses “justiceiros” do Facebook fala, agride, xinga, deseja a morte ou debocha desses desclassificados tão pesadamente quanto agora fazem, na reta final da campanha política, quando desejam a morte da presidente do país, cujo crime maior é ser mulher, porque a corrupção tem estado presente em todos os governos que eu já conheci e naqueles de ambos os candidatos!

Ao contrário, pela primeira vez vejo alguns dos corruptos serem presos, exatamente neste governo atual, porque nos demais jamais qualquer deles foi!

Muitos são colunáveis que só chegaram ao “status” social que têm através de suas mãos, Hilde, pois sem você não seriam muita coisa socialmente falando.

Gente que com o seu apoio  virou “gente fina”, top do top!

Gente que a abraça em condolência pelas maldades que fizeram à sua mãe e a seu irmão, mas, pelas suas costas, chama de “terroristas” todos os do outro partido e aqui no Facebook clama pela volta dos militares se a “outra” candidata ganhar, e se diz mesmo com saudades da ditadura.

Acusa a presidente de terrorista, assaltante de banco, como deve chamar assim ao seu irmão, pois ele também esteve na luta armada contra a ditadura e por ela foi morto!

Esquecem-se de que, se hoje tem um FBK, onde podem falar tudo o que bem entendem, é por causa de pessoas como a Dilma, que arriscou sua vida para nos dar essa liberdade! E fingem que não sabem que o vice do Aécio era também… assaltante (no conceito deles)!

Postam fotos da Dilma decapitada pelo Exército Islâmico e, aplaudindo, desejam a morte dela, como nunca desejaram a do casal que mata o próprio filho pequeno.

Debocham de Dilma, como “gorda ridícula”, o tempo todo, mas dizem ao amigo (a) importante, na mesma situação, que ele (a) está só um “pouquinho acima do peso”. Falsos que são, pois, pelos seus comentários, com certeza odeiam gordos, coisa que Dilma, perto das outras pessoas, nem é tanto assim.

Usam e abusam da “homofobia enrustida”, quando passam a chamar a maior autoridade do país de “sapatão”, mulher “com fimose” e “de bigodes”. Postam fotos da presidente jovem, com amigas da juventude, sugerindo que são “namoradas”, enquanto, no mesmo FBK, postam suas próprias fotos de juventude rodeadas (os) de amigos e amigas e, se formos julgar pelos seus parâmetros, também podem ser consideradas (os) homossexuais!

Falam com intolerância, tratando de “gays”, de modo pejorativo, a ela e a Jean Wyllys. No caso dela, pela aparência, e, no dele, com posts de conteúdo absurdo e criminoso! Até por ser filha de imigrante, ela foi malhada, com comentários do tipo “eles emigram para o Brasil e aqui ficam ricos”. Já viu maior absurdo?

O que seria deste país se não fossem os imigrantes? Quase todos nós somos descendentes de um imigrante. Por outro lado, milhões de brasileiros (como eu) emigraram para os EUA, Europa etc., e muitos também ficaram ricos lá fora. Outros têm hoje uma vida aqui, que talvez não teriam se não tivessem emigrado para Nova York, e têm o desplante de fazer este comentário.

Pior que a maioria são pessoas formadas, esclarecidas, profissionais de nível, mas que, pelos comentários infantis, ridículos, babacas, que fazem, me deixam tão desapontada, que fico em dúvida sobre “quem é quem”…

Mostram fotos de gente ridícula, dizendo que quem vota na Dilma é igual! Uns ameaçam que, se alguém não for do mesmo partido, a “amizade” está “acabada”, verdadeira ditadura da “amizade”…

E depois reclamam quando torcedores de um time matam inocentes que torcem pelo outro! Imagina se a moda pega?

Desculpa o desabafo, mas estou horrorizada com essas pessoas.

Te peço que faça uma coluna sobre isso e se quiser usar o meu desabafo esteja à vontade!

Yone M. Kegler”

Minha resposta:

Yone, minha estimada Yone, a democracia é uma bela dádiva, que deve ser exercida com gratidão e nobreza, não com revolta e prepotência.

Vamos esperar baixar a poeira desse ódio, que julgo fomentado e instrumentalizado por interesses nem tão legítimos quanto possam parecer.

Na amizade real não existem devedores nem cobradores. Não duvido do amor e da solidariedade dos meus amigos por mim. E espero que eles não duvidem de minha amizade e de minha admiração por eles, mesmo que, neste exato momento, possamos pensar politicamente de modo diferente.

Esse tempo de discórdia vai passar, após as eleições, e o Brasil retomará seus belos dias. Assim esperamos todos.

Hildegard

Lu Lacerda nem precisa fazer farol. O farol é ela!

Bem, eu podia começar dizendo que o Rio ficou mais triste porque a Narcisa, aquela espoletinha social, viajou ontem, e blá, blá, blá… etc.

Mas não vou dizer. Primeiro, porque Narcisa já não é mais tão espoletinha assim. Está centrada, cheia de projetos sérios e realizações. Depois, porque o Rio é uma cidade que nunca dorme, e isso graças a seus faróis sociais, que mantêm o badalation set bem iluminado, desperto e cheio de energia.

Entre esses faróis pontifica Lu Lacerda, a colunista que não deixa o high dormir, pois suas notícias não têm hora para cochilar, muito menos para despertar.

Foi para celebrar esta luz, a aniversariante Lu, que o Ricardo Rique abriu seu apartamento iluminado pela luz maior, o Sol, para uma big feijoada.

Os convites foram feitos tipo assim na véspera. Porque as coisas de improviso são mais emocionantes, pegam no susto, geram excitement. E todo mundo foi.

Até me inspirou um poema, confiram

Seja de noite, seja de dia // As festas do Ricardo // causam… aquela euforia. // Vejam só os sorrisos // Em cada fotografia // ;-) 

lu 1

lu 2

lu 3

Fotos de Cristina Granato

Rosinha Fernandes, aquela que morreu de pé!

Hoje, acabo de perder a minha melhor amiga: Rosinha Serzedelo Machado Fernandes. Deficiência respiratória.

O velório será amanhã, quinta-feira, no Memorial do Carmo, a partir das 13h. Cremação às 17h.

Ela deixa o viúvo, Hélio Fernandes (que há 52 anos pratica um jornalismo combativo no seu jornal ”Tribuna da Imprensa” – hoje no online), os filhos, Carolina, Isabela e Bruno, e os netos, todos muito queridos. Era totalmente dedicada à família, aos amigos, à casa e à sua paixão por porcelanas chinesas.

Inteligente, firme, opiniões próprias, refinada, ética, muito elegante. Múltiplas qualidades.Minha tristeza é infinita.

Há três anos, Rosinha perdeu um filho, o jornalista Rodolfo Fernandes (foi editor do jornal O Globo). Isso a abalou demais e, acredito, a enfraqueceu, precipitando sua doença. Ela jamais conseguiu se recuperar emocionalmente da morte do filho.

Esta era a Rosinha. Nome de flor. Doce e amorosa com os que amava (e era bem seletiva nessa escolha), guardando os espinhos do rigor de seus comentários ácidos, precisos e inteligentes, para aqueles que bem os mereciam.

Rosinha me ensinou muita coisa. Lamento não ter aprendido todas as suas sempre sábias lições. Mas ela era insistente, e não se cansava de repassar este rascunho tosco (eu), a cada vez que nos encontrávamos ou falávamos, e de anotar em vermelho as minhas incorreções, segundo seu ponto de vista.

Via de regra, eu quebrava a cara, insistindo em praticar os “erros” condenados por Rosinha, que acertava bastante nas suas previsões. Tais “erros” podiam ser de escolha de pessoas a escolha de roteiros de viagem, pois sobre tudo ela tinha opinião bem formada.

Na política, então, éramos como água e azeite. Às vezes, ela se afastava de mim um tempo, porque minhas escolhas, em seu ponto de vista “erradas”, a incomodavam. Mas eu insistia, batia na porta, telefonava, corria atrás. Porque simplesmente amava a Rosinha. Minha melhor amiga.

Lá se foi esta Rosa do meu jardim. Não me esquecerei o dia em que ela entrou, porta adentro de minha casa, com minha comadre Titá Burlamaqui, carregando, as duas, flores brancas, cedo, cedo, de manhã tão cedo. É que queriam estar lá antes que eu soubesse, através da leitura de uma coluna do jornal, que havia sido demitida do meu trabalho. E eu morava tão longe. Lá na Usina da Tijuca. Elas no Jardim Botânico.

Rosinha esteve comigo nos momentos duros, nos momentos bons. Estava à minha espera à saída da sala do meu parto. Festejamos, brindamos.

Rosinha empurrou minha cadeira de rodas, quando, grávida, eu tive uma suspeita de flebite. Mas não me permitiu empurrar sua cadeira de rodas, quando, na última vez em que falamos, eu propus leva-la dessa forma cômoda para um tour cultural – o que ela adorava fazer.

Não se dobrou às circunstâncias da respiração escassa, dos pulmões que definhavam e a obrigavam a praticamente não caminhar mais do que 10 passos. Rosinha não aceitou a condição de cadeirante. Preferiu morrer de pé.

Minha brava amiga Rosinha!

Rosinha Fernandes

Rosinha Fernandes, minha grande amiga

Uma esperança vem do Canadá contra o Ebola… e em dezembro já teremos a resposta!

A ministra da saúde canadense, Rona Ambrose, acaba de anunciar em entrevista em Calgary que o país está concentrado no desenvolvimento de uma vacina experimental contra o Ebola já prestes a entrar em fase de testes em humanos, com resultados iniciais disponíveis já em dezembro!

Desenvolvida por pesquisadores do Laboratório Nacional de Microbiologia em Winnipeg, a expectativa é produzi-la em larga escala para combater a epidemia da febre hemorrágica no oeste da África – Guiné, Libéria e Serra Leoa.

A vacina, que se chama VSV-EBOV, será dada, na primeira fase de testes, a 20 voluntários do Instituto de Pesquisas do Exército Walter Reed, nos Estados Unidos, com a finalidade de verificar eficácia, efeitos colaterais e calibrar a dosagem.

Já são mais de 4 mil pessoas mortas e 7.300 infectadas.

 

A Primeira-Dama do Rio de Janeiro prestigia a memória da moda do Brasil no Paço Imperial

Na noite da abertura da Ocupação Zuzu no Paço Imperial, Maria Lucia Jardim, a senhora Governador Pezão, primeira-dama do Estado do Rio de Janeiro, estava na primeira fila da solenidade da inauguração, com presença da presidenta do Iphan, da diretoria do Paço Imperial e da direção do Itaú Cultural, realizador da mostra em parceria com o Instituto Zuzu Angel.

Maria Lucia é uma entusiasta do legado deixado por Zuzu para a moda brasileira, por isso fez questão de retornar ao Paço, na sexta-feira, e visitar com calma a Ocupação, já que não conseguiu fazê-lo em sua primeira noite.

No pequeno grupo das amigas, estava também a Cecília Dornelles, outra querida que prestigia os eventos do Instituto Zuzu Angel, ao longo desses mais de 20 anos de sua criação, como a palestra recente no Copacabana Praia Hotel e tantos outros.

Cecília estava no maior entusiasmo porque a urna de doações à Casa Maternal de Mello Mattos, à entrada de seu coquetel de aniversário no Country, somou R$ 45.780,00. Ela foi pessoalmente entregar a quantia às freirinhas, que exultaram com o presente, especialmente bem-vindo nesta Semana da Criança.

Não foi apenas isso. A criativa Gisella Amaral, sabendo que houve sobra de 150 daqueles docinhos maravilhosos da festa no Country, tratou de conseguir outros tantos salgadinhos de presente, com o restaurante Victoria, do Jockey Club, e dividiu esse farnel para proporcionar Festinhas das Crianças para duas instituições – a de Dom Cipriano e uma em Bento Ribeiro.

Vejam só como a comemoração de aniversário da Cecília Dornelles rendeu bondade!

Tudo isso nós soubemos, Mary Zaide, Aimée Roque, Marcia Pereira, Verinha Bocayuva e eu, enquanto tomávamos um cafezinho com Maria Lúcia e Cecília, mulher do senador Chico Dornelles (candidato a vice na chapa de Pezão ao Governo do Estado), antes de subirmos todas juntas ao segundo andar do Paço, onde conduzi minhas amigas num tour guiado.

Isso para mim é sempre forte emoção. Confesso em que há dias em que esse relato me abala o emocional. Mas também é alegria imensa. Sinto-me importante e útil, contribuindo com a História e a Cultura do meu povo e do meu país.

Lembrei cada capítulo da história de vida, trabalho e luta de minha mãe, às nossas visitantes, saudadas desde a entrada pela nova diretora do Paço Imperial, Claudia Saldanha, que fez as honras da casa com a maior fidalguia. Hospitalidade e simpatia dignas de quem guarda a chave da casa do Império do Brasil.

A Ocupação Zuzu está em suas últimas semanas. Permanecerá em cartaz até 2 de novembro. Sua realização é um dos meus maiores orgulhos e alegrias, ao longo desses mais de 21 anos de Instituto Zuzu Angel, graças à fundamental parceria com o Itaú Cultural.

Entrada franca. Paço Imperial. A partir do meio-dia, diariamente, exceto segundas-feiras.

Ocupação Zuzu Paço 1

ocupação zuzu paço 2

Olha nós aí junto aos vestidos de noiva políticos, que, no post seguinte vocês verão comparados ao vestido de noiva de Angelina Jolie.

Fotos com meu tablet pela darling Marcia Pereira

Compare e comprove você mesmo: noiva de Angelina Jolie repete a noiva política de Zuzu Angel de 1971…

“Na televisão nada se cria, tudo se copia”, a frase cunhada pelo Chacrinha genial vale também para a Moda. Nos anos 70, Zuzu Angel, minha mãe, foi notícia quando o já consagrado Valentino lançou um vestido de verão xadrez, acompanhado por sombrinha igual, tal e qual um lançado por ela anteriormente, na Bergdorf Goodman, em Nova York.

Recentemente, quase 40 décadas após a morte de Zuzu, a história se repete, com a mais emblemática das suas obras, a Coleção de Protesto Político, servindo de provável inspiração ao vestido de noiva de Angelina Jolie, produzido pelo Ateliê Versace, de Daniela Versace, e realizado pelo estilista Luigi Massi.

Eu já havia notado, vários amigos comentado, mas resolvi abordar o assunto apenas depois que vi o impacto provocado em minhas amigas em sua visita, sexta-feira passada, à exposição Ocupação Zuzu, no Paço Imperial.

Ao ver a roupa histórica na vitrine, Cecília Dornelles exclamou surpresa: “Mas, Hilde, é o vestido de noiva da Angelina Jolie!”. Ao que a estilista Mary Zaide e a fashion expert  Vera Bocayuva Cunha fizeram coro, com a imediata concordância da primeira-dama Maria Lúcia Jardim “Pezão”, todas impressionadas com a semelhança das duas roupas.

É óbvio que guardando-se as devidas características das diferentes épocas. Hoje, tudo é mais exuberante e enfeitado. Nos anos 70, aquele singelo bordado infantil num vestido de noiva era uma incrível novidade, uma audácia, uma criação instigante. Tanto que até hoje nada parecido foi feito, precisou a Jolie se casar para o ateliê italiano repetir a ideia, usando desenhos das seis crianças dela. Vários deles repetindo figuras do vestido de Zuzu: helicópteros, aviões etc… que no vestido de 1971 aludiam aos equipamentos usados para atirarem os corpos dos jovens torturados e mortos no mar.

Com as imagens ingênuas infantil nas suas roupas, mamãe denunciou as torturas dos jovens no Brasil.

Com os desenhos dos filhos no vestido dela, Angelina valorizou a maternidade e a inocência infantil. 

Aí abaixo está a comparação. Confiram…

E não deixem de visitar a lindíssima e comovente Ocupação Zuzu no Paço Imperial, até 2 de novembro. Vão logo, o tempo passa rápido… e não volta…

OCUPAÇÃO PAÇO 3

Novo Comitê Zuzu Angel de Moda superlota Seminário na Associação Comercial do Rio de Janeiro

O Seminário Novas Estratégias do Comércio de Moda marcou ontem um início promissor de relação da Associação Comercial do Rio de Janeiro – ACRJ – com a Moda.

Entidade bicentenária, instalada na Rua da Candelária, em um dos mais lindos prédio do Rio, um magnífico exemplar Art-Déco, com dois auditórios, ótima estrutura e prestígio incontestável, a ACRJ é um espaço de discussão democrática, não só dos assuntos que envolvem a atividade comercial, como também a política em todos os níveis da vida nacional.
Com o foco em múltiplos interesses, debatidos através de seus 23 Conselhos, a Associação presidida por Antenor Barros Leal agora contempla também, com grande entusiasmo, a Moda, através do recém lançado Comitê Zuzu Angel de Moda, braço de seu Conselho de Cultura, presidido por Ricardo Cravo Albin.
A atividade inaugural do Comitê, o Seminário Novas Estratégias do Comércio de Moda, contou com a participação de um time de notáveis como Natália Cosate, a jovem gerente de marketing do Fashion Mall;  Felipe Pivatelli, CEO da Loungerie, um case de sucesso, que em menos de três anos já se multiplicou em 23 lojas pelo Brasil comprovando o tirocínio da empresária Paula Barcellos ao conceber seu projeto de moda íntima de formato único no país; Kika Gama Lobo, uma entusiasta das mídias sociais, coordenando um pool de blogs de sucesso.
Márcia Veríssimo e Nina Kauffmann, com suas listas vip de convidados para eventos de moda, acrescentaram o “molho fashion” com revelações que todos queriam escutar.
Claudio Gomes entrou firme com sua experiência internacional de produtor de moda de grandes publicações internacionais que vêem na imagem do Rio de Janeiro o nosso principal produto de exportação. Sem esquecer que é um dos mais conceituados realizadores de eventos high class de moda do Rio.
Patricia Brandão discorreu sobre sua fascinante trajetória profissional no mundo do luxo, que começou nos já longínquos Anos Dijon, com os jeans de plaquinha no bumbum, tendo como seu mestre o gênio do marketing de moda do Brasil da década de 80, Humberto Saad. Hoje, Patricia pontifica junto às grandes marcas de luxo internacional que disputam o mercado brasileiro.
Marcia Disitzer, editora de moda do jornal O Dia, falou na moda sob o prisma editorial, com a experiência de dois livros publicados: sobre a moda de Lenny Niemeyer e sobre a Moda Praia no Brasil.
Entre as oito apresentações, houve um coffee break. No encerramento, um coquetel oferecido pelo presidente Antenor Barros Leal e por Olavo Monteiro de Carvalho, ex-presidente da Casa de Mauá, como também é chamada a ACRJ.
Foi uma reunião de amigos do Rio e da Moda, de fato. A primeira delas. A partir de agora, a Associação Comercial do Rio de Janeiro passa a ser vista como um ponto de debates e congraçamento do varejo da moda do Rio de Janeiro.
De modo oportuno, diante da plateia lotada sobretudo com o empresariado feminino do Rio de Janeiro, o presidente Antenor antecipou o projeto do lançamento, para breve, de um novo Conselho da casa: o das Mulheres Empreendedoras. Elas aplaudiram com grande entusiasmo.
acrj 5

O cônsul-geral da Itália, Mario Panaro, a consulesa-geral dos EUA, Liza Craemer, Antenor Barros Leal, presidente da ACRJ, e sua vice-presidente, Maria Luiza Nobre, que concebeu o Comitê Zuzu Angel de Moda

acrj 4No encerramento do evento, Gisella Amaral foi convidada para entregar rosas cor-de-rosa a Silvia Barros Leal, primeira-dama da ACRJ, e bem na semana do Outubro Rosa no Rio de Janeiro, tudo a ver!

acrj 7
Mesa da abertura: Maria Luiza Nobre, esta jornalista, que coordena o Comitê Zuzu Angel de Moda e presidiu o Seminário, Antenor Barros Leal e Ricardo Cravo Albin

acrj 9Hilde e Claudio Gomes, que falou sobre sua experiência internacional com a produção de moda
acrj 2A mestra de moda Lucia Acar e a editora de moda do jornal O Dia e autora de dois livros sobre o tema, Marcia Disitzer
acrj 1Marcia Verissimo abordou o mercado do luxo e seus eventos, Silvia Barros Leal e Alexandre Ibitinga
acrj 3Claudio Gomes, Marcia Disitzer, Patricia Brandão, Hilde, Marcia Verissimo e Natalia Cosate

acrj 12Hilde entrega o Certificado de Agradecimento a Kika Gama Lobo, que abordou o tema Mídias Sociais

acrj 10Natalia Cosate recebe seu certificado de Celina de Farias, vice-presidente do Instituto Zuzu Angel

acrj 11

Membro do Conselho de Cultura, Maria Luiza Nobre entregou o certificado a Nina Kauffmann

acrj 21Fernando Alves Vieira, vice-presidente do Departamento de Eventos da ACRJ, o presidente Antenor Barros Leal, Maria Luiza Nobre, na primeira fila do auditório superlotado, com cadeiras extras nas duas laterais
acrj20Outro ângulo da primeira fila, com o presidente da ACRJ, Antenor Barros Leal, o presidente do Conselho de Cultura da Associação, Ricardo Cravo Albin, a escritora Isa Chloris Alvarenga e a vice-presidente da ACRJ, Maria Luiza Nobre

Fotos de Alex