Nélida Piñon assume cátedra sucedendo a Enrique Iglesias, que acredita na reação da democracia brasileira

“Marco Antonio Zago, Reitor da Universidade de São Paulo, e Pedro Dallari, Diretor do Instituto de Relações Internacionais e Coordenador do Centro Iberoamericano, têm a honra de convidar V. Sa. para a conferência de encerramento das atividades de Enrique Iglesias como titular da Cátedra José Bonifácio em 2014 e para a posse da escritora Nélida Piñon como titular da Cátedra José Bonifácio para o ano de 2015, no Auditório “Prof. István Jancsó”, ­ Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, no Centro ibero Americano da USP, Cidade Universitária, São Paulo”.

Evento de tal expressão, certamente, pedia homenagem na véspera. E assim foi, com Mary e Celso Lafer tendo “o prazer de convidar para uma recepção em sua residência no Jardim Europa, por ocasião do início das atividades de Nélida Pinõn,como titular da Cátedra José Bonifácio da USP”. E ainda pediam RSVP, como bem se esperava de uma homenagem de um imortal a uma imortal.

Do Rio, seguiu séquito de admiradores amigos, que se hospedaram no mesmo hotel reservado por Nélida e Iglesias.

Criada em 2013, a Cátedra José Bonifácio, assumida por Piñon, no Centro Iberoamericano da USP, núcleo ligado à Pró-Reitoria de Pesquisa e ao Instituto de Relações Internacionais, recebe, durante um ano letivo, uma personalidade do mundo iberoamericano para ministrar atividades acadêmicas na universidade, desenvolvendo pesquisa com temas referentes à sua especialidade. Nélida irá coordenar este ano o tema “O imaginário Ibero-americano”, tratando de temas culturais, como a literatura, realizando conferências.

– O ato de escrever, de registrar o mundo, a realidade, foi sempre essencial para nossa cultura. A partir dele, quero examinar as matrizes culturais das Américas. No Brasil, a Oralidade é intensa oralidade. Todo mundo conta história. Temos o cordel. O xamã ia de aldeia em aldeia contar história, relatar o que ocorreu. Eles eram narradores, a narrativa oral sempre foi forte no continente, o que derivou em grandes romances, que vamos discutir. Vamos fazer um corte nessa narrativa, no pensamento constitutivo da América iberoamericana, que abraça não só a América latina, mas Espanha e Portugal, ambos na raiz dos fundamentos da nossa história – explicou a ocupante da cadeira 30 da ABL, durante a solenidade, com participação de seus colegas acadêmicos, Celso Lafer e Alfredo Bosi.

O antecessor de Nélida à frente da cátedra, o prestigiado economista Enrique Iglesias, ex-presidente do BID e ex-ministro das Relações Exteriores do Uruguai, coordenou, no ano letivo de 2014, pesquisas com o tema “América Latina na Atual Conjuntura Internacional: os potenciais impactos econômicos, sociais e políticos”, reunidas em livro lançado na ocasião.

Ao falar no evento, Iglesias abordou os desafios da América Latina neste século, afirmando não lembrar de uma crise de governabilidade tão grande como esta vivida atualmente por países como Brasil e Venezuela. Ele disse:

– Temos um momento difícil, do ponto de vista político, em vários países. Alguns mais graves do que os outros, com perda de credibilidade das lideranças políticas. Mas a democracia tem capacidade de reagir frente a essas circunstâncias e consolidar o que foi conquistado anteriormente com tanto trabalho.

Em seu ponto de vista, a região não se recupera bem da crise de 2008, houve um “otimismo exagerado” com a economia na América Latina, que chegou a registrar um crescimento de 6,7% e agora deve ficar em 1,5%. No entanto, ele enfatizou que a pobreza não cresceu.

Sobre os atuais movimentos brasileiros por impeachment, o professor Enrique Iglesias não subestima a importância de se ouvir a população mas considera que “a democracia é capaz de reagir”. Suas palavras:.

Vencedora do Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005 e integrante da Academia Mexicana da Língua, a filha de galegos Nélida foi a primeira brasileira a se tornar membro honorário da Real Academia Galega.

Autora de “A república dos sonhos”, livro no qual aborda a história do Brasil e da imigração espanhola, Nélida foi a primeira mulher, em 100 anos a presidir a Academia Brasileira de Letras. É formada em jornalismo pela Faculdade de Filosofia da PUC-RJ, inaugurou, em 1970, a cadeira de Criação Literária na Faculdade de Letras da UFRJ.

Enfim, a acadêmica Nélida Piñon possui um mundo, mundo, vasto mundo, para conduzir com raro brilho mais este desafio que a vida lhe oferece, sucedendo a um dos economista de maior reconhecimento, a nível mundial, e dois anos depois de o titular desta Cátedra José Bonifácio, de tamanha visibilidade e importância, ter sido o ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos.

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Nélida Piñon assumiu a Cátedra José Bonifácio na USP

 

Celso Lafer, acadêmico cadeira nº 23 na Academia Paulista de Letras, recebeu em casa, com Mary, para homenagear Nélida Piñon, sua colega imortal na Academia Brasileira de Letras.

A imortalidade esteve presente em âmbito estadual e nacional. A começar pelo atual presidente da Academia Paulista de Letras, Gabriel Chalita, e os acadêmicos José Renato Nalini, Antonio Penteado Mendonça,  Anna Maria Martins, Ada Pellegrini Grinover, José Pastore, Eros Grau, José Goldemberg, Miguel Reale Junior, José Gregori, Jorge Caldeira e Tércio Sampaio Ferraz Júnior.

Entre os convidados, acumulando imortalidades nas academias Paulista e Brasileira de Letras, Lygia Fagundes Telles. Outro da ABL, Fernando Henrique Cardoso. Também presentes, a artista plástica Maria Bonomi, Jorge Schwartz, Gilberto de Mello Kujawski e mais e mais.

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Celso e Mary Lafer recebem a homenageada Nélida Piñon

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Gabriel Chalita, Eros Grau, Celso Lafer e José Renato Nalini

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Lygia Fagundes Telles e Nélida Piñon

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O anfitrião Celso Lafer, Lygia Fagundes Telles e Gabriel Chalita

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Jorge Caldeira, Anna Maria Martins e Celso Lafer

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Roberto Halbouti e José Carlos Ritter, com a homenageada e Betty Lagardère

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Casal Tércio Sampaio Ferraz Júnior

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José Renato Nalini, Miguel Reale Junior e Jose Gregori

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Gilberto de Melo Kujawski, José Goldemberg, Miguel Reale Junior, Antonio Penteado de Mendonça

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Nélida Piñon e Maria Bonomi

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GChalita, LFagundes Telles, NPiñon, FHCardoso e Nalini

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Celso Lafer, Lygia Fagundes Telles e José Renato Nalini

Fotos Di Bonetti

Quem foi a Mais Bem Vestida do almoço de Beth Serpa? Você decide!

Foi uma boa ideia de Maria José Cavalheiro. Por sua livre e espontânea iniciativa, telefonou para 70 amigas de Beth Serpa e combinou com elas um almoço-homenagem-surpresa justo no lugar onde a aniversariante da semana mais gosta de estar: o restaurante Paris, da Casa Julieta de Serpa.

Tudo foi feito rigorosamente em sigilo, pois Beth, super tímida e reservada, é totalmente avessa a qualquer evento que a coloque no centro das atenções. Dois dias antes, quando ela, por descuido de uma das participantes, tomou conhecimento da festinha, não dava mais tempo de desmanchar.

Sorte nossa, que pudemos nos reunir naquele lugar lindo, e sorte principalmente minha, que ando tão sumida do circuito social e gostei de rever as queridas amigas. Daí que, para matar as saudades delas e as minhas, resolvi fazer aqui hoje no blog uma “sessão nostalgia” e reeditar a Eleição das Mais Bem Vestidas, que não promovo há milênios.

A seleção está aí abaixo. Agora votem, meus amores, escolham sua Mais Bem Vestida. E votem na sua preferida quantas vezes quiserem, porque a regra é essa. Só assim saberemos Quem foi a Mais Bem Vestida do Almoço de Beth Serpa… 

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Quem é a mais bem vestida do almoço de Beth Serpa?

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Fotos de Marcelo Borgongino e Verônica Pontes 

Comissão Nacional da Verdade, um esforço de dedicação, comprometimento, seriedade, pela dignidade do Brasil

Meus agradecimentos à Comissão Nacional da Verdade, um esforço de dedicação, comprometimento, seriedade, pela dignidade do Brasil, e que encerrou seus trabalhos, por força da lei que a criou, após 2 anos e 7 meses de trabalho, 80 audiências públicas, realizadas em todo o país, e 4400 páginas de relatório final.

Agradeço a atenção dada às tragédias de minha mãe e do meu irmão. Agradeço ter elucidado o episódio do assassinato de minha mãe. Agradeço os grandes progressos na busca e na tentativa de localização dos restos mortais de Stuart, missão que no entanto ainda não está completa. Mas já há, graças à CNV, fatos e dados CONCRETOS para continuarmos nessa empreitada.

A Comissão Nacional da Verdade é página nova na História de um Brasil que prioriza a Justiça e sabe ter postura de uma verdadeira e grande Nação.

Nossos profundos agradecimentos, meus e de minha irmã Ana Cristina, a Pedro Dallari e toda a sua equipe de juristas, peritos, pesquisadores e colaboradores.

Hildegard Angel, filha de Zuzu Angel, irmã de Stuart Edgar Angel Jones

Acesse o relatório da CNV:
http://www.cnv.gov.br/index.php…

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Equipe da CNV em Brasília posa em frente ao Centro Cultural Banco do Brasil, que abrigou a sede da Comissão Nacional da Verdade entre 16 de maio de 2012 e 16 de dezembro de 2014.

Produção e foto: Davi Mello, Lígia Benevides e Renata Peterlini / ASCOM / CNV

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Equipe da CNV no Rio de Janeiro posa ao lado do diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, e do coordenador da CNV, Pedro Dallari, no hall principal do edifício-sede do AN, onde funcionou o escritório da CNV no RJ durante o ano de 2014.

Foto: Marcelo Oliveira / ASCOM – CNV

 

Declarações de constitucionalista gaúcho deixam mundo jurídico nacional de cabelo em pé!

O mundo jurídico está de cabelo em pé desde ontem, quando Lenio Streck, um dos juristas mais importantes do país, rompeu seu silêncio, falando ao Consultor Jurídico.
De fato, Streck rasgou o verbo. Com a autoridade de seu saber inquestionável, o jurista compara o Ministério Público ao menino dono da bola, que quer mudar as regras do jogo para fazer prevalecer sua vontade.
Lenio Streck não é uma estrela da mídia. Ele é muito mais.  O grande constitucionalista gaúcho é ouvido por jurisconsultos de todo o Brasil, quando lhes ocorrem dúvidas sobre pareceres legais, enfim, é um dos nossos raros respeitados oráculos jurídicos.
Lenio Streck não está nas manchetes dos noticiários nem busca a luz dos holofotes. Ao contrário, ele está refugiado em sua biblioteca, em seu gabinete de trabalho, em Porto Alegre, onde é permanentemente consultado pelos advogados mais caros e celebrados da Nação.
LENIO STRECK: O QUE FAZER QUANDO O MP QUER VIOLAR A CONSTITUIÇÃO?

Por Lenio Luiz Streck, no Conjur

Quando eu era pequeno, tinha um menino que não jogava muito bem, mas era o dono da bola. Quando não conseguia ganhar, pegava a bola e ia embora. Pois o Ministério Público — instituição à qual pertenci, com muita honra, durante 28 anos, sempre acreditando em seu papel de guardião o Estado Democrático — agora quer pegar a bola ou mudar as regras. Parece que não está gostando “do jogo”. Penso que isso é muito feio, para usar as palavras que usávamos para criticar o menino-dono-da-bola.

Com efeito, leio que o Ministério Público, na linha do Poder Executivo, acha que o problema do combate à corrupção é a deficiência das leis. Simples assim. Não acredita na Constituição. Nem o Poder Executivo e nem o MP parecem acreditar nas regras do jogo. Como parecem estar perdendo a luta contra o crime — isso está implícito nos discursos — propõem mudar as regras (clique aqui para ler). Querem regras mais fáceis… para o MP. E para a Polícia. Pouco importa o que diz a Constituição.

Há alguns anos, estávamos Jacinto Coutinho, Fernando Faccury Scaff, Luís Alberto David de Araújo, Antonio Avelãs Nunes, Gabriel Ciríaco e eu em um Congresso em Maceió. Ouvimos uma promotora de Justiça defender exatamente o que defendeu agora o procurador Nicolao Dino Neto: a relativização da prova ilícita. Dizia ela: “onde já se viu absolver alguém que se sabe que cometeu o crime só porque a prova foi ilícita?” Todos caímos de pau no discurso da promotora. Pois passados tantos anos, o assunto volta à baila.

Consta no noticiário que o MPF quer mudar o Código de Processo Penal para que até mesmo provas ilícitas possam ser usadas nas ações penais, quando “os benefícios decorrentes do aproveitamento forem maiores do que o potencial efeito preventivo” (sic). A medida está em um pacote anticorrupção apresentado pelo MPF nesta sexta-feira (20/2) e faz ressalvas, para casos de tortura, ameaça e interceptações sem ordem judicial, por exemplo. Ufa. Ainda bem que essas ressalvas foram feitas. Caso contrário, seria a institucionalização de uma jihad!

O discurso é velho. Serôdio. Na ditadura não se fazia pior. E nem melhor. Quando não se consegue pelas vias normais — institucionalizadas pela democracia (sim, a democracia, cara pálida, essa que conquistamos) — tenta-se pela via do Estado de Exceção. O governo faz a mesma coisa. Em vez de lutar — não só agora, mas há muito — pelo combate à impunidade, quer surfar na onda. Bonito isso…. Não conheço ninguém — a não ser corruptos, proxenetas etc — que sejam contra o combate à impunidade. Até as pedras querem isso, o combate à impunidade. E jornalistas e jornaleiros também. Então é fácil vir com discurso tipo “tem recursos demais”, “a prescrição é muito curta”, “as penas tem de ser hediondas”, “a proibição de prova ilícita atrapalha o combate ao crime” e assim por diante. Assim, fica fácil propor que se violem cláusulas pétreas, como a presunção da inocência e a vedação de provas ilícitas.

Diz o Procurador Nicolau Dino Neto: “É preciso fazer uma ponderação de interesses e verificar em que medida a eventual irregularidade na produção da prova pode indicar prejuízo à parte. Se não houver algo que evidencie prejuízo à defesa, nada justifica a exclusão dessa prova”.

Não faltava mais nada. Tinha que aparecer a tal da “ponderação”, a famosa katchanga real (ver aqui). O que é a ponderação de interesses? Interesses de quem? Estamos tratando de direitos ou de interesses? Voltamos ao inicio do século XX? Estão lendo os livros errados lá no MPF? Ninguém estuda nesse país? Por que o MP manda seus agentes estudarem no exterior? Para “descobrirem” que prova ilícita pode ser relativizada em nome do interesse público? Se for isso, temos de pedir o dinheiro de volta!

E o que é “eventual irregularidade”? Quem diz o que é e o que não é irregularidade? O MP? O juiz, com sua consciência? Ah, bom. Vamos depender das boas consciências de juízes e promotores. A história nos demonstra bem isso. Em pleno século XXI, todos os 27 tribunais da Federação invertem o ônus da prova em Direito Penal em casos de furto, estelionato e trafico de entorpecentes… Vou demonstrar isso em uma coluna específica. Os dados eu já tenho. É uma boa amostra de como isso anda em Pindorama…

O exemplo sobre a prova (i)lícita que o procurador Dino dá é inadequado e infeliz. Quer dizer que a interceptação telefônica pode ser feita inconstitucionalmente? Quer dizer que os fins justificam os meios? E os efeitos colaterais? E o precedente que isso gera, procurador? Ah, mas era uma carga de cocaína. Ótimo. E quem diz que o juiz ou o promotor ou o policial não vão usar isso em outras ocasiões? Abrir a porteira do ilícito cometido pelo Estado é cair na barbárie. Isso mesmo.

A propósito: quem deve defender a Constituição não pode aprovar uma violação. Penso que até deveria ser analisada no plano disciplinar a declaração do Procurador, quando aprova o uso de prova ilícita. Explico: se o uso de prova ilícita é crime (Lei 9.296/96), quem aprova o seu uso incentiva o crime. Ou o incita. Estou sendo duro, mas, por vezes, as coisas devem ser ditas nas palavras exatas. Há muita demagogia nessa coisa de combate ao crime em Pindorama.

Outra coisa: que história é essa de justificar o uso de prova ilícita a partir da garantia da subjetividade do juiz, que tem discricionariedade? Ops. Todos lutamos contra isso. Parece que, na contramão do novo Código de Processo Civil, o MPF apoia o livre convencimento. E a livre apreciação da prova. Claro. Porque, agora, interessa. É uma coisa “boa ad-hoc”. Um voluntarismoad hoc. E um utilitarismo pós-moderno. O que diz a Constituição? Não importa. O que importa é o resultado. Sim: uma política publica de combate à criminalidade de resultados.

E que “coisa” é essa de “os ajustes no CPP também preverem que o juiz só anule atos se fundamentar claramente a decisão. Se isso acontecer, o juiz deverá ordenar as providências necessárias a fim de que sejam repetidos ou retificados’”.

Como assim, Excelência? Quer dizer que, se existir uma prova ilícita, o juiz pode mandar consertá-la? Vou estocar comida. Passaram dos limites.

Outra das medidas é acabar com alguns recursos. Isso. Quem sabe o MPF sugere num artigo novo no CPP dizendo:

Art. X: O acusado é culpado até provar a sua inocência.”

E um parágrafo único:

“Se o agente for encontrado na posse do objeto do crime e não conseguir explicar, desde logo estará condenado, dispensando-se a formação do processo.”

Bingo. Genial também é a ideia de transformar a corrupção de altos valores em crime hediondo. Pronto. Essa é uma solução supimpa. Na Inglaterra do século XVIII transformaram o ato de bater carteiras em pena de morte por enforcamento. No dia dos primeiros enforcamentos — em praça pública — foi o dia em que mais carteiras furtaram. O exemplo fala por si. Lembro quando transformaram o crime de adulteração de remédios em hediondo. Maravilha. Os resultados estão aí. Todos conhecemos.

Numa palavra final.

Despiciendo dizer que estamos todos de saco cheio da corrupção, do proxenetismo com o dinheiro público etc. Não conheço jurista que não queira uma sociedade melhor. Mas, por favor, para isso não precisamos romper com o pacto constituinte. Se um deputado apresentasse esse pacote, diríamos que “esse edil não conhece a Constituição”. Mas o Ministério Público apresentar um projeto em que se relativiza provas obtidas por meio ilícito e outros que tais? Não pega bem.

Aliás, se o parlamento aprovasse um projeto nos moldes desse apresentado pelo MPF, a primeira coisa que eu esperaria é: o Procurador-Geral da República ingressará com Ação Direta de Inconstitucionalidade. Só que, neste caso, ele é quem propôs a inconstitucionalidade. Ups.

Compreendem o que quero dizer?

And I rest my case. Tinha de dizer e escrever isso. Depois de vinte e oito anos de Ministério Público, em que, diuturnamente, procurei zelar pela Constituição. Já no primeiro dia depois de sua entrada em vigor, fiz a primeira filtragem hermenêutico-constitucional. Lá na Comarca de Panambi, que, por coincidência, chegou a se chamar Pindorama! E continuei fazendo controle difuso anos e anos a fio. Preocupa-me que, passados tantos anos, que a própria Instituição venha a propor coisas como a relativização da prova obtida por meios ilegais. Afora outras anomalias. Pode até haver coisas interessantes no pacote. Mas o saldo não me parece bom, pela simples questão que vem contaminado pela “questão da relativização da prova ilícita”.

Post scriptum: E não venham dizer, depois, que “não era bem isso que o MPF queria dizer”. OK. Mas, então, por que propuseram alterações para “alterar o regime da prova ilícita”? Hein?

Enquanto grandes marcas desfilam em Paris, little Winston faz preview em Búzios

Em tempo de lançamentos outono inverno causando em Paris, Búzios vai viver seus momentos de frisson com a preview do outono inverno da Coleção Winston, de Beth Winston, que desenvolveu uma linha de  bolsas, roupas e accessórios para casa, que ela será lançada charmosa Blue Marlin, de Patrícia Alves, loja-pousada-restaurante em Geribá.
Patrícia mereceu o privilégio porque é comadre de Beth, e eu vou ter a primazia de antecipar aqui, em avant-prèmière, algumas das peças dessa coleção, que vem sendo desenvolvida com sigilo, cuidado, capricho, extremo bom gosto e a preocupação da qua-li-da-de, o que é fator raríssimo nos dias de hoje, quando tudo é fast: fast fashion, fast isso, fast aquilo. O que na verdade quer dizer: usar uma vez e jogar fora.
No caso do que a Beth faz é o contrário. Os jogos americanos double-face da Beth, com a marca Winston, são de pelica.
As bolsas, idem. E as de camurça. Inspiradas na bolsona da Tiffany’s, paixão da Beth, que gosta de bolsa grande – e quem não gosta?
As carteiras bicolores, misturando tons sempre-chics.
Almofadas de couro com a tattoo Winston. Inclusive couro ouro.
Ela acerta todas.
Confiram só.
A fashion label star is born, ;)))
Afinal de contas, pensar grande não faz mal a ninguém. É sempre um bom começo. Mesmo pra quem ainda é pequeno.

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Os bolsões da Beth têm cores es-pe-ta-cu-la-res

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Jogos americanos de couro double face

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Bolsas da Tiffany’s? Não, mais bonitas. São by Winston.

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Rodeo Drive in Geribá

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Almofadas de couro

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Carteiras de pelica bicolores

Aos meus caros amigos brasileiros

Hoje amanheci chorando, meus caros brasileiros, estou triste do fundo de minha alma, pois sinto com que força querem empurrar nosso país para outro abismo, com toda a truculência que isso implica, as incomensuráveis e indescritíveis maldades, a opressão, a tirania, o medo, as distorções, as traições, delações, mentiras. Vejo na minha frente as imagens desse horror, como se estivesse a bordo de um trem fantasma, num túnel de sofrimentos. Ah, meus amigos, quanta pena sinto de meu país, de meu povo, de nossa cegueira e alienação!

Dilma veio a São Paulo para ser vaiada ou para anunciar o recorde mundial de 2 milhões de casas populares construídas? Você soube?

Dó daqueles jovens, vaiando a presidenta Dilma, na abertura do Salão da Construção, em SP, desconhecendo que, graças a ela, justamente a ela, ostentavam aqueles crachás de trabalho na foto de primeira página do jornal, .

Dilma foi a São Paulo, em hora ingrata, para anunciar o fantástico número de 2 milhões de imóveis já entregues do programa Minha Casa Minha Vida. Marca inédita, não no Brasil, mas no MUNDO!

E o que dois milhões desses imóveis populares significam para o país? Significam  investimentos de R$ 137 bilhões (até julho de 2014), gerando um milhão e 200 mil postos de trabalho, sobretudo absorvendo aquela mão de obra menos qualificada, dos menos favorecidos.

Significam um extraordinário impulso ao comércio de materiais de construção, pois 70% do Minha Casa Minha Vida são realizados por pequenas e médias empreiteiras, que adquirem seu material de construção no comércio local.

Significam dois milhões de casas próprias para quem sempre sonhou ter, mas jamais imaginou obter um teto para chamar de seu.

Significam uma revolução, uma transformação social invulgar em curtíssimo prazo, conquista louvável, impensável até, para  qualquer Nação deste planeta.

A nova meta são três milhões de casas entregues, até 2018. Serão 800 mil casas construídas por ano, quase dobrando o esforço anterior, que foi de 450 mil casas, correspondendo a 7% da venda de material de construção no país.

A gente observa que, fazendo pelos pobres, todos ganham: os muito pobres, os menos pobres, os ricos, os muito ricos. E acontece a tal da mobilidade social, promovendo o consumo, o bem estar. Este foi o “Ovo de Colombo”, a “fórmula do sucesso” do Governo Lula, demonstrada inicialmente com o Bolsa Família, que o mundo inteiro aplaudiu, aplaude, reverencia, premia e agora quer copiar.

Porém, neste Brasil em que a informação é sonegada ao povo, 2 milhões de residências populares significam vaia no Salão da Construção, desânimo, falta de esperança, desassossego.

Temos dificuldades, a gente sabe. Esse governo não acerta todas. Erra, como todos erram. Porém, se compararmos erros e acertos, o prato positivo da balança continua melhor posicionado.

A corrupção é  um problema gravíssimo no Brasil. Como é no México, como é na França, onde já vimos tantos casos, como é na Itália, no Japão e nos demais países. A novidade no Brasil é que, pela primeira vez, os fatos são ventilados, investigados, serão julgados e, todos esperamos, serão punidos à altura.

Aproveitando-se desse momento de fragilidade – e de modo estrategicamente planejado – nossa mídia planta no coração da juventude a semente daninha da ausência do amor à pátria, da falta de espírito cívico, do desconforto de se sentir brasileiro, do pensamento colonizado de que “lá fora é melhor, os do exterior são superiores”.

Com noticiário tendencioso, usando a técnica goebbeliana da repetição, os meios de comunicação incutem em nossos compatriotas um complexo de inferioridade por ser brasileiro, uma atitude de desânimo, a sensação de que aqui tudo só piora.

Quando no Brasil real jamais se empregou tanto e pela primeira vez estamos de fora do Mapa Mundial da Fome, o que o noticiário omite ou desconversa,.

Que corações endurecidos serão esses, que pouco se importam com a fome e o desemprego?

Tanto barulho e revolta semeados para beneficiar os interesses de quem? De quê? Os interesses nacionais certamente não são. Os interesses do nosso povo, seguramente não são.

Para beneficiar que povos? Que países? Que bolsos, de que tubarões?

Some-se, à má fé de uns, a passividade de setores oficiais, que não fazem chegar ao povo, seja através de boletins, anúncios pagos ou pronunciamentos de autoridades, essas indispensáveis boas novas, deixando, ao contrário, o firmamento nacional liberado para as aves de mau agouro.

Se o Governo eleito pelo povo não ensaiar uma rápida reação contra esse bullying em rede nacional sobre as mentes brasileiras, teremos como consequência – talvez irreversível –  uma população para sempre amargurada, psicologicamente sequelada, de cérebros encolhidos pelas doses massivas e diárias de “opinião única”, numa fórmula misturando ódio, ferocidade, desequilíbrio entre fatos reais e manipulação, além de alta concentração de má fé.

Não posso pedir ao Senhor que os perdoe por não saberem o que fazem, pois esses homens maus – não só os da mídia, como os do establishment poderoso, que se movem nos bastidores desse cenário de horror hoje sendo desenhado – sabem muito bem o mal que estão nos fazendo sim!

Sereia Luana Piovani com os peixões em Pernambuco

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Só quem não conhece pode dizer que a Luana Piovani não é uma simpatia. Ela esteve hospedada no final de semana, no Hotel Atlante Plaza, no Recife, e solícita aceitou posar diante da fonte de pedra do hotel, especialmente para esta coluna, diante da lente da fotógrafa Juliana Rios. Luana está bem em seu ambiente: é a bela sereia e, ao fundo, os peixões. ;)

No vapor dos Pascolatto ou na frota de Maria de Médicis, os Verri trouxeram seu chic para o Brasil

O Brasil não conhece o Brasil / O Brasil Leste Oeste o Brasil…. diz a música.

E não nos conhecemos mesmo. Com nossa ignorância quase arrogante, pouco sabemos de nossa História, nossas raízes, origens ancestrais, bravos fundadores e aqueles que se bateram por essa terra imensa. Porém, se pesquisarmos, quantas revelações…

Desde que travei contato com a moda de Heckel Verri, identifiquei nela essências da mãe de todas as modas: a França!

Ao conhecer o próprio estilista, percebi refinamento raro de encontrar nessas paragens tropicais.

Não é apenas na moda à la Audrey Hepburn, criada pelo excelente estilista maranhense Heckel, a elegância dos Verri está em suas atitudes do dia à dia, nas companhias que escolhem, nos pequenos e grandes gestos, no que dizem e – importante – no que silenciam.

Curiosa, vesti meu trench coat Burberry de Sherlock e fui pesquisar a genealogia dos Verri, ou melhor, Verry, na França, onde, em 1º de dezembro de 1581, nasceu Jehan Verry, filho de Jehan Verry e Jehanne Lauvansome, na cidade histórica medieval de Angers, capital Anjou, no departamento Maine-et-Loire, cortado pelo rio Maine, com importante movimento portuário, a 297 km de Paris e a 118 km de Pornic, no Oceano Atlântico. A mesma Anjou que Maria de Médicis governou, com auxílio de seu capelão Richelieu.

Maria de Médicis, rainha regente da França e Navarra, teve importância fundamental na colonização francesa do aprazível Maranhão, terra natal do designer Heckel Verri. Foi ela quem permitiu aos religiosos da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos participarem da esquadra francesa, constituída de três navios, que chegou em 26 de julho de 1612 a uma enseada maranhense, sendo a ilha menor batizada Sant’Ana (a santa do dia), depois Ilha do Maranhão e por fim São Luís, em homenagem ao rei santo de França, Luís IX. Nela foi encostado o navio e desceram os oficiais e os tripulantes franceses, lá se estabelecendo…

Dessa forma teria começado, em minha versão, a história dos Verry, neste nosso maravilhoso Brasil.

Além de colonizar a região, sem grande dificuldade, pois um dos oficiais falava o idioma indígena, os franceses interagiam simpaticamente com os índios do Maranhão e levaram vários deles a Paris, sendo que três foram batizados pelo bispo de Paris. Foi uma sensação na corte, quando o índio Itapucu, que passou a ser chamado Luís Maria, levou os amigos da tribo ao Palácio do Louvre e discursou para o rei de França em seu idioma! Os demais dois silvícolas foram Uaruajá, batizado de Luís Henrique, e Japuaí, que ganhou novo nome, Luís de São João.

Os padrinhos foram o próprio monarca Luís XIII e Maria de Médicis. Os nobres franceses não viam nossos índios com asco, muito menos repugnância, como ainda hoje alguns brasileiros os encaram. Eles os observavam com curiosidade e grande encantamento, assim como aconteceu com os franceses de Villegagnon, no Rio de Janeiro.

O período da França Equinocial, nas terras do Maranhão, se estendeu até 1615, quando os portugueses retomaram seus domínios, mas os Verry já lá teriam fincado sua presença, entre as pioneiras famílias do Nordeste

Há na Europa outro ramo dos Verri, este com i, que pode ser de origem ainda mais antiga que a francesa, estabelecido em Milão, onde até hoje os Verri são grandes e históricos produtores de moda e de tecidos e dão nome a ruas e praças milanesas. Não foi na frota de Maria de Médicis que seus descendentes chegaram ao Maranhão. Vieram séculos depois, de barco a vapor, nos anos 1930, junto com os Pascolatto. Eram três irmãos Verri. Um desembarcou no Rio, um em São Paulo e um no Rio Grande do Sul. O do Rio, Aníbal Verri, tomou o rumo do Maranhão e lá se casou com uma maranhense, fazendo sucessores…

Uma família com ramificações na França, os Verry, e na Itália, os Verri, e ambas vieram, igualmente, desembarcar no Maranhão! Pudera, são 640 quilômetros de praias tropicais, floresta amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas.

Esta semana, os Verri reuniram-se, mais uma vez, para distinguir o Rio com suas doces maneiras. Eram os 80 anos da matriarca Cleuba Verri. Os convites foram expedidos com mais de um mês de antecedência, porque assim é o protocolo. O local era o mais bonito da cidade, a Casa Julieta de Serpa. Um Tea-Cocktail-Party, com direito a um espetáculo teatral musical pela companhia de atores da Casa celebrando os 450 anos do Rio. Sem dúvida, dos melhores programas que uma anfitriã pode oferecer às pessoas de sua estima.

Tradição é tradição.

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Foto de família: a matriarca Cleuba com os filhos Raquel, Heckel e Anibal Verri

IMG_7901 CARMEM MAYRINQUE VEIGA E RAQUEL VERRI - Cópia

Carmen Mayrink Veiga e Raquel Verri Shapiro

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Heckel Verri e Loudes Catão

IMG_8044 ELIANA MOURA E GLORIA SEVERIANO

Eliana Moura e Gloria Severiano

IMG_7963 PADRE JORJÃO E IDINHA SEABRA VEIGA - Cópia

Padre Jorjão e Idinha Seabra Veiga

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Serpa, Belita Tamoyo e Maria Alice de Araujo Pinho

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Cecília Dornelles e a aniversariante

IMG_7891 CARMEM MAYRINQUE VEIGA, CLEUBA VERRI,PADRE JORJÃO E HECKEL VERRI - Cópia

Carmen Mayrink Veiga, Heckel Verri e Cleuba Verri

IMG_7954 MUSICAL RIO DE JANEIRO - Cópia

A apoteose final do show dos 450 anos

IMG_8032 HECKEL  VERRI BEIJANDO A MÃE CLEUBA VERRI

O beijo do filho Heckel

Ilka Bambirra e Vera Bangel

lka Bambirra e Vera Bangel

IMG_8027CLEUBA VERRI COM O GRUPO DO MUSICAL

Cleuba homenageada pelo elenco de cantores dançarinos

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Bolo em três níveis, texturizado em point d’esprit

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A sofisticação da Casa Julieta de Serpa

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Doces do pâtissier do restaurante Paris

IMG_7823 GLAUCE ZACHARIAS E CLEUBA VERRI - CópiaGlaucia Zacharias e Cleuba Verri

Isis Penido e Vera Bangel

Isis Penido e Vera Bangel
Cleuba Verri (2)

Cleuba Verri

Belita Tamoyo, Beth Serpa e Maninha Barbosa (1)

Belita Tamoyo, Beth Serpa e Maninha Barbosa

Amaro Leandro, Emilia Froes e Vera Bangel (1)

Amaro Leandro Barbosa, Emilia Froes e Vera Bangel

Carmen Mayrink veiga e Carlos SerpaCarmen Mayrink Veiga e Carlos Alberto Serpa

Cleuba Verri com a filha Raquel Shapiro e o genro Henrique Shapiro e as netas Rebeca e Thammy Shapiro (1)

Cleuba com a filha, Raquel e o genro, Henrique Shapiro, com as filhas, Rebeca e Thamy Shapiro

Cleuba Verri e o filho Anibal

 

Cleuba e o filho, Anibal Verri

Cleuba Verri e Sueli Bedran

Cleuba Verri e Sueli Bedran

Lucy Sá Peixoto, Beth Serpa e Isis Penido

Lucy Sá Peixoto, Beth Serpa e Isis Penido

Marcela Verri (1)

Marcela Verri

medalha de Nossa Senhora- presenteado pelas amigas

 

A Medalha de Nossa Senhora das Graças presenteada pelas amigas à aniversariante Cleuba e abençoadas na hora por Padre Jorjão, presente

Monica Faria e Frederica Bastian Pinto

Mônica Faria e Frederika Bastian Pinto

as irmãs Gloria severiano Ribeiro e Clara Magalhães

As irmãs da fé, Glória Severiano Ribeiro e Glória Magalhães

Beth Serpa, Margareth Padilha e Katia spolavori

Beth Serpa, Margareth Padilha e Katia Spalavori

Gisela amaral. Heckel Verri e Cleuba verri (1)

Gisella Amaral, Heckel e Cleuba

Heckel verri e Lourdes Catão

Heckel Verri e Lourdes Catão vestindo Heckel Verri

Joana teixeira e Celina farias (1)

Joana Teixeira e Celina de Farias

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Lembrança da festa: doces do Maranhão

Ilka Bambirra, Margareth Padilha, Monica Faria e Carmen Mayrink Veiga

 

Ilka Bambirra, Margareth Padilha, Monica Faria, Carmen Mayrink Veiga

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As cunhadas Raquel e Ruth Szapiro

IMG_7792 CLEUBA VERRI E SONIA ROMANO

 

Cleuba Verri e Sonia Romano

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Maria Alice de Araujo Pinho e Cecília Dornelles

Lourdes Catão

Lourdes Catão by Verri

medalha de Nossa Senhora- Raquel Shapiro e Clara Magalhães entregam

Raquelk coloca no pescoço de sua mãe a medalha presenteada pelas amigas, enquanto Clara Magalhães anuncia o presente da joia Agnus Dei

FOTOS DE MARCELO BORGONGINO E SEBASTIÃO MARINHO

Charlotte Olympia, a quase brasileira que chegou ao Olimpo dos grandes da moda

Uma das designers de sapatos que mais causam no mundo na atualidade é a filha de brasileira Charlotte Olympia Dellal, que  construiu uma marca de acessórias reconhecida internacionalmente, através de muita criatividade e charme.

Vencedora do Prêmio Britânico da Moda 2011 como designer de acessórios, Dellal ficou famosa pelas suas plataformas Dolly (à la Carmen Miranda) e as influências kitsch, combinando o humor britânico e a estética das bombshell hollywoodianas.

Ela se lançou em 2006 e exibiu sua primeira coleção de sapatos em fevereiro de 2008, abrindo a primeira loja de sua marca em 2010, na Maddox Street de Londres, seguida por uma loja em Nova York, em 2012 e, mais recentemente, em Los Angeles, a maior loja delas todas, em junho de 2013.

Charlotte Olympia colaborou com Victoria Beckham na sua linha de moda, Victoria, criou sapatos para a Agent Provocateur, e criou uma coleção de edição limitada, Charlotte’s Web, com Olympia Le Tan.

Nascida na África do Sul, em Cape Town, a filha mais velha do bem sucedido incorporador de imóveis Guy Dellal  e da brasileira Andrea de Magalhães, que chegou a ter uma certa fama como modelo com o nome profissional Rio, Charlotte Dellal estudou no London College of Fashion em 1998.

Apesar de sua intenção inicial ter sido fazer corselets (espartilhos), ela desenhou o primeiro par de sapatos quando fazia o curso de moda. Ela chegou a trabalhar por pouco tempo, em 2000, com a editora de moda do Daily Telegraph, Hilary Alexander, antes de se matricular na Cordwainers School para estudar design de sapatos. Charlotte Olympia estagiou com o estilista Giambattista Valli antes de lançar a primeira coleção.

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Charlotte Olympia personifica o conceito de suas criações estética bombshell + retrô kitsch + humor britânico

Charlotte-Olympia-Polly-Leopard-Platform-PumpsLeopardo + pink + plataforma, um dos hits de Charlotte Olympia

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A aranha é uma de suas inspirações recorrentes, spider Charlotte no par de slippers para smoking

charlotte-olympia.jpg 3Charlotte Olympia bem humorada e com dentes afiados

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Plataformas douradas e guizos, para aquela mulher que não quer, ab-so-lu-ta-men-te, passar sem ser notada. Charlotte entende todas as manhas femininas…